quinta-feira, 21 de julho de 2011

um pequeno escandalo


um pequeno escandalo
Capitulo 1
Londres, abril 1870
-Já disse que não vou! Me solta! – exclamou ela se retorcendo para tentar se soltar. Ele estava cansado de tentar usar a razão come la. As vezes lhe dava a sensação de que era o único que tentava há dezesete anos: tentar que ela usasse a razão.
-Você vai.
Sua profunda voz foi tão ameaçadora que o chofer que esperava a lado da carruagem colocou os olhos em branco.
-Não! – gritou ela se revirando com mais força.
Ela era tão ágil como um gato e ele se viu obrigado a pegar seu braço envolto em seda para evitar que ela escapasse.
-Eu disse para você me soltar!
Ele suspirou. Bem. Ele deveria ter suspeitado que chegariam a isso. Uma hora antes, ele estava fazendo de novo o nó da gravata diante do espelho. (Duncan era um ajudante excelente, mas tinha ficado gagá com a idade e totalmente sensível as mudanças da moda masculina, de modo que James se via obrigado, continuamente, a desfazer as escondidas o trabalho de se serviçal, que se empenhava em fazer um nó de gravata no estilo de vintes anos atrás), quando a senhoria Pitt tinha irrompido pelo salão em estado de extrema agitação.
-Milord – soluçou com suas grossas bochechas cobertas de lágrimas. – É insuportável! Me ouve? Ninguém, ninguém, pode consentir que lhe tratem desse modo. É superior as minhas forças.
Dizendo isto e pondo uma mão na boa, a senhorita Pitt abandonou o salão tão de repente como tinha entrado.
James deduziu que a senhorita Pitt acabava de apresentar-lhe a sua demissão. Voltou sua atenção ao nó da gravata, mas sem grande convicção já que não tinha nenhuma necessidade de cuidar de seu aspecto com uma atenção especial. Ao contrário do que tinha previsto, ia ele mesmo ter que acompanhar Isabel ao baile da Lady Peagrove, no lugar de passar a festa com a inigualável Sara Woodhart. cotillón
Que o diabo leve todas! 05/08/09
Izabela Souto
E é aqui que a causa de todos seus males se contorcionavam tentando mordê-lo; sim, mordê-lo; para se libertar. Ele esperava que nenhum de seus vizinhos estivessem olhando pelas janelas. Esse tipo de cena era das mais vergonhosas. Tudo era diferente quando Isabel era mais jovem e menor, mas agora...
Agora desejava cada vez mais se instalar comodamente em sua biblioteca com um cigarro, diante de um bom fogo na lareira.
Sim, queria isso mais que a companhia da incomparável senhora Woodhart.
Doce Jesus! Que horror! Então era certo? Estava ficando velho? Duncan tinha notado em muitas ocasiões. Não de uma maneira explícita, é claro; uma boa ajuda de salão nunca daria a entender que seu senhor já não estava na flor da idade. Mas outra manhã, um idiota tinha tido a cara de pau de entregar um jaleco de flanela para ele. Como se fosse um doente e não um homem robusto cuja companhia era procurada pelas mais sedutoras mulheres de Londres; incluindo a muito solicitada senhora Woodhart. De qualquer forma, nesse dia, James tinha recebido uma boa lição.
Agora a vez de Isabel também receber uma. E não estava brincando e muito menos quando era pelo seu bem.
-E eu digo que irá – cortou.
Ao dizer isso se inclinou e, com a habilidade adquirida com uma longa prática, a pôs no ombro e a levantou como um saco de farinha.
Isabel lançou um grito tão estridente que pareceu afastar a espessa névoa que cobria Park Lane, e com certeza toda Londres, com a sorte que tinha. Com a lentidão que a névoa ia circulando, iam se levar horas para chegar na mansão dos Peagrove. Como se a histeria de Isabel não fosse suficiente! O que podia acontecer de pior? Talvez uma bala na cabeça ou uma facada no coração.
Então seus pensamentos tinham parado quando a segunda possibilidade pareceu se materializar ante seus olhos, com a diferença de que em vez de uma facada, o que sustentava a intrusa surgida do nada, ou possivelmente da névoa, era um guarda-chuvas com o qual apontava a altura de seu coração. 05/08/09
Izabela Souto
-Peço que me perdoe, senhora – disse a proprietária do guarda-chuvas, se alegrando por ter falado com tanta tranqüilidade, ele que tinha a fama de ter sangue quente. – Se quiser baixar essa... coisa? Está no meio do meu caminho para a carruagem que está me esperando.
-Um passo mais e se arrisca a reduzir perigosamente suas oportunidades de gerar um herdeiro – respondeu a dona do guarda-chuvas com uma voz assombrosamente grave para uma pessoa tão bonita. polvo
James olhou para seu lacaio. Era sua imaginação ou estava sendo interpelado na porta de sua própria casa por uma completa desconhecida? Pior, uma completa desconhecida que parecia ser uma jovenzinha... exatamente o tipo de jovem que James evitava cuidadosamente nas reuniões da sociedade.
E quem o podia reprovar? A maior parte do tempo, quando iniciava uma conversa com esse tipo de criatura, a mãe, geralmente coberta de jóias e de pó, surgia repentinamente de Deus sabe onde para recuperar educada, mas firmemente sua pequena se apressando de afastá-la dele.
Desta vez entretanto não havia nenhuma mãe a vista, a jovem estava só, o qual era um loucura em uma noite tão escura. Onde estava sua dama de companhia? Uma pessoa tão jovem seguramente devia ter uma ainda que fosse para impedir que ameaçasse pessoas com a ponta de um guarda-chuvas.
Bem. Se fosse um homem, James simplesmente o teria jogado no chão com um soco antes de passar por cima de seu corpo inerte para continuar seu caminho. Se fosse necessário, teria o prazer de colocar uma bala entre os olhos
Mas longe de ser um homem, era uma mulher pequena, teria bastado estirar o braço para levantá-la e afastá-la de seu caminho sem fazer o menor esforço. Não, por as mãos em cima de uma mulher, sobretudo uma jovem, só iria provocar complicações. O que devia fazer? 05/08/09
Izabela Souto
Perry, a qual James pediu ajuda com o olhar, não foi socorrê-lo. Ele também olhava fixamente para a desconhecida com os olhos arregalados. Não pelo guarda-chuvas que estava apontando para seu senhor, mas sim ante a visão de uns protuberantes extremamente finos que assomavam por debaixo do vestido, cuja dobra se levantava por culpa da posição de esgrima que ela tinha adotado.
Ele é muito idiota! James se ocuparia de despedi-lo amanhã mesmo.
-Coloque-a no chão – exigiu a jovem. – Imediatamente.
-Escute... – começou com um tom muito mais conciliador do que parecia. – Não é necessário me ameaçar com isso. Verá, sou...
-Não me importa nem um pouco– interrompeu ela com rapidez. – Coloque essa garota no chão e se considere um sortudo por eu não chamar a polícia. Coisa que ainda posso fazer. Nunca em minha vida tinha visto nada tão escandaloso. Um homem abusando de uma jovem que deve ter apenas a minha idade!
-Abusando! – repetiu James a ponto de soltar sua carga pela surpresa. – Como se atreve a sugerir algo parecido? Realmente acredita que...
Para sua grande consternação, Isabel, que estava observando tudo em um silêncio suspeitoso desde que essa bruxa começou a ameaçá-lo, levantou a cabeça coberta pelo capuz e começou a gemer:
-Por favor, senhorita, me ajude. Ele está me machucando muito...
A ponta do guarda-chuvas se apoiou com mais força acima da abertura da jaqueta, precisamente no coração. A jovem girou a cabeça para o empregado:
-E você! Não fique aí plantado sem fazer nada, cretino ignorante. Corra para buscar a polícia!
Perry permaneceu boquiaberto. Abaixou para o olhar exasperado de James, seu rosto se contorceu como se estivesse pensando, dividido entre a lealdade a seu senhor e o desejo de não contrariar a desconhecida.
-M... mas – começou a titubear idiotamente. – Se eu fizer isso ele me despedirá, senhorita. 05/08/09
Izabela Souto
-Despedi-lo? – repetiu ela abrindo os olhos cinzentos que já eram grandes por si mesmo. – Escolha o que prefere: que dispensem você ou que o metam atrás das grades por ser cúmplice de violação e intimidação?
-É que, senhorita... – gemeu Perry.
Isabel, que até esse momento tinha conseguido se controlar, começou a tremer cada vez mais forte, sobre o ombro de James. As cordas do espartilho foram incapazes de conter os violentos espasmos que a sacudiam quando começou a rir.
É claro, a senhorita de guarda-chuvas confundiu as gargalhadas com soluções. James viu como empalidecia sob seu gorro. Visto e não visto, jogou o braço para trás com a intenção evidente de tomar o impulso para enfiá-la pura e simplesmente.
Essa era a gota d’água, decidiu James.
-Escute – disse fazendo que Isabel deslizasse pelo seu ombro até ficar de pé ao seu lado, sem solta-la, não estava louco, e ela era capaz de fugir na noite como já tinha feito outras vezes nos últimos tempos. – Ainda que ignoro como chegamos a uma situação tão grotesca, e ainda por cima na frente da minha casa, me permita lhe assegurar que tudo é completamente respeitável. Acontece que esta jovem é minha filha.
O guarda-chuvas não se moveu nem um polegar. Nem sequer meio polegar.
-Não me venha com histórias – lançou a intratável desconhecida.
James olhou a seu redor buscando qualquer coisa que pudesse usar projétil. Se sentia a borda de explodir. O que havia feito ao bom Deus para merecer isso? A única coisa que queria era casar Isabel com um jovem adequado, que não pegasse e acabasse com seu dote. Queria ser livre para passar uma festa tranqüila com uma mulher agradável como Sara Woodhart. Ou com um livro. Isso era pedir demais da vida?
Parecia que sim, enquanto as torturadoras que passeavam por Londres armadas com guarda-chuvas pontiagudos.
Então Perry abriu a boca e disse, sem dúvida pela primeira em sua vida, algo com sentido: 05/08/09
Izabela Souto
-Ehh... senhorita. A jovem é realmente filha dele.
Incapaz de se conter por mais tempo, Isabel começou a rir e suas gargalhadas foram ouvidas sem resevas, ressoando por toda a rua.
-Sinto muito! – exclamou alegremente. – Mas era tão divertido vê-la ameaçar papai com o guarda-chuvas! Não pude evitar.
Desta vez o guarda-chuvas vacilou.
-Se este homem é seu pai por que em nome dos céus gritava desse modo? – disse ela com as sobrancelhas arqueadas sem entender.
Por que? – repetiu Isabel colocando os olhos em branco como se a resposta fosse evidente. – Porque ele quer me obrigar a assistir ao apresentação dos Peagrove.
Para a grande surpresa de James, a mulher; essa completa desconhecida totalmente louca; aceitou a explicação como se a compadecesse sinceramente. Assombrado, a viu baixar lentamente o guarda-chuvas até que a ponta do mesmo tocasse o chão.
-Deus Santo! Não posso levá-la daí!
Isabel tirou sua manga de James com força.
-Viu papai? Eu disse a você.
Agora James já estava seguro de que a qualquer momento ia ter um ataque. O que estava acontecendo passava de seu entendimento. Uns minutos antes essas mulher ameaçava chamar a polícia e agora estava tranquilamente discutindo com sua filha sobre os entretenimentos da alta sociedade como se estivessem falando em uma loja e não no meio de Park Lane, as nove da noite, uma noite de primavera com uma névoa que tirava o fôlego.
-É um abuso sem sentido – afirmava a louca - Lady Peagrove convida o dobro de pessoas que sua casa é capaz abrigar, e lá só se encontram parasitas e e primos provincianos.
-Eu sabia – insistiu Isabel dando batidinhas com o pé na almofada que Perry tinha posto para que a cauda de seu vestido não manchasse de barro quando fosse subir na carruagem. – Não deixarei que se repita, mas não quis me ouvir.
Com a clara impressão de que estavam falando dele como se não estivesse presente, James se sentia mais exasperado do que nunca. 05/08/09
Izabela Souto
-Só quem se importava era a senhorita Pitt – continuava Isabel – E a senhortia Pitt está estupidamente convencida de que é necessário ir a casa dos Peagrove.
-Quem é a senhorita Pitt? – perguntou a desconhecida.
Antes de que James pudesse dizer uma só palavra, sua filha respondeu:
-Minha dama de companhia, ou minha dama de companhia se preferir chamá-la assim. Pelo menos era, porque apresentou a demissão há menos de uma hora.
-Lo sabía-insistió Isabel dando golpecitos con el pie en la alfombra que Perry había puesto para que la cola de su vestido no se manchara de barro cuando se subiera en el carruaje-No he dejado repetírselo pero no ha querido hacerme caso.
-Uma dama de companhia? E porque demônios você deveria andar com uma dama de companhia?
-Porque a mãe dela morreu, se quiser mesmo saber de tudo – disse James com acidez. – E agora, senhora, se nos der licença...
-Não tão rápido! – interveio Isabel – Isso é tudo, papai. Mamãe morreu, sim, mas se ele me impõe uma dama de companhia é porque nunca tem a preocupação de me levar a lugar nenhum – acrescentou se dirigindo a desconhecida. – Quer passar todo o tempo com a senhora Woodhart.
A mão de James se apertou sobre o braço de Isabel.
-Perry, a porta, por favor.
O empregado, que estava escutando a conversa com mais atenção do que nunca tinha dedicado as instruções de James, se sobressaltou violentamente.
-Mm... milord?
James se perguntou se dar uma patada no traseiro o faria parecer bruto. Seguramente sim.
-A porta – grunhiu – da carruagem. Abra. Imediatamente.
O desafortunado empregado se apresou e obedecer. Durante esse tempo, para o cansado James, Isabel continuava tagarelando.
-Estou farta de explicar que onde tinha que ir era a casa de Lady Ashford, mas acha que me escutaram? Nem pensar! Não é estranho que faltasse o respeito com a senhorita Pitt. Quando ninguém liga para o que digo... 05/08/09
Izabela Souto
-O baile de Lady Ashford é esta noite? – perguntou a jovem se apoiando descuidadamente no guarda-chuvas como se fosse um taco de criquet e estivessem jogando na grama. – Nesse caso não posso perdê-lo.
-Sim, mas eles emprenham em me afastar do homem que amo...
-Para a carruagem! – interrompeu friamente James.
Estava muito orgulhoso de si mesmo. Ainda não a tinha colocado na carruagem a força como teria sido sua primeira intenção. Estava aprendendo a dominar seus acessos de cólera e Deus era testemunha de que há semanas não era uma tarefa fácil. Mas, ainda que com dificuldade, estava conseguindo. Depois de tudo isso ele podia se desfazer dessa intrometida e de seu guarda-chuvas sem que derramasse uma só gota de sangue, teria mais uma vitória.
-Mas papai, você ouviu essa jovem. A festa dos Peagrove não é...
-SUBA NA CARRUAGEM!
Isabel tentou retroceder, mas ele foi mais rápido. Como um raio, a pegou, a levantou e a colocou no assento. Amavelmente, isso sim, nem sequer a bruxa do guarda-chuvas podia dizer o contrário.
Em quanto os últimos centímetros da cauda do vestido desapareciam no interior da carruagem, ele se virou para a assombrada mulher.
-Boa noite – disse.
Uma vez dito isso, entrou na carruagem, gritando para o cocheiro andar, o qual se apresou para ir.
Sentada de frente a ele, Isabel estava tranqüila.
-Realmente, papai, não precisava ter sido tão grosseiro.
-Grosseiro! – repetiu ele com um sorriso sem alegria. – Essa é boa! E suponho que você teve muito boa educação com uma perfeita desconhecida me aponte o guarda-chuvas ameaçando chamar a polícia como se fosse um criminoso que fugir da cadeia.
-Não é uma perfeita desconhecida – respondeu Isabel arrumando o satém branco de sua saia. É a senhorita Mayhew. Já a vi uma ou duas vezes. 05/08/09
Izabela Souto
-Senhor Deus! Essa criatura vive em Park Lane? Não conheço nenhum Mayhew. Em que casa trabalha?
-Na dos Sledge. É a governanta de todos seus condenados serventes.
-Oh! – murmurou ele um pouco suavizado.
Não estranhava não tê-la reconhecido. Em todo caso podia se alegrar por uma coisa: essa mulher só era uma criada de modo que não iria dizendo aos quatros ventos que James Traherne, terceiro marquês de Wingate, não tinha nenhuma autoridade sobre sua filha.
E se se arriscasse em dizer, ninguém acreditaria.
Então perguntou com uma certa indignação:
-Mas se já a conhecia, como podia não saber que era minha filha e imaginar que eu estava a seqüestrando?
-Está trabalhando há pouco tempo – explicou Isabel tirando suas luvas. – Onde poderia tê-lo visto? Na igreja não, já que você volta para casa ao amanhecer quase todos os sábados.
James esquadrinhou seu rosto iluminado pela pequena lâmpada de azeite. Esse tom tão familiar não era o adequado para que uma filha falasse com seu pai. Provavelmente tinha casado jovem demais. Seu pai o tinha avisado. As filhas dos que não tinham casado antes de ter superado os vinte anos, não falavam dessa maneira com seus pais. Ou ao menos isso que ele supunha já que não tinha muitos amigos, sem dúvida a causa de seu passado cheio de vícios e da reputação posterior.
Mas se tivesse tido um maior número de amigos homens, era certo que suas filhas seriam dóceis e delicadas como a garota dos seus sonhos; e não essa criatura rebelde saída do custoso internato para jovens há só um mês e meio antes, que lhe respondia com muito má educação.
-Isabel – disse tão tranquilamente quanto pôde. – O que você fez a senhorita Pitt?
Ela sumiu contemplando a estrada.
-Se esta carruagem parar na frente da casa dos Peagrove, saio correndo. Você está avisado.
-Isabel – repetiu ele com uma paciência admirável – a senhorita Pitt é a quinta dama de companhia que contratei para você nas últimas cinco semanas. Você pode me dizer o que tem contra ela? Ela foi muito recomendada por Lady Chittenhouse. 05/08/09
Izabela Souto
-Lady Chittenhouse! E o que ela sabe? Nenhuma de suas filhas nunca precisaram de uma dama de companhia. Nem um só homem em seu juízo se atreveria a se aproximar delas. Nunca conheci umas criaturas mais repulsivas; diria que não sabem o que é um sabão. Me surpreenderia que consigam se casar.
James ignorou esse comentário.
-Lady Chittenhouse escreveu uma carta de recomendação elogiando muito a senhorita Pitt.
-Sério? E mencionava nessa carta que a senhorita Pitt era chata até não poder mais com suas incessantes conversas sobre seus sobrinhos e suas sobrinhas, mas que tem uma péssima tendência a cuspir enquanto fala? Sobretudo quando tenta corrigir o que ela denomina “meu extravagante comportamento”.
-Se a senhorita Pitt desagradava tanto você por que não me pediu para contratar outra? – perguntou James tão amavelmente como pôde dada a vontade que tinha de estrangulá-la.
-Porque teria encontrado alguém ainda pior – respondeu Isabel olhando as ruas envoltas em névoa através do vidro da porta. – E além do mais eu não tenho o privilégio de estar presente nas entrevistas para contrata-las.
Seu tom, completamente atrevido, o fez sorrir.
-E quem você escolheria, Isabel? Suponho que alguém como essa senhorita Mayhew.
-O que você tem contra? Em todo caso tem aspecto mais agradável que a horrível senhorita Pitt.
-Você não precisa de alguém com aspecto agradável, mas sim uma pessoa séria, capaz de impedir que vá atrás desse miserável Saunders.
No instante que pronunciou essas palavras, compreendeu que tinha cometido um erro.
-Geoffrey não é um miserável! – explodiu ela. – Saberia disso se tomasse alguns minutos para conhecê-lo. James levantou os olhos para o céu e também pela janela. Desgraçadamente estavam bloqueados no meio da circulação e a carruagem estava sendo assaltado por vendedoras de cintas, mendigos e prostitutas. A escória habitual que enchia as ruas de Londres durante a noite. Os vidros estavam levantados, mas eles estendiam suas mãos sujas e calejadas pelo trabalho e a miséria. James não pôde conter um suspiro. Não era assim que tinha planejado passar o festejo. Nesse momento deveria estar em seu palco no teatro. Em vez disso agora teria sorte se conseguisse chegar a porta dos atores para encontrar a Sara no meio da multidão de admiradores que iriam render homenagem a seu talento.
Ao menos isso era o que ela gostava de acreditar, já que James sabia muito bem que não iam admirar seus dotes de atriz, mas sim por algo muito diferente...
-Não preciso conhecer o senhor Saunders, Isabel. Eu sei tudo o que se refere a ele, e posso dizer que se esse inútil se atrever a pisar na entrada de nossa casa, sairá dali com uma bala no corpo.
-Papai! – exclamou Isabel com um soluço. – Se quisesse me escutar...
-Já ouvi o bastante de besteira sobre o senhor Saunders. Peço a você que não volte a mencionar esse nome em minha presença.
Isso pareceu bastante ameaçador e dissuasório. Era assim como um pai devia falar com sua filha: sem rodeios.
-E agora iremos a casa dos Peagrove, já que acho que Saunders não foi convidado – achou oportuno acrescentar.
Isabel emitiu um segundo soluço, mais forte que o primeiro e declarou com uma voz comovente:
-Quer dizer que você vai a casa dos Peagrove, eu vou a casa de Lady Ashford. 05/08/09
Izabela Souto
E antes que James pudesse compreender o que acontecia, Isabel se lançou a porta, a abriu de uma vez e, com um estilo que teria invejado Sara Woodhart, saiu da carruagem.
Seu pai se encontrou repentinamente só na carruagem. Que Deus o protegesse das jovens apaixonadas! Decididamente não era assim como tinha previsto passar o festejo.
Colocou bem o chapéu, saiu pela porta que tinha sido deixada aberta e correu atrás de sua filha pela rua repleta de pessoas. 22/08/09
Fernanda
Capítulo 2
Uma explosão de calor do fogo da lareira da cozinha não foi a única coisa que cumprimento Kate Mayhew, quando ela escapou da porta: Posie, a camareira do dia, tirou em seu bem, um verdadeiro furacão de bochechas rosadas e Saiotes rendadas.
“Oh, senhorita” Poise chorava, correu ao lado a menina mais velha antes mesmo que a Kate tivesse a chance de fechar a porta. “O que você acha? Você nunca vai adivinhar”.
“Henry colocou outra cobra no roupão de banho do seu pai” Kate falou, como se ela estivesse despojado fora as luvas.
“Não...”
Kate trabalhava no botão que a pinicava. "Jonathan falou de novo aquela palavra na frente de sua mãe."
“Que palavra, senhora?”
“Você sabe que palavra. Uma que começa com a letra f.”
“Oh, não, senhora, nada como isso. É quem está na frente da sala de jantar esperando por vós.”
“Se é o seu senhorio, eu deveria, então, ter esperança sincera”. Kate tirou o seu capô de cordas e pendurou seu chapéu no cabide de Madeira perto da porta. “Ele supostamente tinha que me conhecer me considerando, e eu gastei uma hora procurando altos e baixos pra ele”.
“Ele falou que deve ter ido para a Igreja errada”. Poise rebocou atrás de Kate como se ela ferisse seu caminho através da cozinha.

“Ol” Fusspot é posto direto pra fora, ao lado do seu comandante. Ele é posto por um buraco para fora da sala de jantar. Tentando pensar em alguma coisa pra ir lá e dizer. Kate parou em frente ao espelho na parte inferior da escada. Pendurado lá especialmente para que as empregadas domésticas possam ajustar as suas posições antes de entrarem através da porta para o resto da casa, e tentou, sem sucesso, aveludar a franja de cabelo que cobriam sua testa. Suas bochechas, cor-de-rosa com o frio do ar da primavera exterior, onde não era preciso beliscar, mas o seu nariz parecia um pouco brilhante. Um dedo de farinha, tomadas do saco na despensa e esfregada estavam bem, fez o truque admirável.
“Pobre Freddy.” Kate falou “Por quanto tempo ele esteve aqui?” 22/08/09
Fernanda
“Desde logo depois que você saiu, ou quase". Posie situou-se no ombro direito de Kate, e falou para sua reflexão.
"Oh, querida," disse Kate com um suspiro. "É a Sra. Sledge Cross?"
"Claro que não! Ela será como a Rainha de maio amanhã, quando as senhoras no seu missionário círculo perguntar sobre o transporte que foi puxado para cima da frente da casa, ela é capaz de dizer-lhes que foi o conde Palmer.”
"Vinde a pagar uma chamada da sua babá?" Kate ajustou o camafeu (é um broche que usavam antigamente nas roupas) que colocou no colarinho de rendas em sua blusa fechada. "Eu não acho que sim."
"Ela não irá dizer-lhes isso. Ela vai torná-la boa, como se ele estivesse aqui para falar com ela."
O estouro bateu na porta aberta, e Phillips, o mordomo, apareceu no topo da escada. Ambas as garotas começaram, Posie se atirou na própria mesa onde uma prancha grande sortida de potes cobre tinham sidos definidos, que ela começou aplicadamente estudar polonês.
Kate, porém, não era tão sortuda. Ela não tinha seus deveres abaixo, e, da maneira como o mordomo pensava, não tinha qualquer negócio lá em primeiro lugar. Descendo a escada estreita com grande topete, Phillips disse, "Menina Mayhew, creio ter mencionado inúmeras vezes que não é um dos o comando da expectativa você utilizar os agentes na entrada. Como a governanta das crianças, é perfeitamente aceitável você usar a porta da frente." 22/08/09
Fernanda
Kate abriu a sua boca para informar ao mordomo alegremente que ela preferiu a porta do comércio do que a porta da frente, principalmente porque, usando-a, ela era capaz, na maioria dos dias, de evitar correr para ele, embora ela deseja nunca ser tola o suficiente para admitir em voz alta, mas ele continuou a falar direito.
"E se você tivesse utilizado a porta apropriada neste caso," foi sobre Phillips, com aquilo que ela começava a realizar praticamente para suprimir sua raiva "você teria percebeu que o seu senhorio, o conde de Palmer, estava esperando por você durante quase duas horas em frente à sala de estar."
“Oh, Sr.Phillips” Kate falou “Me desculpe. Estava suposto, Senhor Palmer me encontrar no recital está tarde, e eu suspeitei que nos perdemos um do outro. Eu não posso lhe dizer como....”
“No futuro, Sr. Mayhew” Phillips falou, sem emoção, como autônomo “se você está convidando pessoas com titulo de nobreza para está casa, você seria tão boa como me informar antecipadamente, então o que eu deveria decantar suficientemente bem da água ardente no avanço para isso fazer a diferença”.
Phillips, Kate percebeu, estava furioso, ele não estava gritando ou atirando coisas – um homem como Phillips foi treinado para nunca se rebaixar e exibir tal emoção. Mas sua própria falta de inflexão tornou claro para Kate que ele estava zangado, furioso por isso ... e tudo porque ele foi desmoralizadas por ter de servir brandy a um conde inferior. O mordomo Phillips do estatuto nunca poderia se recuperar de uma tal ignomínia.
Mas agora ela tinha humilhado ele, também.
Ela poderia começar a procurar por outra posição.
“Honestamente, Sr. Phillips” Kate começou, sabendo que isso seria em vão, mas determinada a tentar fazer o mínimo possível para compensar “Se eu tivesse alguma idéia, eu...”.
“Não se desculpe comigo, Srª. Mayhew,"o mordomo falou firmemente “É o mestre que tem o seu humor no final, tentando distrair o conde nestas últimas horas que você foi embora." 22/08/09
Fernanda
Kate ficou com a cara amarrada, não foi culpa dela Freddy ser tão descuidado ao ponto de não poder se lembrar de um simples endereço. E não era culpa dela se ele escolheu para si próprio o parque trenós desenho na sala para esperar por ela. E como o Phillips ousa implicar, com o seu "estas últimas horas que você foi embora", onde era, depois de tudo, ela foi noite a fora(não entendi muito bem essa parte. Seguramente, sobre a noite afora, ela deveria ter permissão...
Mas não foi utilizado nenhum argumento. Não com um homem como Srº Phillips.
Levantando sua saia, Kate começou a subir as escadas para o batente da porta. Ela tinha pincelado o passado do Srº Phillips como se ela estivesse subindo a escada estreita. Mas ele começou a ignorá-la, o qual, ela decidiu, era tão bom, por que assim ela não falou uma palavra, ela estava num tipo de humor que poderia fazer algo entrar em erupção, como apontou o odioso homem que ela sabia perfeitamente bem que havia substituído o bom vinho por um de marca inferior, ainda tinha apresentado a sua identidade patronal como um projeto antigo. Ou pior, arrancar um dedo para o intestino, em que ele sugou com tanto cuidado, como ela tinha testemunhado o jovem fazer mediante outras ocasiões.
Do lado de fora da porta da sala de jantar, estava o Srº Sledge, como a Poise havia dito, vestindo o pêlo denso da Oriental, vendo-o através buraco de cobrador."Oh, Senhorita Mayhew, eu estou tão feliz que você tenha retornado", ele jorrou. "O conde - o de Palmer, não...você sabe. Ele está bem lá dentro, esperando por você. Trouxe ele hoje jornal. Eu não tinha jogado ele fora, você vê. Pensei que ele poderia se divertir. " 22/08/09
Fernanda
Kate sorriu a sua entidade patronal. Cyrus Sledge, apesar de seu nome infeliz, não era um homem mau. Ele era apenas um homem bastante aborrecido, que casou com uma prima feia sem a menor idéia de que ela poderia um dia herdar uma fortuna, a fortuna que atualmente abastece a Kate um salário, bem como mantém várias missionários, e centenas de nativos de Papua-Nova Guiné, com sapatos e Bíblias.
"Eu pensei," O Sr. Sledge sussurrou, “dando o seu senhorio sobre uma das vias do Reverendo Billings, você sabe, sobre a missão. Você acha que ele estaria interessado, Srª Mayhew? Muitos dos nossos melhores homens jovens do país que eu encontrei, não estão particularmente interessados nos menos afortunados. Suas cabeças estão cheias de caça e ao teatro. Mas muitas vezes eu pergunto se isso é só porque eles não sabem. Eles, frequentemente, não têm tido conhecimento, você vê, de quão mal ao largo da Papua Nova Guiné são, nem ter caça, teatro, nem, muito menos qualquer tipo de condições dignas de apreço para o Senhor, " Kate respondeu. "Eu concordo totalmente com você, Sr. Sledge. Da próxima vez, sua senhoria vem a chamada, certifique-se de falar com ele sobre isso. Eu acredito que ele vai ficar bastante fascinado. "
Sr. Sledge tinha ordinariamente seu rosto pálido lavado com prazer. "Realmente, Srª Mayhew? Você realmente acha?" "Eu realmente acho." Kate levou-o pelo braço e dirigiu-o longe da porta da sala de estar. "Na verdade, eu, Sra. Sledge, acho que você deveria elaborar um conjunto de extensões do Reverendo Billings para Freddy ler esta noite, sua senhoria, e então da próxima vez que ele chamar, você lhe de o tanto que ele quiser sobre o conteúdo". 22/08/09
Fernanda
Sr. Sledge. "Esplendida idéia! Vou dizer a Sra. Sledge de uma só vez. Temos alguns novos adoráveis que não sabem, Miss Mayhew, tudo sobre as miseráveis condições em que as mulheres dão a luz na média de Papua-Nova Guineenses, e como o Reverendo Billings vem trabalhando febrilmente para melhorar as condições "
"Ah", disse Kate. "Isso vai ser perfeito para o seu senhorio."
Sr. Sledge apressadamente longe, ansiosamente esfregou as mãos juntas. Kate, em extinto riu, jogou aberto as portas para a sala de estar e disse: "Bem, Freddy, você está pronto para ele agora. Sr. Sledge está começando com seus panfletos lá fora. O parto mais, nem menos. "
O alto, louro homem de pé antes do incêndio girado em torno culposamente. Um segundo mais tarde, Kate o viu porquê ele tinha feito bom uso do seu empregador do jornal, rodando-o em pedaços de pequenas bolas, então arremessou bolas para o fogo, que rebentou em chamas antes de serem transportados até a chaminé pelo projeto do cano da chaminé. Ele tinha trabalhado o seu caminho através das páginas sociais, e que tinha apenas começado na seção financeira quando Kate passou a andar.
"Realmente, Freddy", disse ela, olhando para baixo nos destroços do jornal que tinha, sendo que de manhã, havia sido pressionado limpamente, com um ferro quente, não menos, pela Phillips, para secar a tinta ainda não pegajoso.
"Você é muito pior que Jonathan Sledge, você sabe, e ele tem cinco anos."
Bispo Frederick, nono do conde Palmer, preso ao seu formidável queixo disse: "Bem, sempre você foi próxima, Katie. Tive que a ocupar sozinho, de alguma maneira."
"E isso, realmente, não ocorrerá com você a lendo um papel", disse ela, dobrando para baixo e tentando endireitar a pilha de jornal. "Cortá-lo em pedaços, sem dúvida, mas nunca realmente olhar para ele." 22/08/09
Fernanda
"O que é para olhar?" Freddy quis saber. "Somente coisas chatas sobre os problemas da India, e outros enfeites. Eu disse, Kate, o que te prendeu? Estive aqui durante horas e horas. Eu fui para a igreja que, não tendo havido qualquer concerto acontecendo. Houve apenas o vigário da uma mulher – terrível, coisa desagradável, fixação nos mortos mantém a parede para algumas festas ou outros. Ela era super grossa, quando perguntei quando estava começando o Mahler. Parecia um pau morto sozinho, agora que penso do mesmo. "
"Você foi à igreja errado novamente. E não era Mahler, foi Bach." Kate afundou nos trenós "duras e formais cadeiras. A polonesa foi lindo."
"Droga de polonesa", o Conde de Palmer disse, muito violento.
"Realmente, Freddy", Kate disse com uma risada.
"Eu não me importo." Freddy naquilo para a presidência oposto dela. "Perdi o show, e agora é demasiado tarde para levá-la para jantar. Os trenós vão aposentar-se em breve, os estúpidos sodomitas, e você terá que ir. E você não tem mais uma noite fora até à próxima semana. Portanto, a polonesa é um Demônio!"
Kate riu de novo. "Trata-se de sua própria culpa, você sabe. Quando você vai começar a escrever endereços de modo que você se lembra deles?"
O conde disse, com a súbita maldade, "Se você apenas fechar e deixar de ser cabeça dura, e casar comigo, eu não terei necessidade de escrever endereços, porque você deveria estar sempre por perto para me lembrar."
"Bem", Kate disse alegremente, "você está indo, certamente, sobre o caminho certo. Eu não consigo imaginar, que há uma menina em Londres quem poderia resistir a um homem que a chama cabeça dura".
Freddy puxando o final de seu espesso bigode dourado. "Você sabe o que quero dizer. Porque você tem que ser tão teimosa?"
"Não estou a ser teimosa, Freddy", disse Kate. "Você sabe que eu amo você. Só não como uma mulher deve amar um marido. Quero dizer, eu não estou apaixonado por você." 22/08/09
Fernanda
"Como você sabe?" Freddy exigiu. "Você nunca esteve antes no amor."
"Não", Kate admitiu candidamente suficiente. "Mas eu certamente lido sobre ele em livros, e-" Freddy fez um rude ruído. "Você e seus livros!"
"Você deveria tentar ler uma vez, Freddy," Kate disse suavemente. "Você pode realmente gostar deles."
"Eu duvido. Enfim, o que não se importa se você está ou não apaixonado por mim? Eu estou apaixonado por você, e isso é tudo que importa. Você pode sempre aprender a ser apaixonado por mim ", disse Freddy, aquecendo para o seu assunto. "Esposas tem que fazê-lo o tempo todo. E você deve ser melhor para ele do que a maioria dos meus amigos. ‘Esposas’, você é rápido depois de tudo. Todo mundo disse que nunca passaria de um minuto, neste negócio de governanta, mas veja como bem você fez por si mesmo."
"Quem disse que eu nunca tinha passado um minuto, como governanta?" Kate exigiu, mas o conde acenou sua indignação aparte.
"Posso ser muito amável, você sabe," Freddy a informou. "Virgínia Chittenhouse era louca por mim na última primavera. Garanto-vos que ela chorou terrivelmente quando eu fui forçado a admitir que o meu coração sempre pertencerá a você, mesmo que você não tem um centavo para o seu nome nunca mais, e que na sua idade, você
desenvolveu um ácido na língua dessa cabeça."
"Você não deveria ter colocado Virgínia Chittenhouse", Kate disse, com algum descaramento. "Ela é dificilmente ácido-linguetas, e eu entendo que ela é só entrar em cinquenta mil libras."
o conde de Palmer se levantou novamente, e fez um gesto dramático. "Eu não preciso de cinquenta mil libras. Eu preciso de você, Katherine Mayhew!"
"Precisamente quantos copos de brandy você consumiu enquanto você estava esperando por mim, Freddy? "Kate falou suspeito.
"Você está a abdicar desta escravidão de governanta de uma só vez", Freddy declarou "e fugir comigo para Paris". "Senhor, Freddy, gostaríamos de estar em outra parte da garganta de Calais, e você sabe disso. Espero sinceramente que você esteja bêbado. É a única explicação lógica para este comportamento extremamente perverso.”
O conde de volta afundou-se em sua cadeira derrotadamente. "Eu não estou bêbado. Acabei de ficar em forma selvagem com tédio esperando por você. Esse palerma do Sledge mantendo os olhos em cada cinco minutos em mim, perguntando-me se não havia nada que eu precisasse. Ele tentou falar comigo sobre esses nativos de
poppingnew Guinés".
"Papua Nova Guiné", disse Kate, corrigindo-o com um sorriso.
Freddy fez um gesto dissimulado. "Seja qual for. Onde você estava, Kate? O concerto supostamente terminava as nove ".
Kate disse, "eu voltei o mais depressa que pude. Tive de tomar o ônibus, você sabe, como eu não tinha o luxo da utilização do seu transporte, desde que você nunca apareceu" Ela atirou-lhe um olhar de reprovação, e estava preocupada com mais propostas do seu próprio casamento, quando de repente ela endireitou-se e acrescentou: "Oh, eu quase esqueci. Corri para a mais extraordinária cena em meu caminho de casa. Do lado de fora e direita do Park Lane, eu vi um homem aventurar-se com uma jovem mulher sobre o seu ombro e tentar levá-la a força [silber]não está na integra"
O conde de Palmer se mexeu no seu trono, e sua expressão ficou truculenta e escurecida. "Você está fazendo tudo. Você está tornando a pôr-me fora como objeto para não casar comigo. Bem, Kate, isso não vai funcionar. Estou absolutamente determinado nesse tema. Eu mesmo disse para mamãe, mas ela disse que se eu queria me fazer de bobo, ela não poderia impedir-me. "
Kate optou por ignorar a sua última frase. "Eu juro-te que estou dizendo a verdade. Era perfeitamente espantoso. Eu tive que ameaçá-lo com a ponta do meu guarda-chuva antes que ele deseja colocá-la novamente para baixo." 22/08/09
Fernanda
Freddy piscou. "Era um árabe?"
"Certamente não. Ele era um cavalheiro, ou, pelo menos, ele professou ser. Ele estava vestido como um, em qualquer caso, na roupa noite, e ele tinha uma série de bastante estúpido lacaios sobre ele. Ele era bastante alto, e com ombros muito largos, e tinha um monte de muito selvagem, cabelo muito escuro, e uma tez-oliva "
"Um árabe!" Freddy chorou entusiasmo.
"Oh, Freddy, ele não era um árabe".
"Como você sabe? Ele poderia ter sido."
"Primeiro de tudo, ele falou-me em perfeita soberania inglesa, sem o menor sotaque. E, em segundo lugar, um dos seus idiotas agentes o abordou como 'meu senhor'. E ele tinha o mais extraordinária olhos verdes que eu já vi. Árabes têm os olhos escuros. Os seus eram leves, quase brilhante, como um felino ".
Freddy definiu o seu maxilar. "Você certamente deu um bom olhar nele."
"Bem, claro que sim. Ele não estava a mais de quatro metros de mim. O nevoeiro que não foi espesso esta noite. Além disso, houve queda de luz da casa. "
"Que casa?"
"Nem duas portas para baixo." Kate apontou para a parede à sua esquerda.
O conde de Palmer visivelmente relaxado.
"Ah", disse ele, rolando seus olhos. "Traherne".
"Perdão?"
"Traherne. Ele é tomado o lugar da antiga Kellogg para a temporada. A filha do primeiro."
"Sim, a menina que ele tão abominavelmente tentava abusar acabou de ser sua filha. Uma pessoa jovem e muito cabeçuda."
"Isabel", disse Freddy, asfixiando um bocejo. "Sim, eu vi um pouco sobre ela. Ela é tão selvagem como o pai, com o que eu entendo. Fiz um espetáculo jogando ela em algum pobre do segundo filho alguém ou outro à ópera na outra noite. Foi embaraçoso, mesmo para um estafado observador do comportamento humano como eu. Não é de admirar que o velho estava sendo um pouco brusco com ela."
Kate tricotou seu supercílio. "Traherne? Eu nunca ouvi falar de um Senhor Traherne. 22/08/09
Fernanda
Fiquei fora da sociedade por um grande-pouco tempo, eu sei, mas-"
"Não Traherne. Wingate. Burke Traherne é o segundo Marquês de Wingate. Ou o terceiro, ou algo assim. Como um colega do suposto manter-se a par de tudo isso, eu ainda não tenho-"
"Wingate? Isso soa familiar."
"Bem, ele deve ser. O homem que criou um escândalo, muito embora, agora que penso na mesma, que foram, provavelmente, em a sala de aula no momento. Eu ainda estava em Eton. Lembro-me de sua mãe e pai falando sobre isso uma vez, durante o jantar com minha mãe e pai. Bem, coisas desse tipo não pode ajudar, mas volta-"
"Coisas como o quê?" Kate não gosta de fofoca, depois de ter sido objeto de mais um pouco do que no seu tempo. Ainda assim, os olhos não eram facilmente esquecidos.
"O divórcio Wingate. Foi tudo, para falarem por meses. Estava em todos os jornais," Freddy com a cara amarrada. "Não que eu os leio, é claro, mas você não pode ajudar os olhos a notícias que você rasgue, você sabe. "
"Divórcio?" Kate sacudiu a cabeça dela. "Oh, não. Você deve estar enganado. A moça-Isabel, me disse que a mãe dela estava morta."
"E ela está. Faleceu pobre no Continente após Traherne acabou arrastando ela e o seu amante através dos tribunais.”
"Amante?” Kate estarrecida. Ela não podia ajudar com isso. "Freddy!"
"Oh, sim, era bastante escândalo", disse Freddy agradavelmente. "Casados absurdamente jovens, Traherne um amante do jogo, com a única filha do Duque de Wallace. Elisabeth, eu acho que era esse o nome dela. Enfim, acabou por ser um jogo amor do seu lado só. Nem um ano após Isabel nasceu, Traherne capturou ela-Elisabeth, quero dizer-nos um trocadilho com uma espécie de poeta irlandês ou algo assim, em uma bola na sua própria casa. Traherne da casa, quero dizer. Jogou os colegas a uma história de segunda janela, a partir do que eu compreendo, e chefiado reta para o seu advogado do escritório no dia seguinte. " 22/08/09
Fernanda
Kate suspirou. "Bom Senhor. Ele morreu?"
"Traherne? Claro que não. Estou certo de que é quem você viu esta noite. Ele é mantido para si mesmo um bom bocado, compreensivelmente, assim, não digno que será o anfitrião em sua mesa, mas eu suponho que ele acha que tinha de entrar novamente na sociedade, se ele nunca quer que inferno de seu casamento."
Kate teve um profundo suspiro de paciência. Sua familiaridade com o tempo do Conde de Palmer tinha feito mais para preparar a sua carreira do que qualquer treinamento formal jamais poderia.
"Eu quis dizer", Kate disse, "fez amante de sua mulher morrer, quando Lord Wingate o jogou janela a fora?"
"Ah", disse Freddy. "Não, não em todas. Ele recuperou, e casou com a mulher, uma vez que o divórcio era definitivo. Dos claro, a dois deles não podia pôr o pé na Inglaterra de novo, não depois disso. Ninguém queria eles, nem mesmo as suas próprias famílias."
"E as crianças?"
"A criança? Isabel, você quer dizer? Bem, Traherne está levantando-a, claro. Você dificilmente esperam-no a deixar a sua esposa fazê-lo. Ex-esposa, eu quero dizer. Duvido que a mulher viu sua filha novamente. Traherne teria visto para isso. Eu me lembro, houve um pouco de barulho ainda não há muito tempo sobre o velho Wallace-o pai de Elisabeth, não que você conheça ou queira visitar o seu neto, e Traherne proibindo-o. Muito desagradável, devo dizer ".
"Muito". Kate com a cara amarrada no desgosto. "Que pequeno conto absolutamente horrível."
"Ah, piora", disse Freddy alegremente.
Kate colocou a palma da mão para fora. "Eu não me importo em ouvir isso, obrigado."
"Mas é muito bom. Eu tenho certeza que você vai apreciá-lo, Katie."
Kate, reduzindo a sua mão, atirou-lhe uma advertência através do olhar. "Você sabe que não gosto de fofocas, Freddy. Particularmente, quando envolve membros do beau monde. Não há nada pior para mim que ouvir sobre os ensaios e atribulações dos absurdamente ricos. " 22/08/09
Fernanda
Freddy sorriu gentilmente. "Ah, vamos ter um debate, eu amo muito debater com você, Kate. Será como nos velhos tempos ".
Kate olhou para ele. "Não vai não. Porque não há nada para o debate. Não pode haver dois lados do presente problema. Eu estou enjoada de ouvir falar da morte de ricos, das pessoas educadas, que são incapazes de se comportar melhor até ... beco CURS que voltar (não sei o que quis dizer essa última parte)."
"Você está sendo muito dura com os pobres Traherne," Freddy a provocou. "Pelo que eu entendo, o bolseiro nunca se recuperou da traição da esposa. Ele virou um frio, amargo e tem uma casca vigorosa sobre antigo eu. "
"Ele olhou para mim muito vigoroso", disse Kate, ao pensar na facilidade com que o homem havia jogado seu filha - que não era leve, sendo um bom poucos centímetros mais alta, e muitos quilos mais pesada do que Kate.
"Oh, ele não quer o sexo feminino para companheirismo", assegurou Freddy a ela.
"Sara Woodhart o mais tardar, a partir de o que eu entendo. Você se lembra, eu disse a você sobre o que vê ser o seu último mês em Macbeth. "
Inflamando a própria memórias da vigorosa figura do marquês, Kate disse: "Sim, é verdade. Sua filha mencionado algo sobre como ele prefere ficar com uma Sra. Woodhart, após a sua marcação, ao longo de salão de baile-" "Qual seria a de Traherne por isso, tem uma enorme quantidade de sangue-suga olhando de fora para ela. E não querem muito bem, daquilo que tenho observado. "
Kate sacudiu a cabeça dela. "Ele devia casar novamente. Seria mais barato para ele, no longo prazo. E eu estou certa que neste ano de cultura da sociedade que perde, ele poderia encontrar uma garota estúpida-ou gananciosa o suficiente para fechar os olhos, deveria flertar como várias atrizes. "
"Só que Traherne é contra casamento. Todo mundo sabe disso. Diz que casamento arruinou a vida dele, e ele diz que não será arruinado uma segunda vez, muito obrigado." 22/08/09
Fernanda
"Ah", disse Kate consciente. "Como o original. Um nobre rico e bonito que tem ajuramentada contra casamento. Ele deve ter todas as elegíveis meninas em Londres, em um estremecimento, tentando dissuadi-lo. "
"Lá, você vê?" Freddy, sorriu amplamente, inclinado para frente e aproveitando a sua mão. "Isso não foi tão ruim, foi? Você fez muito bem. Prodigiosamente estou orgulhoso de você. "
Kate, após piscar para ele por um segundo, percebeu do que ele estava falando, apertou a mão que ele tinha, tocou em um punho e levantou-se repentinamente de sua cadeira.
"Isso não foi justo", disse ela, de frente para longe dele, ela de volta muito rígida.
"Claro que foi." Freddy, não parece que seu anúncio era perigo. Ele bocejou e se esticou antes do incêndio.
"Foi uma bela fofoca. Sinto muito como se fosse nos velhos tempos de novo."
"Pare com isso", disse Kate, abordando ainda a parede, e não ele.
Na verdade, ela falou tão suavemente, Freddy só então notou que tinha deixado a sua sede, e olhou para ela curiosamente. "Ela nunca pode ser velho novamente. Você sabe disso."
"Agora, Katie", Freddy disse, olhando para ela de volta com um certo grau de alarme. "Não vá dragagem de todos de-"
"Freddy, como eu não posso?" Sua voz não tremia, nem sequer uma vez.
"Katie", disse o conde suavemente. "Não".
"Eu não posso ajudá-lo. Penso nisso o tempo todo. A outra noite eu mesmo ...."
"A outra noite você mesmo o quê?" Freddy perguntou.
"Ah", disse ela, agitando a cabeça dela. Seus olhos, porém, quando ela finalmente virou a cara, foram demasiadamente brilhantes. "Nada."
"Kate", ele disse, com uma severidade que não arreliava o som. "Diga-me."
Ela disfarçou, mas não pode cumprir o seu olhar como ela queria, "Eu pensei que eu o vi de novo."
Freddy piscou para ela. "Pensou que você viu?" 22/08/09
Fernanda
"Daniel Craven." As palavras, uma vez que caiu de sua boca, soou pesada, cada sílaba, como se fosse um tijolo, caindo no chão. "Eu pensei que eu vi Daniel Craven."
Freddy foi para cima e para fora de sua cadeira quase antes das palavras saírem totalmente de sua boca. Ele andou em passos longos até ela, e teve uma de suas mãos na dele. "Kate", disse ele suavemente. "Nós falamos sobre isso."
"Eu sei", disse ela. Seu olhar era sobre o tapete sob os pés. "Eu sei. Mas eu não posso ajudar. Eu o vi, Freddy ".
"Você viu alguém que parecido com ele. Isso é tudo."
"Não."
Kate arrebatou a sua mão da dele, e foi à janela mais próxima, que abrangia as divisórias das cortinas de veludo. Ela olhou cegamente para fora no nevoeiro que encobria a rua.
"Foi ele", ela disse. "Eu sabia que era ele. O que mais, Freddy, ele estava me seguindo?"
"Seguindo você?" Freddy se apressou ao seu lado. " Seguindo você, onde?"
"Aqui, no Park Lane. Eu estava com os meninos-"
"Daniel Craven", disse Freddy cético. "Daniel Craven, a quem não é um visto em Londres, em sete anos, estava seguindo você ao longo desta rua? "
"Eu sei que parece absurdo." Kate tropeçou na cortina quando voltava e se voltou em direção ao fogo.
"Você acha que eu sou louca. E talvez eu sou ..."
Freddy começou depois dela, claramente incomodado. "Não é que eu não acredito em você, Kate. É que..."
Ela acendia, banhada na luz do fogo, manuseando a parte traseira de sua cadeira. "É exatamente o que?" ela perguntou, não olhando para ele.
"Bem, é isso o que se era Daniel Craven, Kate? Você não pode pensar que ele ainda tem alguma a fazer com os seus pais mortos, ou pode? Pensei que tínhamos resolvido tudo isso. O que você está imaginando? "Freddy sacudiu sua cabeça. "Que ele voltaria depois de sete anos para terminar com você, não é?"
Kate definiu o seu maxilar. "Sim. Isso é algo que eu estava pensando. Sinto muito se você acha isso sentimental". 22/08/09
Fernanda
"Oh, agora, Kate," Freddy chorou. "Não olhe para mim assim. Você sabe que não há nada, nada no mundo, que eu não faria por você. Mas todo este lixo sobre Daniel – você sabe o que as pessoas disseram sobre ele, até o momento."
Kate, olhando muito aflita, afundou-se em volta da cadeira que tinha abandonado. "Claro que sei. Todos eles pensam que fiz tudo. Esqueci-me que você estava entre eles", acrescentou ela, com uma verdadeira amargura.
"Bem, Kate, realmente", disse Freddy em tons suaves de criança. "Você sempre teve algo na sua imaginação. Isso não é uma coisa má, não a todos. Tenho certeza que isto para um bom acordo, onde você precisa mudar poucos encargos, mas-"
"Tudo bem", disse Kate, fechando os seus olhos cansadamente. "Tudo bem. Eu não poderia ter visto Daniel Craven. Eu não vou mencioná-lo novamente. Mas você ... você tem que parar de propor a mim, Freddy. Eu não posso suportar isso. Eu realmente não posso. Quero dizer, além do fato de que eu não estou apaixonada por você, você sabe que eu não quero ter nada a ver com aquelas pessoas-"
"Essas pessoas", Freddy ecoou. "Os educados da sociedade, você quer dizer?"
"Nunca vi nada educado neles", Kate disse duramente. "Nem nenhuma bondade ou atenção. Meu Deus, Freddy, estou absolutamente certa Cyrus Sledge da Papua-Nova Guiné teria me tratado com mais compaixão do que a sua mãe – ou todas essas pessoas que alegam ser os meus amigos – sempre fez. Eu dificilmente sou chamada a uma sociedade que gasta todo o seu tempo sussurrando sobre mim, culpando-me, pelo o que meu pai fez, um educado da sociedade-"
"Mas que inferno!"
Agora foi a vez do conde trancar toda a sala. O fez com seus punhos enterrados em seu bolso da calça (como ele tranca a sala assim???):). 22/08/09
Fernanda
"Eu vim aqui para te levar para uma noite agradável, Kate", declarou ele, por detrás de uma mesa pesada com aves recheadas sob os sinos de vidro. "Então, você pode esquecer, por mais um pouco. Como é que não importa, quão difícil eu tento fazer você esquecer o que aconteceu com seus pais, nos sempre conseguimos trazer de voltar isso?"
Kate se virou na sua cadeira para olhar para ele, um sorriso apareceu em toda a sua boca. "Como? Freddy, de uma olhada ao redor. Não é óbvio? Nós estamos sentados em alguma sala de estar, porque eu não tenho mais um dos meus próprios, e eu não ousaria pisar no seu, com receio de que sua mãe vai dizer. Freddy, estou vivendo
prova do fato de que os deuses fazem visitas aos pais que pecam sobre os filhos-"
"Eu pensei," Freddy interrompeu", que odiava a Bíblia. Você sempre disse que não tinha personagens femininos suficientes para lhe interessar-"
"Isso não era uma citação da Bíblia, Freddy, por amor de Deus. Era Eurípedes. Alguma vez você já não prestou atenção na escola?"
Freddy ignorou essa questão. "Eu sinto como se quebrei alguma coisa", declarou em voz alta.
"Bem", disse Kate. "Então, é melhor você. Eu não posso dar ao luxo de tirar o saco por conta de seu esmagamento de alguma coisa. Os Sledges podem ser terrivelmente chatos, mas pelo menos eles têm classe, que é mais do que posso dizer para alguns dos meus últimos empregadores."
Freddy disse, "Maldito inferno", e virou-se para ir novamente, justo na hora que a maçaneta virou, e Cyrus Sledge, olhou extremamente nervoso, tirando sua cabeça do quarto.
"Oh, meu Senhor Palmer", disse ele, acenando um punhado de folhetos. "Vejo que você está indo. Antes de você ir, senhor, por favor, tome alguns desses textos. Quero dizer, se você quiser. Eles são extremamente esclarecedor sobre um assunto que estou
certo que um homem jovem como você vai ficar fascinado, o infeliz destino da Papua-Nova Guiné ...." 22/08/09
Fernanda
Houve um olhar sobre o Earl Palmer de que o rosto de Kate sugeria que seria muito melhor o empregador poupar os seus panfletos para outra hora. Ela apressou os pés e acelerou para torná-lo consciente desse fato.
"Oh, Sr. Sledge", ela disse, "Senhor Palmer não está se sentindo bem. Ele tem um pouco de dor de cabeça. Talvez uma outra hora-"
"A cabeça?" Cyrus Sledge olhou de soslaio até à robusta figura do conde. "Sabe como a Papua Nova Guiné cura uma dor de cabeça, senhor? Eles mastigam a casca de uma determinada espécie de árvore e, em seguida, a cospem o conteúdo mastigado em uma panela grande, o conteúdo do que estão autorizadas a fermentar durante vários dias no calor "
"Kate", Freddy disse em uma voz estrangulada.
Kate colocou uma mão tranqüilizadora sobre o braço dele. "Está tudo bem, Freddy", disse ela calmamente. "Se você desculpa-me, Sr. Sledge, vou apenas mostrar a porta para o seu senhorio."
"Ele disse 'mastigar' para mim, Kate," Freddy sibilou, enquanto ela o dirigia em direção a Phillips, que o esperou pela porta, com o chapéu do conde, capa, e cana. "Ele disse 'mastigar'!"
"Não é o que você pensa, Freddy." Mastigar ‘significa’ mastigar ". Isso é tudo"
"Ah". Olhando aliviado, Freddy permitido o mordomo para colocar o seu manto sobre seus ombros. "Eu pensei ... pensei...."
"Eu sei o que você pensou," Kate disse. "Nunca esqueça isso agora." Ela se chegou e tomou seu bastão e luvas enquanto ele colocava seu chapéu firmemente ao longo do seus cabelos curtos e loiros. "Eu vou te ver na próxima semana. Me encontre as sete ".
Freddy acenou com a cabeça. "Sim, isso é melhor. Sem trabalho, você me encontra em algum lugar."
"Não", Kate combinou. "Nem quando você nunca se lembra de escrever o endereço abaixo. Boa noite, Freddy."
Ela capturou os olhos de Phillip. "Quero dizer, Senhor Palmer". Logo que o conde tinha ido embora, e Phillips tinha fechado a porta, a Sra. Sledge colocou cabeça em cima do longo corrimão e perguntou, a voz dela sonolenta, "Será que ele tomou os tratos, o meu amor?"
Cyrus Sledge olhou para baixo, infelizmente, com os panfletos na mão. "Não, meu amor", ele chamou de volta lamentavelmente, "ele não tinha."
Kate, observando a sua decepção, não poderia ajudar dizendo: "Oh, mas ele fez, Sr. Sledge. Quando você não estava olhando, coloquei alguns dos que você mantinha lá em cima da mesa da entrada na bolsa de Sua Senhoria."
Sra. Sledge inalando acentuadamente. "Então, é provável ele encontrá-los hoje à noite, quando ele despir-se!"
Kate trabalhou para manter o rosto em ordem. "A maioria certamente ele vai, madame," disse ela.
"E ele vai lê-los antes de ir para a cama", disse o Sr. Sledge feliz. "E quando dormir, o seu senhorio irá sonhar com a Papua-Nova Guiné! Você não acha, Srª Mayhew? "
"Eu não posso imaginar que ele seria capaz de sonhar com qualquer outra coisa", disse Kate honestamente, "após a leitura desses textos."
Sr. e Sra. Sledge se retiraram para seus quartos, parabenizando-se por ter convertido outro crente para os milagres do reverendo Billings, deixando Kate momentaneamente sozinho com Phillips, o seu mordomo.
"Srª Mayhew," disse o Sr. Phillips, como ele fechou as fechaduras da porta da frente.
Kate, cautelosamente, respondeu: "Sim, Sr. Phillips?"
"No início desta noite, quando nós falamos embaixo da escada..."
Dificilmente dava para acreditar que o mordomo estava indo para pedir desculpas pela sua rudeza de mais cedo, Kate perguntou desconfiada. “Sim, Sr. Phillips?”.
"Eu esqueci de mencionar uma coisa." O mordomo virou o seu rosto para o dela. "No futuro, você terá que manter o seu agradável animal confinado no seu próprio quarto? Esta manhã eu encontrei uma bola de pelo em um dos meus sapatos."
E sem outra palavra, Phillips virou-se e indo para a baeta (espaço entre-aberto) da porta. 22/08/09
Fernanda
Kate, de repente muito cansada, naturalmente, inclinou-se para trás contra a parede. Sério, ela pensou para si mesma. A partir de agora, ela estava indo gastar suas noites trancada em seu quarto com um livro. 29/08/09
Fran
Capítulo 3
Era bem depois da meia noite quando Burke bateu na porta do apartamento de Sara Woodhart em Dorchester. Porém, não deveria ter levado tanto tempo para ela responder. Afinal, geralmente ela nem deixava o teatro antes das onzes. Ela não poderia estar na cama, mesmo que embora estivesse – Burke, enquanto esperava, tirou seu relógio de bolso do colete, e semicerrou os olhos para enxergá-lo na luz turva do corredor do hotel. Bem, tudo bem, passava das três da manhã. Entretanto, Sara nunca ia para cama antes das cinco. E ele deveria saber. Ele era quem a mantia acordada estas semanas que passaram. Mas quando a porta finalmente foi aberta, não foi à face maquiada de sua amante que apareceu a porta, mas a amassada e caipira face de sua empregada, Lilly, que disse, piscando e esfregando os olhos com mais espanto do que Burke achou que a situação merecia, “Oh, my lord! É você!”
“Sim, Lilly,” Burke disse, mais paciente – e mais gentilmente – do que ele realmente sentia. “É claro que sou eu. Quem você esperava, posso perguntar? Papai Noel?”
“Oh, não, my lord,” Lilly disse, olhando por cima de seus ombros, para dentro do apartamento escuro. “É claro que não. Não Papai Noel, não. Mas não o esperava também. Eu não achei... eu não achei que iria ver o senhor. Não esta noite.”
“Porque não essa noite, Lilly? Mrs. Woodhart esta doente, ou algo assim?”
“Oh, não, sir. Apenas, quando o senhor não apareceu no teatro-“
“Sim?”
“Bem, nós apenas pensamos que não o veríamos esta noite, isto é tudo.”
“Bem,” Burke disse. “Vocês estavam erradas. Aqui estou eu. Agora, você me deixara entrar, Lilly, ou ficarei aqui fora neste corredor à noite toda?”
Novamente, Lilly olhou por sobre seus ombros. “Oh, bem, é claro que eu o deixarei entrar... mas Mrs. Woodhart esta dormindo, você sabe.”
“Eu presumi isto, Lilly. Mas eu não acho que ela se importará se eu a despertar.” 29/08/09
Fran
Burke não estava se gabando. A caixa de veludo no bolso de seu casaco é que o garantia que Sara não iria, certamente, se importar de ser acordada no meio da noite – e especialmente por Burke Traherne. Ele tinha a intenção de dar o bracelete a ela no próximo mês, em seu aniversario, mas pensou que talvez veria sua jóia combinando com um colar e brincos ao invés. Diamantes, ele tinha aprendido ao longo dos anos, era o caminho mais certo ao coração de uma mulher.
“Be-em,” Lilly disse, estendendo a palavra como se fosse varias silabas. “Você poderia esperar, sir, enquanto eu vejo se eu posso acordá-la, primeiro? Ela estava se sentindo um pouco indisposta quando chegou... e ela sempre quer parecia o melhor possível para vo...”
Burke disse, muito lentamente, para que ela o entendesse, “Certamente eu esperarei, Lilly. Mas seria um problema terrível se você permitir que eu espere dentro?”
Lilly assentiu, mas o admitiu com obvia relutância, e só concordou em acender uma lâmpada quando Burke se sentou no sofá da maneira que um homem tem o direito. O que é claro, ele fez desde que era ele quem estava pagando o aluguel do apartamento. Ele tinha pago pelo sofá também. Ele estava, Burke decidiu, ter que falar com Sara a respeito de Lilly. O Lord sabia, que não era fácil achar bons ajudantes nesses tempos – Miss Pitt era um ótimo exemplo. Porem, a garota era positivamente obtusa. Talvez Lady Chittenhouse pudesse recomendar boas empregadas para ladies. Burke poderia perguntar como se fosse para Isabel...
Burke se sentou na semi escuridão, brilhando para si mesmo. O simples pensamento em Miss Pitt quase o causou uma apoplexia de raiva. Era tudo culpa da velha mulher. Se ela não tivesse dado a noticia no ultimo minuto como fez, ele poderia ter evitado gastar a maior parte de sua noite discutindo com Isabel. Discutindo com ela? A quem ele estava tentando enganar? Ele passou a maior parte de sua noite a perseguindo. 29/08/09
Fran
Suas calças novas – para não mencionar os sapatos – estavam arruinadas pela lama na qual ele tinha caído em seu ataque de raiva quando ela saiu da carruagem. Os dois foram forçados a voltar para casa para se trocarem antes de mostrar a cara em Lady Peagroves – a qual, para grande decepção dele, estava tão irritante quanto a jovem da rua tinha assegurado que seria, uma festa cheia de parasitas e primos caipiras. Nenhum rapaz elegível estava no local.
Bem, todos eles eram elegíveis. Este era o problema. Não havia um rapaz com o qual ele se sentiria seguro em deixar Isabel dançar, nem se casar. Todos que eram alguém, outro pai desalentado tinha assegurado a ele, estava na Dame Ashforth.
Bem, como ele saberia? Não é de se esperar que um homem saiba essas coisas. Foi por isso que ele contratou uma acompanhante. Qual era sua culpa se a acompanhante era, era estúpida como os gatos? Além do mais, ele chegou a conclusão de que não era uma acompanhante o que Isabel necessitava: era um maldito corredor de longas distancias. A menina tinha dado a ele uma espirituosa perseguição, por toda Piccadilly { Rua de Londres}. Ele tinha finalmente a alcançado na Trafalgar Square, e só porque ela tinha parado de correr para pegar ar, e seu vestido branco tinha se destacado em meio a todas as prostitutas e vendedoras de flores.
E o que ela fez quando a capturei? Riu! Riu como se toda a coisa não fosse nada, uma mera piada.
Uma piada! E então ele teve que escutar o resto da tarde as desculpas de Lady Peagroves pelo fato de que não havia moços na festa esse ano, ela não podia imaginar onde teriam ido, e teria Lord Wingate encontrado sua prima Ann, ela não era amável, viúva ano passado, também, coitadinha, e presa em Yorkshire com três robustos meninos e duzentas cabeças de boi e nenhum homem para cuidar do local.
Oh, sim. Uma excelente piada. Burke tinha feito tudo o que pode para evitar jogar o copo de champagne através da sala.
Miss Pitt. Tudo tinha sido culpa de Miss Pitt. Se ela não tivesse se demitido... 29/08/09
Fran
E daquela garota. Daquela garota da sombrinha. Tinha sido tudo culpa dela também. Dela e da sua boca infernal. Se ela tivesse mantido sua boca fechada a respeito de sua preocupação com a festa de Peagroves...
Há alguma regra não-escrita de que acompanhantes e governantas tem que ter a língua maior que elas? O que era isso? Talvez ele pudesse achar uma que tinha perdido a língua em um trágico acidente.
Mas como efetivamente uma acompanhante muda iria controlar Isabel? Ele tinha certeza que já tinha recorrido a cada acompanhante das filhas de Lady Chittenhouse, todas elas tinham línguas, e nenhuma delas tinha a mínima capacidade com sua filha. Como ele acharia outra? Ele seria advertido? Supunha que sim. Levaria dias, e requereria uma infinidade de questionamento de viúvas e solteironas de cara apertada. E então quando ele tiver checado as referencias, o que levaria mais tempo. Especialmente se elas mentirem. E elas sempre mentem. Esta não é a maneira que um homem em sua mocidade – e Burke estava, decididamente, em sua mocidade – deveria passar seu tempo. Entre entrevistar acompanhantes e ter certeza de que Isabel não fugiria de casa para encontrar Saunders – Lord, como Burke teria gostado de por uma bala através daquele crânio agitado! – ele não tinha nenhum tempo para si mesmo. Nenhum.
Não havia nenhuma duvida do porque Sara tinha ido para a cama. Ele era, verdadeiramente, um homem pelo qual valia à pena esperar? É claro que ele era!
Exceto... Exceto que ele não podia deixar de pensar que isto era um pouco estranho, esta ida para cama tão cedo. Em seu conhecimento, atrizes e dançarinas tendem a ficar acordadas ate altas horas da madrugada, geralmente dormindo durante a tarde. Sara tinha se provado não ser exceção a essa regra. Bem, ela estava zangada com ele, porque estava atrasado. Isto era inquestionável, realmente, que ela tenha ido para cama. Ela era – enfaticamente uma mulher – e, como toda mulher, ela tomava o atraso como uma ofensa. Era de se esperar, realmente. Foi quando ele notou as botas. 29/08/09
Fran
Eles nem mesmo tinham feito uma tentativa de escondê-las. Talvez Lilly não soubesse que elas estavam ali. Posta na sombra ao lado da cortina que esconde as portas francesas do quarto de Sara – as portas francesas pela quais Lilly tinha acabado de desaparecer – estavam um par de reluzentes botas altas de soldado. Burke nem teve que se levantar para ver que eram claramente botas de homem, e não um par de sapatos que Sara deixa descuidadosamente jogado. Sara era uma grande mulher, era verdade, mas não grande o suficiente para calçar um par de botas que poderia servir nele.
Do sofá, Burke viu.
Realmente, isto estava melhorando. Se ele não soubesse melhor, ele poderia começar a suspeitar que talvez fosse ele. Tinha que haver uma razão para que todas as mulheres que ele encontrava achar difícil se lembrar de ser fiel a ele. Era verdade, ele vinha dizendo a si mesmo desde a miserável noite em que achou Elisabeth e aquele canalha do O’Shawnessey um nos braços do outro no chão, que as mulheres eram criaturas inteiramente instáveis, completamente incapazes de se comprometerem?
Ou seria possível que havia algo errado com ele, algo que afastasse as mulheres? Ele tinha sido acusado no passado de ser frio, de não ter coração. Era possível ser verdade? Provavelmente Elizabeth tinha visto isso. Ela tira arrancado o coração que ele alguma vez teve e o atirou escada abaixo naquela gélida noite, dezesseis anos atrás.
Deveria ser por isso que, naquele momento, não estava doendo nem um pouco... Embora, considerando aquelas botas, deveria estar.
As portas Francesas se abriram, e a celebrada Mrs. Woodhart, resplandecente em uma diáfana camisola que ele reconheceu como uma que ele tinha comprado para ela, parada a luz do candelabro, seus cabelos pretos caindo ao redor de seus ombros, quase até sua cintura.
“Querido!” ela gritou, em uma voz cavernosa que a teria feito a mais brindada de toda Londres. “Ai esta você! Onde você esteve?” 29/08/09
Fran
Burke olhou da adorável criatura no portal para as botas que não estavam muito longe dela, mas que estavam escondidas nas sombras, ele supôs, de onde ela estava.
Ele disse, simplesmente, “Isabel.”
“Oh, não!” Sara balançou a cabeça. “Não novamente. O que ela fez desta vez? Eu espero que não foi àquele horrível menino Saunders. Você sabe, eu ouvi, Burke, que ele esta devendo mil pounds em Oxford. Aposta! Não há nada pior que aposta, exceto talvez um apostador que não pode pagar seus débitos, e receio que é isto que nosso Mr. Saunders é.”
Burke estava sentado perfeitamente parado. Ele ainda estava com sua capa, embora tivesse removido seu chapéu. Agora ele se levantava.
“Você terá que fazer algo com sua filha,” Sara disse. Ela não era tão alta para poder olhar Burke nos olhos quando ele estava de pé, mas ela só tinha que levantar um pouco o queixo para fazê-lo. Houve um tempo que ele achava charmoso quando Sara levantava o queixo. Hoje à noite, entretanto, ele viu a linda marca preta que Sara tinha no canto da boca estava difamada, e parecia haver uma marca vermelha em sua garganta, onde o robe se abriu para revelar a pele marfim de seu pescoço.
“Honestamente, Burke,” Sara estava dizendo. “Você permite que ela cresça positivamente selvagem. Você não pode deixar Isabel tomar as rédeas. Você tem que se encarregar dela, mostrar que você esta no controle.”
Burke começou calmamente a tirar as luvas, puxando cada dedo individualmente.
“O problema com essas acompanhantes que você continua contratando,” Sara continuou, não tão temperamental – nunca temperamental. Isto era parte do charme de Mrs. Woodhart – “é que elas sentem medo se não fizerem precisamente o que Lady Isabel diz. Você tem que achar alguém que colocara os pés dela no chão, e diga aquela garota exatamente o que lhe acontecera se ela continuar a sair com pequenos abusados.”
As luvas agora completamente retiradas, Burke disse calmamente, “Se afaste, Sara.”
, 29/08/09
Fran
Mrs. Woodhart pareceu se lembrar repentinamente. Ela disse, com uma pequena gargalhada tremula, “Oh, Burke. Lilly não te disse? Receio estar com uma coceira em minha garganta. Eu fui me deitar, depois de beber um galão de chá com mel. É melhor você não se aproximar, amor, ou você pode pegar. Dr. Peters disse que eu tenho que descansar minha voz, ou não será nada bom para o show de amanhã.”
Burke bateu as luvas de couro pretas contra a palma de sua mão. Ele não estava com pressa. Ele tinha todo o tempo do mundo.
“Se afaste, Sara,” ele disse novamente. “Tem algo que eu tenho que fazer, e então eu partirei, e você poderá descansar.”
Sara olhou por cima de seus ombros, para dentro do quarto escuro atrás dela. “Honestamente, Burke,” ela disse, um pouco alto demais. “Eu não posso imaginar porque você quer entrar no quarto, quando eu estou te dizendo que não estou me sentindo bem-“
“Há algo,” Burke respondeu sem pressa, “que eu deixei para trás, da ultima vez que estive aqui.”
Sara se virou na direção dele, e deu uma pequena contração em seus ombros perfeitamente esguios. “Fique a vontade,” ela disse, no tom de você-tem-o-que-você-deseja que ela geralmente reserva para os jovens que desenvolvem enregelamento andando pelas portas dos bastidores na esperança de dar uma olhada nela.
Burke disse brevemente, “Obrigado.” Ele esbarrou nela enquanto passava, e repentinamente sentiu seu perfume, Uma mistura que ela e um químico local tinham inventado e esperavam que vendesse como essência pessoal da maior atriz de Londres. Eles pretendiam chamar de “Brew Sara”. Isto lembrava Burke, estranho o suficiente, da madressilva que crescia fora do estábulo em que ele lavava cavalos quando criança. Como não era uma lembrança desagradável, ele gostava do cheiro, mas se perguntava se a sugestão do cheiro foi de Sara.
Dentro do quarto, estava tudo escuro, exceto pela fraca luz vermelha que era lançada pelo fogo moribundo. 29/08/09
Fran
A grande cama endossada estava vazia, embora fosse claro de que duas cabeças tinham estado descansando contra o travesseiro a alguns momentos mais cedo. Sara, que nunca foi uma mulher organizada, tinha vestuário espalhado por todo chão. Burke não podia detectar nenhuma roupa de homem entre as ligas, creolinas e chinelos de cetim.
Então notou uma sombra por fora da porta francesa que levava ao terraço. A lua tinha feito um buraco através do nevoeiro, e ele distintamente via um cotovelo do outro lado das portas de vidro. Burke avançou em direção a porta, e pôs a mão sobre o trinco. Atrás dele, Sara arfar, e ele ouviu Lilly dizer, distintamente, “Oh, mum!”
Ele abriu as portas. Lá, tremendo na friagem primaveril, estava um homem com uma perna dentro e outra fora do par de calças. Ele congelou – literalmente – quando ele viu Burke, seus olhos se abriram como ovos. Enquanto Burke estava lá parado, pensando que ele não conhecia o sujeito, mas o que não era tão incomum, desde que havia muitas pessoas em Londres que ele não conhecia, o homem tirou seu olhar de Burke e olhou, só uma vez, para baixo, para o balcão da balaustrada, para a rua vários andares abaixo.
E engoliu em seco, auditivamente.
Burke riu, embora sem humor. “Não se preocupe,” ele disse. “Eu não vou te atirar lá em baixo.” O homem – que era quase um menino, realmente, nem um dia a mais dos vintes cinco anos – gaguejando, através dos lábios que tinham ficado azuis com o frio, “Nã-não i-i-ra, my lord?”
“Certamente não,” Burke disse. “Meus dias de atiras homens através de janelas e sobre balaustradas estão acabados.”
“Es-estão, my lord?”
“Certamente. Raiva necessita de paixão, você sabe, e eu não me sinto apaixonado sobre nada – certamente nenhuma mulher – em algum tempo. Você também se sentira assim, filho, quando ficar mais velho.”
O menino pareceu imensamente aliviado. “Oh... obrigado, my lord.” “Mas não é só porque eu não estou com raiva,” Burke continuou, “que significa que não irei esperar satisfações de você. Eu o esperarei ao amanhecer – oh, não, eu digo, é muito cedo. É daqui a algumas horas. Que tal ao anoitecer? No lado mais distante do parque. Você escolhe as armas. Pistolas ou espadas?”
O coração do jovem – o qual Burke podia ver plenamente, batendo contra a pele de seu peito, já que o rapaz estava sem camisa – deu uma estremecida. “Oh, sir,” o menino disse. “Eu – como você desejar, sir-“
“Pistolas, então,” Burke disse, já que duvidava que o rapaz era bom esgrimista. Esgrima, não era considerado um elemento crucial na educação de um cavalheiro, parecia ter se perdido a arte da luta ultimamente, o que Burke considerava um infortúnio. “Traga a segunda. Eu providenciarei o cirurgião. Boa noite.”
Ele se virou, e voltou para dentro do quarto. Lá, Sara tinha se atirado através da cama, e estava lamentando irregularmente.
“Oh, por favor, Burke!” ela gritou, levantando seu belo, e lacrimoso rosto de seu travesseiro enfeitado. “Você não entende! Ele me forçou! Eu apenas o convidei para tomar uns drinques, e a próxima coisa que eu soube, era que ele estava se forçando sobre mim!”
Burke assentiu, colocando suas luvas no lugar. Ele pensou em usá-las para bater na face de seu rival, mas quando ele pôs os olhos no cara tremendo, ele não teve coração. Ele quis, entretanto, um chicote útil. Ele teria empregado, prontamente, no traseiro generoso de Mrs. Woodhart, já que parecia que ela era quem merecia uma surra, certamente.
“Por favor, Sara,” ele disse. “Sua performance pode ganhar aplausos no palco, mas é desperdício comigo. Se alguém forçou esta noite, eu apostaria que foi você. Pare de chorar agora e me escute cuidadosamente.”
Mas Sara foi muito longe em seu desempenho agora. Ela guinchou, “Burke! Você não sabe que eu só posso amar você? Só você, Burke!” 29/08/09
Fran
Burke suspirou. “Escute-me, Sara. O aluguel deste apartamento esta pago ate o final do mês, mas eu espero que você saia antes. Você entende, é claro.”
Sara soltou um soluço. Ocorreu a Burke que se ela usasse metade desta energia em seu desempenho como Lady MacBeth, ela agradaria ao mais os críticos. Era o publico que amava ela, a amavamela por sua excepcional aparência.
Bem, e ele era diferente, realmente?
“Você pode ficar com as jóias e a carruagem,” Burke disse. Ele estava, ele sabia, perdendo sua vantagem. Há alguns anos atrás, ele teria pedido a carruagem de volta. Agora ele simplesmente não fazia caso. “E é claro todas as roupas e chapéus e qualquer outra coisa a mais são suas.” Era tudo? Ele tentou se lembrar. Ele tinha dado algo mais?
Não. Ele estava salvo. Ela não tinha nada mais dele.
“Bem,” ele disse, enquanto assistia a estimada Mrs. Woodhart bater no colchão com seus pulsos. “Boa noite Sara.”
Ele deixou o quarto, e colocou novamente seu chapéu diante de uma Lilly espantada, que disse, quase ferozmente para uma pequena coisa do campo, “Se você estivesse aqui esta noite, em vez de ficar se divertindo, isto nunca teria acontecido, você sabe, my lord. Ela e ele, eu quero dizer.”
Burke levantou a sobrancelha em sábio aviso. “Bem, Lilly,” ele disse. “Eu lamento terrivelmente. Mas eu não estava me divertindo, como você colocou charmosamente. Eu estava cuidando da minha filha.”
Lilly balançou a cabeça, claramente infeliz que sua hospedagem no hotel estivesse acabando. “Há pessoas que você pode contratar para cuidar de sua filha, você sabe, my lord,” ela disse amargamente – antes de bater a porta na cara dele. 29/08/09
Fran
Parado no corredor em frente à porta da suíte que ele pagou, Burke considerou as palavras da empregada. “Há pessoas que você pode contratar para cuidar de sua filha, você sabe.” Certamente. E ele tinha contratado – quantas? Ele tinha perdido a conta de quantas mulheres tinham desempacotado suas malas no quarto ao lado do de sua filha, para refazê-la alguns dias depois e partir – geralmente chorando. Não havia uma mulher em toda Inglaterra que Isabel pudesse manter por mais de uma semana? Quem ele poderia possivelmente contratar que poderia satisfazer a garota?
Ele tinha posto a questão para Isabel, no momento em que eles retornaram da festa dos Peagroves. E ela tinha respondido batendo a porta de seu quarto como se fosse para enfatizar suas palavras. “Alguém como Miss Mayhew!”
Bem, Burke decidiu, ali no corredor do lado de fora da porta de Sara Woodhart. Se Miss Mayhew era quem Isabel queria, então por Deus, Miss Mayhew era quem Isabel teria. 05/09/09
Fran
Capítulo 4
Kate apoiou Lady Babbie na tampa de sua mesa e perguntou, “O que eu vou fazer com você?”
Lady Babbie piscou seus frios olhos verdes.
“Você nos colocara para fora daqui,” Kate disse. “Você simplesmente tem que parar de por ratos sem cabeça no travesseiro dele. Sem perseguição a suas camisas. E sem mais bola de pelo em seus sapatos. Você tem que parar. Ele esta fazendo de minha vida um inferno.”
Lady Babbie abriu sua boca e soltou um enorme bocejo, mostrando seus dentes brancos e sua comprida língua rosa.
“Se apenas,” Kate murmurou afetuosamente, “você entendesse uma palavra do que eu disse.”
Passos do lado de fora da sala de estudo. Já que Kate tinha prometido a Phillips que não deixaria Lady Babbie sair de seu quarto, ela escondeu a criatura em baixo da mesa, segurando o gato lá, se contorcendo e espremendo, enquanto ela esperava para ver quem estava na porta.
Mas era apenas Posie, sem ar por ter corrido do primeiro até o quarto andar, onde se localizava a sala de estudo.
“Oh,” Kate disse, visivelmente aliviada. Ela levantou a gata escondida de debaixo da mesa. “É apenas você. Assustou-me. Tive certeza de que era Fusspot.”
“Oh, miss.” Posie se inclinou contra a porta enquanto tentava capturar ar. “Você não acreditará – você não acreditara-“
Lady Babbie soltou um rosnado, e Kate foi forçada a solta-la, ou corria o risco de ser arranhada. “Pronto, sua coisa ingrata,” ela disse carinhosamente, enquanto a gata se afastava seu longo rabo balançando de um lado para o outro nervosamente. “Vá, então. E não me culpa se Mr. Phillips vier com uma bacia de água atrás de você da próxima vez que você invadir seu quarto privado.” 05/09/09
Fran
Lady Babbie se deitou perto da lareira e começou a se limpar. Kate olhou para o pequeno broche em sua blusa. “Os meninos já voltaram da aula de equitação?” ela perguntou. “Eu pensei que eles só voltariam daqui meia hora. Não tive a chance de falar com Cook sobre o chá deles.” “Não os meninos,” Posie disse, finalmente conseguindo pronunciar algumas palavras. Ela mantia a mão em seu peito, como se fosse para diminuir a pulsação de seu veloz coração. “Há um cavalheiro querendo lhe ver, miss. Fusspot teve que colocá-lo na biblioteca, já que as Ladies da Sociedade para Ajuda á População da Nova Guiné estão na sala de visita-“
“Um cavalheiro?” Kate insistivamente alisou seus cabelos. “O que na terra Freddy esta fazendo aqui, e no meio da tarde? Ele sabe que eu não tenho as terças livres. Qual deve ser o problema com ele?”
Posie balançou a cabeça. “Não, não, miss,” ela disse, o brilho de seus olhos podiam ser facilmente confundido com um fervoroso excitamento. “Não é Lord Palmer. Não mesmo! É um grande homem moreno. Grande como uma montanha e com olhos iguais a de Lady Babbie. Eu acho que é o homem que você disse ter visto abusando de sua filha na rua outra noite-“
“O que?” Kate se achou de pé antes mesmo ter estar ciente de se levantar. “Lord Wingate, você quer dizer?”
“Isto mesmo.” Posie estalou os dedos. “É esse o nome! Fusspot me disse, mas tinha me esquecido. Wingate. Certo.”
Kate encarou. “Lord Wingate? Aqui? Para me ver?”
“Sim, miss. Foi o que ele disse. Deu a Phillips o cartão dele e perguntou se você estava em casa, como se você fosse à dona da cada!” As bochechas de Posie estavam coradas. “Você devia ter visto a cara de Fusspot! Como se ele fosse ter um ataque! Indo diretamente até Mr. Sledge e dizendo a ele, “Bem, não fique ai para do, Phillips. Vá e traga ela!” Posie soltou uma risada nervosa. “’Vá e traga ela,’ele disse! Para Fusspot! Você devia ter a cara medrosa dele!”
“Bom Deus.” Kate se apressou em limpar o pelo de gato de sua saia. “O que ele possivelmente quer?” 05/09/09
Fran
“Talvez você tenha feito um furo em seu casaco com a sombrinha,” Posie ofereceu animadamente. “Talvez ele queira que você compre outro.”
“Oh, não.” Kate gelou, mesmo enquanto seus pés estavam na escada. “Bom Deus, Poise, eu não posso comprar um novo casaco para aquele homem. Suas gravatas provavelmente custam mais do que eu ganho em um ano.”
Posie bateu no braço dela. “Não se preocupe. Apenas peça o casaco, que nós o levaremos para Mrs. Jennings cobrir o buraco. Você sabe o bom trabalho que ela fez com os casacos dos meninos no dia em que eles atiraram castanhas quentes um no outro. Ficara como novo. Ele não poderá notar a diferença.”
Com algum conforto, Kate começou a descer lentamente para o segundo andar, onde o lord aguardava. Só podia haver uma razão, ela sabia, pela qual o Marques de Wingate a procuraria na casa de Mr. Cyrus Sledge: ele estava indubitavelmente ultrajado com a acusação que Kate fez a algumas noites atrás, e tinha vindo exigir que ela a desmentisse e subquentemente fosse removida de Park Lane. Quando ela entrou na biblioteca, Mr. Sledge iria demiti-la... em troca de uma modesta contribuição para a causa do Reverendo Billings, é claro.
Mas quando ate abriu a porta da biblioteca, ela achou Mr. Sledge do outro lado da sala, com Mrs. Sledge e Mr. Phillips próxima presença. Todos os três olhavam com expectativa que ela se aproximasse, e foi Mrs. Sledge quem disse, quase bondosamente, em um sussurro alto, ostensivamente para que o lord não pudesse ouvir através da porta, “Miss Mayhew! Nós não tínhamos idéia de que você conhecia Lord Wingate!”
Kate encarou. “Eu-“ ela começou, mas Mr. Sledge a cortou. 05/09/09
Fran
“Lord Wingate é um homem extremamente rico, Miss Mayhew.” Seu patrão estava tentando, Kate podia ver manter a pose digna, mas seu excitamento era maior que ele. “Ele não tem o tipo de reputação que o Reverendo Billings acharia desejável em um patrocinador – Lord Wingate era algum tipo de axadrezado no passado, eu tenho certeza que não preciso te dizer – mas ele é tão rico que poderia considerar uma pequena doação para que Papua Nova Guiné se mantenha no livro de preces esse ano, e poderia possivelmente pagar um salário para que alguém ensine as pobres almas a lê-los!”
Kate disse, “Bem, eu não acho que Lord Wingate tenha vindo fazer alguma doação, ele perguntou para ver você, sir, não a mim. Talvez haja algum engano-“
“Não He engano,” Phillips disse de um modo magistral, de onde ele estava parado na porta. “Ele chamou pelo seu nome, Miss Mayhew.”
Oh, Lord, Kate pensou. Estou com problemas.
“Bem, se lá pelo que ele veio” Mrs”. Sledge disse, escorregando algo para mão de Kate e lhe dando um pequeno empurrão em direção a porta da biblioteca,” veja se você pode lhe dar esse panfleto. Eu entendo que Lord Wingate é quase um intelectual. Ele estou direito pelo seu próprio divertimento, e lê filosofia e coisas, dizem. Ele pode achar isso interessante.”
Antes que Kate pudesse dizer outra palavra, Phillips tinha aberto a porta da biblioteca e disse, “Miss Mayhew, um lord,” e Kate tinha sido literalmente empurrada para dentro da sala por uma mão posta firmemente em suas costas.
Ela tropeçou, é claro, no tapete Oriental, e derrubou os panfletos. Quando ela recuperou seu equilíbrio, ela olhou para cima, e viu o homem que ela tinha abordado na rua algumas noites atrás virando o rosto para o fogo que ele tinha estado encarando. 05/09/09
Fran
Mas sem a neblina para suavizar e borrar seus atributos, Kate viu que o Marques de Wingate era mais intimidante dentro de casa do que ele parecia fora dela. Mais de trinta centímetros mais alto do que ela, ele parecia ter ombros tão grande como uma lareira, embora tivesse uma boa forma, com um quadril magro, e uma cintura em forma com nenhuma protuberância escondida em baixo de seu casaco de cetim. Porém ele ainda muito grande para o conforto de Kate – muito grande, e com um olhar muito direcionado, o qual a estava fitando com uma intensidade alarmante.
Tão direcionado, e tão intenso, que Kate rapidamente abaixou o olhar, e esperou que ele não tivesse notado.
“Procurando uma sombrinha, Miss Mayhew,” ele perguntou, “com o qual possa me atacar?”
Ele tinha notado. Ela começou, embora reconhecesse a voz facilmente. Tinha sido um profundo e ameaçador rosnado, cortando a neblina e a envolvendo com seu desprazer. Agora estava mais divertida do que desprazerosa... Mas não era menos intimidante.
“Eu asseguro a você,” Kate disse, olhando para cima, “que eu sou tão boa com um bastão de lareira como eu sou com uma sombrinha.”
Se Lord Wingate estava surpreso pela ameaça, ele não demonstrou. Ele disse um pouco seco, “Obrigado por me por em guarda. Mas eu espero sobreviver a esta entrevista sem ter buracos através de mim. Você sabe quem eu sou?”
Kate pôs as mãos atrás de suas costas, e assumiu o que ela considerava uma expressão adequada. Era a que ela tinha trabalhado assiduamente no espelho depois de sua realização de que teria que sobreviver, depois da morte de seus pais, pela sua sagacidade. Ela se orgulhava de ter consigo.
“Eu sei certamente, my lord,” ela disse. “Você é Burke Traherne, o Marques de Wingate.”
“Sou” ele resmungou. “Eu assumo que você se lembra insultar outra noite com suas suposições. Você se recorda?”
Kate assentiu. “Certamente, my lord.”
Uma de suas sobrancelhas escuras levantou. “Mas não se desculpa, eu vejo.” 05/09/09
Fran
Kate disse, “Eu me desculpo, my lord, se meus pensamentos de que você era um vil abusador de mulheres inocentes o ofenderam. Mas não me desculpa por pensá-los. Você parecia suspeito. Era uma suposição natural.”
“Uma suposição natural? De que – do que você me chamou? – um vil abusador de mulheres inocentes, ande solto pela Park Lane? Você costuma fazer esse tipo de coisa freqüentemente durante seus passeios pela vizinhança, Miss Mayhew?”
Kate contraiu os ombros quase imperceptivelmente. “Eu não era quem estava com uma mulher gritando através do meu ombro, sir.”
“Eu te expliquei,” Lord Wingate disse, “que ela era minha filha.”
“Sim, mas porque eu deveria acreditar em você? Se você fosse realmente um vil abusador de inocentes mulheres, você poderia dizer qualquer coisa em um esforço de não ser pego.”
Lord Wingate limpou a garganta. “Sim, eu entendo. Bem, você supõe que possa manter de lado suas suspeitas sobre meu verdadeiro caráter por tempo suficiente para ouvir minha proposta?”
“Uma proposta?”Kate estava aliviada. Não era ela que ele queria. Aleluia! “Oh, você deve querer falar com Mr. Sledge então. Ele é quem, my lord, esta colecionando doações em apoio ao Reverendo Billings, que tem a intenção de salvar as pessoas oprimidas de Papua Nova Guiné. Devo chamá-lo para você?”
“Certamente não.” Lord Wingate estava olhando para ela com curiosidade – com muita curiosidade, ela pensou, e muito demoradamente. Ela não podia desviar o olhar novamente, mas ela desejava; Tudo que podia pensar quando olhava para ele, era que certamente ele tinha braços para atirar outro homem através da janela. Os bíceps dele, as linhas que ela podia perceber através das mangas bem cortadas de seu casaco, eram massivos. 05/09/09
Fran
Isto, e o fato de que dos profundos sulcos que saiam de seu nariz até o canto de sua cheia, estranhamente sensível boca que tinha provavelmente sido postos lá pela sua infelicidade com sua esposa. Por um momento, ela quase sentiu pena dele, apesar de todo seu dinheiro e o fato dele ter tratado sua esposa abominavelmente. Ela teve que se repreender severamente. Não havia necessidade de sentir pena de pessoas como o Marques de Wingate.
“Eu não me importo nem um pouco com o povo de Papua Nova Guiné,” Lord Wingate declarou, encarando a surpresa dela. “Você é uma grande apoiadora do Reverendo Billings, Miss Mayhew?”
Kate não pode evitar uma gargalhada diante disso. “Dificilmente!” ela disse. “Ele vem para o jantar uma vez ou outra, e ele-“
Sua voz quebrou, percebendo que não podia possivelmente contar a esse grande e intimador homem o que o Reverendo Billings tinha feito, que era consumir uma garrafa inteira de vinho em um jantar e então a cercar na despensa depois, onde ele tentou esclarecer para ela os rituais de acasalamento de Papua Nova Guiné. Kate o tinha premiado com um prato de torta, e ele foi embora rapidamente depois disso, sem nenhuma explicação a seus benfeitores, os quais declararam que seu comportamento estranho era sinal de grande genuinidade. Se Lord Wingate notou que ela deixou a frase sem um final, ele não deixou transparecer. Invés ele disse, notavelmente aliviado, “Bem, esta tudo bem, então. O que eu vim perguntar, Miss Mayhew – e você terá que me desculpar por não ter escrito primeiro, mas eu senti que uma explicação pessoalmente seria melhor recebida, considerando nosso... encontro inconvencional semana passada-“
Aqui ele a olhava com tanta intensidade que Kate quase caiu de susto, mas se salvo o tempo segurando no canto da madeira que suportava o familiar atlas.
“Eu estava me perguntando,” o lord continuou, “se você poderia considerar deixar seu emprego aqui com os Sledge, e vir trabalhar para mim como tutora para minha filha, Isabel, a qual você, eu acredito, tem algum conhecimento.” Kate piscou. Apenas uma vez. E aumentou seu aperto na madeira.
“Eu certo,” Lord Wingate continuou, “que eu posso oferecer no mínimo acomodações tão confortáveis como a que você tem aqui-“ ele olhou para a desgostosa biblioteca. Embora tivesse moveis caros e você mobiliada com muita classe, a sala tinha notavelmente moveis desconfortáveis, e alem, disso, era pequena, sendo a sala menos usada da casa. “E o dobro do salário.”
Kate sentiu sua mandíbula cair. Era perfeitamente rude ficar com a boca aberta na presença de alguém – algo que ela tentava, sem sucesso, passar para os mais novos Sledges – mas ela simplesmente não pode evitar.
O Marques de Wingate estava chamando-a para trabalhar para ele. Era extraordinário. Era mais do que extraordinário. Era inacreditável.
Espere até ela contar a Freddy!
“Oh,” Kate disse, finalmente conseguindo colocar sua mandíbula de volta ao lugar. “Obrigado pela sua bondade, sir, mas que não posso.”
Era a vez de Lord Wingate ficar surpreso, e ele fez admiravelmente. Kate teve certeza de que ele pretendia fazê-la se sentir como se fosse à melhor e mais insignificante migalha de sua mesa. Mas ela não iria se permitir ser intimidada. Ela manteve a pirraça, segurando seu queixo no alto.
O brilho do olhar dele a atingia como a brasa de um forno.
“Porque,” ele disse lentamente, com uma paciência que não contrastava em nada com o olhar em seu rosto, “não?”
Kate não pode deixar de colocar seus dedos livres sobre o coração. Este pareceu um gesto muito dramático, é claro – ele não podia queimar um buraco no peito dela com apenas seu olhar, como ela tinha adornadamente imaginado – então no ultimo minuto, ela pôs a mão em sua garganta, ao invés.
Ela não podia, é claro, contar a ele. Não a verdade. Não havia necessidade daquilo. 05/09/09
Fran
Havia muitas razões para que ela não pudesse trabalhar para ele. Além do fato de que ele tinha a pior reputação do mundo – no outro dia, ela tinha ouvido que ele tinha atirado e quase matado um homem no Parque Hyde, em um duelo, o rumor era que a causa era alguma coisa relacionada a Sara Woodhart – ele era o mais fisicamente intimidante homem que ela já tinha visto.
Não que ele não fosse bonito. Ele era atrativo o suficiente, ela pensou – embora ele não fosse lindo. Freddy era muito mais bonito, com seu cabelo claro e suas covinhas – um verdadeiro inglês, em ambos os aspectos e cabeça-vazia. Burke Traherne, por outro lado, tinha algo de cigano nele. Não havia nada de irregular em suas características, certamente, mas elas dificilmente pareciam ser arranjadas com alguma intenção de agradabilidade. Seu rosto era persuasivo, ela supôs – em uma força, que era quase de um jeito cruel – mas certamente nada para desmaiar.
Aqueles ombros, por outro lado...
“Eu simplesmente,” Kate disse, engolindo. “não posso.”
“Então perguntarei novamente, por quê?”
Bem, isso era embaraçoso. Porque este homem não podia simplesmente aceitar um “não” como resposta, e ir embora?
Mas uma olhada em Lord Wingate a relembrou de que ele não era um homem que ouvia um “não” com freqüência. Que uma praga o tome! O que ela iria fazer?
Ela tomou ar profundamente, mas antes que pudesse dizer qualquer coisa, o marques falou, “Quanto é seu salário anual?”
Repentinamente, Kate viu uma luzinha de esperança. Era isso. Ela simplesmente seria muito cara para ele. “Mil Pound por ano,” Kate disse de uma vez, falando o numero mais exorbitante que ela pode pensar.
“Certo,” Lord Wingate disse calmamente. “Eu o dobrarei.” 22/09/09
Fernanda
Capitulo 5
Por um momento, Burke pensou na menina que poderia desmaiar. Ela estava agarrando o lado do pé de um mogno alto, e ele viu ela embranquecer – tão branca quanto sua face estava, quando ela entrou pela primeira vez no quarto. Algumas cores tinham voltado para suas bochechas como eles falavam, mas foi tudo indo novamente enquanto seus lábios se moviam, e ela sussurrou, como alguém em uma pasmar ”duzentas libras? duzentas libras?“
“Sim” Burke falou firmemente "Isso parece uma quantia razoável para mim."
Não era, com certeza. Ele teve Miss Pitt e todas as suas encarnações anteriores de trinta e um anos. A garota estava mentindo, com certeza. Não havia nenhuma maneira que a toupeira do Sledge a pudesse pegar em cem anos. Bem, ele podia dispor cem anos pra ela, mas ele não era o tipo de gastar esse dinheiro como alguma coisa tão importante quanto a educação quanto a educação de suas crianças. Não, Cyrus Sledge deveria pensar nada de jogar cem libras naquele missionário miserável. Mas gastar isso no seguro que seus filhos crescem e fiquem claros e pensantes, bem – trazendo membros da sociedade? Isso parece um pensamento!
Mas estava claro – por qualquer reação, e Burke, tiveram a conclusão de que ele nunca deveria entender as mulheres, não estava incomodando ele o pensamento de pergunta o motivo dessa reação – Miss Mayhew não queria vim trabalhar pra ele. Então se ele tinha que pagar pra ela duzentas libras por ano, graças a Deus, ele deveria pagar por isso. 22/09/09
Fernanda
E deveria, ele já decidiu, esse dinheiro seria bem gasto. Ele tinha passado a melhor parte de uns dias atrás observando o grande debate – em sua casa, de qualquer maneira – Miss Mayhew, e ele chegaram a conclusão de que ela era a melhor solução para o problema dele. Não como a terrível jovem em que ele acreditou primeiro – ele não achou que ela deveria ter mais de 20 anos – Katherine Mayhew se realizou com a garantia de acreditar na sua satisfação pela vida. Na igreja – sim, tinha mesmo ido para o esforço de arrastar-se a massa com Isabel, na manhã de domingo, tudo em um esforço para verificar se Miss Mayhew vale a pena – ela manteria quatro jovens Sledges, sendo que o mais velho não podia ter mais de 17 anos, quieto, uma proeza do Burke, quem bem lembrava a idade que Izabel tinha, não podia lembrar mais maravilhado. Na rua, ela estava cumprimentando agradavelmente qualquer um que ela encontrava, e retornava esses cumprimentos com igual agradabilidade, cada pedaço de educação como se ela fosse uma duquesa. Ela se vestiu com sobriedade, mas atraente, mantendo sempre uma aparência limpa, e ela já tinha provado essa companhia, ela estava incomparável em ambos, coragem e desenvoltura: ela não tinha tentado assaltá-lo com a sombrinha, quando ela deveria acreditar que a Izabel estava em perigo?
No geral, apesar de ela apresentar alguns anos, Katherine Mayhew parecia o funcionário ideal. Foi só o aspecto dela que o fez parar.
Ele tinha notado, quando ela o abordou na rua, que ela estava em um lado insignificante – especialmente pensando no fato que ela pensou em cair em cima dele com a sombrinha.
Mas o que ele não tinha conseguido realizar até o momento em que ela entrou na biblioteca Cyrus Sledge foi que a senhorita Katherine Mayhew era absurdamente bonita. 22/09/09
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Não bonito, de qualquer jeito. Ela era muito pequena para ser marcado com qualquer tipo de beleza. Mas Izabel não tinha errado quando disse que Miss Mayhew era agradável ao olhar. De fato, Burke achou difícil manter o olhar longe dela. Ela certamente não era o tipo de mulher que ele admirava, normalmente, ele preferia cabelos escuros a mulheres loiras, e gosta, no seu conjunto, uma figura mais forte, do que uma Miss Mayhew possuía. No entanto, seu cabelo cor-de-mel parecia se adequar a ela, a franja em que tinha sido cortada na testa enfatizando a enormidade de seus olhos cinzentos, os cílios – dos quais tinha um tom mais escuro
que o cabelo dela. Seu simples, elegante vestido-blusa e uma saia, vestimenta totalmente adequada para uma governanta, somente feita uma maior ciência consciência da estreita cintura, e se ela não tinha muito a preencher a frente essa blusa, o que ela tinha era, no mínimo, em perfeita proporção com o resto dela.
Foi a sua boca, no entanto, que Burke encontrara dificuldade de ignorar. A boca Miss Mayhew era, como o
resto de seu corpo, extremamente pequena – menor que qualquer boca ele já tinha visto, exceto, talvez, em uma criança. E ainda era uma boca inegavelmente atraente, os lábios deliciosamente curvados e surpreendentemente móvel, torcendo para todos os tipos de expressões diferentes da mesma maneira que uma bandeira torcia no vento. Atualmente estavam abertos, quando ela olhou pra ele com espanto, foi concedido um vislumbre de alguns dentes retos e branco e um pouco de língua afiada, e encontrou o olhar completamente encantador...
Então perguntei se talvez ele não estava cansado, já que normalmente não encontramos vistas do interior da boca encantadora de ninguém, para dizer o mínimo.
"Miss Mayhew", disse Burke, uma vez que não lhe pareceu que a bela Miss Mayhew não ia ser capaz de falar de novo tão cedo, tão grande era o seu espanto com a sua proposta. "Você está bem?" Mudamente, a menina assentiu. 22/09/09
Fernanda
“Posso pegar alguma coisa pra você? Água,talvez? Ou um copo de vinho? Talvez você queira sentar, você pode olhar alguma coisa.
A garota balançou a sua cabeça. Burke, perplexo mas decidido, foi. “Bem, então, eu suponho que a coisa a ser fazer deve ser feita no regime de ter suas coisas de volta. Eu vou vender meu lacaios, Bates e Perry.
“Como assim você acha que pode ser embalado? Será que esta noite é cedo demais? Isabel tem alguma dança ou outra coisa assim que ela insiste em ir, e provavelmente seria tão bom se você começasse imediatamente. Na verdade, se você quiser, eu posso mandar minha empregada pegar as suas malas para você-"
A boca pequena e rosada fechou-se, como se a menina fosse uma marionete e o seu controlador tivesse puxado uma corda invisível.
"Eu não conseguiria!" a moça declarou, em tons, Burke não pode deixar de pensar, de horror. Mas por que razão
ela estaria horrorizada? A fantasiosa imaginação dele pensou. Sua tendência a fantasiar era contagiante, talvez.
"Bem", disse ele. "Eu suponho que você sente que precisa dar tempo ao Sledges para encontrar um substituto para você, eu bem entendo. Qual foi o seu acordo com eles, então? Uma semana de antecedência? Não é de duas semanas, eu espero. "
"Eu-" A menina balançou a cabeça. Como ela fez isso, fios de cabelo loiro escuro que havia caído do seu nó sobre sua cabeça balançavam em torno de seu rosto. Não cacheando, ela não tinha uma única onda com ela, mas balançando, como algas na água.
"Sinto muito, meu senhor", disse ela. Sua voz, Burke achou, foi tão agradável como o resto dela, em baixo campo e não todo estridente, como muitas vezes eram as vozes das mulheres jovens.
Um segundo depois, porém, ele não encontrou seu meio de voz tão boa, quando ela passou a dizer: "Mas eu não podia
eventualmente vir trabalhar para você. Sinto muito. "
Burke não se mexeu. Ele tinha certeza não que fez nenhuma contração do dedo. Mas, de repente, Miss Mayhew lançou-se atrás da estante de livros, como se desejasse algum tipo de barreira entre eles. 22/09/09
Fernanda
Agarrando ambas as bordas da estrutura de madeira, que se aproximou de seu peito, e acrescentou: "Por favor, não fique com raiva."
Burke olhou para ela. Ele não estava zangado. Exasperado, talvez, mas não menos irritado. Ele havia desistido da raiva há muito tempo. Seu temperamento era algo que ele nunca teve muita habilidade em dominar, e assim ele simplesmente ficava irritado com nada. Isabel, exceto, talvez, e o jovem dela. O nome dele era Geoffrey Saunders, possivelmente a única coisa que ainda pode enviá-lo em uma raiva.
"Mas eu não estou irritado." Burke estava fazendo um esforço para soar calmo. "Nem um pouco."
A menina atrás do pódio disse: "Eu não acredito em você. Você está muito irritado."
"Mas eu não sou." Burke tomou uma respiração profunda. "Miss Mayhew, você está com a impressão de que eu poderia bater em você? "
"Você tem algo de uma reputação de violência, meu senhor", disse ela, prontamente.
Burke sentia que ele realmente gostaria de quebrar alguma coisa, de preferência o pódio que estava segurando tão dificilmente. Era como se ele gostaria muito de rasgá-lo fora de suas mãos e atirá-la através do vidro colorido e hediondo da janela do lado oposto da sala. Mas então ele se lembrou que ele tinha desistido desse tipo de coisa, e ele controlava o impulso.
"Estou com medo de ficar com ressentimento sobre isso, Miss Mayhew", disse ele em seu lugar. "Embora eu certamente não fizera qualquer tipo de esforço para conter minhas inclinações para a força que os homens possam estar preocupados, eu nunca em minha vida atingi uma mulher. " Ele viu seus dedos magros soltar das laterais da estante de livro. "Desculpe, meu senhor", disse ela. "Mas o olhar na sua cara, quando eu disse que não poderia vir trabalhar para você, era um pouco ... surpreendente ". 22/09/09
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"Você tem medo de mim?" Burke pediu irritado. "É por isso que você não vai aceitar a posição? Você certamente não tinha medo de mim na outra noite, quando você tentou me espetar com o seu guarda-chuva. Por que você deve ter medo de mim agora? Salvo ...." Ele experimentou uma nova onda de aborrecimento. Não foi raiva. Ele se recusou a chamar-lhe de raiva. "A menos que alguém lhe disse tagarelas sobre mim. Sobre o meu passado."
"Não tudo", disse Miss Mayhew, muito rapidamente.
"Eles não têm." Burke olhou para ela. "Quanto mais você sabe sobre a minha reputação de violência? Bem, você já me achava um vil agressor de mulheres inocentes. Deve ser gratificante saber que você estava certa."
"Como você conduz seus negócios pessoais", disse Miss Mayhew dura "é quase nenhuma do meu interesse, meu Senhor".
"Ele não devia ser", ele respondeu com um grunhido. "Mas eu posso ver que você já tenha uma opinião formada sobre o assunto. Você tem uma objeção ao fato de que eu me divorciei da minha esposa, Miss Mayhew? "
Ela deixou cair o olhar.
"Eu gostaria de ter uma resposta, Miss Mayhew. Em questões como esta, as questões de negócios, quer dizer, eu acho que
honestidade entre todas as partes envolvidas é geralmente melhor. E assim, repito a minha pergunta. Você desaprova o fato de que eu me divorciei da minha mulher?"
"Não há muito sobre a vida de homens como você, Senhor Wingate”, disse ela, com o livro "que eu acho digno de aprovação."
Burke se fixou. "Bem", disse ele, depois de um momento. "Isso é franco, de qualquer forma. Eu posso ver que quem tagarelou sobre mim fez um bom trabalho, até de encher você com os detalhes". 22/09/09
Fernanda
Ela olhou para cima. "Senhor Wingate," ela disse, e se ele não tivesse pensado melhor, ele poderia ter suspeitado que ela estava irritado. "Eu lhe disse antes, a sua vida privada não é realmente nenhum dos meus interesses".
"Oh, eu vejo. E é isso que você estava fazendo na outra noite na rua, quando você veio para mim com o seu guarda-chuva? Prestando atenção no seu próprio negócio?"
Miss Mayhew esticou um pouco o queixo bastante acentuado. "Eu pensei que era uma mulher jovem em perigo", disse ela, e havia uma luz perigosa em seus olhos cinzentos.
"Ah, claro, claro", disse ele. "E você estava completamente convencida de que você e seu guarda-chuva estavam indo parar um homem três vezes o seu tamanho e peso."
"Eu pensei que tinha de tentar, pelo menos", disse ela. "Caso contrário, eu não teria sido capaz de viver comigo mesma."
A resposta enviou um arrepio na espinha de Burke. Ele disse a si mesmo que a reação absurda física que sentiu a palavras dela era realmente de emergência, porque ela era exatamente o que ele estava procurando o tempo todo em um
acompanhante para Isabel. Certamente isso não foi devido a qualquer outra coisa. Certamente que não, porque ele pensou que aconteceu na localização, sobre sua própria rua, não menos que o mais raro de todas as coisas em Londres: uma pessoa verdadeiramente boa, verdadeiramente honesta. E certamente não por todos que a bondade e honestidade veio envoltas em tais embalagem irresistivelmente encantadora.
Ainda assim, suas palavras o levou de surpresa, que ele momentaneamente esqueceu-se e explodiu com uma risada.
"Miss Mayhew, e se eu fosse a pagar-lhe três cem libras por ano? Você viria trabalhar para mim, então?"
Ela disse, olhando muito chocado, "Não!"
"Por que em nome de Deus, não?" Então um pensamento horrível ocorreu a ele. Devia ter-lhe ocorrido antes. "Você está contratado, Miss Mayhew?"
"Perdão?" 22/09/09
Fernanda
"Engajados". Ele olhou para ela. "Não é uma pergunta tão estranha. Você é uma mulher jovem e atraente, se em vez
ímpar. Eu imagino que você deve ter pretendentes. Você já, iminente, planeja se casar com um deles?"
Ela disse que, como se a idéia fosse totalmente absurda, "Certamente não".
"Bem, então, por que a hesitação? Você está apaixonada por Ciro Sledge? É que você não pode suportar o pensamento
de deixá-lo?"
Ela começou a rir com isso. O som do riso Miss Katherine Mayhew teve um efeito curioso em Burke. Ele o fez sentir como se trinta e seis não era uma idade tão avançada, e que poderiam eventualmente ser mais para o seu futuro do que camisolas de flanela e os livros pelo fogo.
Talvez uma loucura o prendera. Não havia outra explicação para isso, realmente. Sua lavadeira foi, sem dúvida
correta, e Burke estava começando a cair na senilidade. Mas naquele momento, parecia-lhe a coisa mais perfeitamente natural do mundo ao atravessar a sala, agarrar subitamente a Miss Mayhew pela cintura, e estabelecer um beijo caloroso sobre aquela boca rindo.
Ou, pelo menos, é isso que ele pretendia fazer. E ele conseguiu a maior parte dele, pegando ela de surpresa,
e puxá-la facilmente contra ele. Mas quando ele se inclinou para beijá-la, ela trouxe o livro até, bastante difícil,
contra a sua testa. Embora o golpe não doeu, foi inesperado para dizer o mínimo, e em sua, ele afrouxou o controle sobre a menina -
E ela arremessou longe, escancarando as portas da biblioteca e o deixando sozinho na biblioteca de Cyrus Sledge.
Não era de estranhar, realmente, que ele pegou o livro e o atirou, com toda sua força, no vitral. Capítulo 6
Kate não parou de correr até chegar à sala de estudo. Uma vez relativamente salva, ela pegou Lady Babbie da lareira e começou a andar, seu rosto enterrado no pelo da gata.
Oh, Lord, ela rezou. Por favor, não deixe eles me demitirem. Eu lhe imploro, por favor, por favor, por favor, não deixe eles me demitirem. Eu não tenho nenhum – realmente nenhum – lugar para ir.
Não era uma prece tão diferente da que ela fez quando o Reverendo Billings tinha assaltado ela na despensa. A única diferença, realmente, era que ela tinha jogado o prato de torta no reverendo porque ele a repudiava, e ela tinha detido o marques com o atlas... Bem, por diferentes razões.
Posie olhou para Kate em uma aprovação silenciosa.
“Bem?” ela perguntou excitadamente. “O que ele queria então?”
Kate soltou a gata, que tinha se contraído por um longo tempo em seus braços. “Oh, Posie,” ela disse com um suspiro. “Eu estou com grandes problemas.”
Posie balançou a cabeça. “Novo casaco, então? Cretino. Esses com títulos são todos iguais, agindo como cavalheiros elegantes, quando na verdade, não são nada melhores do que larvas de dinheiro. Bem, eu tenho algum guardado, se você precisa de um empréstimo, miss. Não deixarei você com dividas, como esta?”
Kate sentou próxima a lareira. “Não era o casaco, Posie. Não tinha nada a ver com o casaco. Ele queria me contratar, Posie, para ser tutora para filha dele durante a primeira temporada ou segunda – não, três mil Pound por ano.” Kate tomou fôlego. “e eu disse não.”
Posie atravessou a sala em três passos. Ela pegou o cotovelo de Kate e disse, “Eu menti para você. Ela tomou Kate pelos cotovelos e disse, “Eu menti para você. Eu suspeitei que não se tratava do casaco. Eu vi você correndo as escadas, e ouvi o barulho de algo se quebrando na biblioteca. Eu avalio que ele quebrou algo desde que Fusspot e ambos os Sledges entraram correndo lá. Eu arrisco que ele ainda continua lá, fazendo negócios com o senhor e a senhora. 23/09/09
Fran
Nós podemos pará-lo antes que ele chegue à porta, e você pode dizer a ele que mudou de idéia. Vá agora. Kate arrebatou sua mão do aperto da menina mais nova. “Posie, eu não posso.”
Posie olhou para ela, pasma. “Você não pode o que? Você não pode viver como uma rainha com três mil pounds por ano? Você tem idéia de quanto dinheiro isto é, miss? Isto é mais dinheiro do que nós jamais teremos em uma vida inteira, isto é muito mais!”
Kate se contraiu quando a voz de Posie aumentou para um grito. “Posie,” ela disse fracamente. “Você não entende.”
“Você esta certa, eu não entendo! Eu te disse miss, eu gosto mais de você do que de qualquer outra mulher a que vieram vigiar os meninos antes de você. Mas se você não for trabalhar para este lord, eu juro que nunca mais falarei com você novamente!”
“Posie.” Kate deixou seu rosto cair no colo. Quando ela falou de novo sua voz foi abafada pela sua saia. “Eu não posso trabalhar como tutora. Não aqui em Londres.”
Posie olhou para ela. “E porque não?”
Ela não podia, é claro, contar a Poise. Ela não tinha dito a ninguém na casa dos Sledge sobre seu passado. Ela não estava certa o que eles teriam feito de Freddy – se eles imaginassem onde eles haviam se encontrado, ou como os dois haviam se tornados tão bons amigos. Ninguém tinha se incomodado em perguntar. Eles eram particularmente desinteressados. Mas o fato era de que Kate tinha escolhido seus patrões com cuidado. Os Sledges – como todas as outras famílias para quem Kate tinha trabalhado antes – não eram, embora ricos, membros da elite. Eles não eram convidados para os grandes bailes de temporada. Ele nem mesmo iam ao teatro, ou assistiam as corridas. Eles não tinham entre seus conhecidos ninguém que pudesse se lembrar do nome Mayhew, ou quem podia ser dono de um diamante meu.
E isto, afastando as preocupações de Kate, estava bom. A vida calma de seus patrões, aumentava suas chances de manter um confortável anonimato que ela tinha conseguido, depois de longos sete anos, alcançar. 23/09/09
Fran
Mas como governanta ela tinha muito mais chances de ser descoberta. Ocasionalmente, ela era requisitada a escoltar alguma de suas jovens encarregadas a festas de aniversários e coisas do gênero. Mas mesmo nesses locais, as chances de ser reconhecida eram baixas, por seu invariável contato com apenas governantas como ela.
Mas como tutora – e da filha de um rico marques – Kate seria inclusa em um circulo que ela costumava participar um longo tempo atrás. Ela visitaria casas na quais ela uma vez era entretida como convidada, encontraria pessoas com a qual ela teve uma amizade intima, encontraria, depois de longa ausência, velhos conhecidos... Para não mencionar os velhos inimigos.
E ela teria que ser obrigado a suportar, tudo novamente, a humilhação, os maliciosos comentários, os olhares suspeitos, que ela tinha finalmente conseguido escapar.
Não. Ela tinha vivido isso uma vez. Como, ela não tinha idéia. Mas ela tinha sobrevivido. Ela não conseguiria suportar novamente. Ela não poderia.
Pelo seu desprezo por eles. Ela desprezava completamente a elite, pela hipocrisia deles, pelo seu esnobismo, e sua própria fraude. Homens como o marques, que pensam que por causa de seu dinheiro podem tratar as pessoas como eles bem quiserem. Homens como o marques, que tinham visto a ruína de seu pai. Homens como o marques, que tinham friamente virado as costas quando Kate precisava deles.
Todos com exceção de Freddy. Bom, simples Freddy, que tinha ficado com Kate, mesmo nas horas mais sombrias. Ele tinha sido resoluto em sua amizade por ela. Ele era o único. O único entre uma tonelada que não a tinha deixado quando realmente importava.
E ele era o único a quem ela podia suportar agora.
Ela não podia voltar. Ela não voltaria. Nem por todo dinheiro do mundo.
“Eu não posso,” Kate disse, levantando seu rosto das mãos. “Você não vê? Eu teria que ir a bailes e jantares e coisas do tipo.”
Posie bufou. 23/09/09
Fran
“Oh, sim,” ela disse sarcasticamente. “Um fato pior que a morte. Você pode comer caviar e beber champagne toda noite. E ter um pagamento de três mil pounds por anos para isso! É chocante o que as pessoas querem de uma garota nesses dias.”
“Você não entende,” Kate disse com um balançar de cabeça. “Não é o que parece do lado de fora, Posie. Estas pessoas – o marques e seus amigos – eles não gostam de mim e de você. Eles nem mesmo gostam dos Sledges. Eles são horríveis. Todos eles. Não tem lealdade, nenhum senso de decência humana. Tudo o que eles pensam é em si mesmos e em seu precioso dinheiro. Eles podem arruinar a vida de alguém com um simples boato. E não importa se é verdade ou não. O fato é que aceito sem provas.”
Posie olhou para Kate ironicamente. “Se um cara me desse três mil pounds por ano, as pessoas podiam dizer o que elas quisessem sobre mim. Com três mil por ano, o que importa?”
“Mas você ligaria, Posie.” Kate se levantou repentinamente, e andou pela sala de estudo. “Você ligaria, porque machuca. Especialmente quando não é verdade.”
“Se machuca,” Posie respondeu, “se você deixar.”
Kate parou de andar e olhou para a jovem menina. Era fácil, ela supôs, para Posie acreditar em algo tão banal quando aquilo. Posie nunca tinha sido machucada, nenhuma vez em sua curta vida. Oh, certamente, um ocasional amor que deu errado, talvez... Mas nunca irrevogavelmente errado. A mais velha de uma ninhada de vinte, ambos os pais de Posie estavam vivos. Era fácil, Kate disse a si mesma, para Posie ser brava. Ela nunca perdeu algo com o qual ela se importava. Ela não tinha perdido algo com o qual ela se importava como Kate tinha. Repentinamente Kate sorriu. Ela não pode evitar. Ela nunca tinha sido capaz de se permitir que nada a deprimisse por um longo tempo, e agora não seria exceção.
“Qual é a razão?” ela perguntou, abrindo os braços. “Mesmo que eu achasse que pudesse suportar – viver entre uma multidão – o marques não iria me querer mais. Eu bati nele, Posie.”
“Você o que?” 23/09/09
Fran
“Bati nele. Na cabeça.” Kate demonstrou a ação. “Com um atlas. Ela tentou me beijar, como o Reverendo Billings, o estúpido convencido.”
A boca de Posie, Kate viu, tinha formado um perfeito O de espanto. Um segundo mais tarde, ela tinha pulado e, pego o cotovelo de Kate, tentando empurrá-la para a porta.
“Não é muito tarde,” Posie disse. “Ele ainda pode estar lá em baixo. Vá e se desculpe.”
“Desculpar-me? Eu? Posie, você esta doida? Não me ouviu? Ele tentou –“
“Eu te direi três palavras, Miss Kate,” Posie disse. “Três mil pounds. Entendeu-me? Agora desça e se desculpe. De joelhos, se tiver que fazê-lo. Mas faça.”
“Posie,” Kate disse, fincando seu calcanhar. “Lord Wingate dificilmente é o tipo de homem que perdoa uma garota por bater em sua cabeça.” Seu sorriso aumentou largamente. “Mas se você apenas pudesse ver o rosto dele quando eu o fiz... embora eu suponha que não há nada de engraçado em perder três mil pounds.”
“Não pense em nada,” Posie concordou. “Especialmente considerando quanto tempo um individuo pode viver com três mil pounds, sem nem mesmo precisar trabalhar.”
A voz de Poise aumentou para um chiado enquanto Kate colocou a mão em seu braço e o apertou, duramente.
“Oh,” Kate disse, embora seus lábios repentinamente tenham perdido toda a cor. Não havia humor em sua voz agora. “Oh, God, Posie!”
Posie disse, calmamente considerando a pressão em seu braço, “Mudou sua mente sobre os ricos, não? Eu achei que poderia!
“Eu não acho,” Kate sussurrou. “Eu não acho... que esqueci completamente dela. Mas três mil pounds. Três mil pounds pagariam seu aluguel por um longo tempo...”
Posie não tinha idéia sobre o que a menina estava falando. Tudo o que ela sabia era que Kate tinha finalmente a ter juízo.
“E,” Posie continuou, “ele tem um monte de atlas, um cara rico com ele. Você pode simplesmente acertá-lo com um toda vez que ele ficar fresco. Caso ele não tenha entendido a mensagem.” 23/09/09
Fran
Kate sentiu algo como se algo frio agarrado seu coração. “Você supõe que ele já tenha ido?” ela perguntou, embora seus lábios parecessem dormentes.
“Há apenas um jeito,” Posie disse, “de descobrir.”
As duas meninas foram em direção a porta tão barulhentamente que Lady Babbie, que estava estendida na mesa, esticou seu rabo três vezes o tamanho normal, e rosnou ferozmente antes de se sentar novamente sobre os jornais que Kate tinha deixado para trás.
O Marques de Wingate não tinha, de fato, ido. Ele estava no vestíbulo, fazendo uma nota para o Reverendo Billings, a qual era um requisito de Mr. Sledge em recompensa a sua janela quebrada. Isto tinha irritado Burke, escrever esta nota – especialmente desde que era duas vezes o que a janela valia – mas o que ele poderia fazer? Ele já tinha tentado imperdoavelmente – roubar a empregada de seu vizinho. Ele não ousava adicionar um insulto se recusando a pagar por algo que ele tinha quebrado propositalmente.
O que fazia ser pior era o fato de que os Sledges não tinham a mínima idéia de como ele tinha quebrado a janela, ou porque ele tinha vindo visitá-los em primeiro lugar. Eles não pensavam mais em Miss Mayhew do que eles se importavam em pensar em qualquer outra pessoa fora as de Papua Nova Guiné. Nem seus próprios filhos, que entraram trotando através da porta da frente enquanto ele assinava seu nome na nota, inspiravam mais do que um rápido “Limpe seu pé antes de entrar.” Nem mesmo um beijinho na bochecha ou um “Pare de bater em seu irmão com a vara de cavalgar.”
De fato, foi o próprio Burke que teve que tirar uma das varas da mão dos meninos antes que fizessem um serio dano. Sua afiada repreensão, “Você podia machucar o olho de seu irmão com isso,” foi recebida com um sorriso desdenhoso, o convencendo de que Katherine Mayhew devia ser um anjo. Como mais ela poderia ser capaz de lidar com as pequenas ferinhas Sledges? 23/09/09
Fran
Um anjo, ou uma bruxa. Ele estava começando a suspeitar mais tarde, já que duvidava da forma que ela tinha o deixado com a dor de cabeça que atualmente o acometia.
E então, como se seus pensamento sobre Miss Mayhew a tivessem chamado, ela apareceu nas escadas. Ninguém pareceu notá-la. Mr. Sledge continuava, com alguma duração, sobre os bárbaro tratamento com os cachorros naquele obtuso pais, uma palavra mais sobre o nome daquele pais iria levar Burke à loucura, enquanto sua mulher anunciava a algumas mulheres que estavam na sala ao lado que elas não precisavam sair, era apenas o Marques de Wingate, que freqüentemente parava para visitar seu marido. O mordomo muito abatido passou, carregando uma pá de lixo cheia de cacos de vidro coloridos e brilhantes, e as crianças chutando uma as outras com suas botas imundas de calvagar. E ainda, de alguma maneira, apesar de tudo isso, Burke foi capaz de ouvir a voz de Miss Mayhew chamando-o da escada, a qual estava o mais próximo dele quanto ela podia, com todas as pessoas na entrada: “Lord Wingate, eu irei feliz, se você ainda me quiser.”
Burke Traherne tinha sido acusado de muitas coisas naquele dia, mas estúpido não foi uma delas. Ele não tinha a menor idéia do que fez a menina mudar de idéia – embora ele tivesse suspeitado de que a empregada ruiva parada atrás dela pudesse ter alguma coisa a ver com isso, especialmente desde que ela parecia cutucar Miss Mayhew com força nas costas.
Mas ele não estava prestes a ficar lá parado e discutir sua decisão.
Oh, ele não estava encantado com o modo que ela tinha rejeitado seus avanços. Ele estava insultado e um pouco decepcionado. Mas ela era, afinal, apena uma servente, e indubitavelmente não sabia melhor. Seu pai sempre o tinha alertado para não flertar com os serviçais, um aviso que Burke agora considerava muito sábio.
A garota era obviamente uma odiadora de homem. Esta era a única explicação, realmente. 23/09/09
Fran
Burke nunca em sua vida tinha sido rejeitado por uma mulher, então AL. experiência tinha sido particularmente desmoralizante... E única.
Mas uma odiadora de homens, mesmo irritantemente, seria uma esplêndida tutora para Isabel, e ele fez uma reverencia, e disse sua profunda voz sendo carregada facilmente através do tumulto em volta deles, “Miss Mayhew, estou honrado. Posso mandar meu servente esta noite, então?”
Ela assentiu mudamente. Certamente, ela não podia falar mesmo se quisesse, já que o estrépito na entrada tinha aumentado tanto que ninguém, nem mesmo Burke, seria capaz de ouvi-la mesmo se ela tentasse. Ele lançou para ela uma final e avaliadora olhada – realmente, mas ela era incomumente prazerosa de olhar. Era uma pena a coisa sobre odiar homens. Então ele pegou seu chapéu e sua capa, desde que o mordomo parecia ocupado, e não havia nenhum servente a vista, e deixou a casa, satisfeito por não ter comprado apenas uma paz para ele, mas um futuro brilhante para sua filha. E tudo aquilo por uma barganha de três mil pounds.
É claro, ainda também o problema do vergão em sua testa. Mas ele achou melhor ignorar. Ele tinha agido obtusamente, e Miss Mayhew tinha deixado isto bem claro. Não iria acontecer novamente.
Ou, se acontecesse, ele via que teriam muitos livros á sua espera. 23/09/09
Fran
Capítulo 7
Kate subiu os degraus de pedra, seu coração batendo nos ouvidos, sua garganta apertada de medo, ela mal podia respirar. Por favor, ela rezou. Que esteja aberta. Por favor, que esteja aberta. Por favor-
A porta da frente se abriu, entretanto, antes que ela tivesse a chance de por a mão. Vincennes, o mordomo de Lord Wingate, olhou para ela questionadoramente. “Miss Mayhew,” ele diz, agradável o suficiente. “Como você vai? Você-“
Mas Kate não tinha tempo para agradabilidade. Ela passou por ela, segurou a porta, e a fechou atrás dela.
Vincennes, para seu credito, olhou como se esse comportamento fosse perfeitamente normal, e disse apenas, “Eu espero que você tenha conseguido pegar a correio antes que fechasse miss.”
Kate mal o ouviu. Ela correu pela sala de estar e foi para o vestíbulo, onde o fogo ainda não tinha sido iluminado para a noite, ela foi ate uma das grandes janelas, e separou as cortinas.
“Mr. Vincennes,” ela ofegou, olhando para a janela. “Você vê esse homem lá fora? Parado na esquina, na luz de gás?”
O mordomo olhou por sobre o ombro dela. “Certamente, eu vejo, miss,” ele disse.
Então! Não tinha sido imaginação dela! Não desta vez.
“Perdoe-me, miss,” o mordomo disse, enquanto os dois estavam de pé na escura sala, olhando para a rua. “Você tem alguma razão para não gostar de Mr. Jenkins?”
A respiração de Kate enevoou a janela pela qual ela estava olhando. Ela limpou uma poça no lugar. “Mr. Jenkins? Quem é Mr. Jenkins?”
“O cavalheiro que nós estamos olhando.”
Kate olhou espantada para o mordomo. “Você o conhece?”
“Certamente, miss. Ele é um físico. Faz freqüentes visita na vizinhança...”
Ate, sentindo suas bochechas esquentarem, deixou a cortina cair. “Sou uma idiota,” ela confessou estupidamente. “Eu achei... eu achei que fosse outra pessoa.”
“Perfeitamente compreensível, miss,” Vincennes disse bondosamente, “com um nevoeiro desses.” 23/09/09
Fran
Mas Kate não podia tão facilmente rejeitar seu erro. Freddy, ela pensou com si mesmo, enquanto subia à grande, e curvilínea escada até seu quarto, estava certo. Ela tinha muita imaginação. O que na Terra Daniel Craven faria, parado na esquina da rua – na chuva, não menos – em Londres, quando ninguém o tinha visto ou ouvido dele há sete anos? Ela estava sendo ridícula. Pior do que ridícula. Histeria, até.
Mas quando ela chegou à porta de seu quarto, e viu que estava ligeiramente aberta – quando ela tinha definitivamente a fechado quando saiu – suas suspeitas aumentaram. Certamente Vincennes teria dito a ela se alguém a tivesse procurado. E certamente ele não deixaria que um visitante entrasse em seu quarto! Não, tinha que ser uma das empregadas, ou-
Kate abriu a porta e ficou mais do que um pouco surpresa ao ver Lady Isabel Traherne – deitada de barriga para baixo e com os pés para o ar – espichada sobre a cama de Kate, acariciando Lady Babbie.
“Eu não sabia que você tinha uma gata, Miss Mayhew!” Isabel gritou, quando ela notou Kate no limiar. Tanto para manter a presença de Lady Babbie em segredo, Kate pensou com si mesma. Todos os problemas que ela teve, trazendo a indignada gata em uma cesta, tinha sido por nada.
E seria uma boa coisa saber que no futuro, se ela não se importasse com visitantes, era melhor ela manter a porta fechada.
Alto, entretanto, Kate disse, “Tome cuidado. Ela morde, quando esta de mal humor.”
Lady Babbie, provavelmente só para ser do contra, permitiu que Isabel coçasse suas orelhas sem o menor sinal de protesto.
“Escute o ronronado dela!” Isabel suspirou. “Eu sempre quis um gato, mas Papa sempre disse que eu era muito irresponsável para tomar conta de uma planta, quanto mais de um animal, e ele nunca me deixou ter um. Qual o nome dela, Miss Mayhew?”
Kate limpou a garganta desconfortavelmente enquanto desfazia os laços do chapéu. “Lady Babbie,” ela disse.
“O que? Eu não a ouvi.”
“Lady Babbie,” Kate disse, um pouco mais alto. Isabel olhou para ela com curiosidade. “Que nome estranho. É uma homenagem a algum conhecido seu?”
“Não exatamente,” Kate murmurou, enquanto removia o chapéu, e ia para o espelho arrumar seu penteado.
Então, notando a expressão insatisfeita de Isabel, ela explicou relutantemente, “Eu tenho ela desde meus dez anos. E aos dez anos, eu temo que o nome Lady Babbie me era muito elegante. Isto é tudo que posso dizer em minha defesa.”
“Desde que você tinha dez anos,” Isabel disse, dando a gata um pequeno golpe debaixo do queixo. “Ele deve ser anciã agora.”
“Apenas treze anos,” Kate disse, não sem indignação.
“Então você só tem vinte e três anos?” Isabel, rapidamente perdendo o interesse pela gata, rolando se costas e olhando finalmente para a cobertura branca, decorada com floreios rosa com verde. “Isto é bem velho. Eu achei que você fosse muito mais nova.”
Kate voltou ao trabalho de arrumar seus livros na prateleira próxima a lareira, uma tarefa que ela tinha levado uma hora antes de postar a carta. “Vinte e três” ela disse, um pouco defensivamente, “Não é muito anciã.”
“Não se já for casada.” Isabel rolou e apoiou-se em seus cotovelos, e deixou seu queixo cair nas mãos. Vestida apenas com seus roupas de baixo e um robe de seda, seu cabelo preso em trapos, ela fez Kate se lembrar de Posie, que a visitava freqüentemente com o mesmo estilo a noite. “Porque você não foi casada antes, Miss Mayhew? Você é uma pequena linda pessoa. Eu não posso imaginar porque ninguém a escolheu, a pôs no bolso e a manteve. Ninguém nunca te perguntou?”
Kate disse, olhando para a coluna do livros em sua mão, “Perguntar se ele poderia me colocar em seu bolso? Certamente não.”
“Bem, se casar com ele, então.”
“Ninguém pelo qual eu estava apaixonada.”
“Realmente? Ele se casou com outra pessoa então?”
Kate pôs o livro em um lugar na prateleira. “Quem se casou com outra pessoa?
“O homem que você amava, é claro.”
Kate riu. “Dificilmente. Eu nunca me apaixonei por ninguém.” 23/09/09
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Isabel levantou, chocada. “O que? Nunca? Miss Mayhew! Eu só tenho dezessete e já estive apaixonada cinco vezes! Duas só no ano passado.”
“Meu Deus.” Kate procurou dentro da caixa que o próprio Phillips trouxe da casa dos Sledge, tão feliz que ele ficou ao vê-la indo embora, e retirou outro livro. “Eu suponho estar longe de ser sagaz, então, em minhas afeições.”
“Eu diria isso,” Isabel declarou. “Papa te disse por quem eu estou louca ultimamente?”
Kate colocou o livro em uma prateleira, viu que não servia, e o colocou em outra. Já que ela não tinha visto Lord Wingate – nem uma vez – desde a entrada dos Sledges, ela não poderia dizer que sim, que ela tinha tido uma conversa com ele sobre a vida amorosa da vida dele. De fato, havia mais de uma semana dede a ultima vez que ele tinha visto o marques. Mr. Sledge tinha feito birra quando descobriu que ela pretendia deixar a família dele, e Mrs. Sledge ficou de cama por vinte e oito horas. Kate tinha sentido que era certa ela permanecer com eles ate eles encontrarem uma substituta para ela, e mandou uma nota explicando tudo ao marques. Ela recebeu uma carta de volta, mas não do marques. Tinha sido da governanta da casa, Mrs. Cleary, encorajando ela a levar o tempo que precisasse.
E enquanto tinha sido gratificante perceber o quanto ela era uma empregada valorosa nos Sledge – Mrs. Sledges, em particular, tinha sido extremamente liberal em muito dos maltratos pelo marques ter roubado ela – tinha dito amáveis palavras de adeus na pequena casa mobiliada. Posie era a única pessoa que Kate suponha sentir falta – Posei e, surpreendentemente, os quatro pequenos Sledges, que choraram muito quando ela lhes deu a noticia, e se recusando a prometer, embora ela disse há eles muito seriamente, a não atormentar a nova governanta com espinhos em seu lençol e fios em seu chá. 23/09/09
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Kate deveria ficar perfeitamente contente com a decisão dela se não fosse por Freddy, que parecia tão chocado ao ouvir a noticia, que tinha ficado atingido por vários minutos, uma situação que Kate não podia se lembrar ter acontecido antes, não em todos os anos que ela o conhecia. “Lord Wingate?” Freddy disse, quando ele finalmente achou sua língua. E desta vez, eles estavam na segunda volta ao redor do parque na nova carruagem dele, na qual ele insistiu levar Kate para passear, embora ele tivesse preferido gastar o tempo deles em uma cafeteria, e não se movimentando em uma carruagem aberta.
“Lord Wingate?” Freddy tinha repetido. “Burke Traherne, você quer dizer? O que você golpeou com a sombrinha?”
“Sim,” Kate respondeu. “Este mesmo. Olhe por onde você esta indo, Freddy. Você quase atropelou o cachorro-“
“Você esta indo viver na casa do Traherne, e vigiar a filha dele?”
“Sim, Freddy. Foi isso o que eu disse. Por trezentos pounds por ano. Embora eu imagino que não ficarei por um ano, já que Lady Isabel é tão amável quanto rica, ela provavelmente estará casada no fim da temporada, de qualquer modo. Freddy, nós temos que ir tão rápido?”
“Mas eu te disse sobre ele, Katie” Eu te contei tudo sobre ele, não contei? Sobre o divorcio, e atirar-“
“E atirar o amante dela pela janela, sim. Lord Wingate parece propenso a atirar coisas pela janela. Ele atirou um atlas pela janela, você sabe, quando eu disse que não trabalharia para ele.”
“O maldito!”
Kate estava começando a se arrepender por mencionar isso. Ela tinha dito a ele, é claro – ele teria descoberto de qualquer maneira. Ela tinha que contar a ele. Mas ela não pode deixar de querer que ele fosse mais compreensível.
“Eu não gosto disso,” Freddy disse maçantemente. “Além disso, você ira morar com ele” – a expressão escura dele explicou, claramente, quem ele era – “você se colocara em uma posição impossível. 23/09/09
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Pense sobre isso, Kate. Você levara aquela garota nos locais que você freqüentava há apenas alguns anos atrás, onde você era convidada. Só que agora você será empregada de alguém-“
“Há alguns anos atrás,” Kate disse com firmeza. “Tente sete anos atrás, Freddy. Ninguém se lembrará.”
“O diabo que não lembraram! Kate, você foi tudo que alguns falaram por-“
“Sete anos atrás, Freddy. Sou uma velha lady agora. Eu encontrei um cabelo cinza outro dia.”
Freddy franziu o rosto com raiva. “Você acha que mudou Katie, mas acredite em mim, não mudou. Eles a reconheceram-“
“Ninguém nota as acompanhantes.” Ela esperava.
“-e então vira todas aquelas incomodas perguntas que você tanto odiava, e possivelmente algum olhar piedoso. Todas as pessoas que você tanto detesta não falaram de outra coisa. “Você acreditaria em quem apareceu na minha casa noite passada, Lavínia? A menina Mayhew. Mas agora ela esta trabalhando, como acompanhante, pobre criatura.”
Kate disse, “Você sabe, Freddy, eu nunca percebi isso antes, mas você seria um bom mímico. Esta é Lady Hildengard, estou certa?”
“O ponto,” Freddy disse firmemente, “é que você odiará. Você sabe que não poderá suportar estas mulheres-“
“Freddy você esta perdendo. Trezentos pounds por ano é muito dinheiro. Eu podia suportar todas Ladys Hildengards do mundo por trezentos pounds. Você sabe que Papa não me deixou nada além de dividas-“
“Você não tem responsabilidade pelas dividas que seu pai deixou,” Freddy relembrou a ela.
“Não, mas eu não posso deixar de me sentir responsável pelas pessoas que ele deixou. Você sabe Nanny não tem um centavo.”
“Nanny!” Freddy explodiu. “Esse é o motivo? Sua antiga nanny?”
“Sim,” Kate disse calmamente. “Trezentos pounds poderia apagar o aluguel da casa de campo dela por anos. Não tem como eu dizer não, Freddy.”
“Não tem como você dizer sim,” Freddy declarou, dando uma parada violenta. “Kate, você não irá trabalhar para Burke Traherne. Não permitirei!”
“Oh,” ela disse amargamente. “E eu suponho que você pagara o aluguel de Nanny, então?” 23/09/09
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“Eu diria que sim, se você me deixasse.”
“Não deixarei.” Kate balançou a cabeça. “Eu mesma tomarei conta de Nanny.”
“Eu encontrarei o endereço dela,” Freddy disse ameaçadoramente, “e a escreverei contanto o que você esta fazendo. Então você se arrependera.”
Kate riu disso. “Oh, e o que você dirá a ela, Freddy? Que eu aceitei uma posição que me paga nove vezes o que eu ganhava antes, por menos trabalho? Eu irei trabalhar como tutora para filha de Lord Wingate, Freddy. É uma posição completamente aceitável. Até Nanny concordaria. Não é como se,” ela adicionou, “eu concordasse em ser a concubina dele, ou algo assim.”
“Droga, Kate!” Freddy pegou em uma de suas mãos, então pressionou seus dedos, duramente, com os seus. “Este homem tem um temperamento dos infernos. Semana passada ele colocou uma bala através de um pobre rapaz por causa da mulher Woodhart. Além disso, ele não tem limites. Ele provavelmente só a contratou, pois quer ter a diversão de deflorá-la, e então a dispensara quando cansar de você. Ele não tem um coração, você sabe.”
Kate piscou para ele espantada por um momento, então explodiu em uma sonora gargalhada. Freddy não compartilhou a diversão dela, e olhava para ela desaprovadoramente. Mas Kate não pode se deter, e estava procurando por ar quando ela conseguiu se acalmar o suficiente para perguntar, “Oh, Freddy, você realmente pensa isso?” Eu sempre quis ser deflorada por um homem sem limites! Ele esta me pagando por essa honra, além disso. Como eu tive tanta sorte?”
Freddy fez uma carranca. “Não é engraçado, Kate. Estou te alertando, Traherne-“
“Sim, sim, sim.” Kate colocou uma mão sobre a dele e a pressionou. “Ele é um horrível, espantoso homem. Freddy, eu sei de tudo isso, acredite em mim. E eu estarei de guarda.”
“De guarda? Kate não importara se você estará de guarda. Se-“
“Além disso, Freddy, não é como se Lord Wingate tivesse expressado qualquer interesse em mim.” Ela não ousou, é claro, dizer a ele que na verdade, a verdade era o oposto. 23/09/09
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“Ele tem Mrs. Woodhart para entretê-lo. O ele poderia, ver em mim quando a tem?”
Freddy disse algo, mas sobre sua respiração, ela não pode compreender.
“E enquanto Lord Wingate possa ser um homem sem limites,” Kate continuou, tentando convencer muito mais a ela mesma do que a ele, “você tem que admitir que ele se preocupa muito com a felicidade da filha dele. E quão terrível pode ser um homem que ama sua filha?”
“Kate-“
“E longe de me deflorar, Frederick Bishop, o inteiro propósito do marques ao me contratar, é para que ele possa ter as noites livres para sair e continuar suas aventuras sem sua filha descobrir. Agora o que você tem a dizer sobre isso?”
Freddy escorregou defensivamente contra o assento da carruagem. “Kate, você não se casara comigo? Tornaria tudo mais fácil.”
Kate piscou para ele. Ela gostava tanto da companhia de Freddy que algumas vezes se esquecia que ele a considerava mais do que apenas – uma companhia. Ela sentiu uma onda de culpa quando ela percebeu que provavelmente ela não deveria aceitar os convites dele para o chá ou passeios de carruagem. Não era justo, ela pensou continuar se encontrar co ele. Isto criava falsas esperanças.
E ainda que ele fosse o melhor – e único – que se lembrava da vida passada dela. Ela não podia se ver sem ele.
Infelizmente, ela também não podia se ver com ele... Não do modo que ele desejava.
Ela suspirou culpadamente. “Oh, Freddy,” ela disse. “Isto não facilitara as coisas. Realmente não.”
Porque, embora ela sentisse que não precisava relembrá-lo do fato no momento, não havia mais lugar para ela no mundo de Freddy – um mundo no qual ela uma vez andou com graça e facilidade. Como ela podia simplesmente retornar, sabendo, como ela sabia, o que as pessoas tinham dito – e indubitavelmente continuavam dizendo – sobre o pai dela? Hipócritas ignorantes, fátua calunia. Deus, não. Ela morreria antes de voltar. 23/09/09
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E é claro, mesmo se ela pudesse voltar a abraçar o mundo do qual ela tinha fugido – ou melhor, sido banida – todos aqueles anos atrás, ela não podia, em sã consciência, se casar com Freddy. Não quando ela sabia perfeitamente que não o amava. Supondo – apenas supondo – que ela casasse com Freddy, e então percebesse como a mãe de Isabel tinha feito que ela estivesse apaixonada por outra pessoa. Que terrível! Ela não podia fazer isso com Freddy – não o que Elisabeth Traherne tinha feito ao marques. Olha quão desastroso isto tinha se tornado para todos.
Voltando o olhar através da sala ela permanecia a dizer a si mesma que isso não se tronaria ruim para ninguém envolvido, entretanto. Este era o quarto mais bonito que ela tinha estado desde antes da morte de seus pais – certamente o quarto mais bonito desde que ela começou a ser contratada como governanta. As paredes eram cobertas por um papel que combinava com a cabeceira de sua cama, branca com rosa e buques verdes. Que combinava com a cadeira verde escura diante do fogo, e com a penteadeira branca com a maçaneta dourada e um grande espelho sobre ela. O quarto não se parecia em nada com o cubículo no qual ela congelava na casa dos Sledge, devido à relutância de Phillips para comprar carvão.
Assim como todo o resto da casa... Também, Kate não pode deixar de lembrar o tempo que ela tinha a mais elegante e confortável casa. Tudo, desde as pinturas nas paredes ate o suporte das velas, eram de ótima qualidade, e de mais agradável designer.
E ela estava sendo paga trezentos dólares por ano para viver nesse luxo!
“Eu não posso,” Kate disse agora, para a garota que estava estirada em sua cama tão languida como Lady Babbie, “dizer que seu pai mencionou seu amigo homem para mim.”
“Amigo homem,” Isabel ecoou, com uma gargalhada. “Geoffrey riria se ele ouvisse você o chamando disso. Eu digo Miss Mayhew, você realmente leu todos esses livros?”
Kate olhou para a caixa aos seus pés. “Sim,” ela respondeu. “É claro.” 23/09/09
Fran
“Então porque os guarda?” Isabel queria saber. “Quero dizer, se você já os leus.”
“Por que.” Kate levantou uma bem usada copia de Orgulho E Preconceito. “Alguns livros são tão bons, que você quer ler tudo novamente. Você se torna ligada a eles. Eles se tornam... bem, eles se tornam como família.”
“Família?” Isabel ecoou.
“Sim. Quando você os lê tantas vezes, você não pode evitar começar a pensar que eles são como relações – confiáveis relações amorosas que você nunca te abandona. Abri-los novamente é como visitar seu tio favorito, ou. sentar no colo de seu amado avo.” Vendo a expressão de Isabel que parecia céptica, Kate disse, com uma pequena risada, “Bem, eu suponho que para você, Lady Isabel, isto não pareça muito, pois você, afinal, tem um pai que a ama, e ouso dizer que algum avô, também, que a idolatra. Meus livros são toda a família que eu tenho.” Ela não quis parecer melodramática, e, percebendo que suas palavras poderiam ser entendidas dessa maneira, ela adicionou, brincando, “Além do mais, a vantagem de ter livros como suas relações, ao invés de pessoas reais, é que eles nunca pegam dinheiro emprestado de você, ou a deixam inesperadamente. O único perigo real é deixá-los acidentalmente em um ônibus, o que eu me envergonho de dizer que já aconteceu comigo uma ou duas vezes no passado...”
Isabel torceu seu nariz. “Miss Mayhew,” ela disse. “É uma coisa boa você ser tão bonita. Isto compensa o fato de você ser completamente estranha.” Ela olhou para o teto. “Além do que, eu nunca li um livro como este. Eu livro que eu me importo para ler mais de uma vez, quero dizer.”
“Não?” Kate segurou Orgulho e Preconceito. “Você já leu este?”
Isabel apertou a capa. “Oh,” ela disse, desgostosa. “Papa sempre tenta me fazer ler este.”
Kate disse “Você deveria. Você gostaria. É sobre garotas da sua idade, apaixonadas.”
Isabel levantou o rosto dos punhos nos quais ela o tinha afundado. “Realmente? Eu achei que era sobre uma guerra.”
“Uma guerra? O que em nome de Deus a fez pensar que era sobre uma guerra?” 23/09/09
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“Bem, se chama Orgulho e Preconceito, não?” Isabel disse brevemente. Mas ela se levantou da cama e foi ate onde Kate estava, pegou o livro da mão dela, e se lançou nele, o que Kate supôs já ser um começo, de qualquer maneira. “Além disso, Papa sempre esta lendo livros, e eles sempre são sobre guerras ou sobre lei, ou algo ainda mais chato.”
Kate voltou a sua caixa. “Oh?” ela perguntou casualmente. “Então seu pai gosta de ler?”
Isabel grunhiu. “É tudo o que ele faz, praticamente. Quero dizer, além de se entreter com mulheres como aquela horrível Mrs. Woodhart.”
Kate tossiu, mas infelizmente, Isabel não pegou a dica.
“Eu juro, Miss Mayhew,” ela continuou, com um suspiro, “algumas vezes eu acho que se não fosse por mulheres como Mrs. Woodhart, Papa nunca sairia de casa! De volta em casa – Abadia Wingate – ele nunca levanta o rosto de qualquer livro que ele esteja lendo, exceto para ir cavalgar de vez em quando. É constrangedor.”
Kate se endireitou. “Constrangedor?”
“Bem, o pai de ninguém faz isso. As meninas que eu visitava quando estava na escola, os seus pais saiam o dia todo e caçavam, pescavam e coisas como esta. Não meu pai, entretanto. Meu pai sempre esta em casa, lendo. Eu digo a ele o tempo todo que isto não é natural, que ele deveria sair mais. Quero dizer, ele não esta ficando mais jovem, Miss Mayhew. Ele já tem trinta e seis. Ele nunca encontrará alguém desse jeito, e assentará.”
“Mas eu achei que ele já tinha alguém,” Kate disse inocentemente. “Você mencionou Mrs. Woodhart.”
“Mas ele não pode se casar com Sara Woodhart,” Isabel chorou. “Ela é uma atriz. Papa não pode casar com uma atriz. Não acontecera. Além do mais, ela já é casada.”
Kate levantou a sobrancelha. “Oh.”
“O que importa é Miss Mayhew, que ele não tem muito tempo. Logo Geoffrey e eu iremos nos casar, e Papa será deixado sozinho.”
“Sério?” As sobrancelhas de Kate se levantaram ainda mais. “Você e Geoffrey?” 23/09/09
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“Sim. Eu preciso achar uma boa mulher para Papa, Miss Mayhew, então ele não ficara sozinho quando eu for. Não uma mulher como Mrs. Woodhart, também. Uma boa mulher” – o olhar de Isabel escorregou dissimuladamente na direção dela – “como você, Miss Mayhew.”
Kate sufocou uma gargalhada. A idéia de um homem como o marques casando com a tutora da filha dele era tão absurda que ela desejava ter alguém para compartilhar isso. Era uma pena que Freddy estivesse levando a coisa tão mal.
Lembrando-se do aviso de Freddy de que o marques tinha jurado nunca mais se casar novamente, depois da sua desastrosa primeira união, ela achou melhor trocar de assunto antes que Isabel falasse sobre isso até o fim.
“Mr. Saunders, um, já a pediu em casamento, Lady Isabel?”
A simples menção do nome Geoffrey, parecia ser o suficiente para distrair Isabel de qualquer assunto.
“Não ainda,” ela disse, com algum calor. “Mas ele ainda não teve exatamente a chance, com o Papa respirando em meu pescoço {seguindo} em qualquer lugar que eu vá.” Ela deu a Kate outro de seu astuto, lateral olhar. “Mas talvez agora que você esta aqui, Miss Mayhew...”
Kate já tinha tomado ar para informar lady Isabel – embora em não muitas palavras – que seria um dia frio no inferno quando ela fosse contra os desejos do homem que estava pagando tão generosamente a ela para olhar por sua única filha quando o próprio homem repentinamente apareceu, batendo na porta que ela tinha deixado aberto.
“Ah, Miss Mayhew,” Lord Wingate disse. Ele estava Kate viu, realmente segurando um dos muitos livros que sua filha achava tão idiota, seu dedo indicador estava preso para marcar onde ele tinha parado a leitura, “Perdoa minha interrupção. Você e Isabel têm uma programação para cumprir esta noite, eu acredito?”
Kate assentiu, rapidamente abaixando seu olhar para que ela não tivesse que olhar naqueles olhos verdes brilhantes. Burke Traherne passou seus olhos verdes para sua filha, mas de alguma forma, em Isabel, eles não eram nem de perto tão desconfortantes.
Então novamente, talvez não fossem os olhos do marques que fazia Kate ficar tão nervosa, mas o fato que da ultima vez que ela tinha olhado dentro deles, ela estava atirando um atlas em sua cabeça. E antes disso, ela estava apontando assunto encerrado apontando uma sobrinha para seu coração. Verdadeiramente, eles não tiveram um bom tempo, conhecendo um ao outro.
“Sim, my lord,” Kate conseguiu dizer, rápido o suficiente. “Jantar em Lady Allen, então baile na Baronesa Hiversham-“
“Depois café da manhã no Lord e Lady Blake,” Isabel interrompeu, checando os convites em seu dedo enquanto os recitava em tom entediado, “e compras com suas odiosas filhas. Depois almoço no Bailey, seguido de mais compras, ou talvez algumas visitas para encontrar alguém para noivar e que ainda não esta noivo, depois casa para me trocar para o jantar com Lord e Lady Crowley, depois opera, seguido pela festa de Eloise Bancroft, então algum tempo de sono, e cavalgada na Lady Mile com aqueles horríveis Chittenhouses, depois café da manhã novamente, eu juro que não me lembro onde-“
“Isabel,” Lord Wingate disse suavemente, “talvez você prefira voltar para a abadia.”
Isabel quebrou e olhou para ele. “Voltar para Abadia? Abadia Wingate, você quer dizer? Certamente não. O que eu faria lá, quando Geoffrey está aqui?”
“Bem, julgando pelo seu tom de voz agora, você parece achar Londres muito entediante.”
Isabel deixou suas mãos cair ao seu lado. Kate estava próxima o suficiente para ver os magros dedos dela se tornarem punhos. “Oh, você gostaria disso, não?” Lady Isabel atirou a cabeça para trás, fazendo seus cachos quicarem. “Qualquer coisa para me impedir de ver Geoffrey!”
Kate não achava que fosse sua imaginação que Lord Wingate parecia perplexo. “Pelo contrario,” ele disse. 23/09/09
Fran
“Eu estava pensando que talvez você sinta a necessidade de uma folga no campo, com o objetivo de restaurar sua característica entusiasmada.”
Isabel soltou um grito frustrado, então avançou furiosamente para a porta, e a bateu – aparentemente para uma ênfase dramática – atrás dela.
E deixou Kate e seu patrão sozinhos no quarto. 27/12/09
Fernanda
Capitulo 8
Kate, chocada, olhou para a porta fechada, como se ela estivesse olhando tempo suficiente para que ela pudesse abrir novamente, e restaurar alguma exatidão na situação.
Lord Wingate, contudo, parecia não sentir nenhum desconforto com tal. Bem, Kate pensou com desgosto, ele não poderia.
Ele imediatamente se afundou em uma das poltronas de veludo verde perto do fogo, e começou a olhar melancolicamente as chamas dançando.
“Você vê, com certeza” Lord Wingate falou, em sua profunda voz, nunca deslocando o seu olhar do fogo. “O que eu sou contra. Um amor jovem. Isso é considerado arbitrário, Miss Mayhew”.
Kate virou a sua cabeça para a porta do Lord Wingate e voltou novamente. Isso não é aconchegante? Ela pensou. Supondo que Mrs. Cleary, a governanta, sabe tudo, escuta a voz do seu senhorio vindo do novo quarto chaperone? Ou pior, Mr. Vincennes, o mordomo. Tão distante, Mr. Vincennes, não aparenta desprezar Kate, apesar do que ele deve ter, sem dúvida, pensado do seu peculiar comportamento. Mas Vincennes não sabia sobre Lady Babbie – não ainda e ele certamente não sabia que o seu
senhorio tinha convidado ele para o quarto de Kate para um pouco de chá tete-à-tête.....
"Isabel" Senhor Wingate prosseguiu, casualmente, como se estivessem discutindo o tempo no banho "tem se convencido de que ela está apaixonada por este jovem, este Saunders Geoffrey. É, naturalmente, uma partida impossível. Saunders é um segundo filho, sem um centavo em seu nome, exceto os dólares que seu irmão mais velho deixou para ele. Ele é um suposto ser estudioso, mas foi executado fora de Oxford pelos numerosos indivíduos a quem ele deve dinheiro perdido no jogo de cartas. Como ele faz sua vida agora, eu
não tenho a menor idéia, mas deve-se supor a namorada estar envolvidos”. Finalmente, ele virou o rosto do fogo e derrotou Kate com seu olhar de ferro. "Isabel é para ser mantido com ele a todo custo." 27/12/09
Fernanda
Rebitadas, onde ela ficou por aqueles olhos de esmeralda, Kate engolido. Ela havia gostado das poltronas gêmeas antes de escutar o quanto eram grandes, ela tinha afundado profundamente em suas almofadas com uma boa quantidade de espaço para sobressalentes. Mas o quadro enorme do Senhor Wingate diminuía os móveis, fazendo Kate ter consciência de um fato bastante doloroso de que ela tinha sido esperança de esquecer... esse Traherne Burke, o terceiro Marquês de Wingate, era verdadeiramente uma figura notável de um homem.
Inexplicavelmente, Kate lembrou que a Sra. Cleary tinha, só que à tarde, entregou-lhe um cheque de cinqüenta libras. "Um avanço," a gorda velhinha tinha informado Kate, "contra o que poderá incorrer em custos a posições em mudança. "
E embora ela não tinha pedido um adiantamento, Kate tinha aceitado e ficou muito agradecida e, em seguida correu para o seu banco, e depois para a estação de correios, onde ela tinha enviado toda a soma de sua horas de babá em Lynn Regis. Na época, ela não tinha parado para perguntar por seu senhorio pode ter pago salário de dois meses de antecedência. Supostamente era para que ela pudesse comprar o que ela poderia precisar para não envergonhar a sua entidade patronal com seus vestidos surrados, as funções da sociedade tinha necessariamente de ser pessoas. Mas ela ainda se encaixam muito bem em seus vestidos de sua própria primeira temporada fora. Eles tinham provado ser completamente reparadas, uma vez que tinha sido bem
arejado, e só precisava ser um pouco alterados pelo hábil Sra. Jennings, de modo que as saias não eram completamente
tão cheias, de acordo com a nova moda, e os decotes não tão ousados, decotes ousados não estão na moda para todas as acompanhantes. Os vestidos tiveram de ser tingido, também, já que a maioria deles eram brancos.
Aos vinte e três anos, Kate sabia que ela era inteiramente velho demais para vestir branco. 27/12/09
Fernanda
Mas agora ela tinha uma nova e inquietante idéia do avanço que tinha sido. Era assim que ela não podia sair, não sem a devida some considerada do Marquês de Wingate, uma soma que ela nunca poderia esperar em ter. Ele obviamente tinha aprendido uma lição com as antigas acompanhantes de Isabel, e com essa intenção, pelo menos, não iria sair tão facilmente.
E o vôo do primeiro pensamento que passou pela cabeça de Kate, é o momento do olhar verde-mar do Senhor Wingate- caiu em cima dela. Na verdade, ela começou na direção da porta, seguindo os passos de Isabel.
Só quando ela colocou a mão sobre o fecho, o marquês de rumor profundo, questionando, "Miss Mayhew?" a trouxe de volta para si mesma.
Bom Senhor, o que ela estava pensando? Kate Mayhew nunca correu atrás de nada - bem, exceto para a sombria figura na rua que ela confundiu com Daniel Craven. Mas certamente não para marqueses autoritários, não importa como o seu olhar era penetrante, ou como conseguia preencher completamente uma cadeira.
E assim, em vez de fugir, ela respirou firmemente, em seguida, apenas abriu a porta e girou largamente, para que qualquer pessoa que passasse pelo corredor de fora pudesse ver que o dono da casa só foi pegar uma chamada social sobre o seu novo empregado.
"Compreendo perfeitamente", Kate disse em uma voz calma, voltando-se para enfrentá-lo, e mesmo conseguindo manter o seu olhar sem corar. "Você tem acusações contra o rapaz. Isso é natural. Você ama a sua filha e quer o melhor para ela. Só me pergunto, meu senhor, se proibindo Lady Isabel de ver o Sr. Saunders é bastante e a melhor maneira de lidar com a situação."
Lord Wingate olhou para ela de trás das costas da cadeira na qual estava sentado. Ele parecia bastante
desconfortável, torcido na cadeira daquela maneira, e Kate, tendo uma piedade momentânea sobre ele, mudou-se ao redor da cadeira, embora não se sentasse nela.
"Perdão", disse o marquês, em tons de alguma incredulidade. "Mas eu acredito que eu sei como minha própria filha dever ser tratada." 27/12/09
Fernanda
"E eu estou quase certa que é o que os pais de Julieta estavam pensando, quando a proibiram de ver Romeo."
Senhor Wingate levantou uma sobrancelha escura, com uma expressão ilegível em seu rosto. "Já faz algum tempo desde que eu tinha o Bardo jogado no meu rosto durante o curso dessa conversa."
"Então você não deveria se preocupar", Kate disse: "me lembro da tragédia de Abelardo e Heloísa. Estou completamente certa de que o tio da Heloise, Fulbert, sentia o mesmo sobre o relacionamento dela com Abelardo, do que você sente sobre o Sr. Saunders."
O marquês disse, com uma risada, "Você sabe, eu tenho uma boa dose de simpatia com Fulbert. Não seria nenhum pouco de incomodo ver o Sr. Saunders encontrar o mesmo destino que malandro Abelardo-"
"Meu ponto," Kate interrompeu sem rodeios, "é que Romeu e Julieta e Abelardo e Heloísa reuniram-se todos com um trágico destino, devido à interferência dos pais nos seus romances"
O marquês olhou furioso. "Caramba, Miss Mayhew. Isabel não está prestes a se matar, quanto mais correr para qualquer convento. Embora, francamente, eu prefiro o convento sobre o matrimônio com aquele malandro".
"Senhor Wingate," Kate disse. "Tanto a história quanto a literatura nos ensinam que proibir uma criança de algo é um grande erro místico que se deve realizar. Seu desagrado com o Sr. Saunders pode ser exatamente o que Lady Isabel acha tão atraente sobre ele."
"Então o que você sugere que eu faço, Miss Mayhew?" Senhor Wingate agarrou. "Permita-a se lançar naquele cara-de-pau?"
Kate espalhar suas armas. "Que mal pode vir de algumas danças com ele? Quanto mais tempo ela gasta com ele, o mais provável é que ela perceber suas falhas."
"E se ela não o fizer?" Senhor Wingate indagou. "Supondo que ela caia ainda mais para ele, e as próximas coisas que eu saiba é que sou avô?”
Kate corou. Ela estava grata por estar perto o suficiente do fogo, para que qualquer alteração na cor pode ser razoavelmente atribuída à intensidade do incêndio muito forte. 27/12/09
Fernanda
"Eu duvido que vai chegar a isso, meu senhor", disse ela. "Isabel me parece ser uma garota de incomum bom senso, e um caráter muito forte. Ela jamais se permitiria ser comprometida."
Senhor Wingate bufou, e afundava na cadeira. "Você não sabe muito sobre as jovens garotas, não é, Miss Mayhew?"
"Porque eu costumava ser uma, você quer dizer?" Kate não poderia manter um rastro de secura de seu tom.
Ela derrotou mais uma vez o Senhor Wingate com o seu olhar de esmeralda. "Eu imagino que você, Miss Mayhew, era um tipo bem diferente da menina do que Isabel."
Kate olhou para ele. "Sua filha poderia estar na posse de uma maior riqueza e status do que eu, mas eu garanto-lhe, meu senhor, eu estava tão-"
Ela quebrou na confusão, quando ela viu que o Senhor Wingate estava rindo. Ela nunca tinha realmente o ouvido rir antes, ele sempre pareceu, desde a primeira noite que ela o conheceu, estar em uma singular falta humor. Mas agora, o riso derramado sobre ele, fazendo-o parecer um pouco mais jovem do que seus trinta e seis anos.
Ele também fez Kate desconfortavelmente ciente de que a gravata foi solta. Quando ele jogou a cabeça para trás para rir, colarinho aberto para revelar seu pescoço, na base do qual ela espiou um bom número de grosseiros cabelos preto. Kate, o seu olhar de imediato foi levado para os cachos de seda, achando-se completamente incapaz de olhar
distante. Seja como for, ela se perguntava toa, qual o significado pra ela?
Quando o Senhor Wingate parou de rir com tempo suficiente de olhar para ela novamente, ela esperava - sinceramente -que ele não notasse sua atração inexplicável em colarinho aberto, ou que o seu blush era agora de um brilho de fogo que havia se espalhado sobre a maior parte de seu rosto e pescoço. 27/12/09
Fernanda
"Eu não estava se referindo a sua falta de riqueza e status, Miss Mayhew", disse ele, ainda sorrindo. "Eu estava me referindo ao fato de que você é obviamente mais atraente do que a minha filha nunca vai ser, e você provavelmente foi quando você era da idade de Isabel, também. Atratividade mais do que compensa a falta de riqueza. Ao contrário de Isabel, sua beleza, Miss Mayhew, não poderia ter sido depois por completas razões financeiras."
Quieta de repente, Kate desejou ter mantido a porta aberta, depois de tudo, e não porque ela não queria Senhor Wingate falasse sobre o que ouviu da sua hipotética infância pobre. Ela correu em toda a sala e puxou a porta, dizendo sobre seu ombro, "Shhh! Supondo que ela te escuta?"
"E se ela o fez? Isabel sabe que não é bonita. Infelizmente, ela herdou a minha aparência." Ele puxou um relógio de bolso do seu colete, e começou a enrolá-la. "E", ele murmurou, "o cérebro de sua mãe."
"É perfeitamente terrível você denegrir a sua própria filha de tal maneira", disse Kate, rapidamente cruzando a sala para ficar ao lado de sua cadeira. "Lady Isabel é muito encantadora"
"Ela tem espírito animal," Senhor Wingate corrigiu. "Qual é diferente de atratividade física. As pessoas são atraídas para ela porque ela é viva. Embora eu tenha enviado Isabel para as melhores escolas, ela não tem retida nada, por mais que eu fale, com exceção de uns passos de dança. Considerando que você, Miss Mayhew, foi abençoada com boa aparência e inteligência, muito mais do que pode ser dito para minha filha. Então, certamente você pode ver", disse ele, colocando o seu relógio de novo,"porque eu não acredito que uma comparação entre a sua infância e Isabel é necessariamente o caso, sob estas circunstâncias."
Então, como se observasse pela primeira vez que ela estava de pé e ele estava sentado, ele se levantou, olhando bem incomodado com isso, e disse, apontando para a cadeira em frente dele "eu me esqueci completamente das minhas maneiras. Sente-se."
Kate olhou para a porta fechada. "Eu não acho que-" 27/12/09
Fernanda
"Sente-se!"
Ela parou com o tom brusco dele e sentou-se rapidamente, dobrando as mãos no colo e olhando com cautela em todo o
pequeno pedaço de espaço entre elas.
"Assim é melhor", disse Lord Wingate, abaixando-se de volta em seu assento com alguma satisfação. "Você é muito pequena, Miss Mayhew, e eu ainda estava começando a ter uma cãibra no pescoço, olhando para você".
Não é de todo certo como reagir a isso, Kate escolheu a alternativa de se preocupar com o assunto que tinha sido originalmente discutindo. "Eu realmente acredito, meu senhor, que Lady Isabel devia ser autorizada a ver este Sr. Saunders, pelo menos na minha presença. Que maldade possível poderia chegar até eles, comigo lá na sala com eles?"
"Miss Mayhew," Senhor Wingate disse severamente. "Como é que na noite em que nos encontramos, você estava suficientemente suspeita do meu comportamento perfeitamente inocente, querendo me entregar à polícia, e ainda assim você é ingênua o suficiente para acreditar que um casal acompanhado não pode -" Ele parou, depois de enviar outro olhar agudo, então, de repente mudou desconfortavelmente na cadeira. "Bem, Esqueça. Mas basta dizer que,
Miss Mayhew, que eu mesmo era apenas ligeiramente mais velho do que Isabel, quando eu comecei a cortejar sua mãe.
Permita-me assegurá-la que há todo tipo de travessuras que um casal acompanhado pode fazer"
Kate interrompeu calmamente. "Talvez seja esse o problema."
Senhor Wingate piscou-lhe um olhar de aborrecimento. "Qual é o problema, Miss Mayhew?"
"Talvez você tenha medo que sua filha vai cometer o mesmo erro que você."
"Bem, claro que é o que eu temo, Miss Mayhew." Ele olhou-a estranhamente. "E eu devo dizer que eu acho isso... singular, para dizer o mínimo, estar sentado aqui a discutir o meu casamento com a mulher que eu contratei para atuar como acompanhante da filha."
"E você ainda está com vista para um ponto importante, Senhor Wingate."
"Que ponto?" 27/12/09
Fernanda
"Que de qualquer maneira que tenha sido mal aconselhado seu casamento com a mãe de Isabel, poderia ter sido, produziu algo que você se preocupa muito. Você pode culpar a sua filha, senhor, por se recusar a atender suas advertências do pai, quando ela está perfeitamente consciente de que se você tivesse ouvido o seu próprio pai, ela nunca poderia ter nascido."
Ele recostou-se na sua cadeira com força suficiente para causar-lhe um audível ranger. Sua expressão não era mais inescrutável. Ele olhou surpreso positivamente. Kate, de repente, consciente de que ela poderia ter ido longe demais, olhou para o tapete. Trezentos quilos, ela disse para si mesma. Três centenas de libras.
"Meu senhor-”, disse ela, com um pedido de desculpas já em seus lábios, mas o Senhor Wingate a cortou.
"Miss Mayhew", disse ele, e Kate preparou-se. Ele estava indo, ela se perguntava, jogá-la fora pela janela? Ela tinha três em sua sala, olhando para um lindo jardim dois andares abaixo. Imaginou que, graças ao degelo da primavera, o terreno só poderia ser suave o suficiente para apenas quebrar alguns ossos, e não matar definitivamente.
"Você faz os seus pontos", o marquês falou, com sua voz profunda "com uma clareza impressionante, se você está empunhando um guarda-chuva, um atlas, ou simplesmente sendo mais justa".
Kate sentiu o sangue que tinha escorrido de seu rosto retornando com uma represaria. "Senhor Wingate-" "Não, Miss Mayhew", disse ele, subindo a seus pés. "Está perfeitamente correto. Proibindo Isabel de ver Saunders não esfriou em nada seu ardor por ele".
Kate se levantou da sua cadeira. "Senhor Wingate ..." ela começou, mas sua voz sumiu um segundo mais tarde, quando ela percebeu que estava abordando os botões de prata do colete dele. Burke Traherne era muito mais alto que ela, foi que ela foi obrigada a grudar o seu pescoço, se ela quisesse olhar para cima em seu rosto. E então os minutos que ela fez isso, ela se arrependeu. Porque apesar de ter sido quase uma semana desde esse incidente embaraçoso na biblioteca de Cyrus Sledge, tudo que ela sentiu depois voltou em uma corrida: o choque com a dureza de seu peito, a incrível força nos braços musculosos, o aroma estimulante – de um perfume que não deveria ter sido o menos excitante, uma vez que era apenas uma combinação de sabão, e o odor mais fraco do tabaco; a visão daqueles lábios sensuais, tão fora do lugar, de outra forma masculina rosto.
Mas acima de tudo o calor intenso que emanava dele, que tinha produzido em Kate, o mais estranho desejo de ceder a esse calor, a pressionar-se contra ele e esquecer todos e tudo o mais, a perder-se em toda a sua masculinidade inebriante....
E então, naturalmente, o horror que ela poderia ter ao pensar tais pensamentos, e sobre alguém como ele, juntamente com a indignação que ele a fez pensar, que por sua vez tinha causado uma reação em sua espinha....
E aqui estava ela, dias depois, de repente, como consciente de sua presença física como tinha sido quando ela estava em seus braços. Só que desta vez eles não estavam sequer tocando-a, os braços não foram sequer ao seu redor....
De repente, Kate voltou a se sentar, os seus joelhos, de repente, estavam dando lugar debaixo dela.
O marquês, porém, não se mexeu de onde ele estava. Kate não estava certa, depois que ela encontrou-se perfeitamente incapaz de olhar para ele, mas ela acreditava que ele estava olhando para ela. 27/12/09
Fernanda
E então, como se seus pensamentos tinham viajado no mesmo sentido quanto a dela, disse, em tom sombrio: "Eu acredito que eu lhe devo um pedido de desculpas, Miss Mayhew, para esse infeliz incidente na biblioteca Sledges". Kate, certa de que ela tinha ido com traje todo escarlate até o caminho na linha dos cabelos, manteve o rosto virado decididamente em direção ao fogo.
"Devemos desculpas um ao outro", disse ela com firmeza. "Vamos considerar os pedidos de desculpas, disse, e o assunto acabado".
Mas isso não parece satisfazer Senhor Wingate. "Receio que não vai fazer, Miss Mayhew. Eu era o único que se comportou abominável. Você tinha todo o direito de repudiar-me."
"Mas eu deveria", disse Kate, agora falando a seu colo, "ter repudiado você em uma maneira mais suave. E é por isso que eu peço desculpas."
Senhor Wingate pigarreou. "Contudo", disse ele. "Sinto uma obrigação, como o seu empregador, a assegurar-lhe que nunca mais vai acontecer novamente."
Ela arriscou um olhar para ele, então, surpreendeu tanto com suas palavras como com seu tom. Porque, na verdade ele soou sincero! Mas isso, claro, era impossível. Sinceridade não era uma virtude, realizada em qualquer tipo de estima pela nobreza. Ele estava apenas repetindo o que ele achava que um cavalheiro deveria fazer, ao abrigo do circunstâncias. Não era?
Mas certamente ele olhou como se falasse sério. Era possível que existisse um nobre que não era uma duas caras parasita? 27/12/09
Fernanda
Não. E se assim for, certamente não foi um presente. Ela não iria esquecer tão cedo como ele a tratou na tarde na biblioteca, como se tivesse sido posto na Terra exclusivamente para a finalidade de fornecer-lhe um pouco de entretenimento lascivo.
Ainda assim, Kate se levantou novamente, não querendo deixar ele pensar que ela era incapaz de deixar esquecer o passado. Ela enfiou a mão direita na direção dele, e o olhou estrategicamente nos olhos, disse, como sua grande e quente mão fechada sobre a dela - muito menor, e significativamente mais frio, os dedos, "E farei tudo ao meu alcance para não ver você se tornar avô antes que você esteja pronto, Senhor Wingate."
Uma estranha expressão passou pelo rosto do marquês. Como era semelhante à que usava no momento antes que ele tentou beijá-la naquele dia, ela deu um passo cauteloso para trás.
Mas ele apenas apertou a mão dela, e então virou-se para ir, murmurando alguma coisa sobre como ela tinha que se apressar e vestir-se, como ela não tinha muito tempo antes da rodada carruagem puxada.
Antes que ele saiu da sala, porém, Senhor Wingate ficou parado em suas trilhas pela visão de Lady Babbie, alongamento de luxo, todas as suas garras estendidas, nas almofadas da cama de Kate.
"Bom Senhor", disse ele. Kate sentiu toda a sua curta duração de auto-drenagem garantia de distância. Antes que ela tivesse uma chance para começar a se desculpar
para a presença do animal, no entanto, Senhor Wingate perguntou: "Este gato não é fêmea, é?"
Kate levantou as sobrancelhas. "Sim, ela é. Por que você pergunta?"
"Bem, isso explica porque eu vi Tom Vincennes de gengibre fungando em torno deste andar mais cedo. É melhor manter essa porta fechada, Miss Mayhew, a menos que você queira ser um avó."
E com isso, o marquês saiu da sala sem outra palavra. 04/01/10
Fran
Capítulo 9
Era difícil parecer possível, mas depois de seis intermináveis longas semanas, Burke finalmente tinha tido uma noite para ele mesmo, para fazer exatamente o que ele quisesse. Ele quase não acreditava em sua boa sorte.
Desde que Isabel tinha saído da escola, Burke tinha estado cansado e escutava longos discursos toda vez. Ele tinha implorado, ameaçado, e finalmente punido, sem nenhuma utilidade. Tempestades de choros tinham se tornado eventos comuns. Protestos eram proferidos freqüentemente. Burke tinha se encontrado utilizando linguagem que ele não usava desde seus dias de faculdade, onde o chicote do professor tinha trazido rápida retribuição a cada maldição, e ele finalmente tinha curado seu habito. Tudo isso tinha voltado à ponta de sua língua, entretanto, graças à primeira temporada de uma menina de dezessete anos.
E agora, repentinamente, silencio. Perfeito, imperturbável silencio.
Era uma sensação estranha. Burke ainda estava incrédulo. Sobre a orientação firme, mas gentil de Miss Mayhew, sua filha, Isabel, tinha saído de casa sem nem ao menos uma única lagrima ou recriminação. Ela até tinha lhe dado um beijo de boa noite! Beijado sua bochecha e gargalhado, dizendo, “Boa noite, sua coisa velha idiota. E obrigado por me deixar ver Geoffrey. Divirta-se com seu velho livro idiota.”
Ela era uma criatura mudada, e Miss Mayhew não esteve na casa nem por vinte e quatro horas ainda. Seria possível que se ele tivesse dado a permissão a Isabel para ver o Saunders, ele teria tido esse silencio semanas antes?
Não. Impossível. Porque com as outras tutoras, tudo tinha sido uma batalha, desde decidir o vestido que Isabel usaria até como ela usaria seu cabelo. Mas hoje à noite, nada disso. O vestido tinha sido escolhido sem reclamações, e o cabelo de Isabel nunca tinha parecido menos desgrenhado – indubitavelmente trabalho de Miss Mayhew.
Oh, não havia duvidas sobre isso. Era Miss Mayhew. Tinha que ser. Não havia outra explicação para isso. 04/01/10
Fran
E agora ele estava livre. Livre para curtir seu “velho livro idiota”.
E Burke tinha se sentado para fazer isso – curtir seu velho livro idiota, que era um trabalho do Mr. Fenimore Cooper que ele deveria ter lido quando menino, mas que só o estava fazendo agora. Ele sentou em uma profunda e grande cadeira acolchoada perto do fogo que silvava tão freqüentemente quanto à torrencial chuva do lado de fora. Ele tinha um copo de seu uísque favorito descansando em uma pequena mesa ao lado dele, e ele tinha deixado instruções a Vincennes para que ele não fosse perturbado, nem por noticias de suas varias propriedades – ele tinha posses nas Américas e na África – nem por dificuldades domesticas, e, principalmente, não por Mrs., Woodhart.
Sara Woodhart, em seus contínuos esforços para ganhar novamente sua afeição, tinha adquirido o habito de mandar mensagens assinaladas como Importante durante todas as horas do dia e da noite, e instruía o mensageiro a esperar pela resposta, assim incomodava toda a casa até Burke mandar a carta de volta, ou escrever uma breve resposta. As mensagens não eram, realmente, importantes, já que continham apenas longos e lacrimosos – em alguns casos, a tinta tinha sido lambuzada como se fosse lagrimas - apelos para a melhor natureza de Burke, implorando pelo seu perdão.
Mas não havia nada, na opinião de Burke, para perdoar. Ele deveria, ele sentia algumas vezes, agradecer a Sara por sua infidelidade. Por causa disso, ele tinha sido levado à ação desesperada que tinha resultado na segura paz da qual ele estava vivendo atualmente. Ele não se arrependia, nem por um minuto, da tonelada de dinheiro que ele estava pagando por isso. Embora para alguns, trezentos pounds era muito dinheiro, trezentos para um homem como ele que tinha alguns cem mil a mais não era nada.
E ainda tinha comprado algo que ele achava que estava além do preço.
Silencio.
Prosperando em sua solidão, Burke mergulhou em seu romance, começando de onde era correto, do prefacio, o qual ele normalmente pulava. 04/01/10
Fran
Ele não estava com pressa. Tinha toda a noite. Ele tinha, de fato, um calendário sem fim de noites, desde que ele ainda não tinha uma substituta para a honorável Mrs. Woodhart. Ele não estava com pressa em achar outra amante. Amante era uma coisa boa, era verdade – tão boa quanto o uísque que ele amaciava em sua língua quando tomava um gole – e ainda, como o uísque, tanto quanto outras coisas boas não eram necessariamente boas.
Talvez, ele pensou, levantando o olhar de seu livro, e encarando o fogo, ele não acharia outra amante, mas tentaria o celibatário para variar. Ele nunca, afinal de tudo, deu uma chance ao celibatário. Mesmo durante aqueles terríveis meses em que ele descobriu sobre Elisabeth agarrando o Irlandês, quando ele foi para o Continente em um trote bêbado, ele ainda precisava de uma satisfação, e ele se satisfez o bastante, com bailarinas e uma ocasional soprano.
Mas a verdade era que ele estava casado de amantes. Oh, elas eram prazerosas o bastante, ele supôs, no modo delas. E a apreciação dele por um bom tornozelo e ombros marfim não diminuiu mesmo. Mas não havia como negar que tirando a obvia utilidade delas para aliviar... Er... A tensão, amantes eram incomodas.
Talvez esse fosse o resultado natural do fato de que suas afeições eram compradas. E enquanto amantes como Sara Woodhart estavam longe o bastante de fingir interesse em seu comprador, as cantoras e dançarinas dificilmente se incomodavam. Elas estavam tão acostumadas a venerar a si próprias que dificilmente sabiam como apreciar os outros.
E parecia para Burke que se ele iria gastar tanto dinheiro em uma mulher, ela deveria no mínimo agir como se gostasse dele.
E havia, é claro, o inconfortável fato de que ele não era um homem com o melhor dos temperamentos. 04/01/10
Fran
Invariavelmente, amantes – talvez devido suas posições na vida dos homens – o levavam a alguns atos de violência, tanto despachando algum rival de suas afeições – como ele tinha feito – ou se defendendo de vários membros da família dela, que se sentia insultado pela recusa dele de se casar com suas irmãs/filhas/primas/sobrinhas ou, em um memorável acidente, mãe. A reputação de Burke de possuir um temperamento violento era ruim o suficiente. Ele nem precisava ser constantemente instigado.
Era por fatores como esses que Burke resolveu evitar amantes por um tempo. Ele tomou outro gole de uísque, devolveu o copo, e virou para a pagina dois do prefacio do Ultimo dos Moicanos. Ele iria, ele decidiu aproveitar sua mais nova adquirida paz e silencio.
Paz e silencio, iria durar muito, muito.
Apenas agora que ele o tinha, Burke finalmente não pode deixar de notar que talvez estava silencioso demais. Não que ele sentia falta dos ataques de Isabel. Nem das tutoras voando pela sala e dando seu pedido de demissão dez minutos depois do compromisso. Bom Deus, ele não sentia falta de nenhuma dessas coisas. Mas ele não pode deixar de notar que ele estava... Bem, acostumado. De ter pelo menos algum barulho na casa. Isabel tinha sido um bebe barulhento, que tinha crescido como uma criança rabugenta. A vida dele depois do divorcio tinha sido consideravelmente um vendaval, mas uma coisa que tinha sempre permanecido: Isabel, e sua incrível capacidade de preencher a casa, não importam o quão grande, com sua presença. Quantas vezes ele tinha ralhado para que ela ficasse quieta? Quantas enfermeiras ele tinha demitido por falhar em mante-la desse modo?
E agora ele tinha finalmente seu desejo atendido – uma casa quieta – ele se achou sentindo falta dos gritos, das pirraças, e das ocasionais explosões.
Estava repentinamente tão calmo, ele podia ouvir o relógio acima da lareira. Era na verdade muito alto. Talvez houvesse algo de errado com ele. Um relógio não deveria ser tão alto. 04/01/10
Fran
E a chuva. Estava fazendo muito barulho contra a vidraça. Certamente deveria ser algum tipo de furacão, para que a chuva caísse tão pesadamente.
Isabel, ele refletiu, desde que sua ausência a trouxe para sua mente, tinha estado tão deliciada com a repentina inversão em sua permissão para Geoffrey Saunders que tinha quase – apenas quase – parecido bonita. Em um das dezenas de vestido de baile branco que ele tinha comprado para ela, ela tinha rodopiado pela sala e o agradeceu, enquanto Miss Mayhew aguardava na porta, esperando por sua jovem encarregada. Uma Miss Mayhew que, Burke tinha notado imediatamente, parecia diferente da Miss Mayhew com quem ele compartilhou tal... Conversa interessante apenas algumas horas atrás. Aquela Miss Mayhew tinha estado, mas não mais, em uma blusa branca e uma saia de tartan {espécie de tecido, como os dos Kilts}. Esta Miss Mayhew parecia radiante em seda – seda cinza, para ser claro, mas extremamente bem cortado, e obviamente desenhado com a intenção de destacar as curvas da usuária, no caso de Miss Mayhew incluía uma cintura extremamente estreita e um pequeno, mas atrevido seio. O vestido não tinha sido cortado indecentemente – de fato, não tinha nenhuma insinuação do decote – e ainda, Burke percebeu, não importava realmente como uma mulher como Miss Mayhew cobria seu corpo: homens sempre iriam imaginá-la nua. Bem, homens como ele mesmo, de qualquer maneira.
Não, é claro, que ele tivesse a menor intenção de mostrar sua atração por ela novamente. Ele tinha perdido a cabeça aquela tarde nos Sledge´s. Não aconteceria de novo. Ele não podia permitir que acontecesse novamente, não se ele valorizava sua recém conquistada paz e calma.
E ainda, ele tinha que admitir que isso o perturbava, o pensamento de Miss Mayhew lá fora em seu vestido de seda – mesmo um de seda cinza. Se Burke a achou atraente, era natural que outros homens também o achassem.
Burke se chocou repentinamente. 04/01/10
Fran
O que ele estava fazendo? Meditando sobre a figura da governanta da filha dele, ao invés de curtir sua noite sozinho!
Duncan estava certo: ele estava ficando absurdo com sua velha idade.
Burke virou relutantemente a terceira pagina do prefacio do livro que estava lendo. Era interessante, o prefacio. Ele tinha que se lembrar de ler o prefacio daqui para frente. Tinha sido posto no livro com o propósito expresso de ser lido. Porque ele sempre pulava? Porque o maldito relógio era tão alto? Ele costumava achar que Isabel era exasperadoramente alta, mas agora, bem, agora ele sabia o que era alto. Ele iria ter que pedir para Mrs. Cleary mandar o relógio para a revisão pela manhã. Estava claramente defeituoso.
Governantas, Burke sabia bem, não dançavam em bailes. Elas sentam atrás das mães, das viúvas e das solteironas que ninguém quer para assistir suas encarregadas, tendo certeza que nenhum avanço impróprio seja feito contra elas, mantendo-as longe de fugirem com seus pares para o jardim ou para os quartos superiores. Burke nunca tinha ouvido de uma governanta dançando em um baile na qual ela escoltava uma encarregada. Mas ocorreu a Burke que não havia uma convenção real ditada em que um cavalheiro não pudesse pedir uma governanta para dançar. Miss Mayhew era certamente jovem o suficiente para que não fosse tomada por uma governanta. Supondo – apenas supondo – que alguém nesse baile que ela e Isabel foram notasse a jovem de cabelo claro em seu vestido de seda cinza?E se esse alguém pusesse em sua cabeça infeliz de convidá-la para dançar? Seria rude de Miss Mayhew dizer não, quando estava claro que ela era descompromissada. Mas Burke nunca tinha levado como ofensa a rudeza de Katherine Mayhew com ele – e ela tinha sido muito rude com ele, certamente. Porque deveria ser diferente com algum outro homem? A rudeza dela, de fato, deveria ser exatamente o que era tão apelante sobre ela. Sua rudeza e, ele tinha que admitir aquela absurdamente pequena, e rosada boca. 04/01/10
Fran
Ela deveria, é claro, dizer ao sujeito que ela não podia possivelmente dançar com ele porque ela estava sendo contratado pelo Marques de Wingate como governanta da filha dele. Isto era precisamente o que ela estava lá para fazer, afinal de tudo, não dançar com pálidos jovens que acontecesse de espiá-la do salão de baile.
Isto seria a coisa certa a se fazer, Burke decidiu.
E Miss Mayhew era muito certa. Ela tinha tido certeza de que a porta do seu quarto estivesse aberta por quase todo tempo em que Burke esteve lá, não? Não havia muitas mulheres, Burke sabia, que não teria se incomodado com tal coisa. Especialmente quando estava envolvido um cara rico e com titulo como ele.
Muitas mulheres, ele sabia por experiência, teriam se atirado em cima dele, sob as mesmas circunstancias.
Mas não Miss Mayhew. Não mesmo. De fato...
De fato, se ele não soubesse melhor, ele poderia suspeitar que Miss Mayhew nutria um desgosto por ele.
Mas isto não era possível. Ela tinha o perdoado por seu momento de fraqueza na livraria de Cyrus Sledge. Ela tinha sacudido a mão para o problema. O aperto de mão de Miss Mayhew tinha sido caloroso e generoso. Ela não o odiava. Nem um pouco.
Exceto...
Supondo que o sujeito não fosse pálido? O sujeito que a convidasse para dançar, é isso. Supondo que ele fosse algum Italiano, charmoso e gentil, e Miss Mayhew, obviamente não sofisticada – ela tinha pensado que Burke era algum tipo de seqüestrador, não tinha, na primeira vez que ela o viu – caísse por ele? Seria fácil para um rico cavalheiro com um sotaque e bonita face ganhar a afeição de uma garota como Miss Mayhew, se ele fosse devagar o suficiente. A garota deve certamente estar procurando por qualquer oportunidade de escapar de sua servil existência como acompanhante de mimadas socialites. Mesmo agora, nesse segundo, algum nefário poderia estar tentando cair nas graças de Miss Mayhew, prometendo a ela um luar e vinho...
Burke abaixou o livro e foi ao corredor chamar por Duncan para ajeitar suas roupas de noite. Era ridículo, ele sabia. Ele estava sendo exatamente o que Isabel o tinha chamado, uma coisa velha idiota. Miss Mayhew não estava prestes a fugir com qualquer sujeito, Italiano ou não.
Mas Burke conhecia o suficiente sobre seu próprio sexo para saber que não seria por falta de tentativa. Se Miss Mayhew escapasse desta ou de qualquer outra função sem cair nas garras de algum reprovável, seria apenas porque ela tinha claramente mais senso do que as mulheres comuns. Ela fazia isso há muito tempo, é verdade, sem a ajuda dele. Mas ela indubitavelmente nunca tinha andado em círculos como o que ela estava prestes a entrar. Não teria como ela saber quão inescrupulosos os cavalheiros da alta sociedade podiam ser quando se tratava de um rosto novo. E desde que foi ele quem a forçou a entrar nessa exaltada atmosfera, era seu dever protegê-la. Um acompanhante para a acompanhante, como modo de dizer.
Ele iria, disse a si mesmo mais tarde, enquanto esperava por sua carruagem ser trazida, só dar uma olhada em como ela estava se saindo. Se parecesse que ela estava fazendo tudo certo, ele iria para seu clube. Ele tinha enfiado uma copia de o Ultimo dos Moicanos no bolso do seu casaco, apenas em caso.
E se parecesse que ela precisasse dele, bem, ele estaria lá.
E ele teria a oportunidade de checar se a teoria dela sobre Isabel e o jovem Saunders estava correta. No total, ele decidiu, enquanto sua carruagem estacionava, esta prometia ser a mais proveitosa noite. 04/01/10
Fran
Capitulo 10
Kate estava perfeitamente ciente do cavalheiro olhando em sua direção. Ela tinha sentido seu olhar desde que entrou no salão de dança.
Mas se recusava – absolutamente se recusava- a imaginar que era Daniel Craven. Não. Uma vez por noite era inteiramente o suficiente. Ela não se faria de tola uma segunda vez. Era ruim o suficiente que ele a perseguisse em seus sonhos por tanto tempo, o mero pensamento dele a transformava em uma massa de gelatina tremula. Ela simplesmente não podia prosseguir pensando que o via enquanto estava acordada, também. Não a menos que quissesse ser vinculada a uma mulher louca.
O homem que estava olhando para ela, decidiu, era provavelmente alguém que acreditava que a conhecia. Bem, ela soube que isso aconteceria. Ela tinha conseguido evita-los se escondendo atrás de pilares e vasos de palmeiras, mas era apenas, ela sabia, uma questão de tempo até que aguém colocasse de lado as folhas da palmeira, e gritasse, “Oh, Kate Mayhew! O que você esta fazendo aqui? Não foi o seu pai que…?”
Kate moveu seu assento um pouco mais perto da senhora de cabelo cinza na frente dela. Não porque ela imaginava que a velha mulher iria se designar a engajar uma conversa com ela – uma mera acompanhante? Acabe com o pensamento! – mas porque ela esperava que a penteado alto da mulher pudesse camufla-la.
Isabel, ela não estava feliz de ver, obtendo uma olhada de sua encarregada através das cabeças na frente dela, estava se comportantando tão deselegantemente como o possivel. Ela tinha sido um perfeito pesadelo durante o jantar, dificilmente dizendo uma palavra para o elegivel – e bonito – cavalheiro sentado ao lado dela. O coração dela, ela explicou a Kate depois, estava muito cheio para permitir que falasse, ela estava exitada frente a perspectiva de ser permitida a ver Mr. Saunders. 04/01/10
Fran
Kate tinha apontado que era bom olhar para Mr. Suanders, mas quando há um duque de um lado e um barão
do outro, ela deveria ao menos se designar a perguntar a eles se eles estavão se divertindo com o faisão ( jogo de passaros).
E então quando elas chegaram à baronesa, Isabel literalmente atirou seu agasalho para Kate e fez uma horrível retirada para o salão de baile, onde imediatamente ela se agarrou a um alto, e loiro cavalheiro, cujo lado ela não saiu – nem ao menos uma vez – a noite inteira. Este cavalheiro, Kate supôs, era Geoffrey Saunders.
Ele não estava ocupado, quando foi ao jovem cavalheiro. Kate supôs que ele teria que ter algum charme, ou Isabel não estaria interessada nele. Ela não estava certa, mas achou que o reconhecia de sua própria temporada – ao menos, é claro, que o estivesse confundindo com seu irmão mais velho, o qual, ela tinha escutado a senhora na frente dela sussurrar, supunha-se que ganhava duzentos pounds por ano.
O jovem Mr. Saunders parecia ter aproximadamente a idade de Kate, e havia alguma coisa em seus traços, desde seus cachos loiros até a lustrosa arma que usava nos quadris – um exagero, desde que ele não estava na armada, ou ao menos não estava de uniforme. Ela podia ver como uma jovem e inexperiente garota como Isabel podia se apaixonar por Geoffrey Saunders. Especialmente desde que, pelo que Kate podia ver, nenhum outro cavalheiro parecia ter interesse nela – ao menos, é claro, que a deixa clara de sua preferência por Mr. Saunders tivesse afastado todo mundo.
Ela teria que falar com Lady Isabel, Kate decidiu, no momento em que elas estivessem novamente a sós. A garota simplesmente não podia continuar se comportando dessa maneira. Ela estava se fazendo de idiota na frente de todos. Não havia duvidas do por que seu pai a tinha proibido de ver o jovem rapaz, se esse era o exemplo de como ela se comportava perto dele. Why, mesmo agora ela estava de forma brincalhona mexendo na ridícula arma. E isto porque supostamente ela era filha de um marques! 04/01/10
Fran
Bem, a filha do mais notório marques de Londres, ela emendou. Talvez este seja o porquê que ninguém, nem mesmo a senhora ao lado dela, estava levantando a sobrancelha diante do escandaloso comportamento de Isabel. Eles pareciam esperar isto de uma garota cujos próprios pais fizeram tal espetáculo deles mesmos com seu escandaloso divorcio.
“Bem,” falou uma profunda voz em seus ombros. “Você esta planejando me ignorar a noite toda, então, Kate?” Ela se virou rapidamente em seu acento. “Freddy!”
Ele fez uma galante reverencia. “O mesmo. Eu estive tentando chamar sua atenção nos passados dez minutos. Porque você desviava o olhar? Eu sei que você tinha me visto.”
Kate corou. Ela não podia, é claro, dizer a ele a razão – que ela pensou que ele era Daniel Craven. Ele apenas iria a importunar mais. Então, percebendo que a senhora e suas amigas estavam prestando atenção à conversa deles, Kate desistiu, e pegando a mão do conde, o deixou guiá-la através do mar de calças e saias pratas.
“Eu vi você,” Kate confessou, quando eles passaram pelo que ela desdenhosamente chamava de Canto das Donzelas ( Spinsters´ Corner), quando tinha a idade de Isabel. Nunca tinha imaginado que um dia ela acabaria entre a fila de cabelos cinza.
“É isto,” Kate continuou, “Eu sabia que alguém estava me olhando. Mas nunca imaginei que era você. O que esta fazendo aqui, Freddy? Eu achei que você detestasse esse tipo de coisa.”
“Você sabe que eu detesto,” ele disse, mexendo irritadamente em suas luvas brancas. “Minha mãe me fez vir.”
Kate olhou ao redor nervosamente. “Ela esta aqui? Oh, Freddy, nos devemos ser vistos juntos? Você sabe como ela se sente sobre mim.”
“Pish posh.” Freddy deu de ombros. “Não tenho medo dela.”
“Você deveria,” Kate disse, secamente. “Ela controla suas finanças, não?”
“Apenas até eu completar trinta,” Freddy disse. “Depois eu posso fazer o que quiser com o dinheiro do vovô.” 04/01/10
Fran
“Eu não sei com o que estou preocupada,” Kate disse com um dar de ombros. “Não é como se ela me reconheceria. Eu te juro Freddy, é exatamente como te disse. Eu passei por meia dúzia de garotas que eu costumava conhecer e elas honestamente não me reconheceram.”
Freddy olhou a ceticamente. “Desculpa, Kate, eu acho que elas a reconheceram, certo. Reconheceram e simplesmente preferiam não tornar conhecido. Você não mudou nada, sabe. Ainda continua sendo a garota mais bonita do baile.”
“Oh, Freddy.” Kate deu a ele um bem-natural empurrão. “Vamos lá.” Então ela soltou um pequeno grito. “Bom Deus,” ela disse, olhando através da pista de dança. “É quem eu penso que é? Emmaline St. Peters? Ela ainda não arrumou um marido?”
Freddy seguiu a direção do olhar dela. “Velha Emmy? Claro que não. Ninguém é bom o bastante para ela, e tudo. O que é isso? A oitava temporada dela?”
“Décima” Kate disse enfaticamente. “Ela estava dois ano na minha frente na escola. Oh, Freddy, não devemos fofocar a respeito dela. É muito ruim. Mas como ela ainda pode usar branco?”
“O que me lembra,” Freddy disse. “Eu já não vi você usando este vestido antes, mas em uma encarnação diferente?
Kate tirou sua atenção do espetáculo do período das debutantes e olhou para si mesma. “O que você quer dizer?”
Freddy tomou suas duas mãos e segurou sua manga. “Dame Ashforth´s,” ele disse, percorrendo um olhar critico e abaixando a manga. “Vinte e sete de junho de mil oitocentos de sessenta e seis. Você dançou apenas uma musica comigo, e disse a Amy Heterling que eu pisei em seus dedos. Eu fiquei arrasado quando ouvi sobre isso.”
A mandíbula de Kate caiu.
“Sim,” Freddy disse, soltando suas mãos. “Você vê, eu te amo loucamente. Eu gostava mais quando era branco. E o que você fez aqui na frente? Todas as pequenas e interessantes miçangas se foram.”
Se recuperando, Kate disse calmamente, “Eu acharia que Mr. Worth estaria deliciado por esse vestido estar em tão bom estado quanto está considerando sua historia. Você mal pode cheirar a fumaça.” 04/01/10
Fran
Um olhar de horror apareceu no bonito rosto de Freddy. “Kate,” ele chorou. “Me – me desculpe. Eu não queria –“
Kate deu a ele um tapa de brincadeira no ombro com seu leque. “Freddy! Qual é o problema com você? Eu estava apenas brincando.”
“Eu sei,” ele disse, parecendo miserável. “Só que não era apenas uma piada, realmente. Quero dizer, estou certo que todas as suas coisas cheiravam horrivelmente depois... depois-“
Ela segurou seu leque aberto, e pôs sobre a boca dele, efetivamente impedindo ele de continuar.
“Não mais,” ela disse, com debochada autoridade. “Você sabe que é melhor não falar de certas coisas em uma pista de dança. Ofende Bacchus.”
Quando ela baixou o leque novamente, Freddy parecia envergonhado. “Permita-me consertar isso, então, com o deus da festança,” ele disse, “convidando você para esta dança.”
Kate pareceu horrorizada. “Você esta doido? Você quer me meter em problemas em minha primeira noite? Eu supostamente deveria manter os olhos em Lady Isabel, não confraternizar com meu antigo galanteador.”
“O que você quis dizer com antigo?
“Você sabe o que eu quis dizer.” Kate ouviu um grito, e, reconhecendo a voz de Isabel, rapidamente se virou em direção á pista de dança. Geoffrey Saunders, ela viu, tinha tomado a arma da mão de Isabel, e estava tentando atravessá-la com isto {?}. Kate quase podia simpatizar com os sentimentos dele, mas realmente, ela não podia tolerar este tipo de comportamento.
“Dê-me licença, Freddy,” ela disse, com os lábios apertados. “Receio que tenho que ir e cometer um assassinato.”
Freddy a pegou pelo braço, entretanto, antes dela dar um único passo. “Whoa, agora. Este não é o caminho.”
Kate silvou, “O que você quer dizer? Freddy, eu não posso deixá-la continuar com isso. Esta fazendo uma cena.”
“Mas vai ser ainda pior se sua acompanhante repentinamente aparecesse e a pegasse pelas orelhas.” Ele acenou com a cabeça em direção a pista de dança. “Eu sei um caminho melhor. Vamos. Você rodeia pela esquerda. Eu irei criar uma diversão na direita.” 04/01/10
Fran
Kate não tinha a menor idéia sobre o que ele estava falando, mas ela se moveu na direção que ele apontou. Isabel estava no centro de um grande grupo de pessoas jovens, e se ela não era a garota mais bonita do grupo, ela era certamente a mais animada, e Kate sabia que espíritos alegres tendem a disfarçar os rostos mais singelos.
Quando Isabel apontou para Kate, ela meio que espera que a menina corresse – Kate estava certa que o desaprovamento devia ser bem evidente em sua face. Mas ao invés de fugir, Isabel seguiu a diante e agarrou Kate pela mão, arrastando ela, apesar de seus protestos, para o centro do grupo.
“Geoffrey,” Isabel gritou, puxando Kate perante o moço como se fosse um salmão que ela tinha acabado de capturar. “Esta é ela, Geoffrey! A adorável Miss Mayhew que fez possível para mim ser permitida a vê-lo novamente! Ela não é um valioso anjo, Geoffrey? Tão pequena e preciosa! Eu simplesmente a adoro, e você deveria, também.”
A qual Mr. Saunders respondeu, “Seu desejo, como sempre, Lady Isabel, é meu comando.”
E para o horror de Kate, o jovem homem se inclinou, levantou sua mão, e beijou os nos de seus dedos.
Kate estava feliz de que a sopa tivesse sido tomada varias horas atrás, ou ela estava certa de que voltaria.
“Ela não é um amor, Geoffrey?” Isabel perguntou. “Oh, Miss Mayhew, estou tão contente que você tenha vindo morar comigo. Realmente, eu devo ser a garota mais sortuda do mundo!”
Mr. Saunders ainda não tinha soltado a mão de Kate. Ele estava olhando para ela muito intensamente, e ela não pode deixar de notar que seus olhos eram extraordinariamente azuis – algo que deve ter contribuído para a irresistíbilidade dele, tanto quanto Isabel estava preocupada.
Kate sabia o que ele iria perguntar antes que ele tivesse dito. De fato, ela poderia quase ter dito as palavras junto com ele, elas eram tão familiar para ela.
“Eu não a conheço de algum lugar, Miss Mayhew?” ele perguntou. 04/01/10
Fran
“Eu não vejo como isso seja possível, Mr. Saunders,” Kate disse, dando lhe um fraco sorriso. Ela deu um puxão em sua mão, e Mr. Saunders a soltou de uma vez. Se virando para Isabel, Kate sussurrou, “Lady Isabel, eu preciso dar uma palavra com você, se você pudesse.”
Isabel sussurrou de volta, alto o suficiente para que todos daquele lado da lotada sala pudessem ouvir. “Não agora, Miss Mayhew.”
Kate colocou a mão atrás do braço de Kate, bem onde o braço encontra o cotovelo.
“Não,” Kate sussurrou. “Agora, my lady.”
Isabel uivou. Kate estava pondo uma forte pressão em seu osso. Não machucando ela, exatamente, mas não causando uma sensação agradável, também.
Neste momento, Freddy chegou, e deu um tapa nas costas de Geoffrey Saunders.
“Saunders, velho conhecido,” ele atirou. “Bom ver você. Faz um tempo, não?”
Geoffrey se tornou notavelmente mais pálido debaixo de seu bigode. “Lord Palmer,” ele disse, perdendo uma grande parte da bravura que ele exibiu diante de Kate. “Que bom vê-lo novamente.”
“Ouça Saunders,” Freddy disse, pondo um braço ao redor do pescoço do jovem homem. “Eu não estou certo se você se lembra da ultima vez que nos encontramos. Foi na fazendo da velha Claymore. Choveu a semana inteira, e nos fomos forçados a ficar do lado de dentro e jogar bagatelle. Se lembrou? De fato, se eu me lembro corretamente, você acabou me devendo uma pequena quantia pela manhã da segunda-feira...”
As vozes deles foram sumindo enquanto o conde arrastava o jovem para longe. Isabel, taciturnamente assistia eles partirem, não protestou mais quanto Kate rapidamente a puxou para um canto quieto da sala.
“Lady Isabel,” Kate disse bruscamente, enquanto ajustava alguns cachos da menina. “Você esta inteiramente livre com suas emoções quando aquele jovem está envolvido. Você deve aprender a ser mais reservada.”
Isabel, seus olhos ainda nas costas de seu amado, murmurou, como uma maquina, “Não sou.” 04/01/10
Fran
“Você é, Lady Isabel.” Kate com esforço pôs em ordem o vestido, que tinha escorregado mais para baixo do que deveria estar. “Não se faz, você sabe, deixar que um jovem esteja certo de seus sentimentos. Se você deseja ganha-lo, o melhor caminho para fazê-lo é deixá-lo tentando adivinhar se você gosta ou não dele.”
Os brilhantes olhos verdes de Isabel, tão igual à de seu pai, correu pela face de Kate. “Mas se ele não souber se eu gosto dele, ele não retornará,” ela disse singelamente.
“Pelo contrario,” Kate disse. “Ele voltará mais ainda.”
O lábio inferior de Isabel começou a se projetar petulantemente. “Não é” ela declarou. “Se você gosta de alguém, você deve deixá-lo saber disso.”
“Certamente você deve... mas depois que ele se declarar.”
“Mas como ele vai se declarar,” Isabel perguntou, “se você não der a ele algum encorajamento?”
“Você dará encorajamento a ele,” Kate explicou gentilmente. “Você deve encorajar todos os jovens igualmente, entretanto. A temporada acabou de começar para você destacar um de todos os outros.”
“Mas Geoffrey é o único que realmente presta atenção em mim, Miss Mayhew!”
“Porque você tem deixado perfeitamente claro para todo mundo que o Mr. Saunders é seu favorito, e que não tem interesse em nenhum outro. Mas você não pode me dizer que ele foi o único que pediu para dançar com você esta noite.”
“Bem,” Isabel disse, olhando para baixo. “Não. Mas ele pediu todas as minhas danças no momento em que me viu, e então quando Sir William pediu-“
“Você não tinha nenhuma dança sobrando.” Kate assentiu. “No futuro, você deve reservar a primeira e a ultima dança para Mr. Saunders, mas deixe as outras abertas para outros jovens que possam pedir.”
“Mas Miss Mayhew-“
“Você quer que Mr. Saunders te peça em casamento?”
“Oh, sim!”
“Então você deve ser diferente. Você não deve se fazer tão fácil para ele. Se ele achar que sempre ganhara você, ele ira se entediar. E então ele irá para outra pessoa que representa um desafio maior.” 04/01/10
Fran
“Entediará?” Isabel gemeu, empalidecendo visivelmente. “Que horrível!” Ela lançou um olhar na direção na qual Mr. Saunders e o conde estavam retornando. “Eu não poderia suportar que Geoffrey se entedie de mim...”
Freddy, Kate viu, ainda estava com uma expressão agradável, mas Mr. Saunders parecia excedentemente sombrio. Enquanto se postava a seu lado, o conde deu a Kate um cômico olhar, mesmo quando ele deu um tapa na costas do jovem e disse animadamente, “Bem, estou feliz que se esclareceu, então. Um pequeno desentendimento entre amigos. Acontece todo o tempo, não, Kate?”
Kate deu a ele um olhar muito irritado. “Estou certa, Lord Palmer,” ela disse, evitando o seu primeiro nome, e desejando que ele fizesse o mesmo, “que eu não sei sobre o que você está falando.”
“Bah!” Freddy se virou para Isabel, que estava olhando para Geoffrey Saunders com uma expressão em sua pesada face que só podia ser descrita como de veneração. “Olá, pequena lady,” Freddy disse, em uma voz tão retumbantemente alta que Isabel realmente pulou um pouco. “O que você diz se você e eu déssemos uma volta pelo salão? Eu gostaria de uma dança ou duas.”
Os olhos verdes de Isabel se tornaram muito abertos enquanto ela olhava de Freddy, para Geoffrey, para Kate e então de volta novamente. “Oh, mas...” ela gaguejou. “Oh, mas eu prometi-“ O olhar dela parou em Kate, cuja boca se tornou repentinamente pequena.
“Oh,” Isabel disse, olhando para baixo novamente. “Oh, sim, obrigado, Lord Palmer. Eu ficaria deliciada.”
Kate teve o prazer de ver a mandíbula de Geoffrey Saunders cair enquanto o conde rodopiava Isabel para a pista de dança. Ele não parecia tão machucado quanto ele parecia perplexo. Se sentindo quase prazerosa consigo mesma, Kate abriu seu leque, e começou a se abanar com uma boa dose de energia.
“Muito quente esse salão,” ela comentou. “Você não diria, Mr. Saunders?” Geoffrey Saunders era um garoto bonito – não havia como negar que ele era prazeroso de se olhar – mas apenas porque ele parecia um anjo, Kate logo descobriu, não significava que ele era um. Porque quando ele se recuperou o suficiente para falar novamente, o que realmente veio a sua boca foram às palavras, “Olhe, aqui, Miss Mayhew,” e então ele murmurou quase irritadamente. Kate, fingindo ser pega de surpresa, levantou suas sobrancelhas. “Sim, Mr. Saunders?”
“Bem.” Os olhos azuis de Geoffrey Saunders, ela viu quando levantou o olhar para encontrar o dele, estavam cercado por cílios extraordinariamente longos para um homem. E, ela notou que Mr. Saunders sabia como usá-los. Ele agitou-os quase inocentemente. “Eu estava pensando. Você é diferente das outras acompanhantes de Lady Isabel. Quero dizer, além de ser mais nova – e mais bonita –“
Este ultimo foi dito com um ligeiro olhar de apreciação por debaixo daqueles cílios que, Kate sabia por experiência, era com o suposto de que ela corasse de prazer. O que realmente aconteceu, entretanto, foi fazer com que ela abanasse ainda mais duramente sua face quente, enquanto pensava furiosamente, O descarado! O insolente descarado! “- você tem um cérebro ou dois em sua cabeça, eu posso dizer. Bem, acontece que eu tenho cérebro também.” Geoffrey pausou, como se esperasse que ela dissesse algo como, “Mas é claro que você tem Mr. Saunders. Qualquer um pode ver isto.” Mas Kate, perversamente se recusando a dar a ele qualquer satisfação, não disse nada.
“O que eu estou tentando dizer,” Geoffrey continuou, “é... bem, há dinheiro para ser feito aqui, Miss Mayhew. Muito. E se nós dois colocássemos nossas mãos juntas, Miss Mayhew, estou certo de que poderíamos criar um planos que faria ambos... confortável.”
Kate disse, “Oh, realmente?” em um tom nada comprometedor.
“Realmente.” Um servente passou, e Mr. Saunders agarrou um copo de champanhe para cada um deles. Kate recusou o que ele ofereceu a ela, entretanto, e com um dar de ombros, Mr. Saunders bebeu ambos. 04/01/10
Fran
“Posso perguntar seu salário, Kate? Posso chamá-la de Kate?”
Kate disse acidamente, “Você certamente não pode. Nem vejo a razão pela qual revelaria meu salário a você.”
Intrépido pela rudeza dela, Mr. Saunders continuou. “Bem, eu posso-te dizer quanto é. Vinte e cinco pounds por ano. Estou certo?”
Kate assistiu enquanto Freddy experientemente rodopiava Lady Isabel pelo salão. Isabel realmente parecia estar se divertindo. A cor voltou para suas bochechas, e ocasionalmente ela ria prazerosamente por algo que o conde disse.
“Vinte e cinco pounds por ano,” Mr. Saunders repetiu, ignorando o silencio de Kate. “Você tem idéia do quanto o marques vale, Miss Mayhew? Alguma idéia?”
Kate disse, “Não tenho, mas eu sinto que você ira me dizer.”
“Condenadamente eu vou. Aproximadamente meio milhão de pounds.” Mr. Saunders depositou os copos de champanhe vazios na bandeja de um servente que passava. “ Ele tem propriedades no oeste da Índia, África, e América do Sul, contando o que elas têm, vale ao menos, meio milhão de pounds, Miss Mayhew. E você ganhando uma mixaria de vinte e cinco pounds por ano. Isto não te deixa nervosa, Miss Mayhew?”
Kate assistia enquanto, a musica acabava, e o conde fazia uma reverencia para Lady Isabel, que se reclinou graciosamente.
“O que me deixa nervosa, Mr. Saunders, “ Kate disse calmamente, “é sua impertinência.”
Mr. Saunders, ao invés de tomar isto como ofensa, pareceu se deliciar. “Eu vejo, Miss Mayhew,” ele disse admiravelmente. “Você tem espírito eu gosto de garotas com espírito. Você e eu devíamos pegar o capital.”
Estava na ponta da língua de Kate dizer a Mr. Saunders que eles não iriam pegar nada, capital ou outra coisa, desde que ela não tinha o mínimo interesse em ter conhecimento dele. Ela se manteve de compartilhar a informação, entretanto, por dois eventos, os quais ocorreram simultaneamente, e rapidamente tiraram outros pensamentos de sua cabeça. 04/01/10
Fran
O primeiro foi que Freddy, tendo escoltado Isabel de volta da pista de dança, repentinamente agarrou Kate pela cintura e a rodopiou, declarando em voz alta para um e todos, “Dançar está em meu sangue, juro! Você simplesmente deveria dançar o próximo waltz comigo, Katie!”
Ela estava a ponto de dizer a ele para não ser idiota quando, pelo canto de seus olhos, ela teve uma visão de um alto, e moreno homem avançando rapidamente em sua direção. Assumindo que aqui, pelo menos, era um velho conhecido que a reconheceu apesar do corte de seu vestido, ela soltou o aperto de Freddy, se virando para encontrar seu acusador.
Mas sua voz morreu na garganta. Porque enquanto era um conhecido que se postava diante dela, a relação não era tão duradoura. Pois era, é claro, o Marques de Wingate. 04/01/10
Franciele
Capítulo 11
“Lord Wingate.”
Ela disse isso tão fracamente, que não imaginou que Freddy pudesse ouvi-la, especialmente sobre a musica da orquestra que a baronesa tinha contratado.
Mas Freddy deve te-la ouvido, desde que ele a soltou tão abruptamente, que ela se assustou. Embora ela rapidamente se tivesse se ajeitado, teve que afastar algum cabelo do olho, e quando pode ver novamente, percebeu que devia ter perdido algo, porque Freddy estava olhando para o pai de Isabel... E o pai de Isabel estava olhando de volta.
“Bishop,” Lord Wingate disse, em uma voz fria.
“Traherne,” Freddy disse de volta, em uma voz idêntica.
Kate não estava certa sobre o que fez ela rapidamente se insinuar entre os dois homens. Mas ela o fez, e com o coração batendo irregularmente, embora quando ela falou, ela soou interamente cordial.
“Lord Wingate! Que surpresa. Nós não o esperávamos esta noite.”
“Isto,” o marques disse, olhando por cima da cabeça dela – para Freddy, evidentemente, “é perfeitamente obvio.”
Kate continuou ciente de que ela estava falando idiotices, mas incapaz de se deter. “Eu acredito que você conheça Mr. Saunders. Mas eu não estou ciente de que você já conheça o Conde de Palmer.”
“Certamente,” o marques disse. “Lord Palmer e eu compartilhamos algumas...” ele pausou, e então disse, como se ele pensasse melhor em sua escolha de palavras original, “aventuras em comum.”
Freddy, para o espanto de Kate, riu. “Aventuras,” ele disse, com uma risada. “Bem, esta é uma palavra para isto, de qualquer modo.” Então esticou sua mão direita, bem do lado de Kate. “Prazer em revê-lo, Traherne,” Freddy disse.
“O prazer,” Lord Wingate disse, sua mão enluvada engoliu a de Freddy em um aperto que parecia, a Kate, muito mais doloroso do que amigável, “é todo meu.”
Um inconfortável silencio se instaurou depois que os dois homens soltaram as mãos. 04/01/10
Franciele
. Kate, ciente que os olhos de Lord Wingate estavam nela, mas incapaz, de encontrar o olhar dele, abriu sua bolsa e começou a escavá-la, pensando furiosamente com ela mesma enquanto ela o fazia, Oh, Deus, eu irei matar Freddy, realmente matá-lo! Tudo isso é culpa dele. Eu disse a ele que governantas não dançavam. E agora Lord Wingate iria me demitir, e eu terei que devolver o dinheiro que ele me adiantou. Bem, eu sabia muito bem de onde aquelas 50 libras iriam sair, e se Freddy disser uma palavra sobre a mãe dele reclamando sobre seus gastos, eu irei relembrá-lo sobre como ele me fez perder um emprego perfeitamente bom com suas estúpidas brincadeiras...
Foi Isabel quem quebrou o silencio, dizendo animadamente, “Papa, você sabia que Lord Palmer tem dois cavalos correndo em Ascot este ano?”
Lord Wingate, Kate viu quando ela olhou para cima, recebeu a noticia com admirável calma. “Ele tem?” ele inquiriu educadamente.
“Certamente ele tem,” Isabel disse. “Ambos são Americanos.”
“Eu presumo, então,” o pai dela disse, não tirando o olhar de Kate, embora ela tivesse totalmente entretida com sua bolsa, e examinando seu rosto, “que Lord Palmer tem algo contra os cavalos Ingleses.”
“Definitivamente não,” Freddy chorou. “Acontece apenas que eu conheço um particularmente bom criador em Kentucky, e ele forneceu a alguns de meus amigos ótimos cavalos dançarinos { aqueles treinados para trotar ou levantar as patas}, então eu pensei-“
“Oh,” Isabel interrompeu, virando seus olhos verdes em direção ao Mr. Saunders. “Você não estava me dizendo que acabou de comprar um ótimo dançarino, Mr. Saunders? Ele é de Kentucky, também?”
“Na verdade,” Geoffrey Saunders falou lentamente, com mais autoconfiança do que Kate achou sensato, considerando com quem ele estava falando. “Eu prefiro os árabes.”
“Árabes?” Freddy gritou. “Você deve estar brincando.”
Saunders empinou seu perfeitamente bem esculpido queixo. “Eu peço seu perdão, my lord, mas não estou.” 04/01/10
Franciele
Naturalmente uma discussão se seguiu para ver que raça era a melhor, a Inglesa, a Americana, ou a Árabes. Kate, agradecida a Mr. Saunders – e Kate não insensível ao fato de que este era uma alarmante virada nos eventos, ela estar grata a um homem como Geoffrey Saunders – tomou vantagem da discussão para escapar, em busca de algum champagne com o qual ela se fortificaria contra a volta para casa, a qual, ela estava certa, iria se provar muito desagradável.
Mas Lord Wingate, ao que parecia, não tinha a menor intenção de esperá-la para a volta da casa. Não, ele aparentemente escolheu repreende-la bem no salão de bailes, na frente de Deus e todo mundo.
Ela sentiu duros dedos ao redor do braço dela, e é claro não precisava se virar para saber a quem esses dedos pertenciam. Ela meramente piscou e diminuiu os passos. Realmente, ela pensou. Eu irei matar Freddy. “Lord Wingate,” ela disse, se virando para encará-lo. “Eu posso explicar. Foi apenas um momento de criancice-“
Mas Lord Wingate não estava olhando para ela. Ele estava olhando na direção de Freddy. “Miss Mayhew,” ele disse. “Este cavalheiro a estava incomodando?”
Ela seguiu o olhar dele. Sim, definitivamente era para Freddy que ele estava olhando tão afiadamente. Tentando não pensar muito sobre o fato de que os dedos dele ainda estavam cortando a circulação sanguínea em seu braço, ela disse, “Bem, não realmente. Você vê-“
“Eu vejo certamente,” o marques disse. “E eu tive muito medo de que uma coisa como essa pudesse acontecer.”
E então repentinamente ele soltou o braço dela, e metodicamente começou a tirar suas luvas.
“Lord Wingate,” Kate disse, com algum alarme. “Eu acredito que você não me entendeu-“
“Oh, eu entendi,” o marques disse, tirando seus dedos da constrição de algodão branca, “e eu posso apenas esperar que você aceite minhas desculpas, Miss Mayhew, pelos insultos que você recebeu das mãos desse cavalheiro em particular. 04/01/10
Franciele
Eu tinha esperado que a reputação dele onde a pureza é motivo de preocupação teria prevenido qualquer anfitriã de Londres de admiti-lo em sua casa, mas eu posso ver que a baronesa, sendo uma estrangeira, não deve ter ouvido do ultimo escândalo no qual ele estava envolvido...”
Os olhos de Kate se abriram, tanto pela surpresa da idéia de Freddy estando envolvido em uma situação embaraçosa, tanto escândalo ou qualquer coisa, e pela idéia do Marques de Wingate, de quem ela tinha escutado apenas chocantes rumores, referir-se ao comportamento de outra pessoa como repreensível.
“Realmente?” ela disse. “Com alguém aqui de Londres?”
O marques fez um impaciente, desdenhoso gesto, como se a discussão tivesse repentinamente se tornado tediosa. “Uma soprano Vianense.”
Kate atirou um olhar espantado na direção de Freddy. Uma soprano Vianense? Uma soprando Vianense? Quando ele estava perpetuamente professando seu amor por ela? E todo o tempo ele estava fazendo amor com uma soprano vianense?
Não. Isto era inacreditável.
“Oh, realmente,” ela disse, balançando sua cabeça em divertimento. “Você deve tê-lo confundido com outra pessoa, my lord. Você possivelmente não pode quer dizer Freddy.”
O marques pausou a segunda luva meio removida.
“Freddy?” ele ecoou.
Muito tarde, Kate percebeu seu erro.
“Oh,” ela disse, embora seus lábios tenham se tornado repentinamente seco. “Eu quis dizer Lord Palmer, é claro.”
O marques olhou para ela. Havia, Kate supôs coisas piores do que ser encarada pelo Marques de Wingate. Mas então ela não pode pensar que coisas pudessem ser essas, mas ela estava certa de que havia coisas piores. Tinha que haver.
Mas ter aqueles olhos, como dois carvões brilhando na brasa de um moribundo fogo – embora que tipo de carvão brilha verde, Kate não tinha a menor idéia – encarando o de alguém era certamente a sensação mais desconfortável do mundo.
“Você disse” – o marques não pareceu notar o desconforto dela, ou, se ele notou, ele estava gostando, desde que ele não desviava o olhar dela, ou mesmo piscava – “ 04/01/10
Franciele
– “Freddy. Eu escutei você, distintamente. É verdade que o barulho está infernalmente alto nesta sala, e” – esta parte ele adicionou secamente – “Eu esteja com ano avançados, eu sei, mas eu escuto perfeitamente bem. E eu gostaria de apontar, Miss Mayhew, que você tinha me dito, na biblioteca dos Sledges, que você era solteira.”
Kate piscou para ele, perfeitamente perplexa pela direção que a conversa tinha tomado.
“Bem, sim, é claro que eu disse Lord Wingate. Porque eu sou solteira.”
Lord Wingate deu uma olhada na direção de Freddy. E repentinamente – e não sem uma distinta sensação de estar afundando – ela sabia exatamente onde esta conversa estava chegando.
“Oh,” ela disse rapidamente, esperando que se ela agisse casualmente, ele pudesse deixar o assunto. “Você não deve se importar com Freddy, my lord. Ele estava apenas sendo um tolo. Eu achei que ele pudesse ser útil convencendo sua filha de que Geoffrey Saunders não era o único jovem do mundo. Isto foi antes, é claro, que eu soubesse da reputação que – ahem – você mencionou-“
“Ai esta novamente,” Lord Wingate interrompeu, com o ar de um homem que escuta um fraco barulho em sua cabeça, mas não pode traçar a origem.
Kate realmente olhou para o céu, mas não vendo nada, perguntou, “Ai esta o que, my lord?”
“O nome.” A voz dele caiu para um rosnado. “Você o chamou de Freddy, Miss Mayhew. Eu ouvi, bem distintamente, duas vezes. E ainda você esta me dizendo que é solteira.”
“Eu sou” Kate insistiu. “Eu-“
“Então não há nada entre você e Lord Palmer?”
“Não da minha parte, Lord Wingate,” ela falou sem pensar, então se arrependeu imediatamente, quando o marques disse, “Ah,” em um tom que sugeria que ela tinha confirmado a suspeita que ele tinha.
“Então a possibilidade,” Lord Wingate disse, “de que o conde nutri sentimento românticos em direção a você?” 04/01/10
Franciele
Furiosa com si mesma por ter dito – mas mais furiosa com ele, por ter feito ela fizer isto – Kate declarou, “Eu nunca presumir conhecer os mais íntimos sentimentos e desejos das pessoas, my lord. Eu posso apenas responder por mim mesma. E, como eu afirmei anteriormente, meus sentimentos não consistem em nada além de uma afeição natural por um conhecido de longos anos. Eu conheço o conde desde criança. Meus pais eram bons amigos dos pais dele. Quando você entrou, Freddy estava apenas brincando comigo, como nós costumávamos fazer nos feriados da escola, os quais eu passava em Palmer Park...”
A voz dela se quebrou. Ela podia dizer pela expressão do marques que ele não acreditava nas palavras que ela estava dizendo. Ela se sentiu atormentada, nem tanto por ele pensar que ela estava mentindo – ela estava certa de que um homem cuja mulher tinha feito o que a de Lord Wingate fez nunca esperaria nada de uma mulher alem de mentiras – mas pelo fato de que de alguma maneira ele a tinha estimulado a contar tudo. O que ela estava fazendo, dizendo a este homem os detalhes íntimos de sua vida? Certamente, ela não queria que ele soubesse, e tinha ficado aliviada, quando ele não tinha perguntado nada sobre sua família, seu passado. Era uma historia tão triste... Tão estúpida, em seu modo. Se fosse um romance, ela não terminaria de ler, porque teria irritado a ela o fato de ser tão depressivo, e os personagens tão patéticos. Ela não tinha a intenção de contar a ele – não a menos que ela o tivesse que fazer. Mas julgando pela sua expressão, em uma versão resumida seria necessário.
Mas antes que ela pudesse proferir outra palavra, Isabel veio correndo até eles, o final de sua faixa tinha se desfeito, fluindo atrás dela.
“Oh, Miss Mayhew,” ela disse sem ar. “Você pode arrumar esta coisa horrível? Esta se desfazendo, e as pessoas estão tropeçando nela.” Ela virou as costas na direção de Kate, que começou a amarrar a faixa rapidamente no lugar. 04/01/10
Franciele
“Não é um baile adorável, Papai?” Isabel perguntou a seu pai, enquanto Kate trabalhava atrás dela. “Estou tendo um momento encantador. Você não?”
Kate manteve seus olhos no laço que ela estava fazendo, e não viu o rosto de Lord Wingate quando ele respondeu, em um tom de perfeita secura, “Esplendido.”
“Apenas não me parece, Papai,” Isabel continuou, “que você não esta sendo muito educado, parado aqui como um galho enquanto Miss Mayhew ainda não tem um parceiro. Você deveria chamá-la para dançar.”
Kate deu um puxão no laço com mais força do que o necessário. “Está tudo bem, Lady Isabel,” ela disse, tentando manter seu tom prazeroso. “Não estou aqui para dançar, afinal. Estou aqui para protegê-la.”
Isabel a ignorou. “É melhor você convidá-la logo, Papai,” ela informou a seu pai. “ou todas as danças dela serão tomadas.”
Kate deu uma torcida na faixa de Isabel, e disse, “Honestamente, eu não posso imaginar de onde você tira essas bobagens.”
“Bem, primeiro Lord Palmer,” Isabel disse como fato, “e agora aquele cavalheiro bonito bem ali.” Isabel assentiu a cabeça na direção de um homem que estava parado a alguns pés de distancia, olhando diretamente na direção deles. “Ele esteve te olhando pelos últimos cinco minutos, eu juro. Ele deve admirá-la terrivelmente, Miss Mayhew.”
Kate olhou na direção que Isabel indicou... E congelou.
Ela achou que não podia se mover. Nem um centímetro. Seu coração, no corpete do vestido, era a única parte dela que continuava a se mover, e começava a se mover muito rápido para conforto, pulsando tão rápido em suas orelhas que sobrepunha o som da orquestra.
Ela se perguntou, indistintamente, se ela iria desmaiar. Ela tinha desmaiado apenas uma vez em sua vida, e, interessantemente, o rosto para qual ela estava olhando agora tinha sido a ultima coisa que ela tinha visto quando voltava, logo depois de ter perdido a consciência. Ao menos, foi o que ela sempre pensou. Afinal, quando ela ficou inconsciente novamente, aqueles que a socorreram insistiam que ela estava errada. Daniel Craven, eles diziam, não estava em algum lugar perto da cena, e não tinha tido nada a ver com o incêndio que tinha matado os pais de Kate.
Isto era o que eles diziam, de qualquer modo. E mesmo agora, sete anos depois, ela não tinha nenhuma razão para desacreditar neles.
Exceto, é claro, pelo que os olhos dela tinham visto.
Mas fumaça, assim como neblina, ela estava segura, podiam aplicar truques na sua mente. A sombra que ela jura ter visto quando a porta do quarto dela se abriu naquela horrível noite, para encontrar o corredor que levava até o quarto de seus pais consumido em chamas, não havia sido tudo – ou, se tivesse, tinha sido apenas a imaginação dela, lutando contra o aperto de horror do que ela estava vendo. Fumaça. Fumaça e chamas. Isto era o que ela tinha visto. Grossa, espessa fumaça, na qual ela se chocou enquanto gritava pelos seus pais, desesperada em encontrá-los naquele calor e nevoa. E as chamas quentes, aumentando e aumentando, formando uma solida parede entre a porta do quarto de Kate e de seus pais. Ela não tinha sido capaz de alcançá-los. Ao invés, ela tinha caído, tossindo incontrolavelmente, no chão. Mesmo então, ela se arrastava, até que algo a impediu, bem antes da parede de fumaça e chamas. Algo... Ou alguém. Alguém que ela sabia o nome, e disse a virando, e levantando ela para longe do calor. Daniel Craven. Ela tinha certeza que fora Daniel Craven.
Mas Daniel Craven, disseram a ela mais tarde, não estava na Inglaterra naquele momento – seu nome estava na lista de passageiro de um navio que tinha partido para África do Sul uma semana antes – e não poderia possivelmente ter resgatado ela naquela noite. 04/01/10
Franciele
Ninguém, entretanto, tinha sido capaz de explicar como ela tinha conseguido sair do corredor completo de chama e fumaça e ir até a escada dos serventes, onde ela tinha sido achada pela equipe de empregados enquanto eles corriam para se salvar.
Ela nunca soube. Ela tinha dito a si mesma ao longo dos anos que ela nunca soube, e assim era melhor, no final, não se perguntar.
Exceto...
Exceto que havia aqueles que sussurravam coisas, horríveis coisas, sobre aquela noite. Coisas que Kate nunca acreditou, coisas que Kate sabia no fundo da alma que não eram verdade.
A única coisa que ninguém sussurrou – ninguém exceto Kate – era o nome de Daniel Craven.
E aqui estava ele em frente dela, olhando-a, como se ela fosse uma fênix {pássaro mitológico}, que tivesse ressurgido das cinzas...
“Oh, olhe,” Isabel disse. “Ele esta vindo. Ele é um homem muito bonito, Miss Mayhew. Quem é ele? Um de seus velhos namorados?”
“Não exatamente,” Kate disse fracamente. 21/01/10
Franciele
Capítulo 12
“Bem, se não é Kate Mayhew.”
Esta voz. Um tremor de repugnância correu através dela. Como ele podia? Como ele podia vaguear até ela – Daniel Craven sempre vagueava. Ele era muito preguiçoso para andar até alguma coisa, além de um desocupado lugar – e disse o nome dela, como se nada – nada mesmo – tivesse acontecido desde a ultima vez que eles se encontraram... Quando tinha sido? Em um jantar, ela pensou. Um jantar, em sua própria casa, algumas noites antes do fogo...
“Eles me disseram que você tinha se mudado, ou algo assim,” ele disse, naquela voz que revirava o estomago dela. “Mas aqui esta você, parecendo, eu devo dizer, tão deleitável como nunca.” Ele se inclinou e beijou-a na bochecha, seus lábios frios.
Ela não disse nada, mas interiormente, a mente dela correu. Tinha sido ele. Tinha sido ele, todo esse tempo ela achou que o tinha visto. Ele esteve seguindo ela. Ele tinha!
Kate, que manteve seu olhar baixo, não pode ver a expressão de Lord Wingate, mas supôs que ele deveria parecer surpreso, desde que Daniel disse a ele, em um jeito petulante. “Oh, não se preocupe. Kate e eu somos velhos, velhos amigos. Não somos Kate? Aqui, me apresente a estas boas pessoas, como uma boa garota.” Kate levantou o olhar então. Ela olhou, bem dentro daqueles pálidos olhos azuis, e disse, em uma voz que surpreendeu até ela mesma pela frieza, “ Eu não sabia que você estava de volta à Inglaterra, Mr. Craven.”
“Oh,” Daniel disse, com uma dar de ombros. Ele era um homem grande, com uma aparência tão inglesa quanto Freddy, apesar do cabelo de Daniel ser um loiro mais escuro, e ele não usar bigode. Ainda, ele tinha a mesma aparência alta e magra, um tipo de qualidade que fazia ele parecer fora de lugar no salão de baile. 21/01/10
Franciele
O lugar dele, obviamente, era em um cavalo, perseguindo vadias, ou possivelmente nas selvas da África, caçando rinocerontes. Era uma característica decisiva, entretanto, para homens esportistas como Daniel parecia, ele era um astuto homem de negócios,... E ainda mais astuto observador do comportamento humano.
“Sim, bem,” ele disse, com o mesmo sorriso fácil, que sete anos atrás, tinha feito o coração de Kate bater mais rápido – incluindo, ficar sem ar. “Eu voltei agora. Da Botsuana, quero dizer. País miseravelmente quente, a África. Simplesmente tórrido.”
Geoffrey Saunders, que vinha atrás de Isabel, a dança deles tinha acabado, perguntou, tendo ouvido a ultima parte da fala de Daniel, “Sul da África, você quer dizer? O que você estava fazendo lá?”
Aquele sorriso aumentou – pelo menos, aos olhos de Kate – distintamente réptil. Ainda que o olhar que Daniel lançou em sua direção não fosse sem entusiasmo. Aquilo, Kate sabia, era a coisa mais perigosa sobre Daniel Craven. Ele parecia, a um observador casual, ser humano, capaz de experimentar emoções como a compaixão e o remorso. Kate, entretanto, conhecia melhor.
“Diamantes,” ele disse. “Ou, melhor, uma mina de diamantes.” O olhar que ele lançou a Kate era apologético. “Havia realmente uma, Kate,” ele disse. “Não no lugar onde eu imaginei, mas não muito longe – não muito longe mesmo.”
Ela assentiu. É claro. É claro que a mina existia. Perto da qual Daniel tinha convencido o pai dela e todos os amigos dele a investir... Mas longe o suficiente para que os diamantes não fosse, tecnicamente, deles. Oh, não.
“Mas o que você esta fazendo aqui, Kate?” Daniel perguntou, agarrando ambas as mãos dela. “Ainda continua Katie, não? Eu não deveria estar chamando-a de milady, deveria? Eu sei como era persistente aquele rapaz – qual era mesmo o nome dele? Aquele jovem conde que era tão enfeitiçado por você. Certamente vocês devem estar casados por agora-“ Ele parou, olhando para ela questionadoramente. 21/01/10
Franciele
“Katie, qual é o problema? Você ficou branco como um lençol. E você esta tremendo?”
Para a total surpresa de Kate, Lord Wingate tirou os dedos dela gentilmente, mas firmemente, das mãos de Daniel. “Miss Mayhew não está bem, como você pode notar. Por favor, nos de licença.”
Daniel pareceu perplexo. Ele tinha notado a presença de Lord Wingate certamente, mas a tinha aparentemente dispensado – embora como alguém possa dispensar a presença tão formidável quanto à do marques, Kate não podia adivinhar – e agora, ele parecia surpreso.
“Só um momento-“ Ele piscou varias vezes. “Quero dizer, Kate e eu só estamos-“
Mas o resto do que ele disse foi perdido pelos ouvidos de Kate enquanto o Lord Wingate a conduzia para fora do salão de baile. Ele o fez rapidamente, com a facilidade de um homem de pratica escapando de salões lotados. Era uma coisa boa, Kate achou, que ele mantesse a mão no cotovelo dela, ou ela poderia ter tropeçado, ele estava se movendo velozmente.
Ele abriu a porta, e ela sentiu uma corrente de ar frio em seu rosto. Eles estavam ela viu quando levantou a cabeça, em um terraço de pedra, olhando para um jardim oculto pela noite. Grilos cantavam no escuro, mas tão suavemente que eles quase eram abafados pelas cordas da orquestra que tocavam no baile.
Grilos, Kate pensou, achando a descoberta, em uma parte separada de seu cérebro, hilária. No meio de Londres. Grilos!
Com seus joelhos repentinamente muito fracos para suportá-la, ela afundou-se em um duro banco de pedra, onde sentou com a cabeça inclinada, aspirando à fragrância do ar, esperando que não soasse como se ela estivesse tragando, ou pior, soluçando.
Rosas. Ela cheirava rosas. Devia haver uma videira delas, subindo a parede do terraço. A chuva tinha parado, mas o banco debaixo dela continuava úmido.
“Aqui.” Lord Wingate colocou o copo de alguma coisa debaixo do nariz dela. “Beba isso.”
“Não, realmente,” Kate disse. “Estou me sentindo muito-“
“Beba isto.” 21/01/10
Franciele
Era uma voz que ela não ousaria desobedecer. Ela pegou o copo, e trouxe aos seus lábios. Clarete {vinho tinto}, rico e ameno. Ela bebeu tudo.
“Assim é melhor.” Ele tomou o copo dela e o colocou de lado. Depois, antes que ela soubesse o que ele estava fazendo, ele tirou seu casaco e pôs sobre os ombros dela.
“Oh,” ela disse, perplexa pelo peso repentino, para não mencionar o repentino calor. “Não, eu não posso-“
“Besteira.” Ele sentou no banco ao lado dela, cuidadosamente, ela notou, mantendo um pé de distancia entre a saia dela e ele mesmo. “Você está tremendo.”
Ela estava, é claro, mas esperava que ele não notasse. Porém, mais do que queria admitir, o calor que o casaco provinha era muito bem vindo, certamente – mesmo que cheirasse a ele, uma mistura de camisa limpa, e fracamente, tabaco, odores que Kate se lembrava muito bem do constrangedor momento na biblioteca, quando ele tinha abraçado ela...
Não que ela imaginou que isto fosse ocorrer novamente. Ele estava a ponto de demiti-la de qualquer maneira, depois disso. Não era o bastante Daniel Craven ter destruído a vida dela uma vez. Não, ele tinha que continuar fazendo isso, de novo e de novo.
Ela sentou em desprezível miséria, pensando nisto, ouvindo os grilos e ocasionalmente o grito de risada do interior da casa. A voz de Isabel era claramente auditivel, mesmo a longa distancia. Ouvindo-a, Kate ficou tensa, preparando-se para levantar, e ao menos tentar executar as tarefas pela qual Lord Wingate a tinha contratado...
Mas ele pôs uma mão restringidora no braço dela, dizendo, “Isabel estará bem com Mr. Saunders por um momento ou dois. Enquanto eu puder ouvi-la, nos saberemos que ela não esta fazendo algo muito travesso. E francamente, acho que temos coisas mais importantes com o que nos preocupar, você e eu.”
Kate disse, de uma vez, “Eu não posso pagar os cinqüentas pounds que você me adiu de volta, Lord Wingate. Eu já os gastei.” 21/01/10
Franciele
O olhar que ele lançou a ela – ela pode vê a face dele quase plenamente através da luz que saia das portas francesa que davam para o terraço – era inescrutável. Ele disse, “Não me lembro de ter pedido o adiantamento de volta.”
“Mas se você vai me despedir-“
“Não me lembro de ter dito nada a respeito de demiti-la, também.”
Ela piscou para ele. Dentro do salão, Isabel podia ser ouvida aos gritos, “Oh, eu nunca!”
Kate gaguejou, “Eu só... eu só assumi, depois...”
Lord Wingate disse, “Eu admito que esteja interessado em saber, como uma jovem como você, quem eu imaginei ter tido uma vida protegida, possa ser conhecida por tantos cavalheiros em uma única reunião-“
“Não tantos” Kate interrompeu. “Dois. Dois cavalheiros. E eu expliquei a você que um deles – Lord Palmer – é um velho conhecido da família...”
“Ah, sim.” O marques assentiu. “Assim como você disse. E o outro?”
Kate, que não tinha esperando que ele colocasse a questão tão diretamente, encontrou a si mesma gaguejando, “Ele... ele era um parceiro de negócios. De meu pai.”
“Um parceiro de negócios,” Lord Wingate disse cuidadosamente. “De seu pai.” Ao aceno vigoroso de Kate, ele adicionou, “Um parceiro de negócios de seu pai, a qual você estava encarando como se fosse um fantasma.”
Kate piscou. “Isto... isto faz muito tempo desde que ele e eu... eu dificilmente esperava vê-lo aqui. Ele esteve fora da Inglaterra por um tempo –“
“Assim como eu entendi. Na África do Sul, eu acredito que ele tenha dito. Procurando minas de diamantes.” O tom de Lord Wingate era tão seco como quando ele se dirigiu a sua filha o tema se ele estava ou não aproveitando o baile. “Seu pai deve ser espetacularmente bem conectado, Miss Mayhew, se ele é conhecido de condes e proprietários de minas de diamantes.”
Sentindo uma fisgada, Kate olhou para seus pés, verdade seja dita, os joelhos dela ainda estavam tremendos. Como ela foi estúpida. Como ela poderia ter imaginado, mesmo que por um momento, que ele não era como o resto? 21/01/10
Franciele
Ela tinha sido enganada por sua bondade, por um simples copo de clarete e pelo empréstimo de seu casaco. Bem, ela não iria comentar o mesmo engano novamente.
“Eu irei agradecer, Lord Wingate,” ela disse, com toda a dignidade que ela pode reunir, “se você abaste-se de usar esse tom de voz sarcástico comigo. Eu não sou, como você parece pensar, uma mentirosa. Se você escolheu acreditar nisto, este é seu –“
“Sente-se, Miss Mayhew,” o marques disse, em uma voz aborrecida.
“Não irei,” Kate disse. Ela estava tão perto das lagrimas que ela podia senti-las no canto de seus olhos, mas continuou tão orgulhosa como pode. “Eu não escolho a companhia de pessoas que duvidam de minha palavra –“
“Eu não duvido de sua palavra, Miss Mayhew,” o marques disse. “Pelo contrario, eu acho inteiramente possível que os pais de uma acompanhante – que era, afinal, uma governanta quando eu a encontrei pela primeira vez – possam ser amigos de um conde.”
Ela deve ter parecido incrédula, desde que ele adicionou, “Bem, eu assumo que, como você mesma, Miss Mayhew, seu pai era um educador, e teria a capacidade, ele certamente conheceria vários pais dos rapazes do qual ele ensinou. Mas,” ele adicionou, “pelo olhar em seu rosto, aparentemente eu estou errado nessa dedução.”
Kate, sentido um pouco de vergonha por ela mesma – e surpresa que, depois de tudo pelo que ela passou nesses anos, ainda continuava a ligar pelo que alguém pensava dela – disse, em uma voz que era consideravelmente menos orgulhosa da que ela usou alguns momentos atrás, “Não, você não esta errado. Ao menos” - ela contraiu os ombros – “não tão errado como se valesse mencionar.”
“Isto é gratificante de saber.” Lord Wingate se levantou. “Mas não explica o olhar de total terror que apareceu em seu rosto quando aquele cavalheiro se aproximou de você.”
Kate sentiu suas bochechas esquentarem. Agora que ela estava segura da presença de Daniel Craven, ela era capaz de ralhar a si mesma por se comportar de maneira tão tola na frente dele. 21/01/10
Franciele
Era ridículo, totalmente ridículo, que ele fosse o responsável pela morte dos pais dela. Agora que aqueles pálidos olhos azuis não estavam nela – não estavam em nenhum lugar à vista – ela era capaz de ver como foi idiota de ter pensado isto. Daniel Craven era um trapaceiro, certamente. Ele também era um flertador e um perseguidor de saia. Mas ele não era um assassino. Ele era muito preguiçoso para fazer algo tão complicado como um assassinato.
“É...” Kate contraiu os ombros para pensar em uma explicação, qualquer explicação, que poderia ser plausível. Desde que qualquer outra coisa além da verdade – que ela achava que ele era um assassino sangue frio – era muito difícil. “É apenas que eu não tenho o visto – Mr. Craven – desde a morte de meus pais. Falar com ele quero dizer. Ele e meu pai eram muito próximos, mas ele... Mr. Craven nem se incomodou em vir ao funeral. Então eu achei impertinente ele falar comigo do modo como fez – tão familiarmente. E então ter feito isto na sua frente... eu estava certa que você me demitira na hora, particularmente depois do que tinha acontecido com Freddy, eu fiquei... bem, eu fiquei nervosa.”
O marques franziu “Nervosa.” Ele ecoou. “Eu não tive a impressão de que você fosse o tipo de pessoa nervosa, Miss Mayhew.” Mas pelo jeito que ele estava olhando para ela, com aqueles olhos verdes, estavam fazendo ela se sentir nervosa, certamente. “Eu não sou, entretanto,” ele disse, “dificilmente o ogro que você evidentemente pensa de mim. Eu lamento Miss Mayhew, de escutar sobre a perda se seus pais. Quando eles morreram?”
Ela disse fracamente, “Sete anos atrás.”
“E posso perguntar como eles morreram?”
“Houve um incêndio.”
Houve um incêndio. Quatro simples palavras, nenhuma sobre a silaba. E ainda para Kate, estas eram as quatro piores palavras da língua inglesa, palavras que sempre causavam um tremor em sua espinha. De fato, ela agarrou as lapelas do casado que ele pôs sobre o ombro dela um pouco mais apertado, como se protegesse de uma repentina baixa da temperatura. 21/01/10
Franciele
E então, para confudi-la ainda mais, ela sentiu os dedos sem luva do marques deslizando por seu maxilar, então segurando seu queixo, levantou o rosto para que ele pudesse olhá-lo.
“Esta” ele disse tão quietamente como se ele falando para si mesmo, “é uma que eu nunca vi antes.”
Kate, não tendo a menor idéia sobre o que ele estava falando, mas instantaneamente paralisada pelo toque dele, perguntou, “Imploro seu perdão?”
“Você tem uma face estranhamente expressiva, Miss Mayhew,” ele disse, em uma voz que ainda não era mais do que um murmuro. “E, eu tenho notado que você tem uma inabilidade para esconder suas emoções. Você parece alegre por natureza, e então quando você mencionou o fogo... Bem, eu fiquei surpreso pelo que vi em seus olhos.”
Kate, completamente incapaz de tirar seu olhar do dele, perguntou suavemente, “E o que você viu neles, Lord Wingate?”
Ela não quis parecer provocativa. Ela perguntou por genuína curiosidade. Ela tinha parecido assustada? Ela esperava que não. Kate não suportava covardice, embora ela soubesse que não tinha se comportado com nenhuma braveza quando Daniel Craven apareceu tão repentinamente.
Ou ela tinha parecido simplesmente triste? Havia tempos em que a falta de seus pais – para alguém, realmente, com que ela compartilhou a historia, alguém alem de Freddy com quem ela podia falar sobre sua vida antes que o fogo a mudasse tão irrevogavelmente – parecia quase mais do que ela podia suportar.
Como ela tinha parecido? O que ele tinha visto em seus olhos?
Mas ela nunca ia saber. Lord Wingate tinha acabado de abrir seus lábios para responder, seus dedos no rosto dela tão mornos – um calor, como o casaco dele em seus ombros, que deveria ser reconfortante, mas que fez o coração de Kate bater em um ritmo que era menos do que o nunca – quando as portas francesas se abriram, e Isabel, com sua face corada, gritou, “Aqui estão vocês. Estive procurando por todo lugar! É hora do Sir Roger. Vocês vem?” O marques tinha tirado sua mão no segundo em que Isabel começou a falar, e Kate, por sua parte, tinha se virado para longe rapidamente, já permitindo que o casaco dele escorregasse dos ombros dela. Enquanto Isabel estava parada lá, olhando para eles expectadoramente, Kate disse, passando o agasalho de volta para seu dono, “Obrigado pelo uso de seu casaco, Lord Wingate. Estou me sentido muito melhor agora.”
Lord Wingate pegou seu casaco sem nenhuma palavra, mas Isabel não era tão perceptiva.
“Oh, não se preocupe, Miss Mayhew,” ela disse, “sobre o homem que a fez ficar tão pálida. Ele saiu logo depois que Papa a levou. Quem era ele, de qualquer maneira? Alguém que era apaixonado por você? Ele era muito bonito. Não sei por que você não se casou com ele.”
“Ele não era ninguém,” Lord Wingate disse, antes que Kate tivesse a chance de responder. Colocando seu casaco novamente, ele pegou sua filha pelo braço, e continuou. “Um velho conhecido de negócios do pai dela, o qual ela não via há muito tempo. Agora, o que tem Sir Roger?”
“Está começando,” Isabel disse, “em cinco minutos. Todo mundo tem que fazer parte, ou não terá graça. Você e Miss Mayhew tem que se juntar. Você ira, Papa? Miss Mayhew? Você ira, por favor?”
Kate, que foi revivida pelo clarete – mas ainda mais pelo toque de Lord Wingate que tinha inexplicavelmente chispado nela – disse, com algo parecido a seu tom normal de besteiras “Você sabe muito bem, Lady Isabel, que não posso me unir a você. Mas eu ficarei deliciada em sentar e assistir a você e ao seu pai dançar.”
Isabel fez um cara enquanto eles entravam no salão de bailes. “Eu? E papai? Dançar? Não, obrigado. Geoffrey já me convidou. Papa, se Miss Mayhew não dançar com você, simplesmente terá que encontrar sua própria parceira.”
Lord Wingate, Kate viu, sorriu para ela enigmaticamente. 21/01/10
Franciele
“Eu verei o que posso fazer,” ele disse. E então eles olharam para a multidão de corpos que lotava o salão. Isabel, tão logo encontrou Mr. Saunders se apressou para ele, e Lord Wingate, Kate viu, estava diretamente atracado por uma mulher grande e cheia de jóias que se virou quando ele inadvertidamente passou por ela em um esforço para se livrar. “Wingate,” ela mugiu. “Eu não sabia que você estava aqui! Eu vi a adorável Lady Isabel, mas não você. Quando você chegou? Como pode ter vindo e não procurar por mim?”Como o marques iria cumprimentar esta mulher Kate não esperou para descobrir. A conversa deles no terraço – a noite inteira em geral – tinha feito ela se sentir desconfortável, para dizer o mínimo, e foi com grande alivio que ela escapou, torcendo para que seu chefe ficasse muito distraído com sua admiradora para notar que Kate tinha ido.
Mas quando minutos mais tarde ela se sentou no Canto das Donzelas, ela obteve um vista dele novamente, e achou que o penetrante olhar do marques a tinha seguido, apesar da perseguição da esplendorosa mulher que ficava em volta dele. Ele a olhava por cima da cabeça de sua admiradora – admiradora que parecia não se importar nem um pouco com a reputação do marques, de violento ou qualquer coisa – e levantou uma mão.
Kate, olhando a mão, sentiu repentinamente e curiosamente uma corrente de emoção. E corou por sua absurda reação. Porque era apenas uma mão, é claro, casualmente levantada para que ela soubesse que não tinha, de fato, espaçado sem ser notada, que o marques era perfeitamente sensível ao desaparecimento dela, e que ele tinha tido problemas em descobrir para onde, exatamente, ela tinha escapado.
E ainda assim para Kate, era mais do que uma mão. Era uma indicação de que, pela primeira vez em muito tempo, ela não estava sozinha. Bem, ela tinha certeza que nunca esteve completamente sozinha... Afinal, ela tinha Freddy. 21/01/10
Fran
Mas embora Freddy sempre fosse um bom amigo, ele não tinha sido necessariamente o mais seguro – e agora que ela sabia sobre a soprano, ela viu o porquê. Ele certamente não tinha sido alguém que, perdido em uma colisão de admiradoras, pensou em Kate, aonde quer que ela esteja no salão, e acenado para ela.
O que fazia Kate pensar o que, de fato, Lord Wingate estava fazendo no baile em primeiro lugar. Ela teve a impressão que ele não suportava este tipo de eventos. Então o que ele estava fazendo neste? Certamente ele não estava aqui por causa de Isabel. Era tarefa dela, vigiar Isabel. Lord Wingate teria duvidas da capacidade de Kate de lidar com sua filha? Ele tinha vindo no baile para ver como ela agia?Ou havia outra razão para ele vir todo este caminho, debaixo de toda esta chuva? Eu tinha muito medo de que algo assim pudesse acontecer. Estas tinham sido suas palavras quando ele a tirou de lado. Ele tinha tido medo de que ela tentasse abandonar seu posto, e teria vindo para ter certeza que ela tinha, quando ele entrou e a encontrou nos braços de Freddy?
Ele ainda não tinha a repreendido por isto. Ele tinha, de fato, se desculpado por Freddy, acreditando que o conde tinha tomado liberdade.
E quando Daniel Cravem tinha se aproximado dela, o marques tinha sido protetor no jeito em que ele a retirou as sala, sentindo que ela não estava bem...
Eu tinha medo de que algo assim pudesse acontecer.
Bom Deus. Kate se endireitou no assento, quase tão repentinamente como se ela tivesse sentado em um prego que alguém descuidadosamente tinha deixado na cadeira. Era isto. Tinha que ser isto.
Lord Wingate estava cuidando dela.
Ele estava fazendo isto neste instante, bem diante dos olhos dela. Por que embora ele tenha abaixado a mão, o olhar dele continuava nela, tão freqüentemente, mesmo quando ele casualmente cumprimentava um conhecido, e bebericava um gole de champanhe. Ele continuava a olhar para ela. Ele mantinha um olho em sua filha, também, mas...
Mas ele também estava olhando para a acompanhante dela. 21/01/10
Fran
Isto era ridículo, é claro. Cômico, até. Aqui estava um homem que tinha a pior reputação imaginável possível: ele tinha se divorciado de sua esposa, e tentado matar o amante dela; ele tinha mantido o produto da união deles como um punimento por ela amar outro homem; ele já duelou com Deus sabe tantos homem, e tinha amantes em toda a Europa, tinha até, brevemente antes deles se conhecerem, tentado fazer amor com ela...
E ainda, Kate sentada aqui, sentido uma onda de tepidez e gratitude e – ela tinha que admitir – gostando de seu patrão.
Como ela podia? Como ela podia gostar de um homem deste? Como ela podia, Kate Mayhew, que tinha a cabeça plantada tão firmemente em cima de seus ombros, possivelmente gostar de um homem como Burke Traherne, que era, em todo o modo imaginável, tão completamente sem moralidade? Qual era o problema com ela? O que ela estava pensando?
Mas ela sabia exatamente o que estava pensando. E o que ela estava pensando era – o que ela não podia evitar pensar – que fazia um tempo terrivelmente longo desde que alguém tinha se incomodado a cuidar dela, mesmo um pouco.
Oh, certamente Freddy tinha, quando ele se lembrava, o que tendia a acontecer quando a mãe dele estava fora da cidade. Mas o marques tinha vindo aqui, por sua própria conta, com o expresso propósito de ver como Kate estava passando. Ele tinha ate se desculpado com ela pelo que tinha notado como um pequeno sinal contra ela por um de seus companheiros.
E fazia muito tempo – muito tempo mesmo – desde que alguém tinha se desculpado com Kate por alguma coisa. O fato de que o marques tinha o feito fez ela se sentir... Bem, fez ela se sentir como se ela pertencesse.
Era uma coisa pequena coisa, uma coisa ridícula. Mas ali estava. Ela sentia como se pertencesse... Não necessariamente a alguém, mas a alguma coisa... Uma família. E não ao tipo de fachada, a qual ela tinha explicado a Isabel há apenas algumas horas atrás que era o único tipo de família que ela teve. Mas a uma família real, de carne e osso. 21/01/10
Fran
Ela nunca tinha se sentido parte de nenhuma outra família na qual ela morou desde a morte dos pais dela – não com os Piedmonts, ou os Heathwells, ou, pelo o amor de Deus, os Sledges. Não era certo, Kate sabia, para alguém em sua profissão se sentir intimo de seus encarregados. Crianças cresciam, e então não precisavam mais de governantas – ou, no caso, de acompanhantes. Isto já aconteceu com Kate muitas vezes, mesmo em sua carreira relativamente curta. A única coisa para isto era por uma cara forte, e sair para seu próximo emprego. O que mais havia para ela?
Oh, ela podia se casar com Freddy, supôs. Ela sempre podia se casar com Freddy... Desde que, é claro, ela pudesse suportar a mãe dele.
E a soprano, logicamente.
Mas Kate não estava pronta para desistir, e se ela se casasse com Freddy, isto seria precisamente o que ela estaria fazendo. Em algum lugar ai fora, ela estava convencida, estava o homem para ela, e apesar de que, aos vinte e três, já estava em uma idade avançada para o mercado de casamentos, ela não iria render-se sem lutar. Afinal, conhecia moças de vinte e oito – mesmo acima de trinta – anos de idade, que encontraram o amor e se casaram. Porque não ela?
Então não havia nada para fazer, realmente, mas continuar, e trabalhar para se manter, encarar cada dia como outra oportunidade de encontrar o amor que certamente esta esperando por ela. Tudo que ela já leu tinha assegurado que o amor vinha a aqueles que são pacientes, e bons de coração. E ela acreditava ser as duas coisas. O amor estava certamente em um canto perto para Katherine Mayhew. Ela simplesmente tinha que achar o certo.
Canto, isto é.
Mas neste meio tempo, parecia que ela tinha encontrado uma família. Uma família quebrada, para ser claro, mas ainda, algo na qual ela se sentia parte.
E aquele de sentimento de pertencer era o que estava fazendo ela se senti tão quente. Era um sentimento que ela não experimentava há tempos. Era um sentimento que ela gostava.
Era um sentimento que ela temia muito poder se acostumar. 21/01/10
Fran
Capítulo 13
“Não,” Lady Isabel Traherne disse petulantemente. “Não foi isso o que pedi. Eu pedi por pedaços açucarados de laranja, não pêssego.” Ela caiu para trás contra as pilhas de travesseiros atrás dela, levantou um lenço para seu nariz, assoprou, e gemeu, “Oh, leve embora. Apenas leve embora.”
Brigitte, a empregada pessoal de Lady Isabel, atirou em Kate, que estava sentada a apenas alguns passos, um olhar zangado.
Brigitte estava tomando a doença da senhora muito dificilmente. Ela trabalhava continuamente tentando achar maneiras de animar e divertir a invalida.
Kate, por outro lado, achava excedentemente difícil não rir do teatro de Lady Isabel. Ela conseguiu permanecer seria desta vez somente porque ela tinha praticado um pouco através do decorrer da semana, durante a qual o resfriado de Isabel – e isto era, o medico tinha assegurado a eles, apenas um resfriado de primavera – tinha ido de mal a pior.
Kate acreditava que tinha finalmente encontrado um lugar no qual ela pertencia sem ser reduzida, mesmo se o seu cargo se tornasse mais e mais irritante, e menos e menos agradável, como o progresso da gripe. Por agora elas não estavam indo constantemente a opera, ou a bailes, ou partidas de cartas; nem comparecendo a corridas, ou lanches, ou ir de loja em loja em busca do chapéu perfeito, Kate tinha achado bom o descanso domestico, e tinha desenvolvido uma apreciação por todos os moradores da 21 Park Lane.
A governanta, Mrs. Cleary era uma inteligente e sensível mulher, que parecia adorar Kate pela sua habilidade de disciplinar a teimosa Isabel – a quem, Kate aprendeu, tinha sido um pouco selvagem antes de ela chegar à residência. O mordomo, Vincennes, era tudo que Mr. Phillips não tinha sido, uma boa mão no peito, além disso, estava sempre por perto, perguntando a Kate se ela tinha tempo para um jogo. 21/01/10
Fran
Até mesmo Brigitte, a empregada francesa de ladies, cuja cabeça estava cheia com um pouco mais do que zombarias e fofocas, era completamente uma boa companhia, apesar de Kate suspeitar que a única razão pela qual ela gostasse da acompanhante da senhora era porque Kate falava um pouco de francês, e Brigitte, sentindo saudades de sua língua materna, gostava de falá-la uma vez mais.
Realmente, a única pessoa em 21 Park Lane sobre a qual Kate tinha algum receio era seu empregador... E só porque ela mal o via. Para um homem que – de acordo com sua própria filha – amava nada mais do que livros, parecia a Kate como se Lord Wingate nunca estava em casa. Kate foi forçada a gastar muito de seu tempo durante a doença de Isabel rondando pela biblioteca de seu pai a procura de material para diverti-la, e em nenhuma vez o encontrou. Ela o via freqüentemente antes da doença de Isabel, quando ela olhava do Canto das Donzelas, e o via de relance na multidão, um olho invariavelmente em sua filha, e outro invariavelmente virado em sua direção.
O que ela não se importava. Ela não se importava nem um pouco. A verdade seja dita, encontrar com Daniel Craven do modo como ela tinha feito na primeira noite a tinha enervado completamente. Ela não podia dizer por que, precisamente. A parte racional de sua cabeça dizia para ela que Daniel não tinha como fazer parte da morte trágica de seus pais. Mas a outra parte, uma parte profunda insistia que ele tinha. Era difícil rotineiramente ser empurrada para estes pensamentos, mas agora tinha a tendência de aumentar e... Principalmente em seus sonhos, os quais, desde que ela o viu novamente, tinham a tendência de mais e mais freqüentemente reviver sobre o fogo.
Ela achou que os pesadelos tinham se acabado. Eles a perseguiram quase todas as noites no primeiro ano depois a morte de seus pais. Mas depois de sete anos, eles tinha cessado quase que completamente. Até, isto é, ela ter pensado ver Daniel Craven na Park Lane... 21/01/10
Fran
... E depois realmente o ver, atravessando o salão de dança. Agora os pesadelos retornaram, não com regularidade, mas mais do que ocasionalmente. E neles, ela estava mais uma vez tentando freneticamente alcançar seus pais, tentando atravessar a cortina de fogo, e mais uma vez, algo – alguém – a puxa de volta. Em seus sonhos, ela nunca via quem é esse alguém. Acordada, entretanto, ela sabia. O nome Daniel Craven, Daniel Craven, Daniel Craven, ecoava através de sua cabeça toda a manhã como os sinos da igreja, zumbindo no tempo.
Felizmente, depois da primeira noite, ela não o viu mais. Ela procurou por ele – ela sempre procuraria para ele, agora que sabia que ele estava de volta à Inglaterra. Mas felizmente, parecia que ele não era convidado para varias outras partes como a filha do Marques de Wingate. O que Kate achava ótimo. Posto que ela não tivesse, sentiu lidado bem com a primeira entrevista, ela não se sentia ansiosa para se provar novamente. O pai de Daniel Craven se afastou dela, se sentiu mais feliz.
Este não é o modo que ela se sentia, contudo, sobre outro cavalheiro que parecia estar evitando ela. Sabia perfeitamente bem que deveria manter a boca fechada sobre a soprano de Freddy, mas de algum modo, uma noite, simplesmente escapou. Eles estavam parados, observando Isabel rodopiando através do salão de bailes nos braços de um menino que não era Geoffrey Saunders – o que tinha conseqüentemente feito Mr. Saunders, que estava perto, reclamar, “Eu não entendo ela tinha me prometido todas as danças, a primeira coisa quando ela chegou esta noite, e então quando eu olho outro sujeito a levou. ’
Prazerosa de ver o jovem tão derrotado, Kate tinha feito um lembrete, levantando um copo de champanhe da bandeja que um criado oferecia a ela, “Uma mulher é sempre volúvel, uma coisa inconstante.”
Freddy tinha atirado um olhar divertido em sua direção. “Certeza de que isto não esta na bíblia, Kate?”
“Bom Deus, não.” Ela tomou um gole. “ Isto é Virgil.”
“Eu digo, Kate,” Freddy disse, se movendo para mais perto dela. 21/01/10
Fran
“Ali está Traherne, atrás daquele vaso de palmeira, olhando diretamente para você. O que ele esta fazendo aqui, eu me pergunto? Eu achava que isto não era o tipo de coisa dele. Ele esta te espiando, você não acha?”
Kate disse com um dar de ombros, “Eu acredito que é para você que ele está encarando. Afinal, você é quem está sempre arrastando a filha dele para dançar, não é?”
“Só porque você não dança comigo,” Freddy disse ferido. Então, como se tivesse acabado de ocorrer a ele: “Eu digo Kate. Ele disse alguma coisa sobre mim àquela noite em que ele flagrou nos dois dançando?”
“Sobre você me manuseando, quer dizer?” Kate perguntou.
“Sim. Desculpe-me por isso. Não sei o que me veio. Eu fui pego pelo momento, e tudo. Eu não suponho que tenho um dom para dança;”
“Não,” Kate disse. “O senhor não disse nada sobre você me manuseando.”
Nem Kate disse nada a Freddy sobre Daniel Cravem estar de volta à cidade. Freddy não o tinha notado aquela noite no baile, estando tão entretido em outra discussão sobre cavalos com o jovem Mr. Saunders. O que, Kate imaginou, era bom: Freddy era uma daquelas pessoas que acreditavam que a insistência dela de ter visto Daniel Craven aquela noite um sintoma da fumaça que ela tinha inalando, um tipo de alucinação. Ela praticamente desmaiar ao sinal do homem sete anos depois apenas confirmaria a crença de Freddy de que a antipatia dela por Daniel Craven era sem fundamentos. Afinal, o que ele tinha feito no baile, além de cumprimentar ela com perfeita civilidade? E ela tinha ido e desmaiado.
Ao invés, ela disse, maldosamente, “Lord Wingate fez, entretanto, se perguntar o que você estava fazendo lá, e especulando que ela devia estar ocupada aquela noite.”
Freddy olhou para ela. “Quem devia estar ocupada aquela noite? Minha mãe?”
“Certamente não.” Ela tomou outro gole de seu champanhe. “Sua soprano vienense, é claro.”
A mandíbula de Freddy caiu. Ele atirou um olhar na direção do marques que, ele tinha notado, poderia causar algum desconforto do Lord Wingate. 21/01/10
Fran
“Aquele demônio,” Freddy disse veemente, por debaixo de sua respiração. Então, para Kate, ele disse “Me escute Katie. Ela não significa nada, juro. Ela foi só um modo de... Bem, não é como se você estivesse me dando algum encorajamento e... e...” Freddy tinha lançado um olhar assassino na direção do marques. “Eu o matarei,” ela o ouviu murmurar. “Juro que matarei.” O qual Kate respondeu batendo levemente no ombro dele com o leque.
“Oh, Freddy, pare. Estou muito feliz de ouvir que você não passa todo momento que esta afastada de mim lamentando pela minha companhia. É uma bomba para meu ego, admitirei – e estou desapontada que você nunca tenha me falado sobre ela, desde que eu acreditei que nos compartilhávamos tudo um com o outro” – bem, nem tudo, ela completou culpadamente para si mesma - “mas sobreviverei.”
Freddy ficou muito perplexo para dizer outra palavra. E o descaramento dele no que ela considerou meramente um escárnio deve ter sido extremo, desde que Kate não ouviu nenhuma outra palavra dele depois disso. Ele parecia evitar lugares onde ela poderia estar, e certamente nunca veio chamá-la nos domingos, seu único dia de folga.
Kate, surpresa, supôs que a vienense tinha significado mais do que Freddy deixou escapar.
E, estranhamente, mesmo com sua filha doente – uma doença frívola, certamente, mas uma agravante, entretanto – Lord Wingate raramente estava, e em sua própria casa, não menos. Oh, ele aparecia na primeira hora depois do café da manha, para ver como Isabel tinha passado a noite, e ocasionalmente aparecia no final da noite, mas nada mais do que isso. Kate supôs que ele tinha achado uma substituta para Mrs. Woodhart, a qual, ela entendeu de Isabel – que sabia o que era melhor para ela sobre a vida romântica de seu pai – ele tinha abandonado. Mas esta idéia Isabel desmitificou com muito desgosto. Ele não tinha achado uma substituta para Mrs. Woodhart, e não iria, se ele soubesse o que era melhor para ele. Era hora dele se casar, e quanto mais rápido melhor, de acordo com Isabel, desde que Geoffrey Saunders estava preste a propor a qualquer dia.
Mas a vontade para que o marques se casasse apesar do que sua filha poderia querer, era vista com um grande ceticismo pelo resto da casa. Ele foi ouvido mais do que uma vez falando do disparate da idéia do casamento, e usualmente, diante do anuncio de algum servente sobre sua intenção de tal união, tentava convencê-los do contrario. Se acontecesse do individuo se recusar a abandonar a idéia sobre a questão do altar, o marques era conhecido por ser visto e com uma coroa dourada, com seus sinceros votos para que o indivíduo encontre a felicidade, em um tom sugerindo que tal felicidade era extremamente rara.
E, Kate eventualmente aprendeu através do serviçal do senhor, que o marques recentemente estava passando todo o seu tempo não perseguindo uma nova senhora, mas em seu club. Ou pelo menos, era para lá que Duncan estava freqüentemente enviando camisas limpas.
Não que Kate estivesse ouvindo a fofoca da cozinha, apenas parecia que quando o nome do senhor era mencionado, ela não podia evitar ouvir. A historia de Mrs. Cleary, por exemplo, do tempo em que tinha nevado tão fortemente em um natal na propriedade Wingate que a governanta – católica – tinha se resignado da missão do perdão, por medo de escorregar no caminho. Imagine a surpresa dela quando acordou na manhã de natal aos sons de arranhados, e ver através de sua janela seu patrão – ele tinha dado o dia de folga aos seus empregados – varrendo o caminho para que ela pudesse passar na profunda neve. “E não aceitaria obrigado,”Mrs. Cleary informou a Kate, durante o chá em uma noite, depois de uma fungada Isabel tinha caído em um sono. 21/01/10
Fran
“Não ouviria uma palavra daquilo. E ele nem é um devoto! Mas ele sempre foi assim, desde pequeno, Máster Burke. Sempre colocando os outros na frente de si mesmo, mas faz isto astutamente, portanto você nunca saberá, a menos que o pegue. Eu tenho escutado que alguns afirmam que o senhor tem um temperamento violento.” Aqui a voz da velha mulher se reduziu a um tom conspiratório, “E não mentirei para você. Ele tem o diabo. Mas somente quando é irritado, miss. Somente quando irritado. No resto do tempo, ele é o melhor dos homens. O melhor.”
Kate pode ter achado que Mrs. Cleary estava exagerando um pouco, assim como as velhas senhoras – particularmente governantas – fariam, especialmente quando falando de seus patrões, exceto que ela ouviu historias similares de todos os outros empregados de Lord Wingate, também. O pai de Isabel parecia ser generoso com as faltas, um tipo além de toda comparação, e geralmente notado exatamente como Mrs. Cleary insistia que ele era: o melhor dos homens.
Exceto, é claro, por seu temperamento, o qual todos concordavam ser extremamente volátil. Kate foi avisada para guiar longe de temas que pudessem irritar o patrão, e foi até oferecida uma lista deste temas, a qual incluía, em entre outras coisas, matrimonio e flanela.
Apesar de Kate memorizar a lista, ela achava altamente improvável que surgisse a oportunidade de abordar algum desses temas ofensivos, desde que agora ela o via tão pouco. De fato, ela estava vivendo em sua casa em torno de um mês antes de acontecer de realmente ter uma refeição com ele, e tinha sido distintamente um negocio desconfortável no qual o marques, que claramente esperava curtir seu café-da-manhã sozinho com seu jornal, tinha tentado achar assuntos dos quais eles pudessem conversar, e falhou, finalmente deixando a mesa com uma pobre desculpa.
Kate não seria, é claro, uma mulher se isto não a tivesse incomodado. 21/01/10
Franciele
Era obvio que Lord Wingate a estava evitando, assim como tinha sido obvio antes que ele estava a seguindo. Estranhamente, sua recusa era mais aterrorizante do que sua perseguição jamais foi. Ela não se lisonjeava achando que Lord Wingate estava apaixonado por ela, apesar do que aconteceu na biblioteca dos Sledges, mas achava que ele gostava dela, pelo menos um pouco.
Mas, aparentemente, tinha sido uma falsa impressão, o senhor estava provando que seu tempo era mais bem gasto em outro lugar.
Outro homem, entretanto, não era tão volúvel com suas afeições. Mr. Geoffrey Saunders tinha se mostrado um constante admirador, como Brigitte agora provava, levando como ofensa os pêssegos açucarados, e revelando, ao invés, uma pequena carta em cima da bandeja de prata.
“Talvez,” Brigitte disse, com um profundo sotaque Frances. “Talvez isto faça a senhorita sorrir, então. Acabou de chegar, pelo correio. Outra carta de amor, eu acho.”
Isabel gemeu seus olhos fechados. “Oh, minha cabeça pesa! Eu não tenho forças para lê-la. Ponha na mesa junto com as outras, Miss Mayhew?
Kate afastou o livro que estava lendo em voz alta – Nossos amigos em comum, de Mr. Dickens, Orgulho e Preconceito tinha sido lido no dia anterior – lenvantou-se, e removeu a carta da bandeja de prata que a empregada segurava para ela. Reconhecendo a escrita no envelope, Kate disse levemente, “Oh, olhe, mais uma de Mr. Saunders.”
Isabel se sentou com tanta energia como se alguém tivesse sugerido que suas roupas de cama estavam em chamas.
“De Geoffrey?” ela chorou. “Realmente? Oh, me dê, Miss Mayhew! Por favor, me dê”
Kate estendeu a carta, e Isabel a pegou com selvagem impaciência.
“Oh,” ela chorou, lendo alegremente. “Oh, ele sente minha falta, Miss Mayhew! Ele diz que esta se consumindo por mim.”
Kate disse “Como deveria.”
“Mas supondo que se machuque, por sentir tanta falta de mim? Ele diz aqui que poderia. Diz que não pode prometer não ficar. Oh, não devo responder este, Miss Mayhew?” Isabel olhou para cima prometedoramente. 21/01/10
Franciele
“Por favor, posso responder este?”
“Não sei.” Kate enrugou a testa, fingindo pensar. “Quantas já foram esta semana?”
“Quatro, Miss Mayhew! Certamente eu posso escrever á ele depois de quatro cartas implorando para saber por que eu não respondi nenhuma das outras, e ameaçando se machucar caso eu não responda a esta.”
Kate suspirou. “Eu suponho,” ela disse, “que você deva mandar uma nota breve, explicando que esta doente, e –“
Então, vendo que Isabel estava lutando para sair da cama e ir em direção a mesa de escrever, Kate se interrompeu, e chorou, ao invés, “Onde você acha que vai, my lady? Volte para debaixo dos cobertores. Você ouviu o que o doutor disse.”
“Como posso ligar para o que o doutor disse,” Isabel lamentou, brigando contra as mãos detentoras de Kate, “quando meu querido Geoffrey está se consumindo por mim?”
“Você ligará muito,” Kate disse acidamente, ”se você pegar algo pior do que um resfriado, e se manter mais tempo longe dele. Pense no quanto ele se machucará então.”
Isabel parou de lutar imediatamente. “Oh,” ela disse, afundando contra os travesseiros novamente. “Você esta certa, Miss Mayhew. Querida Miss Mayhew, onde eu estaria sem você? Você esta sempre certa.”
Kate, arrumando sua manga – a qual Isabel tinha amassado assustadoramente em sua frenética luta para sair da cama – disse, “Estou sempre certa. Ajudaria se você se lembrasse disso, my lady. Agora fique ai, e eu irei trazer alguns materiais. E em sua urgência você derramaria tinta nos lençóis novamente.”
Mas ela mal tinha avançado dois passos em direção a mesa de Isabel quando a voz perplexa de Brigitte a parou. “Oh, miss!” ela chorou, com vestígios de pêlos cinza e brancos em sua saia, e abriu a porta atrás do corredor. “A gata, A gata!”
Kate estava de pé e correndo antes das palavras saírem completamente da boca da empregada. 21/01/10
Franciele
. Isabel tinha adotado completamente Lady Babbie como a sua própria, e a felina tinha caído por ela por suas constantes ofertas de leite e creme de arenque, e começou a dormir na cama dela ao invés da de Kate. Kate não se importava, pois sabia que assim que Isabel estivesse boa novamente, ela se esqueceria completamente de Lady Babbie, a qual retornaria para o quarto de Kate. Mas nesse meio tempo, era um desafio manter o animal preso no quarto da doente, desde que a porta estava freqüentemente sendo deixada aberta, permitindo que Lady Babbie escapasse e explorasse sessões da casa que não eram necessariamente bem vindas para ela. Desta vez, Kate viu, enquanto corria atrás do animal fugitivo, estava indo para a porta do quarto privativo de Lord Wingate, cômodos aos quais Lady Babbie tinha sido expressamente proibida de entrar. Seu coração batendo rápido, Kate foi atrás do animal fugitivo, simplesmente congelou vendo a na soleira da porta.
Kate não hesitou. A porta tinha sido deixada parcialmente aberta, provavelmente pelo valete, o qual estava conduzindo um inventário sobre os casacos do senhor, tendo decidido esta manhã que um parecia estar perdido. Era feito de flanela, supunhasse que o próprio Lord Wingate tinha se desfeito dele, mas Duncan não deixou nenhuma chance, e decidiu conduzir ele mesmo em uma determinada busca atrás das roupas do máster.
Kate abriu a porta, então espreitando pelo quarto, esperando achar Lady Babbie logo, e agarrá-la antes que Duncan notasse sua presença.
O valete, entretanto, não estava à vista. E como era a primeira vez que Kate tinha a oportunidade de entrar no quarto, estava momentaneamente fissionada pela fina imensidão do lugar, e pode apenas ficar lá parada, ofegando e piscando, Lady Babbie completamente esquecida.
O cômodo era três vezes maior do que o dela, contando uma grande lareira, diante da qual estavam dispostas confortáveis cadeiras de couro e um sofá, e acima deste estavam um par de espadas cruzadas. No canto oposto estava uma cama igualmente grande. 21/01/10
Franciele
Cortinas azuis escuras caiam de quatro pilares, alcançando o chão elevado em que a cama ficava. As janelas que davam para o parque combinavam com o material azul escuro das cortinas, e o carpete abaixo dos pés de Kate era do mesmo tom de azul.
Era um quarto muito grande – um quarto muito grande, certamente – e mesmo assim, enquanto Kate estava parada ali o olhando, foi atingida por um sentimento de pena por ele. Porque era um quarto terrivelmente grande para uma pessoa só, e parecia a Kate que o marques deveria ser muito solitário nele, este era indubitavelmente o motivo pelo qual ele passava tanto tempo fora, longe disto.
Foi enquanto ela estava ali parada, pensando sobre essa ridícula idéia, que se tornou consciente do som severo atrás dela. Se virando, ela viu uma porta meio aberta, atrás da qual estava um espelho.
“Duncan?”
O sangue de Kate congelou em suas veias. Era a voz de Lord Wingate.
“Duncan, onde você deixou as toalhas?”
E então, para o horror de Kate, ela olhou algo tão perturbador que, sem outro pensamento, ela se virou e fugiu do quarto. Ela não parou de correr até chegar a seu próprio quarto, no qual se atirou, trancando a porta atrás dela.
Nem a destrancou até algum tempo depois, quando foi forçada, em reposta a uma irritação, “Miss Mayhew? Miss Mayhew, você esta ai?”
Se recompondo o melhor que pode, Kate foi ate a porta e a destrancou, abrindo uma fresta. O valete do senhor estava parado no corredor, segurando em seus braços uma extremamente irritada e um pouco molhada Lady Babbie.
“Miss Mayhew,” Duncan disse, com uma dignidade ferida, enquanto empurrava a gata na direção dela. “Posso pedir que no futuro, prenda a criatura? Eu a encontrei momentos atrás, espalhando água pelo banheiro do senhor.”
Kate pegou a gata silenciosamente e começou a fechar a porta, mas o valete a deteve com preocupação, “Miss Mayhew? Você esta bem? Quer que chame Mrs. Cleary para você? Porque se você não se importa que eu diga, parece que viu um fantasma.” 21/01/10
Franciele
Mas não foi um fantasma que Kate viu. Tinha sido o oposto de um fantasma, estava muito vivo. Tão vivo, de fato, que a visão tinha se queimado em sua memória, e Kate estava certa de que nunca, nunca iria esquecer.
Agora ela pôde apenas sorrir para o valete de modo doentio e dizer, “Oh, não. Estou bem,” e então fechar a porta, se apoiando nela um pouco mais, perfeitamente inconsciente de que Lady Babbie estava lutando freneticamente em seus braços para escapar.
Porque o que ela tinha visto, é claro, foi Lord Wingate, em pele... 22/01/10
Franciele
Capítulo 14
Os dois estavam de volta à biblioteca dos Sledges. Eles estavam usando quase as mesmas coisas que usavam no dia em que Lord Wingate tinha feito sua extraordinária oferta. O sol estava infiltrando fracamente pela janela de vidro de maneira parecida. E, assim como aconteceu naquele dia, Lord Wingate repentinamente, sem nenhum aviso, agarrou a cintura dela, e a puxou para ele.
Só que desta vez, Kate não o deteve. Ela não pôs um dedo no atlas. Ela nem ao menos olhou para ele. Ao invés, ela atirou os braços ao redor do pescoço de Lord Wingate, e levantou seu rosto em direção ao dele em uma maneira totalmente escandalosa...
E ela não se importava. Ela não se importava nem um pouco com o que estava acontecendo.
E quando Lord Wingate abaixou sua boca sobre a dela, bem, estava bom. Mais do que bom, para falar a verdade. Parecia ser exatamente o que ela vinha ansiando todas essas semanas.
E quando ele apertou seus braços ao redor dela, ela se achou moldada a todos os contornos do corpo muscular e firme dele, o calor parecia atravessar as roupas dela, bem, isto parecia certo, também. Tão certo, de fato, que parecia perfeitamente natural ela correr as mãos por aqueles músculos, primeiro os que ela sentia debaixo da manga do casaco dele, e então aqueles debaixo de sua camisa, por aquele peito forte, firme e peludo, e então naqueles firmemente rígidos de seu estomago, até finalmente afundar a mão mais e mais para baixo, baixo o suficiente para que ela pudesse sentir a carne firme de suas coisas por debaixo de suas calças...
Só que agora, convenientemente, ele estava sem aquelas calças. Lord Wingate estava perfeitamente nu, assim como ela. Um segundo mais tarde, eles estavam deitados no sofá de couro de Cyrus Sledges, seus membros e línguas unidos...
Era nesse ponto que Kate acordou. Acordou fervendo, e com a mão entre suas pernas. E isto não era tudo. Não apenas sua mão estava lá, pressionada contra a parte dela que estava pulsando tão fortemente, mas quando ela trouxe a mão de volta, estava úmida. 22/01/10
Franciele
E mesmo enquanto se sentava, tentando capturar o ar, ela percebeu que estava toda úmida. Tinha regatos de suor entre seus seios, não apenas entre suas pernas.
Ela olhou ao redor do quarto escuro. Tudo parecia exatamente igual ao que tinha deixado antes de ir para cama algumas horas atrás. Mas parecia que algo estava diferente, algo não estava certo.
E então ela se lembrou. Sim, é claro. A diferença estava nela.
Isto não era nada bom, é claro. Tentando como podia, Kate não pode deixar de pensar na imagem que ela tinha visto no quarto de Lord Wingate. Como ela poderia? Ela nunca na vida tinha visto um homem nu, exceto em pinturas, e ocasionalmente estatuas. E francamente, em sua nova iluminada opinião, pinturas e estatuas não começavam nem a contar a historia. Estatuas não tinham cabelo, em primeiro lugar, e pinturas... Bem, tudo o que Kate podia pensar era que a maior parte dos pintores eram homens, e quando era presenteados com modelos que se pareciam Lord Wingate, eles indubitavelmente – irracionais por causa do ciúme, se não algo mais – diminuam a imensidão das... Coisas, conscientes que a deles não eram nada.
Ou era o que Kate supunha. Não havia realmente uma explicação racional para isto. A coisa era enorme. Lord Wingate era um grande homem – ela sempre soube que ele era um grande homem. Mas ela tinha visto muitas pinturas e esculturas de grandes homens, e as coisas deles nunca foram tão grande como as de Lord Wingate.
E não tinha sido tudo. Tinha sido o suficiente, é claro, mas não tinha sido tudo. Porque Kate tinha visto o homem todo – com exceção de sua cabeça, o espelho tinha cortado a reflexão de seu pescoço. Mas ela já sabia como era a cabeça de Lord Wingate, então com o que se preocupar? Era o que ela tinha visto debaixo de seu pescoço que achava impossível de parar de pensar. 22/01/10
Franciele
Suas costas estavam viradas para ela, mas o espelho tinha refletido tudo o que ela poderia perder. Nada tinha sido deixado para a imaginação, do grande peito, coberto por espessos cabelos negros; o plano, mamilo coberto de cabelo; os firmes músculos abdominais de seu estomago; a côncava inclinação dos dois lados e sua bunda lisa e branca; até mesmo a grossa parte coberta de cabelo entre suas pernas, no centro da qual estava pendurado aquele órgão que Kate estava completamente convencida que os artistas deixavam tristemente faltando em modelos valiosos.
Isto, a visão de todo o homem que voltava a retornar aos olhos de Kate – e agora inclusive em seus sonhos – apesar de seus esforços para eliminá-la de sua memória. Algumas quietas horas lendo para a inválida Isabel não tinha feito nada para tirá-la de sua cabeça. Mesmo enquanto ela pronunciava as palavras de Mr. Dickens, ela continuava a pensar, que os ombros dele era ainda maiores do que ela imaginava. E, eu suponho que não deveria duvidar que as coxas deles parecessem tão fortes. Afinal, ele cavalgava todos os dias. Eu me pergunto se ele esgrima também. Certamente parece como se ele fizesse.
Muitas vezes, Isabel teve que chamar a atenção de Kate, e apontado que ela parecia ter pulado um pagina. O que, em sua distração, parecia que tinha feito.
“Você esta bem, Miss Mayhew?” Isabel perguntou.
“Certamente,” Kate respondeu, muito rapidamente. “Porque pergunta?”
“Você não parece à mesma. Suas bochechas estão muito rosas.”
Kate pressionou a mão nelas. Seus dedos apreciam, certamente, frios seu rosto quente.
“Oh,” ela disse. “Não é nada. Esta uma noite quente, e as janelas estão fechadas para que você não pegue um resfriado pior.”
“Talvez você esteja ficando doente, também,” Isabel disse, soando deliciada ante a perspectiva “Oh, e então eu teria a chance de ser sua enfermeira, Miss Mayhew. Não seria extremamente divertido?”
Kate achou a idéia de Lady Isabel Traherne sendo sua enfermeira altamente engraçada. Mas ela conseguiu evitar rir, e disse apenas, “Que caridoso de sua parte, my lady.”
Porem, mais tarde, antes que de se levanta da cama, Kate olhou seu reflexo no espelho, e achou que Isabel estava certa. Suas bochechas estavam coradas, seus olhos incomumente brilhando. Brilhando com a recém descoberta, Kate pensou amargamente. Como ela iria, se perguntava, olhar Lord Wingate no rosto novamente, sabendo como ela sabia que o pêlo de seu peito se torcia em um arco cabeludo por toda sua extensão, então afinalando por toda sua barriga, afinando até a mera linha de cabelo debaixo de seu umbigo, antes de juntar-se ao espesso ninho entre suas coxas? Como ela podia sentar na frente dele na mesa de jantar e atender a seus educados esforços de conversa, enquanto ela o imaginava como o tinha visto da ultima vez? Como ela poderia evitar pensar na lisa pele bronzeada estirada sobre cada um de seus elevados bíceps, ou a obvia força, tão fortemente controlada, de suas amplas costas?
Situação impossível!
E agora algumas horas mais tarde – apesar de parecer apenas minutos para Kate, que, apesar dos distúrbios de seus pensamentos, tinha dormido assim que pôs a cabeça no travesseiro – ela tinha despertado se sentindo tão quente como se ela estivesse correndo, e quase sem ar. Suas roupas de cama estavam torcidas sobre seu corpo suado, e ela tinha, viu, tirado sua roupa de dormi em algum ponto durante a noite. Mas nada disso era tão perturbador quanto seu sonho – ou o fato de que quando ela foi tomar o inventario de seus membros depois de acordada, e ter encontrado aquela mão presa entre suas pernas.
Ainda mais horroroso era o fato de que quando ela tinha tirado sua mão fora, uma pulsação delicada a relembrava de onde ela tinha estado. Pior, a pulsação piorava a cada minuto que se passava e ela não retornava a mão lá.
Se sentando, ela sentiu seus cabelos caindo em cachos viscosos sobre seus ombros, Kate balançou a cabeça, tentando clareá-la. Então algo bateu em sua janela, e Kate quase gritou de surpresa. 22/01/10
Franciele
O vidro não quebrou, mas quando outro projétil atingiu novamente um segundo depois, ela percebeu que este som iria acordar a casa inteira. Seu primeiro pensamento foi, dada à hora e o a estação do ano, em bater. Seu segundo pensamento mais racional foi, porque alguém estaria atirando pedras em minha janela!
E ela se levantou instantaneamente para ver quem era essa pessoa.
Foi no ultimo minuto possível que ela se lembrou do fato de que sua roupa de dormir estava em uma pilha em cima de seu travesseiro. Ela a pôs pela cabeça, e então foi para a outra janela que, dado o tempo quente, tinha sido deixada aberta.
Todas as suas três janelas davam para o fundo da casa, para um pequeno jardim que continha não apenas flores bem cuidadas e bonitas, mas também um gazebo e um pequeno tanque de peixes, completo por uma fonte. Era um lugar aconchegante para aproveitar um café da manha ou um chá casual, e Kate iria passar um tempo ali quando sua encarregada não precisasse dela.
Este foi o porquê não ter sido uma completa surpresa quando ela se inclinou e viu um homem loiro parado ao lado de um pequeno pé de pêra no gazebo. Não era surpreendente, mas era enervante, para dizer o mínimo. Kate, espiando ele, imediatamente saiu da janela, seu coração batendo descompassado.
Porque, é claro, embora ela não pudesse distinguir claramente as feições dele, ela assumiu que fosse Daniel Craven
Bem, quem mais seria? Todos os conhecidos dela – bem, o único outro conhecido dela, Freddy – teria a contatado por uma maneira mais convencional. Quem mas Daniel Craven, incerto pela recepção dele depois que ela fugiu dele aquela noite semanas atrás, iria ter razão para atirar pedras pela janela do quarto dela? Como Daniel sabia que aquela janela era a dela, ou como ele achou seu caminho pelo jardim inglês de Lord Wingate, ela não parava de pensar. Tudo o que ela podia pensar, enquanto estava parada lá, apertando o colarinho de sua camisola, sua boca ficando seca, seu coração batendo, era que ele a tinha achado. Ele a tinha achado. 22/01/10
Franciele
E não precisaria dizer que agora que ele a tinha achado, ele iria achar um jeito de arruiná-la, de algum modo. Ela não podia dizer como tinha certeza disto. Afinal, suas únicas interações pessoais com Daniel Craven tinham sido sempre prazerosas – até, é claro, o dia em que ele fugiu com todo aquele dinheiro. E a noite do fogo, é claro.
O que ele queria? O que ele queria dela? Fazia um tempo – muito curto certamente, e há sete anos – em que ela, assim com muito de suas amigas, admirava o lindo parceiro de negócios de seu pai, e ficavam rindo sobre ele uma com as outras. Naquele tempo, Kate tinha imaginado que Daniel, lisonjeado pela paixão estudantil dela, tinha gostado de flertar com ela.
Era por isso que ele a estava seguindo? Ele achava que, depois de sete anos, ele poderia voltar a flertar com ela, como se nada tivesse acontecido?
Se fosse, ele teria um choque. Kate não apenas deixou de admirá-lo, ela suspeitava dele, em seus fracos momentos, pelo assassinato de seus pais...
Isto não podia, ela disse a si mesma, ser o que ele queria. Daniel Craven era manipulador, e que uso possivelmente ela teria para ele agora? Ela não tinha dinheiro, não como há sete anos. Será possível que ele estivesse planejando um golpe contra Lord Wingate, do jeito que ele tinha golpeado o pai dela, e esperava que pudesse usar ela?
Bem, se isso era o que ele estava pensando, ele teria outra coisa inteiramente diferente chegando...
Outra pedra bateu no vidro, esta mais alta que as outras. Kate se assustou com o barulho, pensando que este teria acordado os outros membros da casa... Até Isabel, na porta ao lado. O que ela poderia fazer? Se Lord Wingate descobrisse, ele não teria outra opção a não ser despedi-la. Não era adequado a acompanhante da filha de alguém ter cavalheiros fazendo visitas a meia noite...
Outra pedra bateu contra a janela, desta vez com força suficiente para quase quebrar o vidro. Era isso. Ela não tinha escolha. Se ela não descesse para ver o que ele queria, ele acordaria toda a casa. 22/01/10
Franciele
Piscando fortemente, Kate se virou e foi até seu penhoar e chinelos. Colocando ambos, ela abriu a porta do corredor e olhou para fora. Não tinha ninguém, é claro. Eram três da manhã. Com alguma sorte, ela seria capaz de se livrar dele, e voltar para cama antes que alguém acordasse...
Tinha duas portas que davam para o jardim. A primeira estava na biblioteca do senhor, a segunda na sala de café da manhã. Kate usou a da biblioteca, desde que era a mais próxima. Apesar de a casa inteira estar escura, ela não precisava de um candelabro, afinal o luar brilhava através das janelas iluminando o caminho dela. Ela passou pela sombra escurecida da mesa de Lord Wingate, e abriu a porta francesa que dava aos degraus do jardim. Ela podia ver o homem loiro quase claramente agora apesar da vidraça da porta, e o que ela viu a fez hesitar.
Porque, é claro, não era Daniel, mas...
“Mr. Saunders!”
Kate parou ao luar, suas mãos no quadril, olhando para o jovem que, mesmo enquanto ela observava, estava levando o braço para trás para arremessar outra pedra na janela dela. Surpreso pelo som da voz dela, ele derrubou as pedras, e a encarou.
“Miss... Mayhew?” ele sussurrou. “É você?”
“Claro que sou eu.”
O alivio dela era como água fria em um dia quente de verão. Não era Daniel Craven, como tinha pensado. Obrigado Deus, não era Daniel Craven. O coração dela voltou a bater em um ritmo quase normal, ela se repreendeu por ter pensado que era Daniel Craven em primeiro lugar. Daniel Craven não tinha razão – nenhuma razão – para procurá-la, e não iria. Não novamente.
Geoffrey Saunders, em outra mão... Agora, qual era a razão da visita dele a meia noite? Kate desceu os degraus que davam ao jardim, seu robe diáfano vagando atrás dela como uma vela içada. “Mr. Saunders, o que em nome de Deus você acha que esta fazendo?”
Ele ofegou. Ele era um homem bonito, mas ofegando, ele parecia tão idiota como qualquer um. “Eu...” ele murmurou. “Eu...” 22/01/10
Franciele
“Se você esta procurando por Lady Isabel,” Kate disse, mantendo sua voz baixa, “Eu devo dizer que seu desejo não será atendido.”
Ele olhou para a janela dela. “Oh,” ele disse, recuperando-se de algo. “Eu errei de quarto, então?”
“Você certamente errou.” Kate não seria tão curta com ele caso ela não tivesse inicialmente o confundido com Daniel Craven – e se ele não a tivesse acordado de um sonho particular que estava tendo antes dele começar a atirar pedras. Ela estava, entretanto, em um estado de mente totalmente impaciente, e não estava com humor para conversar com um jovem atraente.
“Mr. Saunders,” ela disse imperiosamente. “Eu confesso que estou envergonhada por você. Como ousa vir escondido até a propriedade de Lord Wingate no meio da noite, como algum tipo de ladrão?”
Ele arranhou os dentes, idiotamente, mas charmosamente, entretanto. Ele era um jovem muito charmoso. “O que eu posso dizer?” Ele deu de ombros. “Sou um homem apaixonado, Miss Mayhew. Eu me atiro a sua piedade. Faz aproximadamente uma semana desde que ouvi sobre ela. Eu fui esquecido, Miss Mayhew? Eu fui posto de lado como uma luva suja?”
Kate bufou. “Você faria melhor se tivesse confessado sua falta de embriagues, Mr. Saunders. Poupe-me de seus sinuosos poemas. Lady Isabel esta de cama com um resfriado nos cinco dias passados.”
Ele levantou o rosto. “Um resfriado? Doce de você me deixar saber, Miss Mayhew. Oh, foi bom você me deixar saber, e não me mandar embora, como outra mulher teria feito.” Ele deu um sorriso malandro. “Eu te disse que nós daríamos um excelente time, você e eu, Miss Mayhew.” Seus olhos azuis correram pelo penhoar dela. “E eu devo acrescentar que acho seu semblante simplesmente esmagador. Uma pena você não o ter usado na festa da baronesa. Você teria arrebatado todos os cavalheiros.”
Kate pensou em estapeá-lo. Ao invés, ela friamente pôs os braços sobre seu peito, desde que parecia ser o seu decote a direção do olhar dele. 22/01/10
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Ela tinha costurado todos os seus vestidos de baile, mas nunca ocorreu que alguém poderia vê-la em suas roupas de noite, e que eles considerariam muito ousado para uma acompanhante.
“Mr. Saunders,” ela disse. “Deixe a propriedade de uma vez. Se eu escutar que você esta tentando contatar Lady Isabel desta maneira novamente, eu irei denunciá-lo a Lord Wingate.”
“Não, eu espero,” Mr. Saunders disse “vestida como você está. Afinal, eu sinto que Lord Wingate iria ser tão incapaz quanto eu em atender suas palavras...”
“Talvez,” Kate disse, abaixando os braços, suas bochechas queimando fortemente, “você atenderá a isto, então.” Na palavra “isto”, ela pisou tão forte quanto pode no pé do jovem cavalheiro. E como ela estava usando calçados com a ponta de aço, teve a satisfação de ver Mr. Saunders arfar e agarrar seu pé.
“Considere isto, Mr. Saunders,” ela disse, com o máximo de seriedade que pode, “como uma parte do que iria receber de Lord Wingate, caso aconteça dele ouvir sobre seu comportamento esta noite. É mais provável que ponha uma bala em você, e eu, não derramaria uma lagrima em seu funeral.”
Ela se virou e caminhou de volta para os degraus da porta francesa. Atrás dela, Mr. Saunders mancando, manteve-se de chorar de dor em um esforço que deve ter custado muito a ele. Uma vez que Kate estava salva dentro de casa novamente, a tranca seguramente posta para o caso dele a seguir – ele pareceu louco para fazer isto – ela observou sua contorção dolorosa por alguns momentos. Ela queria acreditar que tinha instigado nele medo suficiente da fúria de Lord Wingate para que ele voltasse a pular a parede do jardim que tinha evidentemente escalado. Por outro lado, um homem desesperado nem sempre fazia as escolhas mais sabias. Ela iria continuar a observar, ela decidiu, até ter certeza que ele tinha ido embora...
Foi só então que Kate ouviu o barulho da porta da biblioteca. Ela girou, e um segundo depois, Lord Wingate, segurando um candelabro, entrou na sala. 25/01/10
Franciele
Capítulo 15
“Lord Wingate,” Kate disse, quando a língua se desgrudou do fundo de sua garganta, onde tinha se prendido no momento em que o viu através a porta.
Lord Wingate a atirou um olhar perplexo. Ele não tinha visto ela, e Kate percebeu tardiamente que poderia ter escapado sem ser notada, se apenas tivesse mantido sua boca fechada.
Por outro lado, se ele a tivesse notado, e ela ainda não tivesse anunciado sua presença, ele poderia achar que ela estava tentando esconder algo. O que, certamente, ela estava.
“Miss Mayhew?” A visão de Lord Wingate, diferente da dela, não estava acostumada ao luar, e ele teve que levantar o candelabro para que pudesse vê-la, parada diante da porta francesa.
Quando ele o fez, seus olhos se abriram perceptivelmente, e sua mão caiu da maçaneta, a qual alguns momentos antes ele esteve segurando.
“Miss Mayhew,” ele disse, em um tom de surpresa que quase parecia sugerir que, apesar do fato dela estar em sua casa por varias semanas, ele nunca tinha considerado a possibilidade deles possivelmente se encontrarem. “O que...?” Você esta fazendo na minha biblioteca às três da manhã, era como ele indubitavelmente terminaria aquela questão. Ele estava, entretanto, obviamente muito surpreso para continuar, e aparentemente só podia ficar lá parado olhando para ela. Isto era, é claro, um encontro embaraçoso, considerando como eles estavam vestidos, Kate em seu penhoar, e Lord Wingate em seu vestido de dormi. Mas Kate não podia deixar de pensar que a extrema incredulidade de seu chefe um pouco desproporcional para a situação. Afinal, não era como se ela estivesse nua. Este pensamente, é claro, fez Kate se lembrar da ultima vez que viu Lord Wingate, e isto, no caso, trouxe cor ao seu rosto. Bom Deus! O sonho dela! Ela quase tinha se esquecido de seu sonho embaraçoso. E aqui estavam eles parados, em uma biblioteca – não a mesma biblioteca em que eles estavam em seu sonho, mas em uma biblioteca em todo caso. 25/01/10
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Pior, eles estavam com muito menos roupa do que da ultima vez em que eles estiveram em uma biblioteca juntos. Não havia duvidas do porque o homem estar tão perplexo – apesar de não ser possível que ele tivesse o mesmo sonho que ela, nem que soubesse sobre os dela...
Kate, percebendo que seu chefe esperava por algum tipo de resposta, disse a primeira coisa que veio a sua mente, que era, “Minha gata.”
Lord Wingate pareceu, se tal coisa era possível, ainda mais perplexo. “Sua gata, Miss Mayhew?”
Ela se lembrou, e replicou tão lúcida como pode o que não era muito. “Sim, minha gata. Eu ouvi gatos brigando no jardim, e achei que Lady...” A voz dela acabou enquanto se lembrava que nunca tinha dito à Lord Wingate o nome ridículo de seu animal de estimação, e que não havia razões para fazê-lo agora. Ela clareou a garganta. “Eu achei que minha gata tivesse escapado.”
Na luz do candelabro, Kate viu a sobrancelha de Lord Wingate levantada. Nunca tinha ocorrido a ela, mas repentinamente se deu que o chefe dela tinha um olhar diabólico, com suas características cortantes e seu complexo escuro. Quando ele levantou suas sobrancelhas à luz do candelabro, ela pensou nas pinturas que tinha visto de Lúcifer.
“E?”
A voz comandante de Lord Wingate a tirou de seus pensamentos imaginativos. “O que?” ela murmurou estupidamente.
“E,” Lord Wingate disse, com uma impressionante paciência, “era... sua... gata?”
Kate olhou sobre seus ombros, e sufocou um grito. Idiota! Ele queria ter sua cabeça arrancada? Porque certamente era isso que aconteceria caso o Marques de Wingate o encontrasse lá...
“Oh,” Kate disse com uma gargalhada irreal, virando seu rosto para longe das vidraças da porta. “Oh, não, não era, depois de tudo. Mas o que-“ ela se moveu para longe das portas francesas, esperando distrair a atenção de Lord Wingate do que estava acontecendo do lado de fora – “o trás a biblioteca em hora tão tardia, my lord?”
O olhar do Marques, como ela espera, a seguiu. 25/01/10
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Ele estava olhando para ela cautelosamente como se estivesse convencido de que ela era uma demente, e pudesse repentinamente correr até o ferro de fogo, e espetá-lo com isso.
“Eu desci,” ele disse cautelosamente, “porque eu estava tendo problemas para dormi, e o livro que estava lendo atualmente não estava se provando particularmente... tranqüilizador.”
“Oh?” Kate, ainda não confortável pela sua proximidade com o jardim, avançou furtivamente para ele, e olhou para o livro que ele tinha retirado do bolso de seu vestido de dormir. “Oh, o ultimo dos Moicanos. Sim, eu posso ver o que quer dizer.”
O olhar de Lord Wingate parecia fixado no rosto dela – fato que para Kate, sobre tais circunstancias, não importava nem um pouco. Ele clareou a garganta. “Estou tendo um pouco de problema com ele. Eu não consigo passar do prefacio.”
Kate enrugou o nariz. “Prefacio? Porque se incomoda com o prefacio?”
Pareceu-lhe que Lord Wingate a olhava mais surpreso do que nunca devido suas palavras.
Mas, convencida de que agora ela o tinha distraído completamente das portas francesas, não se importava dele pensar que ela era uma verdadeira plebéia por abastecer-se dos prefácios. De fato, tomou o livro dele, dizendo docemente, “O que você precisa, my lord, é algo para pô-lo para dormir. E você sabe, eu tenho a prescrição. Onde você guarda os ´s?”
Ele continuou a olhar para ela. Seus olhos, na luz do candelabro, pareciam ainda mais verdes. “Os o que?”
“Os ´s” ela apontou para a parede de livros. “Eles são arrumado por autores, eu assumo?”
“Oh.” Ele assentiu em direção a parede bem ao lado da lareira. “Bem ali.”
“Excelente.” Kate pôs a mão na dobra do cotovelo dele – um movimento ousado, certamente, mas devido a circunstancias, necessário, ela pensou – e começou a arrastá-lo naquela direção. Ele não resistiu, e Kate começou a achar que a noite poderia terminar sem um assassinato afinal.
“Deixe-me ver,” ela disse, semicerrando os olhos para os títulos diante deles, que estavam em prateleiras que iam do chão até o teto. 25/01/10
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“Segure a luz um pouco mais alto, my lord?” Ele obedeceu instantaneamente, e ela disse, “Oh, assim é melhor. Agora, o que temos aqui? Sab, Sal, Saw... Ah, aqui está; Sc. Espere aqui. Oh, caro. Eu vejo que precisamos de algumas escadas.”
Ela tirou sua mão do braço dele, e procurou por uma escada com rodas, a qual alguém tinha deixado convenientemente á mão. Passou à lord Wingate sua copia de O ultimo dos Moicanos com educação, “Segure isso por um momento, por favor,” Kate levantou a barra de sua roupa de noite e começou a subir os degraus sem nenhuma outra consulta.
“Miss Mayhew,” Lord Wingate disse, com alarme, rapidamente colocando o livro de lado e segundo o cotovelo dela. “Miss Mayhew, eu asseguro a você, sou perfeitamente capaz de achar meu próprio material de leitura-“
“Oh, eu não me importo, my lord,” Kate disse. De sua nova, e alta posição, ela podia enviar olhares furtivos através da janela arqueada acima das portas francesas, e viu, para seu alivio, que Mr. Saunders tinha posto sua bota de novo, e estava atualmente ocupado ajustando seu chapéu. Homem estúpido. Ela se virou para os livros em sua frente. “Eu não tenho nenhum pouco de medo de altura,” ela assegurou a seu patrão.
“Eu posso ver isto,” Lord Wingate disse, muito secamente. Ele não tinha soltado o cotovelo dela, só que ela estava tão alto agora que ele só podia segurar com algum esforço. “Entretanto, eu me sentiria melhor se você me permitisse-“
“Ah.” Kate achou o que estava procurando, e o tirou de uma das prateleiras mais altas.
“Aqui está.” Ela segurou o livro em um ângulo que ele pudesse ver o titulo de onde ele estava parado no chão. “Ivanhoe,” ela disse, “Sir Walter Scott. Garantido que põe qualquer um para dormir. Os pedaços com Rebecca são bons, mas tudo no meio disso é terrivelmente bocejante.”
“Sim,” Lord Wingate disse um pouco impaciente. “Eu já o li, Miss Mayhew. Agora desça aqui, antes que você caia.”
Kate olhou mais uma vez em direção ao jardim. Mr. Saunders, ela viu, tinha ido finalmente. Ela viu com alivio. Porque ela tentou salvar este menino idiota, não tinha a mínima idéia. Mas se vazasse que o marques tinha atirado no amante de sua filha em seu jardim inglês, ela sabia melhor do que ninguém como os fofoqueiros nunca deteriam suas línguas, e já tinha bastante fofoca sobre o marques...
Não, é claro, que Kate se importava com o que alguém diria de seu patrão. Era na filha dele que estava pensando. Qualquer que fosse os erros que seu pai tivesse cometido, Isabel não deveria ter que sofrer por eles. Não era com o bem estar do marques que Kate estava preocupada. Ou era o que dizia a si mesmo.
“Muito melhor,” ela disse, começando a descer a escada. “que você já o tenha lido, quero dizer. O colocará para dormir ainda mais rápido.”
“Muito obrigado por sua preocupação,” Lord Wingate disse. Seu aperto no cotovelo dela retesado. “Cuidado com seus passos, Miss Mayhew, você quase tropeçou em seu... er... robe bem ai-“
“Oh, mas eu não tropecei,” Kate assegurou a ele calmamente.
E então ela fez, perdeu o pé completamente.
Ela segurou os degraus superiores, mas desde que não queria derrubar o livro, que parecia uma edição original, e por isso muito cara, não pode estender as duas mãos, e perdeu. Seu coração voou pela garganta, e só teve tempo para pensar, Bem, isto é constrangedor. Eu espero que minha roupa de dormi não voe pela minha cabeça, desde que é claro ela não estava usando nada por baixo, antes de cair.
Só que ela não caiu. Porque no ultimo minuto possível, Lord Wingate pôs o candelabro de lado, e a pegou.
O candelabro de prata caiu, com um som alto, no chão. O impacto apagou as chamas. Postos no escuro repentinamente, Kate teve que esperar um momento para que sua visão se ajustasse aos raios do luar que entravam pelas janelas. Não que tivesse muito para ver. Afinal, seu rosto estava pressionado contra o peito de Lord Wingate – o mesmo peito que, algumas horas atrás, ela tinha silenciosamente admirado quando tinha visto o reflexo dele no espelho. Agora, tão próximo, se provava dez vezes mais interessante. 25/01/10
Franciele
Verdade, ela não podia ver, mas podia sentir, e o que estava sentindo era tão apelante quanto o que tinha visto. Lord Wingate estava usando um vestido de dormi, é verdade, de um forte cetim. E debaixo dele, parecia estar usando algum tipo de camiseta do mesmo material. Nenhuma das roupas pareciam grossas, entretanto, e Kate pode sentir através delas o cabelo que parecia carpete no peito do marques. Eles eram tão crespos quanto ela tinha visto no espelho. Não apenas isto, mas debaixo disto, ela pode sentir os fortes batimentos de seu coração. Estava pulsando contra a parede quente de músculos que ela podia sentir debaixo de sua bochecha, músculos que eram tão duros quanto pareciam. Os braços que ela tinha reverenciado por tanto tempo estavam ao redor dela, mantendo-a levantada, mas também provendo um abraço restrito, eram tão fortes quanto ela suspeitava. Ele a estava segurando como se ela não pesasse mais do que um recém nascido.
E isto não era tudo o que ela sentia, também. Porque se movesse sua perna – mesmo que levemente – podia sentir, através do fino material de seu penhoar, a longa linha da coxa dele - tão dura e inflexível como parecia no espelho. Mas além da coxa, um pouco mais para esquerda, estava algo não tão duro como o resto do corpo. Ela sabia, pois tinha acidentalmente esbarrado sua perna contra isso enquanto estava lutando para achar o chão, ainda não consciente de que os braços do marques a seguravam.
E esta suave coisa liberou uma quantidade espantadora de calor, desde que ela podia sentir através de todo o material de ambas as roupas noturnas. A única coisa mais quente, do que este apêndice era a respiração de Lord Wingate, a qual podia sentir em sua testa. Ela olhou para cima, vendo que podia ver melhor do que pensou. Podia ver tão bem, de fato, que se surpreendeu ao achar os lábios do marques tão próximos aos dela.
Não muito depois de fazer essa realização fez outra, a qual era que estava claro o suficiente para ela ver os olhos de Lord Wingate. 25/01/10
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E no momento que ela o fez, estava perdida.
Completamente perdida. Porque estava convencida de que ele iria beijá-la. Ele a estava segurando em seus braços, afinal, e os corpos deles estavam pressionados tão próximos quanto possível. Tudo o que ela tinha que fazer, realmente, era levantar as pernas e pô-las ao redor da cintura dele, e seria precisamente como no sonho dela, só que eles ainda não estariam nus...
Bom Deus! O que estava pensando? Ela sentiu calor em seu rosto e rezou para que o luar não fosse claro o suficiente para revelar o fato de que estava corando. Como podia ter se lembrado de um sonho tão embaraçoso quanto este? Ela tinha que pensar. Ele ia beijá-la. Estava perfeitamente convencida de que ele iria beijá-la. Ela deveria deixar? Não havia atlas por perto, e ele sabia disto. Ele tinha que beijá-la. Ele apenas tinha.
Enquanto ela estava pensando isto, algo curioso aconteceu. Aquela misteriosa pulsação que sentiu entre suas pernas quando acordou de seu sonho tinha voltado, e com toda força. Com tal força, de fato, que ela se sentiu úmida lá, novamente.
E não era a única afetada de tal maneira. O calor emanado por aquela área de Lord Wingate que tanto tinha atraído ela, repentinamente aumentou... E a temperatura não foi tudo que aumentou. Ele parecia crescer contra ela, aquela parte dele que segundo atrás ela tinha achado ser a única parte suave do corpo estava dura como uma pedra. Agora ela podia sentir sua excitação pressionada solidamente contra seu quadril.
Repentinamente, pareceu a Kate que seu sonho tinha tudo para virar realidade, e por um momento, ela não pode decidir se isto era uma coisa que queria ou não. Uma parte dela – aquela parte traidora entre as pernas – queria muito. Mas...
Mas esta se tornou uma questão irrelevante quando Lord Wingate, sem uma palavra, a pôs de volta sobre seus pés e a soltou.
“Você está bem, Miss Mayhew?” ele perguntou educadamente.
Você está bem? O cérebro de Kate ficou confuso diante dessas palavras. Você está bem? 25/01/10
Franciele
O corpo dela, em todo o lugar que tinha sido tocado por ele, parecia dolorido. Você está bem? Você ia me beijar. Você ia me beijar, e então não o fez. Não, eu não estou bem!
“Sim,” Kate respondeu. “Perfeitamente bem, obrigado.”
“Você realmente não deveria,” Lord Wingate disse, “subir em escadas com tais roupas.”
Kate apenas pode piscar para ele. “Não,” ela disse. “Eu realmente não deveria.”
“Bem.” Puxou o livro que ela ainda segurava entre os dedos, então levantou o candelabro caído. “Eu agradeço por sua sugestão de leitura. E agora eu acho melhor ambos voltarem para seus quartos. É muito tarde. Ou cedo, como parece ser o caso.”
Kate pode apenas assentir idiotamente, então seguir adiante quando ele gesticulou para ela prosseguir. Ela fez seu caminho de volta para o quarto, apesar de não saber como. Lord Wingate pareceu a ela, fez uma pequena conversa o caminho todo, cumprimentando-a pelas melhorias que via no comportamento de sua filha, e perguntando se ela tinha gostado da casa, e se tinha alguma coisa de que precisava.
Sim, Kate respondeu, em sua cabeça. Você.
“Não,” ela respondeu, em voz alta. “Obrigado.”
E então estava em seu quarto, com sua porta fechada, e ele tinha ido. Ela estava sozinha – bem, exceto por Lady Babbie, que estava enrolada em uma bola no final de sua cama.
Movendo-se mecanicamente, Kate desamarrou seu penhoar, e o tirou pelo ombro. Então fez o caminho para sua cama, deixando sua roupa de dormir, ao longo do caminho. Deitando-se entre seus lençóis frios, ela ficou lá por um momento, se perguntando o que – o que na Terra – tinha acontecido com ela. Como podia ter se esquecido de si mesma? Como tinha ficado lá – ou melhor, deitado lá, pois, afinal, ela esteve completamente apoiada nos braços de Lord Wingate – e o desejado tão profundamente? Ele era um prodigo imoral que não pensava em nada além de quebrar o coração das mulheres. Freddy não tinha assegurado isto á ela? Então o que ela tinha feito, levantando o rosto daquela maneira, quase o desafiando a beijá-la? 25/01/10
Franciele
Ela tinha ficado louca?
Provavelmente. Tinha ficado insana. Tinha ficado completamente insana com a visão do corpo nu dele. Isto era o que tinha acontecido. Ela estaria perfeitamente bem até de tarde. Então uma olhada no que tinha debaixo daqueles casacos de cetim e suas calças bem cortadas, e a calma, fria Katherine Mayhew era agora pertencente a uma massa de mulheres desejosas.
E mais, ela não tinha nem certeza se gostava dele.
Bem, certo. Ela gostava dele. Mas ela certamente não estava apaixonada por ele. Apenas o desejava.
Com um suspiro de desgosto, Kate atirou o lençol por cima da cabeça. O sono, ela sabia, iria demorar. 03/03/10
Franciele
Capítulo 16
“Ela é simplesmente adorável, my lord.” A baronesa levantou seu binóculo, e espiou através dele. “Realmente, a menina mais adorável do salão.”
Burke, olhando na mesma direção que a senhora, só pode assentir. Era verdade. Ela era a menina mais adorável do salão. E não era apenas do salão. Isto se provava verdade em qualquer lugar que eles iam. Inevitavelmente, ela era sempre a menina mais adorável do salão. “Tal graça”, a baronesa disse. “Tal charme. Ela não ficara solteira por muito tempo, anote minhas palavras, Lord Wingate.”
Como se ele já não soubesse.
“E você sabe,” a baronesa disse, “Eu não posso deixar de pensar, my lord, que meu filho, Headley, poderia ser o garoto certo para ela. Para ser perfeitamente honesta, você não pode dizer que nenhum dos dois sejam seres intelectuais. Eu duvido que ambos abriram um livro desde que saíram da escola.”
Burke atirou um olhar confuso à mulher, e então percebeu, com um sentimento de ridicularidade, que ela estava falando sobre Isabel, e não sobre Kate Mayhew. Bem, e porque não? Kate Mayhew, como deveria, estava se mantendo do seu lado do salão. Uma mulher como a Baronesa Childress dificilmente iria se aborrecer especulando sobre possíveis pares para acompanhantes. Era Isabel, rodopiando pelo salão de dança, sobre quem a baronesa estava falando, Isabel, era quem ela declarou ser a menina mais adorável do salão. A mulher era evidentemente louca.
Não que Burke achasse que sua filha não tinha algum charme. Mas a baronesa era cega – ou ele mesmo estava louco – se ela não pudesse ver que a única mulher no salão que merece tais elogios era a acompanhante de sua filha.
“Eu acho que eles,” a baronesa estava dizendo, “são devidamente adequados. E você não precisa se preocupar, Lord Wingate, que eu tenha as mesmas noções antigas que meus companheiros menos esclarecidos. Eu penso que divorcio, no seu caso, era a linha mais sensível de ação.”
Não. Era definitivamente ele quem estava louco. 24/04/10
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Veio devagar, esta loucura, mas já havia tomado poder sobre ele. Por que outro motivo ele estaria neste salão se não fosse a loucura?
Ele havia escolhido Miss Mayhew, afinal, para assegurar que sua filha não passasse pelo o que ele estava fazendo. Então o que ele estava fazendo, seguindo as duas?
Foi a loucura, a loucura que havia começado naquela noite de chuva, sua primeira aventura certificando-se que ela não estava sendo assediada por membros do seu grupo.
Uma saída inútil, ele percebeu que não era o primeiro homem que a admirava. Nem tão pouco seja o último.
“Meu marido tem outras ideias, certamente você está ciente. Eu pensei que eu iria me arriscar a romper, no entanto, eu dou todo o meu apoio para Headley todos os seus empreendimentos, e o barão virá em torno da minha maneira de pensar”
Burke deveria ter pensado que ele sentiria a gratificação ao encontrar as suas piores suspeitas confirmadas. Afinal de contas, a razão de toda a aventura naquela terrível chuva era assegurar para si mesmo que Miss Mayhew não tinha, de fato, nenhum perigo de ser tirada para dançar por ninguém.
O fato era que os seus piores tremores haviam se realizado – ele havia tido de parar não só um, mas dois “cavalheiros” de assedia-la – sem motivo, sem motivo algum, para ele Ter sentido tanta raiva.
Mas ali estava, sem razão, a tão familiar sensação que se ele não golpeasse alguém ele entraria em combustão espontânea. Não foi a simples que, mais uma vez, ele estaria certo em supor o pior de seus oponentes. Não, esta havia sido a raiva branco-quente, do tipo que ele não sentia há anos.
E porque ele havia de ter sentido isso ao perceber que Miss Mayhew era tão atraente para o resto de seu sexo como ela foi pra ele, ele não se atrave a perguntar.
Então ele simplesmente falou para si mesmo que a raiva era porque ela era a acompanhante de sua filha e como ela poderia acompanhar se estava sendo perseguida por todos os ricos de Londres? 24/04/10
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“Oh, Lord Wingate.” A baronesa pôs a mão sobre seu braço, como se sentisse que ele não estava lhe dando sua atenção total. “Permita-me lhe contar sobre a herança de Headley. Ele tem três mil libras por ano de meu pobre pai falecido. Eu sei que não é muito, mas o barão pretende estabelecer uma certa nova quantia, tão logo Hadley escolher uma noiva sensata. E sua filha, é claro, sendo extremamente sensata...”
Será possível que ela estivesse contando a verdade naquela noite, quando disse que Bishop era apenas um amigo da família? Não lhe parecia que Katherine Mayhew era do tipo de mulher que nunca se rebaixaria a uma mentira.
Era incrível, que seus pais – que só poderiam ter sido comerciantes, ou, no máximo, algum tipo de educadores – poderiam ter conhecidos como um conde. Burke, um marques, não tinha qualquer conhecido fora de seu próprio círculo.
O fato de que ele tinha muito poucas dentro do próprio circulo, não ocorreu a ele.
E o outro senhor... Craven, ele pensou que ela havia chamado por ele. Um sócio de seu pai?
Ridículo. Porque ela teria empalidecido assim que foi cumprimentada por um ex-sócio de seu pai? Havia mais alguma coisa acontecendo lá, Burke estava convencido. E ele iria chegar ao fundo disso.
Entretanto, ele entendeu a verdade por trás do relacionamento entre Miss Mayhew com o Conde de Palmer. Bishop era um amigo da família de Mayhew, isso era certamente verdade.
Mas só porque ele havia insinuado a si mesmo no círculo deles, sem dúvidas atraído lá pela visão dos lábios de Miss Mayhew.
O próprio Burke fez de tudo que pode para se distrair da tentação daquela boca.
Ele tinha ficado, o tanto quando aguentou, longe. Passou dias inteiros – as vezes algumas noites – nesse clube o qual nunca tinha visitado antes, por Ter uma certa aversão a lugares como aquele.
Mas isso o manteve longe de casa, onde ele estava louco pra correr para junto de Miss Mayhew. Ela, que de alguma maneira que ele não era capaz de explicar, o atraia para junto dela, sentindo quase como se existisse um fogo dentro dele. 24/04/10
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A única coisa que ele não tentou, foi apagar aquele fogo.
Coisa que não foi por falta de ofertas. Sara Woodhart foi persistente em suas ofertas para conseguir ele de volta. Além de várias outras mulheres – a esposa de um PM, uma bailarina, até mesmo uma princesa de uma virtude desconfiável filha de um nobre russo – com qualquer uma delas ele poderia ter resolvido aquilo em um instante. Mas por alguma razão, ele simplesmente não estava interessado.
Foi essa falta de interesse que o preocupou mais do que qualquer coisa.
O fato não era que ele não queria uma mulher. Era que a única mulher que ele queria, era a única mulher que ele não poderia ter.
Ele estava ciente de que nem mesmo um homem do mais baixo caráter não poderia investir na acompanhante de sua própria filha, mesmo se ela parecendo tão tentadora em uma camisola.
E essa era a única razão, estava convencido, ele só a queria de maneira física. Ela era absolutamente atraente. Isso era tudo.
Não tinha nada a ver com a sua personalidade. Era a sua aparência. Certamente não era por ela ser tão amável.
Bondade não era um traço importante nas jovens mais – aparentemente ninguém comentou que viu a acompanhante de sua filha dando trocados a crianças de rua, ou, para o próprio horror de Burke, ajudando velhos com suas compras, fatos que foram observados por ele.
Também não tinha nada a ver com a sua aparente paciência sem fim, desde os Sledges – os quais, na opinião de Burke, só sabem forçar as pessoas a se juntarem ao Papua New Guinea ou para permanecerem em sua casa – até a sua própria filha, que mais de uma vez ele tinha sentido a vontade de chicotear, que nunca tinha pronunciado nenhuma palavra áspera para Miss Mayhew
E não tinha nada com as suas maneiras impecáveis – ela foi tão gentil com os outros servos como ela era com os vizinhos, entre os quais estava um duque. 24/04/10
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Também não era sobre a sua franqueza cativante. Certamente não era porque ela era todo o tempo tão sensível e prática, nunca gritou ou jogou birra ao contrário de todas as outras mulheres que ele já havia tido contato em sua vida. Não era a sua risada, que, algumas vezes, especialmente quando ele tentava evita-la, veio flutuando do quarto de Isabel.
E certamente não era porque, quando ele falou com ela, ele realmente estava ouvindo, ou que quando ela respondeu foi com honestidade.
Isso ele não poderia acreditar. Não depois de tantos anos ouvindo tantas mentiras, por tantas mulheres, começando por, é claro, sua própria esposa.
Não, era a sua aparência. Sim, ele nunca havia antes se sentido atraído por uma mulher tão pequena, tão loira, ou tão... bem, virginal. Mas tinha algo sobre ela que havia feito ele a querer mais do que qualquer outra antes.
Ele amava a sua boca. Certamente, quase todos os dias, ele não conseguia tirar aquela boca de seus pensamentos. Mas por outro lado, o fato de ela aparecer no meio da noite vestida apenas com uma fina camisola de seda não o incomodava nem um pouco.
Como ele tinha se segurando, para não a violar de 10 maneiras diferente, ele não tinha ideia. Ele deve ainda estar na posse de um pouco de controle próprio.
Mas não estava sendo fácil. Depois de ela ter caído em seu colo, ele fez de tudo para se acalmar mais uma vez. Quando aquela boca – aquela boca que desde a primeira vez nunca saiu de seus pensamentos – ficou tão perto da sua, de satisfazer o seu desejo de semanas, que virou quase uma obsessão beijar ela.
Ela o queria também. Ele tinha certeza disso. Ela estava segurando um livro – uma grande e sólida edição de alguma coisa do Scott – e ela não tinha tentado acertar a sua cabeça como da ultima vez. Ela estava preparada para deixar ele a beijar.
Mas ele não tinha. No ultimo segundo possível, ele foi pra trás e a deixou ir.
Por quê?
Porque ele estava louco. Isso era tudo. Simplesmente, absolutamente e irremediavelmente louco. E você não precisa se preocupar, Lorde Wingate,” a baronesa estava falando “É verdade que estivemos correndo contra um problema financeiro – bem, o barão investiu naquelas minas de diamantes na África, e todos nós sabemos o que aconteceu após – mas qualquer dinheiro que for para a sua filha vai, obviamente, pertencer a ela. Nós somos completamente a favor desta ideia! Até mesmo o barão está começando a acreditar que as mulheres são capazes de lidar com suas próprias finanças... bem, com a ajuda de um contador, claro”
Burke virou sua cabeça e falou, “Baronesa Childress.”
Ela sorriu para ele confiante. “Meu senhor?”
“Se o seu filho – Hadley, você disse que era o seu nome? Hadley, então. Se Hadley colocar um pé perto de minha filha, Baronesa Childress, eu vou pessoalmente arrancar o seu fígado. Você me entendeu?”
A baronesa empalideceu sobre o seu pó de arroz. “Lorde Wingate...” ela vacilou, mas ele não ficou para escutar mais. Moveu-se ao redor da pista de dança, empurrando todos no seu caminho.
Porque, é claro, ele havia notado que Miss Mayhew não estava mais sentada sozinha. Um jovem homem louro havia se juntado a ela. E não, ele viu, para o seu desapontamento, o Conde de Palmer, que o rosto ele havia notado estava aproveitando a pista de dança. Era o outro, Craven o que havia afligido ela.
Burke não conhecia Craven, e claro – nunca havia ouvido nada sobre ele, o que não era muito estranho, já que Burke não conhecia muitas pessoas e não tinha o hábito de dar muita atenção as fofocas, tendo sido objeto de um considerado número por si só – sabia que não seria tão divertido quanto foi afastar Bishop.
“Oh, sim” estava falando Miss Mayhew, naquele curioso tom rouco parecendo muito baixo para alguém de seu tamanho, o que tinha feito, em mais de uma ocasião, os pelos nos braços de Burke se levantar.
A voz não refletia o desconforto que o dono pareceu, julgando pela sua palidez, estar sentindo. “Lady Babbie sobreviveu. Acharam-na se escondendo em um armário no dia que o incêndio havia finalmente sido apagado.” 24/04/10
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Craven o notou primeiro. Falou ele, com muito entusiasmo, “Oh! Olha então. Que surpresa. Olhe, Katie. Seu amigo se juntou a nós. Novamente.”
‘Katie’ se virou em sua cadeira com uma rapidez surpreendente. “Oh,” ela falou. De repente, como Burke observou, toda a cor foi novamente drenada para a sua face como em uma corrida, inundando as suas bochechas com calor.
Burke olhou atônico, nunca tinha visto nada parecido com isso.
Katie se levantou em um solto e começou a estudar um fio de seda do seu vestido, torcendo-o ao redor de seu dedo.
“Oh,” ela falou novamente. “Eu... Eu...”
Burke ignorou ela – na medida que ele era capaz de ignorar Katherine Mayhew – e, estendeu sua mão direita em direção ao sorridente Craven, falando em um alto som “Já que isso parece estar virando um habito, eu suponho que devo me apresentar. Burke Traherne, Marques de Wingate.”
Craven levantou sua própria mão, segurando a de Burke em um aperto tão forte como o seu.
“Daniel Craven,” ele disse com um sorriso agradável. Então, ele puxou sua mão de volta, se voltando na direção de Kate o que enfureceu Burke ainda mais do que a presença de seus dedos atrás da cadeira dela, ele falou, “Subindo no mundo, Katie? Porque casar com um Conde quando você pode conseguir para si mesma um Marques?”
Toda a cor que havia aparecido no rosto de Miss Mayhew desapareceu. Ela parece, por um momento, Ter balançado sobre seus pés, como se sua grosseria tivesse a acertado fisicamente. Mas antes que Burke pudesse acertar um o rosto de Craven, ela disse baixo, “Lorde Wingate é o meu patrão. Eu sou a acompanhante de sua filha, Lady Isabel.”
Crave, olhando para o rosto pálido de Kate e para o punho de Burke, falou, “Oh, entendo. Sem ofensas, Lorde Wingate. Katie e eu somos velhos amigos. Eu só estava brincando um pouco com ela.”
“Eu não acho que Miss Mayhew aprecie as suas brincadeiras, Sr. Craven,” Burke falou “e, eu sei que eu não aprecio. Penso que talvez você poderia achar outra pessoa para brincar, no futuro.” 24/04/10
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Craven não era um homem pequeno. Era tão alto quanto Burke e apenas alguns quilos a menos. Em uma luta entre os dois, seria difícil dizer quem seria o vencedor. Tirando o fato de que Burke nunca perdeu uma luta em toda a sua vida. Ele ficou esperando Craven fazer o primeiro movimento, mesmo pensando que uma briga no meio do salão de Lady Termiller não seria a melhor maneira de conseguir um pretendente para Isabel. Porém, seria bom para aliviar as tensões que haviam aparecido nas últimas semanas...
Craven não mexeu um dedo. Após um tempo, falou, em um tom diferente “Oh, me desculpe. Eu não sabia. Por favor me perdoe se eu pareci rude”
Então, pouco tempo depois, espiou alguém do outro lado da sala que conhecia. “Oh,” ele falou. “Lá está Barnes. Perdoe-me, mas tenho que ter uma conversa com ele...”
Para o desapontamento de Burke ele atravessou o salão em direção ao conhecido.
Mas Kate não parecida desapontada. Ela parecia muito aliviada por ver ele indo.
“Miss Mayhew, quem é esse homem?
O alivio de seus olhos foi substituído por ansiedade em uma fração de segundos.
“Eu lhe contei,” ela falou. “Ele era um só...”
“Sócio de seu pai,” Burke terminou sua fala. “Sim, sim, você falou.” Percebendo que era a única coisa que ele iria conseguir, falou, “Bem, se ele lhe importunar novamente, Miss Mayhew, me conte.”
Os olhos de Kate pareceram grandes quando ela olhou-o, “Lhe contar? Mas o que você poderia fazer?”
Ele sorriu ingenuamente. “Deixe comigo,” ele disse.
Mas ela não era tão ingênua como ele supunha. “Você não pode mata-lo, senhor,” falou ela, um pouco áspera.
Ele olhou pra ela. “Não posso? Por que não? Espero que você não vá me dizer que está apaixonada por ele, Miss Mayhew, e que não suportaria ver o seu sangue derramado, quando é perfeitamente obvio que aquele homem a assusta.”
“Ele não me assusta,” disse, enquanto o seu queixo dava uma pequena tremida. “E não é por isso que você não pode matar ele.” 24/04/10
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Ele não pode deixar de notar que apesar do grande número de jovens moças, elas não pareciam tão bonitas quanto uma simples governanta, uma acompanhante, que vestia um comum vestido cinza e que não usa nenhuma jóia.
Tão comum, mas ainda assim, incrivelmente verdadeira. Bem, provavelmente exista algum homem que tentaria negar isso, mas francamente, Burke não se interessava em nenhuma opinião a não ser a dele. E em sua opinião, Kate era a mulher mais bonita que ele já tinha visto em toda a sua vida.
E esse era um dos motivos que, naquela noite em que ele a viu pela primeira vez, na noite em que ela o atacou com um guarda-chuva, ele deveria ter corrido, corrido para longe, muito longe.
“Por que eu não posso matá-lo, então?” ele perguntou
“Porque isso só causaria um escândalo,” ela falou, um pouco impaciente. “e então a sua filha não terá escolha a não ser casar com Geoffrey Saunders, já que ele iria ser o único homem disposto a tê-la.”
Burke considerou por um tempo, enquanto Kate parecia de repente muito interessada no conteúdo de sua bolsinha, começando a mexer com uma certa energia. Só então Burke percebeu, que aquele era o primeiro encontro dos dois desde o incidente na biblioteca semanas atrás, e ele supôs que ela estava um pouco nervosa com a sua presença. Que era, obviamente, natural, considerando que ela era extremamente nova e muito inexperiente. Coube a ele tentar incluir um pouco de normalidade a situação, para que ela soubesse que em sua opinião, nada havia mudado entre eles. Bem, nada de mais.
“Eu suponho,” disse Burke observando Miss Mayhew puxar um pequeno relógio de ouro de sua bolsa “que Isabel está bem. Ela não se cansa de dançar tanto?”
“Oh, não.” Miss Mayhew largou o relógio de volta em sua bolsa, e ainda sem encontrar o seu olhar respondeu, “Ela está muito bem. O médico a declarou perfeitamente curada essa tarde. Tenho medo que a sua adoração pela Sr. Saunders tenha aumentado, ao invés de diminuído” 24/04/10
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“Entendo,” Burke falou.
Ele desejou que ela olhasse ele nos olhos. Ele não conseguia mais aguentar aquele embaraço. Se ele apenas não tivesse desistido do livro naquela noite. Se ele apenas tivesse ficado no seu quarto e ido dormir. Ele não teria encontrado Miss Mayhew em suas roupas de dormir e nunca teria sabido, como sabe agora, que o espartilho que ela estava usando agora era totalmente desnecessário.
Sua cintura era naturalmente fina. E que seus seios, escondidos agora em um monte de seda, eram pequenos, mas tão perto da perfeição quanto qualquer outro que ele já teve o privilégio de ver. 25/04/10
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Ele não havia apenas lançado um bom olhar neles – sério, que tipo de acompanhante andava com uma camisola transparente como aquela? – ele também os havia sentido contra o seu roupão. Seus mamilos, duros como pequenas pedras, pareciam fazer buracos em seu roupão de cetim preto.
Kate estava usando a presença de um fio solto em sua luva como desculpa para evitar o seu olhar. Ela estava com raiva dele? Ou apenas envergonhada? Será que ele estava se achando de mais, quando ele achava que ela queria beija-lo?
Ela nunca havia sido beijada antes. Ele estava tão certo disso como estava quanto a sua virgindade. O que Burke não tinha certeza era como se seduzia uma virgem. Ele não queria assusta-la.
Ele não usou muito disso para conquistar Elisabeth, já que, ele descobriu em sua noite de núpcias que ela não era tão virginal como se poderia esperar, considerando que ela tinha usado branco para a cerimônia.
Burke pareceu chegar a uma decisão e disse, “Miss Mayhew, só estou querendo lhe dizer que se esse homem – ou qualquer outro – lhe incodomodar, eu estarei feliz em colocar um fim nisso.”
Ela o olhou de uma forma como se estivesse completamente convencida de que ele era um deficiente mental.
“Lord Wingate,” ela falou. “Eu lhe disse. O Sr. Craven não é nada para mim, apenas um velho amigo...”
Burke rangeu seus dentes. Ele não poderia ajudar. “Isso pode ser verdade,” ele falou. Ele se inclinou para falar em seu ouvido, já que a sala estava tão barulheta que mal podia-se ouvir os pensamento. Burke não pode deixar de notar uqe o ouvido de Miss Mayhew tinha um pouco de charme, pequeno e muito limpo, como todo o resto dela. “Mas eu acredito que suas intenções para com você sejam um pouco mais que amigáveis...”
Antes que ela pudesse abrir a boca para responder, alguém havia começado a puxar a manga de Wingate.
“Lord Wingate?” perguntou uma voz familiar.
Ele balançou a sua cabeça, não querendo que sua conversa com Miss Mayhew fosse interrompida, porém a mulher em seu cotovelo persistiu. 25/04/10
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“Meu senhor?” mais uma puxada. Em seguida um macio e convidativo “Burke?” que ele havia ouvido milhares de vezes em meio de um emaranhado de lençois e travesseiros.
Ele sentiu seu sangue gelar. O que ela estava fazendo aqui? Certamente ela não havia sido convidada. Ela não pertence a um baile de debutantes. Mas pensando melhor algumas damas estavão desesperadas em arranjarem partidos para seus filhos, que devem ter convidado, sem querer, até mesmo uma atriz.
“Você não vai me apresentar a sua nova pequena amiga, Burke?” Sara perguntou, sua voz soando amis como um ronronar felino. Burke olhou para ela. Como sempre Sara estava muito bem arrumada e requintada em seu vestido.
Em resposta a sua pergunta, Burke respondeu, “Não” e removeu a mão de Sara de seu braço.
Sara lhe lançou um olhar como se parecesse machucada. Era aquele olhar que Burke já havia visto ela muitas vezes praticar em frente do espelho.
“Lord Wingate,” ela falou, sua voz soando mais ferida. “É assimq eu trata uma velha amiga?”
Antes que Burke respondesse, Miss Mayhew falou, “Não, com certeza não, Srta. Woodhart. Mas bem, eu não sou a nova pequena amiga de Lord Wingate. Eu sou Miss Mayhew, a acompanhante de sua filha.”
De repente a dor sumiu do rosto de Sara, foi substituida por uma nova emoção que Burke reconheceu como suspeita. “Oh,” ela falou, “A acompanhante.”
“Eu vi um poster de você com Lady MacBeth uns meses atrás, Srta. Woodhart,” Kate disse. “assim que eu reconheci você.”
“Certamente,” Sara levantou ambas as sombrancelhas até o limite. Este não era um bom sinal, Burke sabia. Isso significava que ela iria dizer algo impertinente. Para poupar Miss Mayhew e evitar algum constrangimento para si próprio ele segurou o braço da atriz.
“Srta. Woodhart,” disse ele com certo desespero. “Posso ter o prazer desta dança?”
“Certamente, Burke” ela falou. 25/04/10
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Mas Burke não conseguiu conduzi-la tão rápido, já que quando iam colocar os pés na pista de dança. Sara disse em um tom insinuante. “Bem, posso ver agora o que veio ocupando as suas últimas semanas, Burke.”
Kate ouviu, claro. Todo mundo ouviu. Isso era o que Sara queria. Ela o considerava a parte que estragou tudo, não importava quantas vezes Burke apontasse que ela que havia sido encontrada com outro.
Ele sempre se orgulho do fato de que todos os seus relacionamentos anteriores – com exceção de seu casamento – haviam acabado de uma forma agradável. Porém, o seu rompimento com Sara estava para ser um tanto amargo.
E foi tão amargo quanto ele atencipou. Burke pegou sua mão e puxou para seu rosto e segundos depois informou a ela que não havia lugar para ela na vida dele e que se ela falasse que ele estava tento algum envolvimento com a acompanhante de sua filha ele iria pessoalmente fazer com que todas as produções que ela participasse tivesse todo os apoios financeiros cancelados.
A maioria dos convidados, e provavelmente da dona da festa, viram o tapa, ou talvez ouviram falar dele, e logo depois observaram a saida tempestuosa de Sara do salão de baile.
Incluindo, é claro, Kate Mayhew.
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Franciele
Capitulo 17
“Geoffrey,” Isabel disse sonhadoramente, do canto da carruagem onde ela estava afundada, “disse que tem algo a me perguntar, Miss Mayhew.”
Kate, sentada em seu canto da carruagem, nada disse. Sua mente estava muito cheia para dar atenção às tagarelices de Isabel.
“Você me ouviu, Miss Mayhew?” Isabel se inclinou um pouco. “Eu disse que Geoffrey tem algo para me perguntar.”
“Mr. Saunders,” Kate a corrigiu automaticamente. “Se dirigir a um jovem cavalheiro pelo seu primeiro nome é vulgar, a menos que eles estejam relacionados com você.”
“Bom, então. Mr. Saunders disse que tem algo para me perguntar, Miss Mayhew.”
“Bem,” Kate disse. Sua mente estava muito cheia, é verdade. Alguém poderia até disser que ela estava perturbada... Profundamente perturbada. Mas ela não deixaria, sabia sua encarregada saber disso. E então perguntou, “Porque Mr. Saunders não fez sua pergunta esta noite então, se era tão importante? Não era como se ele não tivesse tido a oportunidade. Quantas danças vocês dois tiveram?”
“Quatro” Isabel disse, no mesmo tom de voz sonhadora.
“Bem,” Kate disse novamente. “Então ele teve plena oportunidade. Algumas vezes eu não posso evitar pensar que o jovem Mr. Saunders tem uma pequena deficiência de intelecto.”
Isabel não tomou como ofensa essa difamação contra seu amor. “Eu suponho,” ela disse, “que ele não me perguntou esta noite no baile porque quer que seja uma atmosfera romântica. Em Lady Tetmiller isto tristemente faltava você não acha Miss Mayhew?”
Kate não respondeu imediatamente. A atmosfera de romance – ou a falta dela – em Lady Tetmiller era dificilmente a coisa mais importante em sua mente. Não, era o que tinha acontecido antes delas deixarem o baile que Kate não podia tirar da cabeça: a memória de Daniel Craven, que a deixou em sozinha pelo resto da noite depois do aviso de Lord Wingate repentinamente apareceu e agarrou sua mão, arrastando-a para trás de um pilar e perguntando, preocupado, “Katie? Está tudo bem? Eu tive a impressão que talvez Lord Wingate...” 02/05/10
Franciele
Ela estava mais preparada agora do que estava há quatro horas antes, quando ela veio em sua direção de lugar nenhum e começou a conversar amigavelmente sobre seus conhecidos em comum. Desta vez ela nem mesmo ficou pálida, mas disse, calmamente puxando seu chalé, o qual ela já tinha pegado no vestiário.
“Tudo está bem, Mr. Craven. Eu só gostaria-“
“Mr. Craven?” ele olhou descrente, puxando uma de suas mãos para sacudi-la. “Eu me lembro do tempo em que costumava ser Daniel.”
Olhando para suas mãos unidas, Kate disse, “Eu também me lembro deste tempo, Mr. Craven. Mas foi há muito tempo. Antes do fogo, se lembre...”
“Maldito fogo,” Daniel tinha explodido veemente. “Pode um maldito fogo ter mudado tanto as coisas, Kate, que você já não tenha mais tempo para velhos amigos?”
Ela piscou para ele espantada. “Claro que pode Mr. Craven.” Disse. “O fogo mudou tudo. Você deveria saber. Você estava lá, afinal de tudo.”
Daniel largou sua mão como se, assim como seu passado, elas tivessem repentinamente em chamas.
“O que você quer dizer?” ele perguntou rapidamente, seus pálidos olhos fixos nela. “O que você quis dizer com isto? Eu não estava lá, Kate. Eu não estava nem perto-“
Kate não escutou o resto do que ele disse, porque Isabel tinha começado a chamá-la, frenética sobre uma luva aparentemente fora do lugar. Mas agora, nos solavancos da carruagem a caminho de casa, Kate só pode pensar em si mesma. Porque na Terra ela tinha que ter tido á ele sobre ter estado lá àquela noite? No que ela estava pensando? Ele não tinha estado lá. Ele não tinha.
“Bem,” Isabel disse a trazendo de volta para o presente. “Bem, Miss Mayhew? Você não concorda comigo? Sobre Lady Tetmiller ser uma atmosfera pouco romântica?”
Kate, se recuperando, disse com uma gargalhada, “Romance? Eu dificilmente estou qualificada para responder esta questão, sendo, de acordo com você, muito velho para tê-lo qualquer esperança sobre um homem me querer.”
“Oh,” Isabel disse, abandando a mão alegremente. “Eu sei de pelo menos um homem que a quer muitíssimo, Miss Mayhew. Mas nós estamos falando sobre mim agora. Eu acredito que Geoffrey me pedirá em casamento.”
“E o donde,” Kate perguntou, “vocês viveriam se ele propusesse? Raios da lua e garoa da manhã? Mr. Saunders deve muito mais do que tem, você sabe.”
“Eu simplesmente irei convencer Papai a pagar suas dividas,” Isabel disse, com uma contração dos ombros. “E então nós dois iríamos recomeçar.”
“Seu pai mais facilmente aprovaria seu casamento com um homem de Papua Nova Guiné do que com Geoffrey Saunders,” Kate disse.
Novamente o leve aceno de mão. “Eu cuidarei de Papai. Eu espero que ele faça qualquer coisa que eu dizer depois da cena embaraçosa desta noite.”
Kate olhou diretamente para fora da janela. “Eu não sei a que você se refere,” mentiu.
“Oh, Miss Mayhew, não finja que não viu. Mrs. Woodhart o esbofeteou forte o suficiente para ser ouvido em Newcastle. Eu nunca fiquei tão mortificada em minha vida. Eu digo, realmente. Todos meus amigos pensaram que eu disse algo lascivo para ofendê-la.”
Kate não pode evitar olhar sua encarregada, suas sobrancelhas arqueadas. “Lascivo?”
“Sim. Não é uma palavra deliciosa? Eu aprendi em um de seus livros. Esqueci de qual.”
Kate virou se rosto novamente em direção a janela. “Estou certa,” ela disse, depois de um momento de silencio, “que eles apenas tiveram uma discussão. Mrs. Woodhart é uma atriz, e provavelmente tende a utilizar gestos dramáticos como o desta noite. Estou certa de que nada lascivo estava envolvido.”
“Eles não estavam discutindo,” Isabel disse sabiamente. “Papa a largou há meses. Ele não tem uma amante desde que você veio ficar conosco, Miss Mayhew.”
Kate fingiu estar absorvida observando as carruagens passantes. “Como você sabe estas coisas,” ela murmurou, “Eu nunca entenderei.”
“Oh, é simples o suficiente. Duncan me disse.”
Kate balançou sua cabeça. “Você não deveria ouvir a fofoca dos serventes, Lady Isabel. Você sabe disto.” 02/05/10
Franciele
“Oh, pooh {expressão de desgosto}. Isto é perfeitamente obvio para todo mundo da casa, se não para toda Londres agora, que ele esta apaixonado por você, Miss Mayhew.”
Agora Kate teve que tirar seu olhar da janela e olhar, horrorizada, para sua encarregada, enquanto suas bochechas enchiam de cor... “Lady Isabel!” ela gritou sua voz estralando.
“Bem, é verdade.” Isabel, parecendo um pouco com lady Babbie depois de apanhar um rato particularmente gordo, se curvou no acento oposto ao de Kate, e ronronou. “Certamente você notou que ele a evita quando estamos em casa. Mas então nos segue em todos os lugares que vamos certo como um relógio. Ele pode se deter. Eu acredito que ele acorda toda manha e diz a si mesmo – ela tentou uma imitação da profunda voz de seu pai, diminuindo varias oitavas de sua própria” ‘Certamente me manterei afastado de Miss Mayhew hoje.’ Mas então pela noite, toda sua resolução se foi, porque você é realmente irresistível, Miss Mayhew. “Como chocolate.”
Kate disse, com toda a firmeza que ela pode reunir, “Lady Isabel, você deve parar de me gozar. Isto não respeitoso com seu pai, e é indelicado comigo.”
Isabel a ignorou. “Até mesmo Mrs. Cleary disse algo outro dia. Ela disse, ‘Não é próprio do senhor perder sua sopa. Mas eu não acredito que ele esteve em casa para isto nos últimos três meses. ’ E três meses é o tempo que você esteve lá, Miss Mayhew. Ele a está evitando, provavelmente porque a simples visão de você o envia a um frenesi de luxuria.”
Kate, percebendo que quando mais ela protestasse no assunto, mas Isabel iria continuar, disse apenas, “De onde você tirou esta frase? Certamente não foi de um dos meus livros.”
“Três meses é o maior tempo que Papa ficou sem amante,” Isabel continuou. “Uma vez ele ficou seis semanas, mas somente por causa de um ferimento de montaria. Assim que ele se recuperou, ela começou a procurar outra. Ele realmente deve estar apaixonado por você, Miss Mayhew, ou ele já teria arrumado uma substituta para Mrs. Woodhart.” 02/05/10
Franciele
Kate disse, com a voz contrita, “Oh, veja. Nós estamos em Park Lane.” Graças a Deus.
“Talvez,” Isabel disse pensativamente, “nós poderíamos ter um casamento duplo. Você e Papai, e Geoffrey e eu. Não seria adorável, Miss Mayhew? Nós teríamos uma atrativa festa de casamento. Você e Papai ficam muito bem juntos, porque você é tem lábios tão pequenos e sorridentes, e os de Papa são tão grandes e resmungões.”
Kate não pode mais evitar o assunto: “Lady Isabel,” ela explodiu. “Eu espero que você não esteja falando sério. Você não pode possivelmente pensar que um homem na posição de seu pai iria ter a noção de se casar com alguém na minha.”
Isabel não pareceu, entretanto, como se ela estivesse algo que não fosse sério. “Porque não, Miss Mayhew?” ela perguntou. “Não é como se você fosse uma atriz, ou” – ela estremeceu –“uma dançarina de ballet.”
“Marqueses,” Kate disse, severamente o suficiente para que ela tivesse a esperança que isto poria um fim na conversa. “não se casam com as acompanhantes de suas filhas.”
Isabel levantou seu nariz. “Eles fazem,” ela disse “se o marques em questão é meu pai, e a acompanhante é você, Miss Mayhew.”
A carruagem parou. Kate quase se catapultou para fora para sair de seu confinamento – e a conversa sem coração de Isabel.
Ela dificilmente pode encontrar o olhar do servente que a guiou para fora do veiculo. Bom Deus, ela continuou pensando. Será que Bates acha que Lord Wingate estava apaixonado por mim? E no vestíbulo, quando Mr. Vincennes veio perguntar se havia algo que a senhorita gostaria antes de se retirar, Kate não pode deixar de se perguntar, Certamente Mr. Vincennes sabe melhor para pensar algo assim! E quando ela estava segura em seu quarto, tirando seu vestido, e ela ouviu a risada da empregada de Isabel no quarto ao lado, ela pensou, Oh, não. Brigitte também não.
Deitando nua em sua cama – ela tinha desistido de usar camisola desde sua primeira espiada em Lord Wingate no banho; 02/05/10
Franciele
ela invariavelmente acordava com o quer que seja que ela tenha dormido enrolado em seu quadril, então tinha decidido facilitar as coisas e não usar nada – ela se perguntou, pela milésima vez, porque ela não abandonada tudo e se casava com Freddy. Tudo seria tão mais fácil se ela fizesse. Verdade, ela não o amava, mas estava começando a pensar que amor não era algo prazeroso, afinal. É claro, ele não tinha renovado a proposta ultimamente – a relação deles parecia ter ficado permanentemente forçada pela introdução da soprano Vienense – mas Kate estava quase certa de que Freddy não diria não, se ela introduzisse o tópico.
O problema no plano – além da mãe de Freddy, é claro – era que, enquanto isto certamente a removesse fisicamente de perto de Lord Wingate, não garantiria remove-lo de sua mente, onde estava vivendo, constantemente, por toda a semana que tinha passado desde a fatal noite na biblioteca. Não seria justo se casar com Freddy sabendo que estava apaixonada por outra pessoa... Se, certamente, se amor fosse o que ela sentia pelo marques. Kate não estava completamente convencida que “amor” era a palavra para isto. A frase de Isabel, “frenesi de luxuria” poderia ser mais apropriada.
O sono, o qual tinha se tornado muito evasivo ultimamente, veio rapidamente àquela noite. Como usual, ela estava sonhando com seu patrão – quando foi acordada repentinamente por um com que ela reconhecia. Sentando-se de uma vez, ela virou os olhos incrédulos em direção a janela.
Lá estava novamente. O som de pedras contra o vidro. Este garoto idiota estava usando os mesmos truques novamente. Depois de todas as ameaças dela, ela estava fazendo novamente, vindo, sem duvida, perguntar a Isabel a infernal “proposta” sobre a qual ela esteve falando.
Bem, ele se arrependeria esta vez. Ela iria a Lord Wingate. Veja se ela não iria.
Afastando os lençóis, Kate apressadamente pôs seu robe e o fechou. Logo depois de por um pé no corredor, entretanto, percebeu que não poderia acordar Lord Wingate. 02/05/10
Franciele
Isto significaria um duelo, desde que um homem com o temperamento do marques dificilmente ficaria satisfeito com uma mera bronca verbal. E as noticias sobre um duelo iria vazar, e os rumores inevitáveis iriam se espalhar como fogo, até Kate esta quase que as pessoas iriam falar que o pai de Isabel tinha descoberto Mr. Saunders no quarto de sua filha, e teria o atirado pela janela...
Não. Ela não acordaria o marques. Ela mesma lidaria com a situação. Ela daria um novo lembrete a Mr. Saunders de quão chata ela poderia ser quando motivada adequadamente.
Mas quando ela abriu as portas Francesas que davam aos degraus do jardim, ela descobriu que tinha cometido um erro. Não sobre o quão chata poderia ser quando motivada, mas sobre a identidade do homem no jardim.
Porque não era Geoffrey Saunders. Era, de fato, Daniel Craven.
“Oh, ai esta você,” ele disse, abaixando a mão que segurava outra pedra que ele evidentemente lançaria em sua janela. “Graças a Deus. Estava preocupado em ter errado a janela.”
Kate, completamente sem fala, só pode olhá-lo. Ele devia, ela decidiu, em uma parte distante de seu cérebro, estar bêbado. Esta era a única explicação para isto.
“Eu espero que você não esteja brava, Kate,” ele disse, derrubando as pedras, e limpando os dedos em sua calça. “Eu perguntei àquele garoto, o qual sua pequena Lady Isabel está tão enfeitiçada, sobre o melhor modo de vê-la – longe daquele ogro do seu patrão, quero dizer – e ele me recomendou isto. Você não está chateada comigo, está, Kate?”
Kate balançou sua cabeça – não em resposta ao que ele perguntou, mas porque ela não podia acreditar no que estava vendo. “O que,” ela sussurrou bruscamente, “você esta fazendo aqui?”
“Não é obvio, Kate?” Ele sorriu para ela – ela podia ver o sorriso plenamente no luar. Ela sabia que aquele sorriso pretendia acalmá-la, mas tudo o que fez, foi enviar arrepios por sua espinha. “Eu tinha que vir. Depois do que você disse esta noite...” 02/05/10
Franciele
Ela piscou. “O que eu disse? O que na Terra eu poderia ter dito que induziria você a fazer algo tão estúpido?”
“Estúpido?” ele não aprecia como se gostasse do som daquilo. O sorriso desapareceu. Kate estava agradecida por isto “O que tem de estúpido, Kate, sobre eu quer vê-la?”
“Você pode me ver de manhã,” Kate disse. “Como uma pessoa normal, chamando na porta da frente. Mas isto... isto é loucura, Daniel. Acontece que eu preciso deste emprego. Você entre todas as pessoas deveria saber o quanto eu preciso deste trabalho. Você quer que me dêem a conta?”
Ele pareceu relaxar um pouco. “É claro que não,” ele disse. “Como você pode pensar uma coisa desta? É só que você o ouviu – seu Lord Wingate – esta noite. Ele parece não gostar muito de mim. Eu não tenho plena certeza que ele me deixaria vê-la pelos meios normais. O que você estava pensando, Kate, concordando em trabalhar para um homem como este?”
Kate disse truculentamente “Ele é um homem muito bondoso, e eu agradeceria se você guardasse suas opiniões para si mesmo. E não é como se eu tivesse um monte de escolhas, você sabe. Alguns de nós temos que trabalhar para se manter. Nem todos têm minas de diamantes.”
Ele vacilou como se ela tivesse lhe dado um tapa. “Kate,” ele disse, em uma voz que deveria ser suave, ela supôs. Ela o cortou.
“Honestamente, Daniel,” ela disse, “Eu acho que seria melhor você partir.”
Ele a olhou ainda mais magoado. “Kate,” ele disse, abrindo seus braços. “Como você pode dizer isto? Nós temos muito que conversar você e eu. Eu ainda não posso dizer o quanto eu lamento sobre o que aconteceu – você sabe, entre seu pai e eu. Não era verdade, Kate, o que ele disse a todo mundo sobre mim. Quero dizer, é natural você tomar a palavra dele acima da minha, mas realmente, Kate, eu juro que eu peguei o dinheiro de ninguém. Eu não o culpo por procurar um bode expiatório, mas-“
Kate apenas o olhou friamente. “Você está sugerindo que o meu pai pegou, então?” ela perguntou. 02/05/10
Franciele
“Senhor, não, Kate. Eu não sei o que aconteceu. Eu juro que não. Eu suponho que foi covardia minha desaparecer do modo que fiz, mas eu... bem, parecia a melhor coisa a fazer, na época. Arrependo-me desde então. Você não sabe o quanto. Assim como eu lamento não ter estado lá por você, sabe, depois do... bem, depois do fogo. Aquele terrível fogo. Seu pai era um grande homem, Kate. Um grande homem, apesar do que... bem, todo mundo mais pense. Você e eu, Kate, sabemos a verdade.”
Kate notou que enquanto ele falava, ele esteve vagarosamente, dado passos em sua direção. Ela, por sua vez, tinha ido para trás, até a porta Francesa está as suas costas, e ela não poder mais ir adiante.
“Eu acho,” ela disse cuidadosamente, “que é melhor você ir, Daniel.”
“Eu me sinto tão horrível,” Daniel disse, ignorando seu pedido. “Eu não tinha idéia que seu pobre pai teve que suportar coisas tão duras. Quero dizer, ele nunca me pareceu ser o tipo que se mata, levando sua pobre mão com ele...”
Esta na ponta da língua de Kate atirar suas suspeitas sobre ele – as suspeitas que ela tinha nutrido desde aquela horrível noite. De fato, ela tinha até inalado, e estava preparando sua acusação, mesmo que cada pensamento e fibra racional de seu corpo estivessem falando que estava errada, ela tinha que estar errada, quando ela viu o sangue do rosto de Daniel drenar.
Um segundo mais tarde, ele se virou e começou a correr para o muro de trás. Ela não pode pensar no porque ele tinha desistido tão facilmente – ou parecido tão assustado repentinamente – até que ela sentiu o trinco da porta atrás dela se mexer, e a profunda voz do seu patrão soar, em tom de inconfundível raiva:
“Miss Mayhew. Posso ter uma palavra?” 02/05/10
Franciele
Capitulo 18
“Meu senhor,” Kate disse com um ofego, se virando rapidamente. “Eu posso explicar...”
Mas ela nunca teve a chance. Sua voz morreu na garganta quando olhou para seu rosto. O marques nunca foi para ela um homem particularmente estonteante, no senso estrito da palavra, apesar de sua atração por ele. Ela nunca o tinha visto do jeito que ele parecia agora, entretanto. Enquanto a raiva supostamente transformava certas pessoas, certamente não era verdade no caso do Marques de Wingate. Seu rosto se transformou em uma mascara lívidos, seus lábios curvados com confusão, suas narinas inflaram seus olhos – aqueles olhos de jade, os quais Posie tinha declarado brilhar como os de gato – na verdade parecia iluminar a escuridão na qual a biblioteca se encontrava, desde o inicio, e não o candelabro que segurava.
Kate fez um barulho – não uma palavra, mas algo como um trago – então, antes que ela pudesse ter outro pensamento racional, algo vindo da escuridão na qual Lord Wingate se encontrava a agarrou pela cintura. Kate percebeu que esse algo era a mão de Lord Wingate, e se ela tivesse algum pequeno senso, ela teria imitado Daniel Craven, e corrido por sua vida. Mas ela estava completamente distraída pelo de que lord Wingate, apesar de todas as suas roupas de noite, tinha soltado a gravata e desfeito a maior parte dos botões de sua camisa, então seu largo, forte peito peludo esta a vista. Kate, parada lá estupidamente, ficou pensando em como ela gostaria de passar seus dedos por aquela pela muscular lisa e plana de seu estomago, quando repentinamente ela se encontrou com uma visão mais próxima deste então ela se ajustou enquanto o marques a puxava sobre seus pés, e a arrastou para o escuro com ele.
Kate, que nunca teve problemas em achar sua língua, parecia perfeitamente incapaz de usá-la a este ponto. Pode ter sido porque, uma vez dentro da biblioteca, o marques fechou a porta do jardim, então a pegou pelos ombros, e virou seu rosto em direção ao dele. 02/05/10
Franciele
A fúria em seus olhos era fora de proporção, Kate não podia evitar pensar, pela situação.
“Era seu gato que eu vi lá fora com você, Miss Mayhew?” ele demandou duramente. “Desculpe-me, mas eu temo que esta desculpa não funcionará desta vez. Eu o vi, quase claramente, então não insulte minha inteligência tentando mentir.”
Ela o olhou. Que ele esteve bebendo era obvio pelo fato de que ela podia sentir o cheiro de uísque em seu hálito. Se ele estava bêbado ou não era outra questão. Ele não parecia bêbado. Ele não estava arrastando as palavras, nem parecia instável sobre seus pés. Mas porque, ele estava se comportando como um marido ciumento?
“Você deveria ter me deixado saber se estava carente por companhia masculina, Miss Mayhew,” ele rosnou.
“Embora eu não tenha a beleza devastadora de Lord Palmer, sou um pouco mais conveniente, você sabe, considerando o fato de que você não precisa se esgueirar no jardim á meia noite para me encontrar. Meu quarto é apenas alguns passos abaixo do seu, você sabe.”
Lentamente, a compreensão a invadiu. Lord Wingate achava que tinha sido Freddy, não Daniel Craven, no jardim. Ele tinha visto Kate conversando com um homem loiro e assumiu...
Oh, Deus.
Kate não teve tempo suficiente para pensar, mas ele em tal paixão iria acreditar em mim mesmo se eu dissesse a verdade a ele? Lord Wingate, com um som que parecia um mugido, a arrastou em sua direção e pressionou sua boca contra a dela.
Kate tinha passado mais horas do que ela gostava de admitir fantasiando sobre este exato momento. Mas nenhum de seus sonhos a prepararam para a coisa real. 02/06/10
Tradutor/Moderad
Porque em seus sonhos, o marquês não tinha um bigode afiado que picava a pele macia de seu rosto. E em seus sonhos, os lábios do marquês não estavam tão fortes, tão insistentes, nos dela. E quando, em resposta a essa insistência, Kate relaxou seus lábios para que ele pudesse fazer-lhes tudo o que parecia tão mal para querer, sua língua não avançava em sua boca. Não em seus sonhos.
E, certamente, em seus sonhos, o marquês nunca tinha a segurado, por inteiro, tão forte, fazendo-a se esmagar contra seu peito firme, suas mãos nunca teriam vagado para cima e para baixo de suas costas e o lado, acariciando-lhe em cima de seu penhoar de seda. E nunca, nem sequer uma vez, teve uma de suas mãos chegando tão perto de um de seus seios.
Essa é a coisa boa sobre os sonhos, no entanto. Às vezes, a realidade é mais definitivamente preferível.
No momento em que Kate sentiu os dedos do marquês em seu seio, suas pálpebras, que estavam fechadas quando ele começou a beijá-la, se abriram. O quê, ela se perguntava, ele está fazendo?
A resposta, claro, era evidente, ou deveria ter sido, até para o mais ingênuo dos indivíduos. Ele estava fazendo amor com ela - um amor forte, violento.
E ela estava gostando. Ela estava gostando um pouco.
Kate já tinha sido beijada antes. Não assim, claro. Mas cara, nada que ela já tinha experimentado era como isso. Mas ela nunca tinha permitido a um homem tocá-la da maneira que o marquês a estava tocando... nunca quis um homem tocando-a daquela forma. Era totalmente desavergonhada a maneira como ela queria que ele a tocasse. Porque, tão logo teve os dedos dele perto do seu seio, ela subiu para a ponta de seus pés, e jogou seus braços em volta de seu pescoço até o quanto pode, empurrando seu mamilo mais profundamente na palma de sua mão. E logo teve a língua dele encontrando um caminho dentro da sua boca, até ter se encontrado com a dela própria.
Que tipo de garota deixa um homem fazer essas coisas com ela? Que tipo de garota gosta disso?
Aparentemente, Kate Mayhew. Oh, bem, Kate pensou. E então ela não podia pensar em mais nada, porque os dedos que tinham sido colocados em seus seios se moveram, e de repente, o penhoar de Kate era uma poça transparente no chão. E então, as duas mãos do marquês estavam em seus seios. Considerando o fato de que ele a estava beijando ao mesmo tempo, tão profundamente, tão intrusivamente, que a sua língua parecia ter a intenção de explorar todos os cantos de sua boca, de repente ela achou um pouco difícil respirar, ou ao menos de ficar em pé, já que ele era tão alto, e ela teve que ficar nas pontas dos pés para continuar a beijá-lo...
Mais isso acabou por não ser nenhum problema, porque Lord Wingate, aparentemente reconhecendo a sua aflição, de repente estendeu sua mão, e, pegando as nádegas dela em suas mãos que haviam estado em seus seios há apenas alguns segundos, ergueu-a contra ele. Pareceu apenas direito de Kate naquele momento escorregar suas pernas em torno de sua cintura, uma vez que era o que ela tinha feito em seus sonhos. Só que no seu sonho, quando ela fez isso, tinha acordado antes de encontrar a coisa extremamente dura empurrando contra a frente de sua calça. Agora pareceu perfeitamente natural pressionar-se contra aquilo, e ela fez isso com entusiasmo. E quando isso provocou nele mais um daqueles sons, a meio caminho entre um gemido e um lamentar, ela pensou em incentivá-lo a fazer isso um pouco mais.
Ela não podia ver, é claro, onde ele a estava levando, pois seu campo inteiro de visão foi preenchido por ele. Mas quando sentiu algo duro e liso por baixo de si, percebeu que ele a colocara sobre a borda de sua mesa. Não, ela pensou, onde eles fizeram amor em seu sonho, mas ela estava começando a pensar que sonhos eram terrivelmente fracos quando comparados com a coisa real.
Especialmente quando o marquês, ainda beijando-a, aparentemente com a intenção de sempre deixar sua boca sozinha, estendeu a mão e deslizou sua camisola por cima de sua cabeça.
E então, para grande decepção dela, ele parou de beijá-la. 05/06/10
Franciele
O som de suas bocas separando foi alto no quarto escuro. Porém, o luar estava forte o suficiente para que ela pudesse ver ele simplesmente parado lá, olhando ela, enquanto segurava sua camisola em uma mão. Ela deveria, supôs, tentar se cobrir – estava completamente nua, afinal. Mas ela já teve a vantagem de vê-lo sem roupa, então estenderia a mesma cortesia a ele. Além do mais, gostava do modo como ele a olhava, como se não pudesse desviar o olhar. E então se inclinou sobre os cotovelos ela o deixou olhar, até que com outro de seus gemidos, ele jogou a camisola no chão e voltou para ela, só que desta vez apressando sua boca não para os lábios dela, mas para um de seus seis.
Isto não era algo que Kate estava esperando, e quase a derrubou da mesa em espanto... Não propriamente por ofensa, mas porque o modo que o calor da boca dele em um de seus seios nus fez ela se sentir como nunca tinha se sentido antes. A dolorosa sensação entre suas pernas que tanto conhecia retornou no momento em que sua língua circulou primeiro um mamilo e depois o outro. Afundando seus dedos no cabelo escuro dele, ela fechou os olhos e deixou sua cabeça cair para trás até que seus longos cabelos cobrissem a mesa. Realmente, mas era tão bom...
Mas isto não era nada comparado com como ela se sentiu quando os dedos do marques repentinamente se moveram entre as pernas dela. Novamente, quase caiu da mesa. Mas ele tinha envolvido uma mão em sua nuca quando ela inclinou a cabeça para trás, e a manteve no lugar beijando seu pescoço, pressionando seus dedos no exato ponto em que ela esteve pressionando por toda semana. Ela estava tão perplexa por sua experiência na área, achando que tinha de alguma maneira comunicando este desejo com sua mente, que abriu a boca para expressar seu espanto. Mas ele a silenciou mais uma vez com seus lábios e língua, e ela decidiu que provavelmente não era importante.
O que parecia importante, entretanto, era que ela sentia a pela daqueles ombros que esteve admirando por tanto tempo. 05/06/10
Franciele
Seu corpo era tão forte e duro como ela sempre soube que seria, mas onde não estava coberto com pelo escuro, a pele era suave, quase tão suave quanto a sua. Ele parecia reconhecer a curiosidade dela, e obstinadamente tirou a camisa e o casaco, com força o suficiente para ela ouvisse a renda se rasgando. Mas ele não parecia se importa com isso enquanto a envolvia em seus braços nus e a puxava contra ele para outro beijo de perde o senso. Agora pressionado entre as coxas de Kate não estava seus dedos, mas a sua ereção. Ela podia sentir através do tecido de sua calça, pulsando para se libertar, e parecia extremamente justo libertá-la. Porém não tinha a mínima idéia de como os homens fechavam sua calça. Ela desceu os dedos contra a frente de sua calça, procurando por algum tipo de abertura, mas aparentemente, ela o machucou desde que ele se afastou, e a olhou por alguns segundos, como se ela o tivesse chocado.
Ela não podia ver sua expressão, já que ele estava de costas para o luar que passava pelos vidros da porta francesa. Seus olhos estavam sombreado pela escuridão, deixando suas feições cheias de cinza e preto. Mas havia luz suficiente para que ela visse sua mãos se mexerem, depois de um momento, e então, miraculosamente, as calças tinham ido, e quando ele voltou para ela, à parte dele que gritava para se soltar estava livre... E queimando o interior da coxa de Kate com seu calor.
E quando a dor que Kate tinha sentido – aquela sensação de vazio que experimentou desde a primeira vez que tinha sonhado com o marques – repentinamente fez sentido. É claro. Ela doía porque precisava que ele a completasse. E se os dedos dela, os que ela tocou a parte dele que a pressionava insistentemente, não a satisfazia, ele estava mais do que capaz de lidar com a tarefa. Ele devia ser capaz de completá-la melhor.
De fato, podia ser... Bem, um pouco mais do que ela precisava ali. Ela supôs que não haveria nenhuma maneira dele se fazer um pouco... Menor. 05/06/10
Franciele
Mas quando ela levantou a cabeça para perguntar sobre a possibilidade, os lábios dele vieram sobre os dela novamente, tornando impossível se falar. E então para o grande espanto de Kate, ele parecia crescer em sua mão. Ela não achava que isso poderia ser possível, já que ele parecia impossivelmente grande antes, mas não havia como negar. A pele quente na qual seus dedos estavam enrolados estava de fato aumentando. 06/06/10
Franciele
E então antes que ela soubesse o que estava acontecendo, a mão do marques estava envolvendo suas nadegas novamente, e ele estava a colocando sobre a mesa, bem próximo aquela pele em atividade. Ele continuou beijando-a, sua língua invadindo a boca dela do mesmo modo que outra parte dele invadia a área entre suas pernas. E por alguns segundos, Kate agradecida pelo peso dele, pela sua largura, pela estimulante idéia de finalmente, finalmente ser preenchida...
Até que uma explosão de dor a fez separar sua boca da dele e com um arquejo enterrar suas unhas naqueles ombros que ela vinha admirando por tanto tempo. Ela teve que morder seu lábio inferior para evitar chorar. Ele a tinha quebrado no meio, e agora ela provavelmente morreria. Ela se prendeu a ele, sentindo as lagrimas escorrerem de seus olhos. Ela iria morrer, bem ali, em seus braços.
Bem, ela supôs que pediu por isso.
Mas um segundo depois, a dor pareceu diminuir um pouco, e o marques disse, com seu hálito quente no cabelo dela, “Miss Mayhew.”
Por alguma razão, isto fez ela rir. Embora fosse difícil rir, com ele a preenchendo daquela maneira.
“Eu acredito,” ela disse, “que nesse ponto, seria melhor você me chamar de Kate.”
“Kate, então,” ele disse, e abaixou a cabeça para olhá-la. Ele deve ter visto as lagrimas desde que segurou seu rosto com ambas as mãos, e com seus polegares, as limpou. “Linda Kate,” ele sussurrou, levantando a cabeça novamente, até que sua testa estivesse descansando contra a dela.
Então, simplesmente, “Kate,” a terceira vez com uma nota de desespero em sua voz. E então, como se ele não pudesse se controlar, como se ele estivesse tentando se deter, mas não conseguisse, ele se enterrou ainda mais fundo dentro dela.
E não doeu mais. Kate percebeu de repente, enquanto as mãos dele, ainda segurando o rosto dela, trouxe sua boca sobre a dele, como se para silenciar qualquer protesto que ela pudesse fazer. 06/06/10
Franciele
Mas ela não fez nenhum, nem quando seus lábios e línguas começaram novamente um daqueles calculados assaltos que a faziam perder o sentido. Porque não doía mais. De fato, era bom, tê-lo dentro dela. Mais do que bom. Parecia certo, como se ele fosse algo que ela tivesse perdido a vida inteira, e a estava fazendo ser repentinamente completa.
Talvez, apenas talvez, ela não estivesse morrendo afinal.
Não, ela decidiu um momento depois, quando ele começou a se mover, devagar a principio, e depois com mais urgência, dentro ela. Definitivamente não estava morrendo. A menos que ela já estivesse morta, e ainda não soubesse, e agora estava ascendendo a algum tipo de escada celestial rumo ao céu.
Porque era assim que parecia, com ele a preenchendo tão completamente. Como se estivesse no paraíso. Ela envolveu suas pernas ao redor dele novamente, e agora se segurava a ele como se fosse à única coisa estável em um mudo que estava rodando, pressionando a si mesma o mais próximo que podia, não o deixando ir, não importa o quão forte ele entrasse nela. E ele estava se afundando nela sem força, usando suas mãos para apoiar a espinha dela enquanto ele entrava em seu corpo fundo e mais fundo...
E então aconteceu, aquela coisa que vinha acontecendo com ela à semana toda, sempre que ela pressionava suas mãos entre as pernas e pensava nele. Apenas que nunca aconteceu desse modo. Não, nunca desse modo.
Repentinamente, parecia que a escada celestial que Kate estava subindo se explodiu em milhões de pedaços de ouro, e ela estava caindo...
... Mas uma deliciosa, langorosa queda, com os pedaços da escada, brilhando como estrelas, caindo com ela, e aterrissando nela, e beijando toda sua pele, como se ela tivesse sendo penteada por milhares de asas de anjos...
E então ela abriu os olhos, e ela estava na mesa da biblioteca de Lord Wingate, e ele, respirando muito pesadamente, também, tinha colapsado sobre ela.
Uma pequena voz em sua cabeça disse, Oh, não. 07/06/10
Tradutor/Moderad
Capítulo Dezenove

"Você vai, é claro," Lord Wingate disse, do outro lado do travesseiro, "Parar de acompanhar Isabel de uma vez."
Kate piscou para o dossel azul escuro acima de sua cabeça.
Parecia muito distante. O teto no quarto de Lord Wingate era muito alto, e o dossel sobre a cama era muito perto dele, ao contrário do dossel sobre sua própria cama, que não se encaixava em nenhum lugar perto da altura elevada dos tetos das casas da cidade.
"Eu vou?" Kate perguntou. "Porquê?"
Era uma questão da qual ela tinha se perguntado por várias horas, desde que tinha percebido o que tinha feito. Mas dessa vez, ela não havia pensado, Porque eu apenas deixei isso acontecer?
"Bem, você não quer ter suas noites livres?" Lord Wingate perguntou, sua voz tinha a mesma fala lenta e preguiçosa que tinha tido na primeira vez que eles fizeram amor, algumas horas mais cedo. "Para passar comigo?"
"Oh," ela disse "É claro".
"Há muita coisa" o marquês disse "Que quero te mostrar".
Ele estava deitado ao lado dela, com a cabeça apoiada em uma das mãos, que estava apoiada no cotovelo. Com a outra mão, ele continuou acariciando a pele suave e branca sobre seu quadril. Ele não tinha parado de tocá-la, de uma maneira ou de outra - tocando seus cabelos com os dedos, acariciando seu rosto, segurando sua mão - desde o momento em que ele ergueu o rosto de seu pescoço, onde enterrou-o quando a paixão venceu-o, e disse em voz baixa, mas ainda audível, "Minha".
Isso era tudo. Só essa única palavra: Minha.
Não que Kate estivesse esperando uma proposta de casamento ou uma declaração de amor, ou até mesmo um agradecimento.
Ela não era exatamente uma mulher da vida, mas ela também não era completamente ingênua. Ainda assim, parecia uma coisa estranha de se dizer. Ainda mais estranho, ele disse aquilo com uma convicção tão selvagem - na verdade, era do jeito que ela imaginou algum tipo de conquistador bárbaro exultando com o saque que conseguiu em uma batalha. 07/06/10
Tradutor/Moderad
Só que o Marquês de Wingate, apesar do fato de que parecia ter o bastante para transpirar masculinidade, não era o que qualquer pessoa chamaria de bárbaro... bem, a menos que essa pessoa tenha o visto arremessando algo - ou alguém - para fora de uma janela.
Ainda assim, Kate não se considerava, necessariamente, um saqueamento.
Não que ela não pudesse entender por que ele parecia sentir uma certa quantia de satisfação. O que ela podia entender. Ela estava se sentindo muito melhor sozinha. Bem, fisicamente, pelo menos.
Emocionalmente, porém, ela estava convencida de que tinha cometido o pior erro de sua vida inteira. Lord Wingate parecia não ter tais dúvidas. De fato, a partir do momento que ele, tão triunfalmente se declarou a ela, ele começou a falar, particularmente de um modo selvagem, pensou ela, sobre o seu futuro juntos. Um futuro, ela rapidamente determinou, no qual ela já não estaria em seu emprego como acompanhante de sua filha. Não, esse cargo parecia estar perdido para sempre para ela. Agora havia uma nova, e muito melhor paga, vaga aberta para ela preencher: De amante do marquês.
"A primeira coisa que vamos fazer depois do almoço," ele disse, seus dedos ainda traçando padrões em seu quadril "é começar a procurar por propriedades. Eu pensei ter ouvido que haviam algumas casas de cidade adoráveis para alugar em Cardington Crescent. Você gostaria de morar lá?"
"Por que" Kate perguntou, "Eu não posso continuar morando aqui?"
"Bem, porque as pessoas vão falar, Kate. E nós não queremos que Isabel descubra, queremos?"
Kate olhou novamente para cima, até o dossel. Era particularmente doloroso, para ela, olhá-lo nu como ela. Ele ainda era tão poderosamente atrativo para ela, apesar do fato de que eles tinham feito amor... oh, tantas vezes, ela havia perdido a conta. 07/06/10
Tradutor/Moderad
Acima de tudo, ela se sentia mais atraída do que nunca pelo marquês. Para ele não era apenas um altamente prático, perfeito e entusiástico amante. Ele também era extremamente afável - cada pedaço afável se desligou, como Mrs. Cleary tinha jurado que iria. 27/06/10
Franciele
Depois de murmurar aquele misterioso “minha”, ele tinha levantando Kate da mesa tão gentilmente como se ela fosse um bebê, e a carregou todo caminho escada acima, para deitá-la, não em sua própria cama, como ela pensou que faria, mas na dele.
Então o próprio marques – bem, não é como se ele pudesse chamar um servente para fazê-lo, desde que eram três da manhã – preparou um banho para ela, e gentilmente a fez entrar, e docemente lavou, com suas próprias mãos, a evidencia do crime deles... Apesar de que assim que ele a embrulhou na toalha eles cometeram o crime novamente, desta vez na enorme cama do lord.
Bem, como ela poderia se deter, quando ele continuava a tocá-la daquela maneira, e dizendo que ela era linda, e a beijando... Deus, como ele a beijava! Como se ele não pudesse se deter, metade das vezes. Como se a boca dela fosse posto na Terra com o único propósito de ser beijada pelo Marques de Wingate. Como ela poderia resistir? Como qualquer mulher poderia resistir a algo, por mais pecaminoso que fosse tão irrestivelmente delicioso?
Mas isto... Não era delicioso. Isto, ela sentiu, ela podia resistir sem problema nenhum.
Ela rolou sobre seu estomago e disse, para o ornamento esculpido na cabeceira da cama, “Então você está dizendo... O que você está dizendo, Lord Wingate, é que eu não verei mais sua filha?”
“Pelo amor de Deus, Kate,” ele disse, levantando uma mecha do longo cabelo loiro dela, e passando sobre seus lábios. “Chame-me pelo meu nome. Chame-me de Burke;”
Ela o fez, apesar de se sentir estranha. “Burke, então. Nem mesmo para visitar? Nem mesmo por uma tarde?”
Mas ele não estava escutando mais. O som de seu nome nos lábios dela teve um efeito estimulante nele, e ele estava procurando por ela novamente, a puxando para ele para beijá-la um pouco mais. A boca de Kate parecia queimar pelo estrago que ela já tinha sofrido aquela noite, e ainda assim ela não pôde impedi-lo, porque era uma coisa, ser beijada por ele. Certamente era uma coisa. Quando ele a soltou, entretanto, apenas para que pudesse vê-la um pouco mais sobre a luz do candelabro, ela disse, “Então eu não posso falar com sua filha novamente. É isso?”
Ele disse, correndo o dedo ao longo da garganta dela. “Bem, eu dificilmente acho que isso seja apropriado, sobre as circunstancias atuais. Mas você não precisa se preocupar com Isabel. Eu encontrarei uma nova governanta para ela, então você e eu” – ele pôs ambas as mãos nos ombros dela, e divertidamente a puxou novamente contra o colchão – “teremos as noites livres para isso.”
Kate não teve que perguntar o que ele queria dizer com isto, desde que ele o mostrou, abaixando sua boca para um de seus seios, e o acariciando com a boca.
Kate, olhando para a cobertura novamente, seus dedos no grosso cabelo escuro dele, disse, “Então eu ficarei sentada todo o dia na minha nova casa na cidade, esperando você vir me visitar a noite?”
Ele disse algo que soava muito com um “Hmmm”, mas era difícil dizer, desde que ele falava com a boca cheia.
Kate disse, “Eu acho que ficarei entediada. Para não mencionar solitária, morando sozinha em uma casa na cidade.”
Ele levantou a cabeça e sorriu para ela. Era um sorriso que fazia o coração dela doer, de tão bonito. Homens supostamente não deveriam ter sorrisos bonitos, e Kate supôs que para ninguém mais, Lord Wingate seria. Mas o era para ela, e ela teve que olhar para longe, porque era deslumbrante aos seus olhos.
“Solitária?” ele ecoou. “Você não ficara sozinha depois que eu contratar uma das melhores empregadas de Londres para você. Para não mencionar uma cozinheira, um mordomo, um servente, motoristas... Eu posso vê-la Kate, circulando pelo parque em uma carruagem preta, com enfeites amarelo. Você gostaria de uma carruagem Kate? Com um casal de cinzas (cavalos), para combinar com seus olhos?”
Ela disse, “Eu suponho. Eu não terei nada mais para fazer;” 27/06/10
Franciele
“É isso que a incomoda?” Ele riu, e a beijou novamente. “Você terá muitas coisas para fazer, jovem lady. Você verá. Você tem uma obrigação, sabe, de me deixar tão feliz quanto o fez esta noite, e este será um emprego que consumira todo o seu tempo. E quanto ficar solitária, eu pretendo que você não dirá isso, desde que eu lhe garante que a visitarei cada oportunidade que tiver. Mas” – ele tocou a ponta do nariz dela –“ se isso realmente a incomoda tanto, toda esse tédio que você supostamente terá que agüentar, eu poderia te conseguir uma pequena loja. Uma loja de flores, talvez. Ou melhor ainda, uma livraria! Eu sei o quanto você ama livros. Você gostaria disso, Kate? Você gostaria de ter sua própria livraria? Ser uma mulher de negócios?”
Ela o olhou. Ela não podia lhe responder sinceramente, é claro. Se ela lhe desse uma resposta sincera, ela teria que dizer, “Não, obrigado, eu não ligo mesmo em ser uma mulher de negócios. O que eu gostaria é de ser sua esposa.”
Mas é claro que ela não poderia dizer isto, porque ele não tinha a menor intenção de se casar com ela. Nem agora. Nem nunca.
E não é como se ela não soubesse disso, entretanto. Freddy tinha lhe dito meses atrás que o Marques de Wingate teve um casamento perturbado, e tinha a intenção de nunca mais arriscar seu coração – e seu bom nome – em um casamento. Ela sabia disso, sabia perfeitamente bem.
E mais, mesmo se o marques tivesse proposto, ela não poderia dizer sim. Como poderia?
E ainda assim ela foi e fez a coisa mais idiota – realmente, a coisa mais idiota – que ela já tinha feito. A coisa mais idiota, talvez, que qualquer mulher no mundo tenha feito.
E ela não estava falando de fazer amor com o Marques de Wingate. Oh, não. Isso não era nada
O que ela fez foi muito, muito pior que isso.
O que ela tinha feito era se apaixonar por ele.
Estúpida, estúpida garota! 27/06/10
Franciele
Por anos, ela tinha se convencido que era incapaz de se apaixonar. Ela tinha até mesmo duvidado que tal coisa – amor – existia. Oh, certamente, ela tinha amado seus pais, e ela amava Freddy, também, ela supôs, do seu modo. E ela, como todas as outras meninas, tinha sofrido uma ocasional queda, quando ela admirava alguém – como Daniel Craven – mais do que ela admirava qualquer outro dos seus conhecidos, por um tempo.
Mas isto era fraco, uma fraca sensação do que Isabel sempre professou sentir... esta fervorosa compulsão de paginas depois de paginas com poemas sonhadores, ou pior, compor uma musica... Não, Kate tinha estado fortemente convencida: outras pessoas também, mas não ela. Seus pés estavam firmemente plantados no chão. Ela estava longe de ser sensível muito velha com seus vinte e três para se incomodar com tais besteiras.
Oh, sim, certamente, acontecia nos livros. Mas amor? Amor verdadeiro? Nunca na vida real, exceto possivelmente com muita sorte...
Mas agora tinha acontecido com ela, e ela não se considerava nem um pouco sortuda. De fato, ela se sentia a mulher menos sortuda de todos os tempos.
“Tão séria,” o marques disse, desta vez tocando os lábios dela com a ponta de seu dedo, enquanto sorria para ela atenciosamente. ”Tal expressão séria. Eu não acho que já tenha a visto tão inflexível antes, meu amor. O que você está pensando?”
Mas ela não podia lhe contar. Era muito covarde para isso. Porque ela sabia que se dissesse algo, ela não poderia ficar com ele, não poderia fazer o que ele pedia, ele tentaria convencê-la... E não seria difícil de fazê-lo. Tudo o que ele tinha que fazer era beijá-la novamente. Ela estava convencida que faria qualquer coisa no mundo por seus beijos.
Felizmente, ela estava para dizer tudo, quando ele disse, “Como sou estúpido. Você deve estar exausta. Você está se perguntando se em algum momento vou deixá-la dormi? Bem, eu vou. Aqui.” Ele se levantou, e apagou a vela. 27/06/10
Franciele
Então, se deitou novamente, e a puxou para ele, moldando seu corpo ao redor do dela, até que ela estivesse deitada com suas costas curvada sobre sua fronte, em um circulo formado por seus braços. “Durma agora,” ele disse, beijando-a, mas sem intenção de excitar, no topo de sua cabeça. “Há muita coisa que nós temos que fazer amanhã, você e eu, Kate.”
Ela deitou com suas bochechas contra a macia pele que cobria seus bíceps – aqueles bíceps que ela tanto admirou, ainda que nunca tivesse sonhado que poderia algum dia servir de colchão para sua cabeça – mas não fechou seus olhos. Nem mesmo quando, momentos depois ela pensou que ele finalmente tinha adormecido, ele a puxou ainda mais para perto, e sussurrou seu nome novamente, e gentilmente beijou sua bochecha.
Apenas o nome dela. E o mais suave beijo inimaginável em sua bochecha. E ainda tinha feito Kate querer chorar – silenciosamente, para não acordá-lo. Mas não o suficiente para que as lagrimas escorresse, ela teve a certeza que ele iria notar a umidade em seus braços, e acordaria.
Mas ele não o fez. Ele respirou profundamente, e quando, aproximadamente vinte minutos depois, ela levantou seu pesado braço, para ver se ele a puxaria novamente para ele, ele não o fez, ela escorregou, e escapou nua, desde que não conseguiu encontrar sua camisola, voltando novamente para seu quarto.
Estava próximo do amanhecer, e a cozinheira acordava ao amanhecer, para começar a elaborar o café da manhã que o lord gostava presunto e bacon e peixe defumado e bolinhos e café e creme. Kate sabia que não tinha muito tempo. Ela se vestiu apressadamente, e empacotou apenas o que ela poderia carregar. Ela enviaria o resto de suas coisas. Lady Babbie, é claro, não estava nem um pouco feliz de ser posta em sua cesta, nem estava particularmente calma quando Kate se abaixou para fechar a tampa da cesta sobre a cabeça da gata. Mas não havia muito que Kate pudesse fazer. Ela apenas rezava para que ninguém ouvisse os miados da gata enquanto ela fazia seu caminho escada abaixo. 27/06/10
Franciele
No limiar do seu quarto, ela se virou, e olhou para trás. Ela tinha deixado uma carta – apenas uma carta, endereçada a Lady Isabel Traherne – na cama em que ela não tinha dormido a noite. Ela supôs que Isabel iria achá-la, quando ela viesse ao quarto de Kate discutir sobre os planos que elas teriam para o dia. O pensamento fez os olhos de Kate se encherem novamente, ela rapidamente saiu para o corredor, e fechou a porta do quarto atrás dela.
Fora na rua, apesar de ainda não serem cinco horas da manhã, havia varias pessoas subindo e descendo, e Kate não teve o menor problema em achar uma carruagem de aluguel. 01/07/10
Franciele
PARTE 2
Capitulo 20
Burke se sentou no final da mesa, seu lugar usual, e procurou pelo jornal que Vincennes tinha deixado para ele, duramente organizado ele foi para as paginas de esporte, a única seção que o senhor se incomodava em ler. As noticias geralmente eram depressivas, e ele preferia, na maior parte, não saber delas.
Naquele dia, ele sentiu que seria capaz de encaras, e passou para as paginas inicias e as estava lendo sem qualquer sinal de calma, quando Isabel entrou na sala, e se sentou na cadeira oposta ao final da mesa.
Burke aguardou um momento, esperando que Kate, como era seu costume, seguisse sua filha até a sala de café da manhã, e tomasse seu lugar no mio da longa mesa. Mas quando, depois de passados alguns minutos, e Isabel, parecendo ainda mais irritado do que seu usual pela manhã, petulantemente inquirindo porque não havia nenhum hadoque {peixe marinho}, não pode evitar perguntar “Miss Mayhew ainda está dormindo?”
Nem pode evitar sorrir enquanto perguntava. Porque, é claro, era sua culpa que Kate estivesse tão cansada... Sua culpa, e ele não se lamentavam por isso. E imaginava que ela não se lamentava, também.
“Eu não sei,” Isabel disse friamente. “Miss Mayhew não está aqui.” 08/07/10
Franciele
Ele quase derrubou a xícara de café que ele estava preste a beber.
“Não está aqui?” ele ecoou, quando pode falar novamente. “O que você quer dizer com ‘ela não está aqui’?”
Isabel olhou o prato de hadoque que Vincennes a presenteou com um floreio. “Precisamente o que eu disse. Ela não está aqui. Ela foi obrigada a nós deixar. Não, eu não quero hadoque. Ficarei com os ovos.”
Burke, com o jornal esquecido em suas mãos, olhou a sua filha com perplexidade. “Obrigada a nós deixar? O que você quer dizer, Isabel?”
Isabel olhou os ovos que o mordomo servia em seu prato. “Ela não lhe deixou uma carta, então? Ela me deixou uma.”
“Não,” Burke disse, começando a se sentir inquieto, “Não, ela não me deixou uma carta.”
Não que ele tivesse esperado uma. Quando ele acordou sozinho em seu quarto, tinha assumido que ela havia se esgueirado para o seu próprio, a fim de evitar fofocas entre os funcionários. Nunca tinha ocorrido a ele que...
Bem, e como poderia? Como ela podia simplesmente ir embora?
Era impossível!
“Oh.” Isabel tomou um pouco do ovo, fez careta, e abaixou seu garfo. “Bem, em sua nota, ela explicou que foi obrigada a nós deixar por um tempo, pois havia recebido uma mensagem de um parente doente. Embora,” Isabel disse, levantando seu garfo novamente, e desta vez utilizando-o para espetar um pedaço de presunto, “como ela recebeu uma mensagem de um parente doente antes do primeiro correio, eu não tenho idéia.”
Burke olhou para o mordomo. “Vincennes, alguma mensageiro chegou esta manhã, com uma nota pra Miss Mayhew?”
O mordomo não levantou seus olhos do chá que ele estava servindo a xícara de Isabel. “Não, my lord,” ele disse.
“O que ainda mais estranha” Isabel disse, “é que Miss Mayhew nunca mencionou que tinha parentes. Ela sempre me disse que sua única família eram seus livros.”
“Eram o que?” Burke disse. 08/07/10
Franciele
“Seus livros. Ela me disse que não havia ninguém em sua família que permanece vivo, e então seus livros eram sua família. Da onde esse parente doente saiu, eu não tenho idéia. Não há nenhum leite, Vincennes? Não, eu não quero creme. Eu quero leite.”
Burke disse, com uma calma que assustou um pouco a si mesmo, “Kat- Miss Mayhew disse quando regressaria er, da visita a seu parente doente?”
“Não,” Isabel disse. Ela mordeu um pedaço de sua torrada. “Mas não espero que seja breve. Ela levou Lady Babbie com ela.”
Confuso, Burke perguntou, “Lady quem?”
Isabel olhou para ele, e rolou os olhos. “Oh, realmente, Papa,” ela disse. “Você não conhece nada de Miss Mayhew?”
Ele levantou suas sobrancelhas. Havia alguma coisa sobre a qual ele não sabia sobre Kate Mayhew? Certamente ele sabia tudo o que era importante sobre ela. Ele sabia como, quando ela se dirigia a ele, era de uma forma invariavelmente com aquela doçura astuta – bordeada por uma dose de impertinência, mas nunca a atravessando – era o que tinha lhe atraído em primeiro lugar, apesar da sombrinha que tinha espetado em seu peito, quando ele levantou os olhos e seus olhares se encontraram, ele pode ler naquelas suaves Iris cinzas a secreta promessa de necessidade de brasa antes de explodir em chamas e paixão. Ele sabia como, quando ele a beijava, aqueles lábios, o qual, o fascinava e enfeitiçava por meses, se abria da maneira mais convidativa imaginável. E como, quando ele a penetrou, ela engasgou em sua própria respiração, ela arquejou toda vez de uma nova maneira devido ao tamanho dele, e ainda assim o tomando todo em sua menor estrutura...
E ele sabia como, quando ela dizia seu nome, o fazia esquecer de tudo: tudo o que ele sabia, tudo o que ele já foi, tudo o que ele já esperou, exceto a aparentemente o insaciável desejo que ouvi-la dizer novamente... 08/07/10
Franciele
“Lady Babbie,” Isabel continuou, felizmente ignorante aos pensamentos carnais de seu pai naquele momento, “é a gata de Miss Mayhew, é claro. E se Miss Mayhew levou sua gata com ela, bem, então eu suponho que ela ficara longe por um tempo. E eu não posso dizer que a culpa. Tenho certeza de que você foi hórrido com ela.”
Isso tirou Burke de suas prazerosas memórias de suas atividades com Miss Mayhew noite passada. De fato, o enviou um senso de inquietação que o alarmou. Ele balançou sua cabeça, tentando e livrar do irritante barulho que começou entre seus ouvidos. “Quando? Quando eu fui hórrido com ela?”
“Noite passada, é claro. Quando você afugentou Mr. Craven, e então a repreendeu por isso. Mas não foi culpa dela que ele viesse atirar pedras em sua janela, do jeito que ele fez.”
“Mr. Craven?” Burke atirou o jornal e se levantou, inclinando os punhos na mesa, por medo de usá-los de outra forma. “Daniel Craven? O que diabos Daniel Craven tem haver com isso?”
“Papa,” Isabel disse, balançando a cabeça até que seus cachos se desfizeram. “Você sabe perfeitamente bem. Eu ouvi tudo. Aquelas pedras que ele estava atirando me acordaram também. Mas realmente, ela lhe disse para ir embora. Ele não poderia querer nada de bom, a rodeando por aqui daquela maneira-“
“Daniel Craven?” Burke manteve seus punhos no mesmo lugar. De outro modo, ele estava certo de que deveria pô-los atrás de sua cadeira. “Era Daniel Craven que estava no jardim com Miss Mayhew noite passada?”
“Sim, é claro,” Isabel disse. “Quem você achou que era?” 08/07/10
Franciele
Abruptamente, Burke sentiu um arrepio em seus ossos. Ou então, seu esqueleto tinha se transformado em geléia. Ele se sentou rapidamente, porque por um momento, teve a certeza de que cairia.
Daniel Craven. Daniel Craven. Todo este tempo, tinha pensado que tinha sido Bishop que esteve no jardim com Kate. Mas não tinha sido. Tinha sido Daniel Craven. Ele a tinha acusado... Bem, não tinha certeza exatamente do que a tinha acusado. Esta parte da noite estava um pouco nublada. Mas ele tinha lhe acusado de alguma coisa, e de fazê-lo com Lord Palmer.
Quando o tempo todo não tinha sido Bishop. Não, não mesmo. Tinha sido Daniel Craven, um homem que a cada olhar, se Burke não estivesse enganado, a aterrorizava. E ele teve a audácia de acusá-la de-
Não que ela tenha o culpado por isso. Disso ele se lembraria. Não, ela não tinha ressentido a implicação, ou mesma a mencionou novamente, uma vez que ele tinha começado a beijá-la...
Mas ele tinha lhe acusado de algo. Algo horrível. Algo do qual ela era perfeitamente inocente. E agora ela se foi. Sem duvida.
“Você não precisa ficar desta maneira, você sabe,” Isabel disse.
Ele piscou para ela. Estava sentada com um cotovelo apoiado na mesa, seu queixo balançando na mão, mexendo seu chá com a colher de prata enquanto olhava para ele, um doce sorriso em seu rosto – o mais doce sorriso que Burke já tinha visto no rosto de sua filha.
“Estou certa de que o quer que você tenha dito noite passada á Miss Mayhew,” ela disse, “ela irá perdoá-lo, Papa. Algumas manhãs, eu era perfeitamente hórrida com ela, e ela sempre me perdoava.”
Burke achou que não tinha que responde aquilo. O que ele poderia dizer? Ele se sentia como se alguém tivesse aberto seu peito, retirado seu coração e atirado ele no chão.
E até noite passada, ele não tinha nem a consciência de ainda possuir um coração.
“Miss Mayhew voltará logo,” Isabel disse confidentemente. “Afinal, ela deixou seus livros.” Mas nunca em seus trinta e seis anos, ele tinha tido uma noite como a que teve com Kate. Como uma mulher poderia simplesmente partir depois de ter tido uma noite como aquela, ele não tinha idéia. Ele não podia imaginar porque ela tinha ido, ou o que poderia possivelmente fazer para trazê-la de volta. Certamente ele se enganou a respeito de Daniel Craven – estupidamente, idiotamente enganado. Mas ela o tinha perdoa por isso. Ele estava certo de que ela tinha lhe perdoado no momento em que suas bocas se encontraram. Então por quê? Por quê?
Ele foi, estava convencido, o mais cuidadoso dos amantes, ciente o tempo todo – bom, tudo bem, não o tempo todo, mas na maior parte, depois do ataque inicial, o ataque no qual ele tinha destruído a fina camada de sua mocidade – de sua inexperiência, sua inocência. Ele teve, sentiu, um controle de aço sobre si mesmo, mantendo até mesmo seu clímax, o mais poderoso que já teve, de fato, o máximo que pode, por medo de machucá-la ou assustá-la. Ela era tão nova e tão pequena, ele teve medo de quebrá-la.
E ainda assim, inacreditavelmente, aquela delicada pessoa, a qual ele levantou tão facilmente como se segurasse uma criança, e a segurou com um único braço, continha o espírito mais genuinamente sensual, apaixonado, e entregue, mais tudo, que qualquer outra mulher que ele já tinha conhecido.
E agora ela se foi, apesar do prazer que eles compartilharam, apesar do cuidado que ele teve, mesmo apesar de sua oferta de uma casa na cidade e uma carruagem, mesmo – o que ela poderia estar pensando? – sua promessa de lhe comprar uma livraria. Nunca tinha sido tão generoso com uma de suas amantes. Mas nunca, tinha que admitir, tinha se sentido desse modo com outra de suas amantes. Ou até mesmo, verdade seja dita, com sua esposa. 12/07/10
Franciele
Foi no quinto dia da ausência de Kate que Burke chamou seus funcionários, e os inquiriu, um de cada vez, sobre as possíveis localidades da acompanhante. Mas apesar da preocupação deles a respeito do sumiço da jovem ser genuína nenhum pode dizer onde Miss Mayhew poderia ter ido. Não, ela nunca tinha mencionado nenhum parente na presença deles. De fato, ela afirmava a todas que toda sua família estava morta. O próximo passo de Burke foi enviar Mrs. Cleary até os Sledges, e inquiri-los – e os seus funcionários – as mesmas perguntas. Era absurdo, ele sabia sair interrogando seus vizinhos sobre noticias de seus próprios empregados, mas ele não via outro modo. Cyrus Sledge pode ter achado estranho, mas Burke não dava a mínima para o que Cyrus Sledge poderia pensar. Tudo o que queria era achar Kate Mayhew.
Ele não queria, é claro, alarmar sua filha, então manteve longe, o máximo que pode, sua preocupação á respeito do desaparecimento da acompanhante. E Isabel, tão preocupada com seu romance com Geoffrey Saunders, só dizia periodicamente coisas como, “Eu gostaria que Miss Mayhew se apressasse e voltasse para casa. Eu tenho tantas coisas para contar a ela,” e “Se aquele hórrido parente de Miss Mayhew morresse logo, ela poderia voltar para nós.” A única coisa pela qual Burke ficou grata é que na ausência de Miss Mayhew, Isabel não tinha muito interesse em comparecer a dezena de eventos aos quais era convidada, e não pedia ao pai para acompanhá-la. Não havia porque, ela dizia, ir a bailes sem Miss Mayhew para ajudá-la com seu cabelo. Geoffrey a evitaria se acontecesse de vê-la com o ninho de rato que estava crescendo em sua cabeça.
Foi só no décimo dia após a misteriosa e abrupta partida de Miss Mayhew que Burke estava andando pelo corredor, e aconteceu de passar em frente à porta do quarto dela, e notou que estava aberta. Havia sons de atividade vindo dele. 13/07/10
Franciele
Com um mix de emoção em seu peito – alivio por ela finalmente ter voltado; amargura por ter lhe abandonado tão friamente; e um obsceno deleite diante da perspectiva de ouvir seu nome ser pronunciado novamente por aqueles adoráveis lábios – ele adentrou no quarto, mas só viu Mrs. Cleary com um empregado, guardando os livros de Kate em um caixote. Ao som de seus passos, Mrs. Cleary olhou para cima, e então, inacreditavelmente, corou. Burke, que nunca tinha visto a velha mulher corar, só pode encará-la.
“Oh, my lord,” a governanta disse, apressadamente. “Desculpe-me se o perturbarmos.”
Ele olhou para o caixote. Viu os livros na mão do servente. Encarou o corado na face de sua governanta.
“Onde ela está?” ele perguntou.
Ele não gritou isso. Não bateu em nada enquanto falava. Ele meramente perguntou no que ele considerava uma voz moderada.
“Oh, my lord.” Mrs. Cleary se levantou, e, retorcendo a superfície de sua roliça mão, chorou, “Eu apenas recebi uma carta esta manhã. Eu a teria mostrado ao senhor imediatamente...”
Ele disse, novamente no que considerava uma voz calma, “Sim?”
Para Mrs. Cleary, entretanto, ele evidentemente não soou tão calmo, desde que enfiou a mão apressadamente dentro do bolso de seu avental, e tirou um pedaço de papel;
“Aqui está,” ela disse, apressadamente em direção a ele. “Bem aqui. Não é de Miss Mayhew, você pode ver. Mas diz que ela não acredita que voltará em breve para Londres, e implora para avisá-lo, my lord, que seria melhor o senhor contratar outra acompanhante-“
Burke pegou a carta da mão da governanta e a leu atentamente. 13/07/10
Franciele
“Eu apenas hesitei em mostrá-la, my lord,” Mrs. Cleary continuou, “porque sei o quanto chatearia a pobre Lady Isabel. Ela era muito próxima de Miss Mayhew- e estou certa que o sentimento era mutuo. Miss Mayhew nunca teve uma palavra rude para dizer a minha Lady, e você sabe, my lord, tão bem quanto eu o quanto ela pode ser... atentada. Bem, jovens garotas são atentadas, eu suponho, por natureza. Mas eu nunca vi alguém que mudou tanto Lady Isabel quanto Miss Mayhew. É quase como se ela fosse outra pessoa.”
Mas Burke tinha chegado à parte de onde a carta tinha vindo, para onde Mrs. Cleary foi gentilmente pedida para enviar os pertences remanescentes de Miss Mayhew. Ele encarou este endereço por quase um minuto enquanto Mrs. Cleary seguia falando.
“Lady Isabel irá receber a noticia de forma muito dura, temo,” a governanta prosseguiu. “Muito duramente, certamente, my lord.”
Mas Burke dificilmente a ouvia. Porque ele tinha se virado, e estava caminhando para a porta. 13/07/10
Franciele
Capitulo 21
A empregada que atendeu a porta observou atentamente o cartão que Burke tinha lhe presenteado.
“Lord Wingate,” ela disse, “para ver Lady Palmer. Sim, my lord. Verei se ela está.” Então ela partiu rapidamente, seu avental voando atrás dela. Burke, foi deixado esperando na sala de visita, brevemente entretido com o pensamento de sair rasgando a casa parte por parte, pedra por pedra, até encontrá-la. Mas pensou que isto poderia não ser bem visto pela dona da casa.
A porta se abriu alguns minutos depois, e uma velha, mas nada frágil, mulher entrou na sala, seu pescoço e mãos estavam pesadamente adornada por jóias, seu vestido da estação passada. Mas então, quando alguém alcança os setentas, moda não era necessariamente uma prioridade.
“Lord Wingate,” a velha Lady Palmer disse, vindo em sua direção com apenas um leve bater de sua bengala de marfim. “Eu mal pude acreditar em meus olhos quando Virginia veio até mim com seu cartão. Você tem muita coragem, meu jovem, em fazer visitas sociais nesta altura do jogo. Você ainda está em desgraça, você sabe, na sociedade educada, por ter se divorciado da sua jovem esposa. Alguns bajuladores podem ter esquecido tal afronta, especialmente por ter se passado tanto tempo. Mas não eu. Eu considero o divorcio um pecado, meu jovem. Um pecado mortal. Eu não me importo com quantos amantes ela tinha.”
Os lábios de Burke se abriram. O que saiu deles foi mais um rosnado do que qualquer outra coisa. “Onde ela está?”
“Onde está quem?” A senhora abanou sua bengala para ele. “Não sei sobre o que você está falando.”
“Você sabe muito bem sobre o que eu estou falando.” Burke achou que teria gostado, apesar do sexo e da idade da mulher, de envolver seus braços ao redor de seu frouxo pescoço e tê-la apertado até a morte. “Katherine Mayhew. Eu sei que ela está aqui. Eu recebi uma nota com as instruções de mandar as coisas dela para este endereço. Agora eu exijo que me deixe vê-la.” 13/07/10
Franciele
“Katherine Mayhew?” A senhora pareceu genuinamente chocada. “Você não pode ser tão estúpido a ponto de pensar, que só porque eu recebi um homem como você, cuja fundação pode ter falhando, que eu admitiria na minha casa a filha do homem responsável por levar meu marido à morte prematura. Você deve estar louco, Lord Wingate. Você certamente parece estar. Eu nunca vi um cavalheiro tão imundo quanto o senhor no momento. Quanto tempo faz que não se barbeia?”
Ele apenas disse, “Eu sei que ela está aqui. Se eu tiver que, eu colocarei esse lugar de pernas para o ar até achá-la. Mas eu a acharei.”
A viúva bufou “Nós veremos sobre isso. Virginia! Virginia!” A empregada entrou. “Busque Jacobs de uma vez. Eu quero esse louco fora da minha casa.”
Não muito tempo depois, entretanto, da empregada ter saído pela porta, ela foi aberta novamente, e o Conde de Palmer entrou lentamente, parecendo perturbado.
“Que barulho infernal é esse, Mãe?” ele exigiu. “Eu mal posso ouvir meus pensamentos.” Quando ele pôs o olhar sobre o marques, seus olhos se arregalaram.
Burke não hesitou. Atravessou a sala como uma bala, seu punho acertou o rosto do jovem com toda a força de um golpe do martelo blacksmith. O Conde caiu, levando uma pequena mesa, e um vaso de flores com ele. A viúva gritou, então prontamente se junto a seu filho no chão com um desmaio. Mas Burke não prestou a mínima atenção. Ele se agachou e agarrou Bishop pela lapela, o pondo novamente sobre seus pés.
“Onde,” Burke exigiu, dando-lhe uma sacudida, “está ela?” 14/07/10
Franciele
Mas o conde tinha despertado de sua inconsciência. Ele brandiu seu punho direito e acertou em cheio a mandíbula de Burke, o golpe mandou o marques para trás de um modo vacilante, direto em uma superfície repleta de enfeites de porcelana, todos se espatifaram no chão.
“Ela não está aqui, seu bastardo,” Bishop disse. “E mesmo que estivesse, você seria a ultima pessoa que eu admitiria aqui.”
Burke, se levantando dos escombros da superfície, atirou um solido golpe no nariz do jovem. O soco foi certeiro, e o sangue escorreu, em um arco vermelho, do meio da face de Bishop, até o pálido sofá azul.
“Ela está aqui,” Burke disse. Ele respirava pesadamente agora, mas ele iria até o final. Ele poderia ter dez anos a mais que o conde, mas ele ainda tinha estava no auge de sua forma de lutador. “Minha governanta recebeu uma carta sua está manhã, pedindo que as coisas dela fossem mandadas para este endereço.”
“Certamente,” Bishop disse. Ele circulou cautelosamente ao redor do marques. “Porque justo nessa manhã, eu recebi uma carta de Kate, me perguntando se eu poderia ser bom o suficiente para permiti-la manter suas coisas aqui por um tempo-“
“Uma historia adorável,” Burke disse. Havia uma otomana {móvel para se sentar, espécie de colchão.} entre eles então o marques a chutou do caminho. Indo parar na lareira. Felizmente, o tempo estava morno o suficiente para que não houvesse fogo. “Eu imagino que você diria qualquer coisa, não diria, para mantê-la para si mesmo.”
Bishop continuava se afastando, segurando o final de sua gravata sobre seu nariz que ainda sangrava. “Eu faria,” ele disse. “De fato, eu diria qualquer coisa, se achasse que a manteria longe de um bruto como você.”
Esta afirmação fez o conde ganhar outra bofetada na cabeça que o fez cair vacilantemente sobre o pálido sofá azul que já estava salpicado com seu sangue. Burke o seguiu, mas preferia que não o tivesse feito quando Bishop pôs suas pernas embaixo dele, e ele caiu, com um forte estrondo, no sofá ao lado do conde. 27/07/10
Franciele
“Na verdade,” Bishop disse, atirando-se desajeitadamente sob o corpo deitado de Burke, e envolvendo a mão ao redor do pescoço do marques, “é que ela não está aqui. Você esta louco de pensar isso. Minha mãe deixaria mais facilmente Átila, o huno de se hospedar aqui do que Kate Mayhew.”
Burke, tentando de libertar do aperto do homem, pausou seus esforços para perguntar, “Por quê?”
“Por quê?” Bishop estava cerrando os dentes enquanto tentava levar o marques a morte. “Como pode perguntar o por quê? Você sabe porque.”
Burke, cansado do jogo, atirou um soco na têmpora de Bishop, atirando-o contra a parede, onde Bishop colidiu, sangrando profusamente, e se afundou no chão ao lado da parede.
Foi enquanto os dois homens estavam caídos no chão, tentando recuperar o fôlego, que a porta se abriu, e um mordomo, seguido por dois seguranças, entraram na sala.
“My lord,” o mordomo disse, passando pelas ruínas do que uma vez tinha sido a sala da manhã de sua senhora. “Você precisa de ajuda?”
Bishop olhou para Burke. “Whisky?” ele perguntou. Burke assentiu. “Whisky, Jacob,” Bishop disse. O mordomo assentiu e, com um ultimo olhar a mesinha destruída, e lançou um olhar de aversão, então com isso, o serviçal o seguiu segurando nos braços o corpo inconsciente da viúva.
“Porque,” Burke perguntou, quando pode respirar de modo mais regular, “sua mãe odeia Kate?”
“Você é um completo idiota,” Bishop disse desgostoso, enquanto limpava seu nariz com a manga da camisa. “Você ao menos conhece a Kate?”
“É claro que a conheço.” Burke estava tentando a dizer ao jovem o quão bem ele conhecia Kate, mas decidiu que seria ignorado. E apenas disse, “Eu sei tudo o que preciso saber sobre ela.”
“Bem, eu pensei que você teria olhado o passado dela um pouco mais antes de contratá-la.”
Burke piscou para o jovem. “Se você vai me dizer que Kate é uma ladra,” ele disse, sentindo uma raiva, vermelha e liquida, correndo por suas veias novamente. “então tudo o que posso dizer é, você é quem não a conhece bem.” 27/07/10
Fran
“É claro que ela não é uma ladra,” Bishop disse. “O pai dela é um ladrão.” Burke o olhou. “O pai dela?” A porta abriu novamente, e desta vez o mordomo entrou sozinho, carregando uma bandeja de prata onde descansava um decantador de cristal cheio de liquido âmbar e dois copos. Observando que, em sua disputa, eles tinham virado todas as mesas da sala, o mordomo de abaixou e depositou a bandeja na frente do conde. Então destampou o decantador, e cuidadosamente pôs dois dedos de uísque em cada copo, entregando um a Bishop e outro a Burke.
“Obrigado, Jacobs,” Bishop disse. “Minha mãe esta bem?”
“Desmaiada, my lord,” Jacob respondeu. “Nós a carregamos para o quarto, onde sua empregada esta lhe fazendo cheirar os sais.”
“Muito bom” Bishop disse. “Isto é tudo. Jacob. Você pode deixar a bandeja.”
“Certamente, senhor.” O mordomo, se levantou, e deixou a sala, fechando a porta silenciosamente atrás dele depois de uma ultima olhada em direção a mesa de enfeites.
“O pai de Kate,” Burke instigou, depois de ter tomado a maior parte do conteúdo de seu copo.
“Oh,” Bishop disse. Ele ingeriu mais cautelosamente que Burke, tendo, aparentemente, alguns dentes frouxos. “Certo. Você quer dizer que não sabe quem foi o pai dela?”
Burke encostou sua cabeça contra o papel de parede florido. Eles estavam sentados embaixo de uma janela, e lá fora, ele ouvia os pássaros começarem a cantar. “Não,” ele disse.
“Bem, o nome Peter Mayhew lhe soa familiar?”
Burke disse o nome experimentalmente. “Peter Mayhew? Sim, na verdade. Por alguma razão, soa.”
“Por alguma razão.” Bishop rolou os olhos. “A razão pela qual lhe soa familiar, Traherne, é porque esteve na boca de todos há sete anos. Tanto quanto o seu esteve, uma década antes disse.”
“Por quê?” Burke olhou o outro homem sarcasticamente. “Ele se divorciou de sua esposa que o traia e atirou seu amante pela janela também?”
Bishop parecia desgostoso novamente. “Certamente não. Peter Mayhew era um proeminente banqueiro inglês. Ele morava com sua esposa e filha em Mayfair.” 27/07/10
Fran
“Mayfair?” Burke disse, suas sobrancelhas se levantaram.
“Sim. Mayfair.” Bishop pareceu um pouco presumido. Bem, tão presumido quanto um homem com um nariz recentemente quebrado poderia parecer. “Em Pall Mall. Bem ao lado, de fato, desta casa.”
“Então,” Burke disse. Ele tentou controlar um desejo irracional de pegar o rosto do conde e esfregá-lo no chão. “Você e Kate realmente cresceram juntos.”
“Correto.” Bishop alcançou a decantadeira e a destampou novamente, colocando mais uísque no copo de Burke. “O pai dela lidava com um numero considerável de contas, incluindo a de meus pais. Oito anos atrás, Mayhew teve o infortúnio de encontrar um jovem que clamava ser dono de uma mina de diamante na África. A única razão, de acordo com esse jovem, de não ter destampado a mina é que lhe faltava um financiamento bancário para fazê-lo. Eu não me encontrei com esse cavalheiro – se houve um, o que eu realmente duvido – mas Mayhew pareceu acreditar em seu apelo, encorajando fortemente seus amigos e vizinhos a investir na mina.”
“A qual,” Burke disse, “não existia.”
“É claro que não. O jovem cavalheiro de Mr. Mayhew pegou todo o dinheiro dos clientes o qual incluía grande parte da minha própria fortuna, e fugiu. Ou ao menos, esta foi a historia de Mayhew.”
“Há alguma razão para duvidar disso?”
“Digamos que houve razão o suficiente para que vários homens que perderam dinheiro – incluindo meu pai – sentissem ser apropriado levar Mayhew ao tribunal.”
Burke lambeu os lábios. Eles estavam salgados. Percebeu que era porque estavam sangrando. “E?” Bishop pareceu surpreso. “O que você quer dizer?”
“Quero dizer, quem ganhou?”
Bishop piscou. “Você não sabe? Kate não lhe contou?”
Burke inalou profundamente. Mil, ele contou. Dois mil. Três-
“Não,” ele disse, quando esteve certo que poderia se detiver de socar o jovem novamente. “Kate não me disse.”
“Bem,” Bishop disse. “A causa nunca foi julgada. Porque uma pessoa nomeada nele – Peter Mayhew – morreu um dia depois de ter começado – o processo, eu digo.” “Morreu?” Burke limpou o sangue com a manga de sua camisa. “No fogo, você quer dizer?”
Bishop o olhou. “Kate lhe contou isso, não?”
Ele assentiu. “Ela disse que ambos os pais morreram nele.”
“É verdade,” Bishop disse com um aceno. “Eles morreram. Eu não estava aqui àquela noite, você sabe – estava fora na universidade. Mas alguns empregados ainda falam disso. Chamas se erguiam a vinte, trinta pés do chão. Não há duvidas que ninguém sobreviveria, mas todos o fizeram, com exceção dos pais de Kate. Cada empregado, e a própria Kate, saíram. Até aquela maldita gata dela sobreviveu. O fogo estava contido em uma única parte da casa, você sabe – você não pode vê-lo da rua, e os novos donos fizeram as reformas. Apenas o quarto dos pais de Kate foi destruído. Muito estranho, não acha?”
Burke juntou suas sobrancelhas. “O que você quer dizer?”
“Nem, um fogo daquele, você espera que atinja a casa toda, mas ele queimou lentamente depois da explosão inicial. Eles foram capazes de apagar a chama facilmente –“
“O que você está dizendo?” Burke olhou para ele. “Não tenho tempo para jogos, você sabe, Bishop. Se há algo que esteja tentando dizer, apenas diga-“ 27/07/10
Franciele
“Tudo bem.” Bishop fez uma cara. “Você sempre foi um lixo na lama, Traherne. O que estou tentando dizer é que depois de tudo, houve certas suspeitas de que o fogo foi posto deliberadamente. Havia um forte cheiro de querosene, mais do que uma simples lâmpada tinha sido quebrada-“
“Você está dizendo,” Burke disse lentamente, “que alguém assassinou os pais de Kate?”
“Bom Deus, não.” Bishop balançou a cabeça. “Não, os comentários na época era que Peter Mayhew tinha ateado fogo em si mesmo. Para evitar a humilhação de um processo.”
Burke olhou para o jovem. “Suicídio?”
“Bem, assassinato - suicidio, tecnicamente. Quero dizer, duvido que sua esposa tivesse concordado. Eles a encontraram ainda na cama – bem, no que sobrou da cama, de qualquer modo. Duvidada-se que ela tenha acordado...”
“Bom Deus,” Burke disse, através de seus lábios dormentes, mas não devido aos socos de Bishop ou ao seu whiskey. “Eu... eu não tinha idéia.”
“Não.” Bishop, aparentemente cansado de bebericar seu whikey em um copo que continuava a interferir na gravata que ele segurava em seu nariz, escolheu ao invés, destampar o decantador e beber direto dele. “Você não saberia, suponho. Estava em todos os jornais, mas...”
“Eu leio apenas as seções de esporte,” Burke confessou.
“Ah. Bom, então, você não teria como saber. E Kate nunca teria lhe contado. Ela nunca fala sobre isso... o que é compreensível, suponho. Mas também... bem, acho que ela prefere esquecer. E quem não preferiria? Eu duvido que um único patrão dela – e ela teve vários – soube quem ela é, ou que teve um tempo que ela gozava dos mesmos privilégios que suas encarregadas.”
Burke pegou o decantador dele, e pôs uma quantidade generosa de whiskey em sua boca. 27/07/10
Franciele
“Ela nunca mais foi à mesma depois disso, realmente. Os empregados a encontraram, quase inconsciente, na escadaria, e alguém a carregou para a segurança. O que Kate nunca soube dizer é como ela chegou até a escadaria.
Há aqueles que acreditam que o pai dela a colocou lá, antes de começar o fogo, para garantir que ela fugiria. “Mas Kate...”
Burke olhou para ele. “Sim?”
“Kate sempre insistiu que as coisas aconteceram de forma diferente. Bem, você não pode culpá-la, realmente. Não deve ser prazeroso, o pensamente de que seu próprio pai mataria sua esposa e a si mesmo para evitar algum tempo na prisão – e a humilhação publica, obviamente. Então Kate inventou esta historia que eu acredito, nesses dias, que ela ainda considera verdade o que aconteceu naquela noite.”
“Que é?” Burke perguntou, apesar dele já saber a resposta.
“Bem, que o jovem homem – o que inventou a mina de diamantes – voltou naquela noite e colocou fogo na casa para evitar que Peter Mayhew testemunhasse. Porque é claro Mayhew e seus advogados estavam determinados a provar sua inocência, se ele apenas pudesse encontrar o jovem que fugiu com o dinheiro...”
Daniel Craven. Quem mais poderia ser? O que Kate tinha dito, quando ele perguntou o porquê dela parecer tão perturbado perto de Mr. Craven? Que ela estava magoada por ele ter fugido do funeral de seus pais? Deus, como ele foi tolo. Ela suspeitava que ele tivesse matado seus pais. Não havia duvidas do porque parecia tão pálida toda vez que ele se aproximava... 27/07/10
Franciele
E ele, o grande, cabeça dura idiota que era, tinha lhe acusado, naquela noite no jardim, de confraternizar – uma palavra educada para o que ele pensava que ela estava fazendo – com tal homem. O homem que ela acreditava ter assassinados seus pais vivos.
Burke encarou o conde. Ele estava, sabia um tanto bêbado no momento – era, afinal, meio dia, e ele já tinha consumido um quarto do whisky. Ainda, que isto não pudesse explicar os pensamentos chorosos que continuavam a aparecer, inconvenientemente, em seu cérebro.
“Então,” ele disse, enunciando cuidadosamente, desde que tinha a tendência de enrolar as palavras quando estava alcoolizado. “Estritamente falando, o pai de Kate, não é de fato um ladrão.”
“Não,” Bishop disse. “Apenas um tolo.”
“Um tolo,” Burke disse. “Mas também um cavalheiro.”
“Um cavalheiro tolo.”
“Mas ainda,” Burke insistiu. “Ele era um cavalheiro. O que torna Kate a filha de um cavalheiro.”
“Sim,” Bishop disse, depois de alguma consideração. Mas a palavra soou mais como um “yesh”
“Mas que diferença faz? Filha de um cavalheiro ou não, um homem tem a obrigação de tratar uma mulher com honra.”
Burke o olhou. “Você esta dizendo que eu não o fiz? Tratar Kate com honra quer dizer? É o que ela lhe disse, na carta?”
“Não. A única coisa que disse é que não poderia mais ficar em Londres, e seria muita bondade guardar suas coisas.” Ele tomou o decantador de Burke, e tomou um longo gole. “Isto é tudo o que sou para ela, você sabe. Um endereço, onde ela pode guardar suas coisas.” Então o conde estreitou os olhos. “E o que, precisamente, você quer dizer chamando-a de Kate? Deveria ser Miss Mayhew para você, Traherne. A menos que haja uma razão que eu não saiba para que ela saísse de sua casa tão repentinamente.”
“E para onde,” Burke perguntou, em um tom que ele imaginou ser secretamente desprovido de ênfase. “ela pediu que você mandasse as coisas dela?” 27/07/10
Franciele
Quando Bishop abaixou a garrafa, ele estava rindo. “Você acha que eu sou um idiota, Traherne? Você acha que eu lhe direi? Mesmo que ela não tivesse estipulado – muito explicitamente, eu poderia adicionar – eu não lhe diria, não importa o quão forte bata em mim.”
Burke riu com ele. “Mas é claro que você me dirá,” ele disse. “porque somos bons amigos agora, você e eu, e você sabe que eu só tenho os melhores interesses para Kate no coração.”
“Mas você não tem,” Bishop disse. “Eu sei perfeitamente bem que você não tem. Você tem o mesmo interesse em Kate que eu tenho. A única diferença é claro, é que eu quero me casar com ela.”
Ele olhou para o jovem. “Como você sabe que não quero me casar com ela também?”
“Você?” Bishop bufou. “Casar com Kate? Impossível!”
“Por quê?” Burke exigiu, arrepiando-se. “Porque é impossível?”
“Todos sabem que você desistiu de se casar novamente, depois seu divorcio, Traherne. Até mesmo Kate sabe disso.”
Burke lhe olhou cuidadosamente. “E como precisamente Kate sabe disso? Eu nunca disse a ela tal coisa.”
“Você não precisou. Eu disse a ela. Eu disse a ela que provavelmente você somente a defloraria e então a chutaria quando se cansasse dela.” Bishop quase derrubou o decantador enquanto se virava para olhar acusadoramente para seu novo companheiro de bebida. “Este é o motivo dela ter fugido? Você a deflorou, seu bastardo?”
Burke não pode pensar em como responder a isto. Ele tinha, de fato, deflorado ela, embora não tenha parecido como um defloramento na ocasião. E este era, claramente, o porquê dela ter fugido. Mas ele estava certo de que não iria admitir isto ao Conde de Palmer. Ele não podia, supôs culpar o conde inteiramente pelo que aconteceu desde que ele também teve sua participação, também... Afinal, tinha entusiasticamente traçado a Kate os detalhes do futuro separado deles. Quando ele deveria estar fazendo, é claro, os planos de casamento. 27/07/10
Franciele
Mas como ele saberia? Ela nunca tinha dito uma palavra de onde viera. Como ele deveria saber que ela era a filha de um cavalheiro?
Isto não era desculpa, é claro. Mas ele nunca tinha tido a idéia de se casar em dezessete anos. Como ele poderia ter feito isso àquela noite?
Ele deveria ter pensado nisso. Se ele tivesse, não estaria sentado na ruína das salas da manhã, bebendo whisky direto do decantador em plena manhã de segunda feira, pensando em como um homem que não tinha coração poderia estar tão certo de que o seu estaria quebrado. 28/07/10
Franciele
Capitulo 22
Querido Lord Wingate, dizia a nota.
Bem, é claro. O que ele esperava? Que ele o chamasse por seu primeiro nome? Ela só tinha o feito uma vez, apenas porque ele tinha lhe pedido. Ela não faria isso em uma carta que dizia a ele porque ela nunca mais poderia o ver.
Queria Lord Wingate, estava escrito.
Eu sei que você provavelmente esta bravo comigo, mas senti que tinha que parti. Temo não poder ser sua amante. Eu gostaria muito de ter tentado ser, mas eu sei que não suportaria esse tipo de coisa, e teria feito ambos infelizes no final. Espero que me perdoe, e que não se importe de ter pedido a Lord Palmer lhe entregar esta carta. Sinto que seria muito melhor para mim se eu não o visse ou ouvisse por algum tempo. Por favor transmita a Isabel meu amor, e tente faze entender porque tive que partir, sem, é claro, dizer a verdade. E evite que ela fuja com Mr. Saunders. Ele mencionou que tentaria algo do tipo uma vez.
Eu só posso adicionar Deus o abençoe, e, por favor, sabia que eu sou, e sempre serei verdadeiramente sua, Kate Mayhew.
Burke, depois de ler toda a carta, olhou para o topo da pagina – dificilmente uma pagina, realmente. Meia pagina, escrito em um pedaço de folha, do tipo que pode ser comprado em qualquer loja. Bem, Kate não era estúpida. Ela não lhe escreveria em um pedaço de papel timbrado por algum hotel, que poderia ser facilmente achado – e leu novamente.
Mas não importa quantas vezes ele lia, as palavras continuavam as mesmas.
Nenhuma recriminação. Nunca, em nenhum lugar do texto, ela o amaldiçoou. Nem havia sinal de que havia chorado enquanto escrevia. Não havia nenhuma mancha de lagrima. Ele se perguntou quantos esboços ela fez antes de enviar este. Ela tinha inteligentemente evitado uma única pista de onde poderia ser encontrada. E nunca expressou a mínima esperança – mesmo inconscientemente – de que ele pudesse encontrá-la. Bem. Isto era mais do que merecia, supôs. Ele não tinha esperado uma carta dela. 28/07/10
Franciele
E não acreditou em seus olhos quando Bishop a entregou – sangrando e bêbado – aquela tarde. De fato, ele achou que era à conta de todo o estrago que ele tinha causado na sala de manhã da viúva.
“É de Kate,” o conde disse, a voz abafada debaixo da roupa que ele segurava em seu nariz ainda sangrando.
“Ela enviou esta, junto com a minha carta. Eu não ia lhe entregar a principio, mas... bem, olhando para você agora, acho que melhor você tê-la.”
Instintivamente, Burke virou a nota, procurando o selo. Bishop, ainda bêbado, deixou escapar uma risada amargurada.
“Não se preocupe,” ele disse. “Eu não a li. Não quis. O que seja que tenha acontecido entre vocês... Bem, pra dizer a verdade, eu não quero saber.”
Burke concordou com ele. Ele não queria saber, também. Ele queria esquecer. Ele queria esquecer tudo o que tinha acontecido desde aquela noite nublada que ele a encontrou pela primeira vez. Este era porque, seis horas depois, ele estava sentado em seu estúdio – não na biblioteca. Ele não era capaz de ir até lá depois da noite que ele e Kate... Bem, esta era outra coisa que ele estava tentando esquecer.
Ele se sentou lá, bebendo seu próprio whisky, lendo e relendo a carta dela. Esta atividade, sabia, não estava o conduzindo particularmente para o caminho de esquecê-la, mas ele não podia soltar a carta, desde que era a única coisa que tinha para se lembrar dela. Bem, com a exceção de sua camisola e penhoar, os quais ele tinha resgatado do chão da biblioteca antes que as empregadas pudessem achá-los, e os quais ele guardava agora debaixo de seus travesseiros.
Sentimental? Sim. Intoleravelmente piegas? Um pouco.
E ainda assim ele não se separava deles, ou da carta, nem por todo dinheiro do mundo.
Foi enquanto ele estava lendo a carta de centésima vez, esperando que em alguma linha algo mudasse, a porta do estúdio se abriu.
“Desculpe-me,” Burke resmungou, sem levantar o olhar. “Mas fechei a porta por uma razão.” 28/07/10
Franciele
“E eu a abri por uma razão.” Isabel, vestida em suas roupas de noite, parou diante dele com lagrimas brilhando nos olhos. O cabelo dela estava fortemente puxado para trás, e então terminava em uma espécie de explosão de cachos atrás de sua cabeça. Não era uma aparência agradável. Não era o estilo de cabelo que Kate teria permitido que ela saísse de casa usando.
“Eu fui até o quarto de Miss Mayhew alguns momentos atrás,” Isabel disse, sua voz cheia de algo que era mal contido, “para devolver os livros que eu peguei emprestado, e o que eu encontrei? O que você acha que eu encontrei?”
Burke levantou seu copo e o drenou. Esqueça. Ele tinha muito mais whisky na garrafa bem ao lado de seu cotovelo.
“Ela se foi!” A voz de Isabel ecoou dramaticamente. “Papa, ela se foi! Os livros se foram! Miss Mayhew se foi!”
“Sim,” Burke disse, servindo a si mesmo outro drinque. “Eu sei.”
“Você sabe?” Isabel chorou. “Você sabe? O que você quer dizer com, você sabe?”
Burke disse, em uma voz sem tom, “Miss Mayhew acredita que seu parente – aquele que estava doente – precisa mais dela do que nós, e então ela lamenta sinceramente sua demissão.”
Ele olhou para ele para ver quão bem a mentira tinha funcionado. Parecia ter funcionado bem o suficiente. Isabel estava pálida, certamente. E as lagrimas estavam agrupadas embaixo de suas longas e escuras pestanas.
Mas ela não parecia brava. Ao menos, não até aquele momento.
“Mas eu não entendo.” Isabel balançou a cabeça. A explosão de cachos atrás de sua cabeça balançou.
“Papa, Miss Mayhew não tem parentes. Ela me disse. Quem é esse parente doente dela?”
Burke bebericou seu drinque. Havia algo sobre o whisky. Podia fazer alguém ficar tão agradavelmente entorpecido. E quando ele acorda de manhã com dor de cabeça, tudo o que tem que fazer é beber mais. A dor de cabeça se vai. Se ele apenas pudesse ingerir aquela quantidade de whikey de manhã, de tarde e de noite, ele poderia ficar bem. 28/07/10
Franciele
“Espere um minuto,” Isabel disse novamente. “Você esta mentindo.”
Burke levantou uma sobrancelha. “Imploro o seu perdão?”
“Você me escutou. Você esta mentindo para mim, Papa. Miss Mayhew não esta com nenhum parente doente.”
Burke disse, “Não sei do que você esta falando, Isabel. Ela mesma escreveu-“
“Ela esta mentindo também,” Isabel declarou. “Ninguém escreve em uma carta que um parente esta doente. Eles escrevem ‘minha tia’ ou ‘meu primo’, ou ‘o avô de minha cunhada. ’ Eles não dizem ‘meu parente.’ Miss Mayhew está mentindo, assim como você.”
Burke deitou a cabeça contra o apoio da cadeira de couro, e suspirou. “Isabel,” ele disse.
“Diga-me,” Isabel disse. “Você deve me dizer. Eu não sou mais uma criança. Sua uma mulher crescida, praticamente engajada a me casar-“
“Você não esta,” Burke disse enfaticamente, “praticamente engajada a se casar. Não até que eu diga que você está praticamente engajada a se casar.”
Isabel disse, “Bem, então. Não estou engajada a me casar. Mas ainda sou uma adulta, e exijo que você me diga. Onde ela está, Papa?”
Burke estudou o teto. “Eu não sei,” ele disse simplesmente.
A voz de Isabel aumentou. “O que você quer dizer com, você não sabe? Para onde os livros dela foram enviados?”
“Para Lord Palmer,” Burke disse para o teto. “Ele mandará para ela, onde quer que esteja.”
“O que você quer dizer com, onde quer que ela esteja? Você não sabe onde ela está?”
Ele balançou a cabeça. “Não, eu disse isso. Ela não irá falar.” Então, olhando para ela finalmente, e vendo sua expressão acometida, ele adicionou, segurando sua mão em direção a ela, “Me desculpe Isabel.” “Você sente muito?” A voz de Isabel subiu outro oitavo. A emoção que tinha sido controlada agora tinha quebrado essa barreira, e tomado conta dela. A emoção era, pelo que Burke poderia dizer, histeria. “Você sente muito? O que você fez a ela, Papa? O que você fez?”
Ele não podia contar, é claro. Podia apenas balançar a cabeça um pouco mais. Então, para sua surpresa, Isabel se pôs de joelho em frente sua cadeira, e deixou escapar um soluço de corta o coração.
“Você fez algo,” ela disse, batendo em sua coxa com um soco. “Aquela noite no jardim, quando Mr. Craven apareceu, você fez algo, a Miss Mayhew. Você perdeu seu temperamento. Você perdeu seu temperamento com ela, não foi? Você foi quem a fez ir embora. Você é. Você fez isso.” Ela balançou a cabeça com tanta violência que a explosão de cachos tremeu e se soltou sobre seu ombro, enquanto as lagrimas escorriam por suas bochechas. “Como você pode, Papa?”
Burke olhou para ela miseravelmente.
“Isabel,” Ele disse. “Eu sinto muito. Eu disse que lamento.”
Ela limpou as lagrimas com o punho – um gesto que fez Burke se lembrar tanto da infância dela que ele teve que piscar, pensando, por um momento bêbado, que ela tinha quatro anos novamente. “É claro que você sente,”Isabel disse, em um tom mais moderado. “Pobre Papa.” Ela fungou um pouco, então piscou para ele. “Você está muito triste? Você parece triste.”
O que ele estava, é claro, era muito bêbado. Mas não podia dizer isso a ela. Tanto quanto ele não podia contar a ela a verdadeira razão por trás do repentino sumiço de Kate.
“Lamento muito por você, Papa,” Isabel disse, acariciando a bochecha dele. Mas ela rapidamente afastou sua mão novamente, como se ela tivesse se queimado. O que, de um modo, se provou que ela tinha.
“Papa,” ela disse infantilmente. “Quanto tempo faz que você não se barbeia?”
Burke disse, “Não sei.” 28/07/10
Franciele
“Você está muito descuidado, Papa,” Isabel disse, tirando um lenço de seu bolso, e aplicando gentilmente no corte. “Muito, muito mal, não tomar conta de si mesmo. O que pensaria Miss Mayhew de você, se ela voltasse?”
Burke disse, “Ela não vai voltar, Isabel.”
Isabel fez um som com a língua. “Agora, Papa, você não sabe disso. Ela diz isso agora, porque está zangada com você – merecidamente, aposto. Você pode ser terrível, certamente, quando perde seu temperamento. Mas Miss Mayhew ama você, Papa. É claro que ela voltará.”
Burke se inclinou para frente, a segurando pelos ombros. “Ela lhe disse isso? Ela disse que me amava?”
“Não,” Isabel disse, e então, quando ele a soltou, e afundou novamente na cadeira, adicionou, com uma pequena risada. “Papa bobo. Ela não teve que me dizer que o ama. Qualquer um com algum senso podia ver que ela o fazia. Quase tanto quando você a ama.”
Burke olhou para ela das profundezas de sua cadeira. “O que a faz pensar,” ele perguntou cuidadosamente, “que eu amo Miss Mayhew?”
Isabel rolou os olhos. “Oh, Papa,” ela disse. “É claro que você a ama. Todos sabem disso.”
“Quem,” Burke perguntou suspeitosamente. “é todo mundo?”
“Oh, pelo amor de Deus,” Isabel disse. Ela lançou o lenço ensangüentado para o lado, puxou a barra de seu vestido e se levantou. “Você esta tentando me dizer que não esta apaixonado por Miss Mayhew? Porque se você esta, eu ficarei mais do que feliz em apontar uma dúzia de momentos em que deixou perfeitamente claro que você esta, começando pelo fato do tanto que você esteve disposto a paga-la para trazê-la para cá em primeiro lugar-“
“Isto,” Burke disse, se lançando da cadeira, e acalcando uma boa distancia entre ele e a acusação de sua filha, “era porque você me distraindo com sua constante reclamação!” Ele levantou a voz em uma imitação zombeteira dela. “Eu quero Miss Mayhew como minha acompanhante. Porque não posso ter Miss Mayhew como minha acompanhante. ‘Você não me deixou escolha!” 28/07/10
Franciele
“E como,” Isabel disse, cruzando os braços sobre o peito, e o observando com um brilhante sorriso nos lábios. “você explica o fato de que depois de tê-la contratado, você continuava comparecendo em todos os bailes e festas que você clamava odiar tanto, só para poder ficar em um canto e espioná-la?”
“Isto,” Burke declarou, da janela o qual ele tinha se adiantado, “não era espiar. Era preocupação pela segurança dela. Miss Mayhew possuía uma evidente capacidade de atrair homens preocupantes.”
“Por favor, Papa. Admita. Você a ama. Este é o porquê você não faz a barba desde que ela se foi, gritando com todos, e praticamente arrancando a cabeça deles. Este é o porquê você não se barbeia, ou se lava, ou até mesmo troca de roupa desde a manhã que descobriu que ela partiu. Este é o porque você tem entrado em brigas, e bebido tanto. Você a ama, e você sabe que é inteiramente sua culpa o fato dela ter ido, e seu coração esta quebrado.
“Não esta,” Burke disse, com o Maximo de dignidade que pode juntar, estando, como ela clamou, sem tomar banho, se barbear, sem trocar de roupa e consideravelmente bêbado. “Meu coração não pode estar quebrado, porque eu não tenho coração.”
Isabel rolou os olhos. “Sim, sim, eu sei. Você não tem coração, porque Mama o quebrou há dezessete anos. Eu ouvi os rumores, também, Papa. Mas ao contrario de você, eu não acredito neles. Você tem um coração, e esta muito machucado agora mesmo, e merecidamente, desde que estou certa que você foi terrível. Mas Papa, eu lhe asseguro, do fundo do meu coração, que Miss Mayhew voltará. Ela tem que voltar.”
Burke olhou para sua filha curiosamente. “Por quê?”
“Porque,” Isabel disse com uma contração dos ombros. “Se ela o ama tanto quanto eu, ela não será capaz de ficar longe.” Então, com um brilhante sorriso, Isabel se virou, deixando seu pai sozinho com aquela consolação insatisfatória. 28/07/10
Franciele
Capitulo 23
Frederick Bishop, o nono conde de Palmer, amava seu clube. Era um clube de alto prestigio, admitindo apenas indivíduos de alto prestigio. Apenas sujeitos com títulos – aqueles com finas distinções, e famílias antigas – vagou pelas paredes cheias de painéis, e compartilhou um rosbife no almoço. Políticos e intelectuais eram estritamente banidos, então as conversas nunca saiam dos tópicos de esportes, cigarros e bem, esportes. Os membros eram seletivos, de fato, que Freddy podia se sentar em uma das profundas cadeiras de couro perto do fogo no salão principal, e não ser perturbado por uma única alma por horas.
Para um homem que vive com uma mulher como a mão dele, não era algo de pouco valor.
Este foi o porquê que ficou tão surpreso quando um dos empregados do clube se aproximou dele, fez uma reverencia, e sussurrou, “Imploro seu perdão, my lord, mas há um homem no hall-“
Freddy, consciente que tinha se tornado recebedor de uma quantidade considerável de olhares zangados dos seus colegas de clube, sussurrou rapidamente, “Bem? O que tem isso a ver comigo?”
“O homem, my lord, insiste em lhe ver. Ele diz que se não o vir, botara fogo no lugar. Ele já derrubou três funcionários que tentaram se livrar dele. Ele é insistente, My lord... e eu posso mencionar livremente, um pouco bêbado, acredito.”
Freddy, curioso para ver quem poderia ter derrubado três funcionários do clube – todos do qual tinham sido contratados pelos seus enormes corpanzil, uma das funções mais importantes de um clube exclusivo era a exclusividade – e se perguntou, também, porque na terra tal pessoa insistia em vê-lo, levantou de sua confortável cadeira na qual ele esteve concentrado, e seguiu o massivo servente até o vestíbulo do clube. 28/07/10
Franciele
Lá, ele viu o Marques de Wingate metodicamente destruindo o lugar, primariamente por levantar dos funcionários do clube pela garganta e atira-los contra a parede. Retratos dos membros privilegiados do clube balançaram. Havia um barão caído atrás do estande de sombrinhas, e um duque atrás de uma conservada samambaia, ambos aparentemente esperando escapar do olhar do marques.
“Pelo amor de Deus,” Freddy disse desgostoso, enquanto Traherne levantava um homem de 1,87 e o atirou contra o balaustre. “É realmente necessário, Traherne, fazer uma cena por cada lugar que você passa?”
O marques olhou para cima.
“Bom Deus,” Freddy explodiu. “É você mesmo, Traherne? Você parece miserável. Abaixe o menino, e venha aqui-“ Diante das expressões perplexas dos funcionários do clube, Freddy disse azedamente, “Sim, sim, eu seu. Você não acreditaria olhando para ele agora, mas ele é na verdade um marques, e geralmente tem uma aparência melhor. Venha por aqui, e pelo Amor de Deus, alguém arranje um pouco de whiskey.” 02/08/10
Franciele
O pedido do conde de Palmer foi logo entregue. Burke foi escoltado a um pequeno escritório privado, onde os membros do clube geralmente se sentavam para fazer os cheques mensais de seus administradores, amantes, e fornecedores de cigarros. Lá, Burke apontado para tomar assento, o que ele fez, se sentindo repentinamente exausto. O sofá era de couro, e muito suave. Parecia ser desenvolvido para seu corpo, o abraçando em seus confins. Burke disse a si mesmo para não se entregar ao confortável abraço do sofá. Era um truque, sem duvida, para que ele esquece o propósito que o trouxe ali.
“Aqui, agora,” Palmer disse, depois de desarrumar a garrafa e os copos que um dos cretinos garçons do clube tinha trazido. “Beba isso.”
Burke olhou com suspeita o copo que o conde segurava em direção a ele. “Isto não é whiskey,” ele disse.
“Não, é Brandy. Mas porque no inferno você se importa? Continua sendo álcool, meu velho. E você parece como se precisasse muito.” 03/08/10
Franciele
Relutantemente, Burke virou a taça, na qual continha uma ínfima quantidade do liquido, e engoliu. Brandy. Oh, sim. Ele já tinha tomado Brandy antes. Costumava tomar muitos Brandy, de fato, antes que sua vida começasse a ser uma nevoa das ressacas de whiskey. Uma tranqüilidade amena começou a crescer em sua garganta.
Bem, Bishop estava certo sobre uma coisa. Continuava a ser álcool. Ele segurou o copo vazio.
“Certo, certo.” Bishop encheu a taça. “Não tão rápido agora. Eles me cobram pela garrafa, você sabe, e está coisa tem vinte anos.”
Burke tomou mais da bebida, sentido uma queimação familiar descer por sua garganta, indo direto para seu estomago.
“Espero que não se importe que eu o diga, meu velho,” Bishop disse, tomando assento na cadeira de couro oposta a de Burke, “mas ficar destruindo os lugares e atirando as pessoas está ficando um pouco velho. Eu pensei que tivéssemos resolvido tudo, de qualquer forma, na ultima vez que nós vimos. O que faz, dois meses agora, não? Você vera que o velho nariz se recuperou bem.” Bishop virou de perfil. “Você nota o caroço, é claro. Todos notam o caroço. Mas você sabe, eu até que gosto do caroço. Eu acho que meu rosto era assustadoramente feminino, você sabe, antes de você quebrar meu nariz. Realmente, Traherne, você me fez um favor. Embora esteja desapontado de ver que não fui capaz de causar nenhum dano permanente em você, entretanto. Mas você parece deplorável o bastante para que eu supere isso.” Ele pôs uma dose em seu próprio copo. “Então. Assumo que você me dirá por que esta aqui. Só não, eu imploro, me pergunte onde esta Kate. Ela ainda não me deu autorização para dizê-lo.”
“Ela se foi,” Burke disse. E enquanto dizia, sentiu como se seu coração se contraia a metade do que o usual dentro de seu peito. Era como se tivesse um punho interno apertando continuamente seu coração, e espremendo. Espremendo até ele não ter ar para respirar, nem sangue na cabeça. 03/08/10
Franciele
Bishop clareou a garganta. “Bem, é claro que ela se foi, meu velho. Nós passamos por isso na ultima vez que nós vimos você sabe.”
“Não Kate.” Burke disse rapidamente, soltando um grunhido. Era a única forma que ele podia falar o que tinha a dizer sem socar a cara de ninguém na parede. “Isabel.”
“Isabel?” A mandíbula de Bishop caiu. “Lady Isabel? Sua filha?”
“Não.” Ele saiu do confortável sofá que estava, e foi em direção a lareira, na qual uma fraca chama estava queimando, apesar de não estar frio lá fora... Ao menos, até o ponto que ele era capaz de sentir o clima. “Não,” ele disse novamente, mal contendo sua raiva. “Lady Isabel, a macaca dançarina no gelo, seu idiota. É claro que é minha filha. Ela se foi. Deixou-me.”
Bishop soltou um baixo assovio. “Elas parecem fazer muito isso com você, não é, meu velho? deixá-lo, eu digo.”
Um segundo depois, ele se arrependeu tanto do assovio quanto do comentário, quando o marques o agarrou pela lapela do casaco, o tirou da cadeira e o levantou no ar.
“Você me dirá,” Burke disse, enunciando cuidadosamente, para que o conde entendesse. “onde ela está.”
O pé de Bishop estava vários centímetros do chão. Ele olhou para baixo arrependidamente, como se ele tivesse perdido o chão. “Uh, Traherne,” ele disse, enunciando tão cuidadosamente quanto o marques. “Como no inferno eu te direi para onde sua filha fugiu?”
“Não Isabel,” Burke disse brevemente. “Kate.”
Bishop tossiu. “Mas, um, realmente, Traherne, eu não vejo-“ ele terminou com um som estrangulado quando Burke aumentava seu aperto.
“Ela fugiu.” A voz de Burke agora não era mais do um grunhido ameaçador. “Isabel fugiu com o bastardo do Craven.”
“Craven?” Bishop explodiu. “Daniel Craven?”
“Você conhece algum outro?”
“Mas-“ Bishop balançou a cabeça, verdadeiramente confuso. “E quanto ao Saunders?” 04/08/10
Franciele
E quanto ao Saunders? Mesmo enquanto estava segurando os cem quilos do conde no meio do ar, Burke estava viajando, em sua mente, para aquela noite anterior, quando Isabel tinha lhe confortado em seu estúdio. Ele tinha desmoronado em uma cadeira em frente ao fogo, como se tornou seu costume noturno, com um copo de whiskey na mão, a garrafa situada convenientemente a distancia de seu cotovelo. Ele tinha ouvido os passos no assoalho, mas não estava pronto para confrontar o que estava por vim.
Isabel não tinha sido nada além de simpática durante a semana desde da cruel – está é a maneira que Burke descreveria, de qualquer maneira – fuga de Kate. Ele teria esperado algumas palavras suaves de encorajamento, ou talvez uma sugestão, como ela tinha feito uma ou duas vezes, para que ele cortasse o cabelo. Ele não esperava que ela lhe desse uma bronca como se ele fosse um mero garoto de mensagens.
“Bêbado novamente,” Isabel disse com desgosto quando se aproximou o suficiente para ver a garrafa, que sempre estava praticamente vazia – não importando, embora, que Vincennes lhe trazia outra sempre que pedia.
“É assim,” sua filha demandou, “que será daqui para frente então? Você irá beber até a morte? É esse o plano?”
Ele olhou para ela através dos olhos injetados. “Isso,” ele disse, “é tudo o que pude fazer até agora. Você talvez tenha alguma outra sugestão?”
“Sim,” Isabel disse. “Na verdade, tenho. Porque você não levanta esse traseiro e vai procurar por ela?”
Burke a olhou desaprovadoramente. “Não,” ele disse, “use esse linguajar em minha casa.”
“Ou o que?” Isabel, vestida para sair, balançou a cabeça. “O que você fará comigo?”
“A colocarei sobre meus joelhos.”
Isabel riu. Não era uma risada prazerosa. Era um tanto desdenhosa, na verdade. 04/08/10
Franciele
“Eu gostaria de vê-lo tentar,” ela disse. “Duvido que consiga levantar um rato, em suas condições. Qual a ultima vez que fez uma refeição decente? Ou tomou um pouco de ar fresco?”
Burke apenas carranqueou para o fogo. Não tinha motivo, ele sabia, em dizer a ela que toda a comida que ele provava tinha gosto de serragem, e que o ar, dentro e fora, cheirava mal. Ao invés, ele disse, “Continuo inteiro o suficiente para cortar sua mesada.”
“Certamente você esta,” Isabel concordou secamente. “Mas eu somente terei que procurar por sua carteira na próxima vez que encontrá-lo insensivelmente bêbado. O que, se o nível dessa garrafa for alguma indicação, será em um quarto de hora.”
“Isabel,” Burke disse impacientemente. “O que você quer? É dinheiro que deseja? Você irá sair, eu notei.”
“Certamente, eu vou. Sozinho, devo acrescentar. Eu me tornei o escândalo da temporada, comparecendo aos bailes sem uma acompanhante, como estive recentemente, graças a você.”
“Graças a você mesma,” Burke a corrigiu. “Não sou eu que passei três meses me atirando para um jovem-“
“Não,” Isabel disse, segurando uma luva na mão, “insulte Geoffrey. Estou perfeitamente ciente de seus sentimentos por ele.”
“Está? E porque mesmo que eu tenha esses sentimentos você continua o vendo, pelas minhas costas?
“Venha comigo esta noite,” Isabel disse, “e você vera. Acredito que ficara gratamente surpreso. Eu já não tenho mais interesse em simples meninos como Geoffrey. Ficará surpreso ao ver com quem venho mantendo companhia.” Burke olhou para ela. Ela não parecia tão bem quanto tinha parecido quando Kate tinha supervisionado seu cabelo e guarda roupa. Deixada sobre seus próprios conselhos, uma menina de apenas dezessete anos pode cometer alguns delitos em suas decisões fashions. Esta noite havia orla de cabelos frisados sobre a testa de Isabel que não havia estado ali, tanto quanto Burke se lembrava, da ultima vez que a havia visto. Deveria ser uma tendência da moda, mas em Isabel, tinha ficado ridículo. Ele se perguntava se era o cabelo real dela, e ficou tentado em se esticar e puxá-lo. Mas isto, ele decidiu, iria requer muito esforço.
Quase como sair.
“Não, obrigado,” ele disse, e se virou para o fogo.
“Oh!” Isabel gritou, com uma batida de pé. “Realmente, Papa! O que aconteceu com você? Eu não me lembro de uma vez que você tenha ficado sentado indolentemente e deixado uma mulher te tratar assim. Eu não entendo porque você simplesmente não vai até ela e –“
“Porque,” Burke interrompeu, através de seus dentes apertados. “Eu não sei onde ela esta.”
“Oh, e um homem com sua fortuna e conexões não tem meios de descobrir?”
Ele silibou, para o fogo, “Eu falho em ver o ponto de procurá-la, quando ela deixou perfeitamente claro que não se importa em me ver novamente.”
“Papa, ela estava furiosa quando escreveu aquilo. Estou certa, que agora que teve tempo para refletir, ela não se sentira da mesma maneira. Ela provavelmente esta sentada lá, onde quer que esteja pensando que você não se importa em vê-la novamente.”
“E,” Burke disse, tomando um generoso gole de seu uísque. “ela está perfeitamente correta em pensar isso.”
“Não, ela não esta. Se Miss Mayhew entrasse por essa porta agora, Papa, você cairia de joelho e beijaria seus pés.” Isabel pôs suas luvas com uma expressão de desgosto no rosto. “Embora eu duvide muito que ela pensaria bem de você, vendo como está agora, todo desfeito e sujo. E eu não poderia culpá-la. Você se tornou uma besta. Daniel disse-“ 27/08/10
Franciele
“Daniel?” Burke atirou um olhar para ela através de seus turvos e alcoolizados olhos. “Quem é Daniel?”
“Daniel Craven, é claro.” Isabel disse.
Repentinamente, Burke estava de pé. E não se sentiu nem um pouco bêbado. E não estava mais pensando em Kate, também. Raiva tinha um jeito delicioso de superar as coisas, e fazê-las parecerem pequenas quando comparadas ao objeto de fúria.
“Você se aproxima de homem novamente, Isabel,” ele disse, “e eu quebro seu pescoço em dois.”
“Ele não é o que você pensa, Papa,” Isabel insistiu, “Ele não é o que Miss Mayhew pensa também. Ele é perfeitamente charmoso. Ele só é mal compreendido. Ele lamenta por –“
“Você não se aproximara dele,” Burke rugiu. “Você não irá fala com ele, ou dançar com ele, ou até mesmo olhar para ele, me entendeu?”
“Eu não preciso de sua permissão para vê-lo, Papa,” Isabel disse friamente. “Eu já tenho idade. Se quiser eu posso me casar com ele. E nós nem precisamos nos preocupar sobre postar um anunciamos, também, não quando tudo o que temos que fazer é cruzar a fronteira e –“
Ele deu um passo adiante. Nunca tinha batido em sua filha, e não a intenção de fazê-lo agora. Mas ela não sabia disse, e cambaleou para trás.
“Isabel,” ele disse ameaçadoramente. “Estou te avisando. Se você chegar perto desse homem, eu o matarei. Primeiro ele, e depois você.”
Isabel balançou a cabeça. “Daniel disse que você reagiria assim. Eu disse a ele que estava errado, mas agora parece que ele estava certo. Eu acho você esta sendo muito hórrido. Eu o amo, Papa, e vou me casar com ele, com ou sem sua permissão.” 27/08/10
Franciele
Ele chegou mais perto de bater nela como nunca tinha chegado. O que ele bateu, entretanto, foi na janela, e o que ele jogou foi o copo de uísque que segurava. O vidro da janela se rompeu primeiro, e então, alguns segundos depois, o copo de uísque se quebrou, na rua abaixo. Isabel, que tinha se curvado, endireitou-se, e o encarou. O olhar que ela lhe deu foi um que ele nunca poderia esquecer, não importa se ele vivesse cem anos. Era um olhar de puro desprezo, misturado com um pouco de pena, que fez Burke se sentir como se alguém tivesse socado seu estomago.
“Isabel,” ele disse desesperadamente.
Mas era muito tarde. Ela tinha se virado e, sem uma palavra mais, deixado o quarto.
Ele não a viu novamente. Na manhã seguinte, Mrs. Cleary, com lagrimas escorrendo pelo rosto, lhe trouxe uma carta. Isabel tinha partido, com Craven, para Gretna Green. Ela retornaria, afirmava, como uma mulher casada. E se ele tinha algum interesse em ver seus netos, não faria nada para impedi-los. 28/08/10
Franciele
“Eu entendo.” Bishop, que tinha escutado pacientemente a versão resumida de Burke, enquanto continuava pendurado no meio do ar, falou secamente, “Isso é bem abrasivo, meu velho. Porque você me põe no chão agora, e juntos pensaremos sobre isso.”
Burke o desceu, e não muito gentilmente, também. “Eu já pensei sobre isso,” ele disse, passando a mão sobre seu cabelo comprido. “E a única solução que encontrei foi a de que tenho que encontrar Kate. Kate tem que ir comigo até a Escócia. Isabel não me escutara, mas irá escutar Kate.”
Bishop balançou o ombro. O manejo de Burke aparentemente tinha feito alguma coisa com o forro de seu casaco. “Bem, estou certo que sim, velho companheiro,” Bishop disse. “Mas você se esqueceu de um detalhe importante. Kate não quer que eu lhe diga onde ela esta. Você se lembra disso, não?”
“Mas isso,” Burke disse, “é uma emergência.”
“Bem, estou certo que sim, meu velho. Para você, em todo caso. Mas você tem que entender que não é meu maior interesse – ou, estou convencido, de Kate – que você a encontre.”
Burke piscou para ele. “Certo,” ele disse, através dos lábios ensangüentados. “Você a quer só para você.”
“Bem, sim.” Bishop disse. “Quero dizer, ela não se sente da mesma maneira sobre mim, é claro, mas com o tempo-“
“E sua soprano?” Burke perguntou educadamente, desde que ele não tinha o menor interesse na vida amorosa do conde. 28/08/10
Franciele
“Sim, bem, ela é um pouco complicada, e tudo mais. Mas Kate é uma mulher compreensível-“
“Não,” Burke disse, “tão compreensível como você pensa.”
Bishop lhe atirou um olhar especulativo, e disse, “Bem, você pode ter um ponto. Eu não sei o que dizer meu velho. Eu realmente sinto que minhas mãos estão amarradas. Quero dizer, eu dei a ela minha palavra que não lhe diria uma palavra.”
Burke respirou profundamente. E disse “Bishop. Minha filha é uma inexperiente menina de dezessete anos. Ela se atirou nos braços de um bastardo de coração frio que, no mínimo, é um ladrão, e que possivelmente pode ter queimado duas pessoas vivas em sua cama. E este será meu genro. Este será o tipo de homem que será pai dos meus netos.”
Bishop franziu. “Uma má sorte,” ele começou, quando Burke o interrompeu.
“Pense em Kate,” ele disse como uma ultima tentativa desesperada de fazer o jovem entender. “Pense no que Kate diria, se ela soubesse. Se ela soubesse que Isabel se atirou ao poder de Daniel Craven, o que Kate diria? O que Kate faria?”
A face de Bishop, que mantinha uma expressão inescrutável, mudou. Ele descruzou os braços e disse, “Por Deus, por Deus, você está certo. Desculpa velho companheiro. Eu lhe direi. É claro que eu lhe direi. Kate nunca me perdoaria, estou certo, se, sobre os presentes circunstancias, eu não te dissesse.” Ele respirou profundamente. “Ela está em Lynn Regis. Sua antiga baba tem uma moradia lá. White Cottage, eu acho que se chama. Eu não tenho o endereço exato comigo agora, mas se você espera um momento, eu mandarei um menino...”
A voz de Bishop morreu, porque ele se encontrou falando com uma sala vazia.
“Bem,” era tudo o que ele pode pensar em dizer, afinal. 28/08/10
Franciele
Capitulo 24
White Cottage era a ultima casa do final distante de uma rodovia que parecia ser primariamente viajada por carneiros... O que era prazeroso, Burke supôs, do que a maioria das ruas em Lynn Regis, que pareciam para ele lotada de pessoas, apesar das nuvens tempestade que saiam do oceano, e pareciam se aproximar da terra rapidamente.
White Cottage fazia jus ao nome, uma estrutura suficientemente prazerosa, muito pelo seu pequeno porte, com numerosos vasos de rosas o circundando. Foi embaixo de um desses grandes vasos floridos que Burke foi forçado a passar a fim de atravessar o jardim até a porta da frente. Ele estivesse em um estado mental menos agitado, ele teria parado para admirar o organizado jardim e os vidros coloridos das janelas, cobertos com crisântemos e outra flor ornamental. Como ele estava, entretanto, isso era tudo que ele podia fazer para que pudesse evitar derrubar a porta abaixo com seu ombro.
Ele fez uma pausa antes de bater, e correu a mão por seu cabelo. Ele tinha pedido ao seu empregado que o barbeasse antes de sair de Londres, mas tinha passado o corte de cabelo que Duncan insistia que ele precisava. Não havia tempo, e não era como se, ele disse isso a si mesmo, Kate se importava como ele aparentava. Ele só poderia odiá-lo – e merecidamente. E que diferença poderia fazer um corte de cabelo?
Exceto que agora alguns segundos antes de vê-la novamente, ele desejava que tivesse deixado Duncan cortar seu cabelo.
Mas como este era o ultimo dos arrependimentos que tinha, deixou-o facilmente de lado. Levantou o punho, e bateu na porta.
Uma voz – não a de Kate – chamou do interior da residencia, “Indo,”, mas em um minuto aproximadamente a dona da voz estava na porta. Um minuto no qual Burke continuava a se virar e olhar o motorista da carruagem que ele tinha acabado de deixar. O motorista, alerta para qualquer comando de seu patrão, continuava olhando questionadoramente para trás, pensando sobre o que o marques queria. Mas o que o marques queria o motorista não poderia lhe oferecer. 28/08/10
Franciele
A porta se abriu, e uma senhora, levando uma velha bengala de madeira, o entreolhou. “Oh, é você,” ela disse, depois de seus olhos azuis terem analisado Burke, seu cabelo comprido, e sua carruagem com quatro cavalos. “Você deve estar aqui por Kate.”
Burke sentiu como se o nó, ou qualquer coisa que estava dentro dele, estivesse afrouxado um pouco, seu alivio era gratificante. Ele disse, “Sim. Sim, estou. Ela esta aqui, madame?”
“Madame.” A velha mulher sorriu. Era um sorriso doce, feito mais apelante pelo fato de que, graciosamente, ela ainda tinha todos os dentes. “Ninguém me chama de madame há muito tempo. Hinkle é meu nome, você sabe.” Burke fez um apelo silencioso a Deus para que ele passasse pela presença da senhora sem nenhum incidente de violência.
“Sim,” Burke disse, tentando não soar tão impaciente como se sentia. “Mrs. Hinkle, talvez você pudesse me informa se Miss Mayhew está em casa? Você vê, é muito importante que eu-“
“Oh, é Miss Hinkle,” a velha mulher disse, com um brilho no olhar, por tudo ela tinha que ser meio cega. “E você sabe eu ainda continuo a virar uma cabeça ou duas, meu jovem, no vilarejo domingo de manhã.”
Burke sentiu o nó em seu interior apertar tanto que pensou que seu coração iria explodir pela pressão.
“Miss Hinkle,” ele conseguiu dizer isso em uma voz normal o suficiente, “Onde posso encontrar Miss Mayhew?”
“Lá atrás,” a senhora disse, apontando para uma direção que deveria ser o fundo da residencia. “Recolhendo as roupas. Vai chover, você sabe. Eu mesmo teria feito isso, mas meu pé não está muito bom, e..." 28/08/10
Franciele
A voz dela morreu. Não porque ela tivesse parado de falar, mas porque Burke tinha se afastado dela, indo em direção ao jardim, e então dando a volta na casa. O quintal de White Cottage era todo gramado, e além do gramado, o mar, estava se tornando cinza escura e omisso debaixo das nuvens carregadas de chuva. Não muito longe da residencia, em meio a esse gramado, havia uma arvore torcida e nodosa, da qual seguia uma linha de, vinte pés ou mais, para outra arvore. Dessa linha havia uma dúzia ou mais de lençóis brancos, algumas fronhas, e outras roupas de cama, todos voando violentamente devido ao forte vento. Atrás desses lençóis, Burke podia ver uma silueta magra de mulher, um cesto em seus pés. A saia dela, era tudo que ele podia ver, estava grudada em suas pernas devido ao vento. Seus braços levantados sobre sua cabeça enquanto ela retirava os prendedores que seguravam as roupas em seu lugar. Ocasionalmente, ela levantava e retirava-os. Mas embora ele não pudesse ver seu rosto, Burke sabia sem sombra de duvidas que ali, estava Kate. Burke avançou a linha de roupas, inconsciente do vento e do mar, e parou atrás de um dos ondulantes lençóis. Bem atrás dele, Kate estava lutando com uma teimosa peça de roupa. Quando ela finalmente apanhou o canto do lençol, o material branco caiu.
Ela não tinha mudado. Se nada, ela estava mais bonita do que ele se lembrava. O vento tinha trazido cor a suas bochechas, e mesmo o choque de vê-lo ali não conseguiu drenar o saudável corado totalmente. Se ele esperava que ela tivesse sofrido o mesmo que ele tinha nos meses que se passaram desde ultima vez que eles tinham se visto, então ele ficaria decepcionado. Ela continuava esbelta como sempre, mas havia uma recém descoberta animação em sua figura, uma fresca suavidade em seu rosto, e uma luz adicional naqueles gentis olhos cinza. E seus lábios – aqueles lábios que vinham lhe perseguindo em seus sonhos no que parecia ser para sempre – estavam cheios, e – se tal coisa fosse possível – ainda mais beijáveis. 28/08/10
Franciele
Aqueles lábios finalmente se separaram, depois dela ter lhe olhado por aproximadamente um minuto, e aquela voz baixa que ele conhecia tão bem disse, “Você parece horrível.”
Ele piscou. Durante a interminável viajem de Londres, ele esteve imaginando o que eles diriam um ao outro quando se encontrassem novamente. E tinha imaginado de tudo desde dela atirando seus braços ao redor dele, e pressionando aqueles lábios que ele tanto sentia saudade nos dele, até ela pegando objetos cortantes e atirando na cabeça dele.
Ele nunca, entretanto, tinha imaginado que ela faria comentários sobre sua aparência.
Ele não conseguiu achar forma de responder. Era como sele repentinamente ele tivesse se esquecido de como falar. Ele ficou parado lá, pensando em algo – qualquer coisa – para dizer, e não pode encontra uma única coisa. E só podia ficar lá parado encarando-a, absorvendo cada detalhe, do fato que ele nunca havia visto aquele vestuário dela, um vestido de cotó azul e branco, com uma lã verde atirada sobre os ombros, ao modo como o vento tinha soltado algumas mechas de seu longo cabelo loiro e as mandava em ondas sobre seu rosto.
“Bem,” Kate disse, depois de outro minuto, tirando uma daquelas mechas de seu olho. “Não fique apenas ai parado. Irá chover logo. Ajude-me a catar as roupas.”
E então começou a retirar o predendor do próximo lençol.
Ele podia não ser capaz de falar, mas se achou capaz de se mover. E assim ele fez, ajudando-a a remover os prendedores que ela não alcançava e então a imitando no processo de prender os cantos opostos de cada lençol. Este era um negocio complicado, considerando todo o vento, e ocasionalmente, os dedos que se tocavam. Cada vez, eles cuidadosamente evitavam encontrar os olhares. 29/08/10
Franciele
E a cada vez – para Burke, de qualquer forma – era como se algum tipo de explosão ocorresse no final de suas mãos, ele estava sensível desta maneira a um simples toque dela. Era uma fraqueza, sabia. Uma insuperável fraqueza que vinha com o insuperável modo que se sentia em relação a ela. E não havia nada que podia fazer sobre isso. Nada além de rezar para que ela se sentisse da mesma maneira.
O que, ele viu, com uma explosão de sentimento de alivio um segundo depois, ela fazia. Ela tinha que. Porque mais que os dedos dela chacoalhassem com o vento, eles que não estava quente, porém não estava particularmente frio, também, tinha tomado temperaturas árticas? Ela tinha, ele viu apenas fingido esta completa falta de sentimento. Ela sentia. Ela sentia muito, certamente.
Apenas como fazê-la admitir? Esta era a questão.
Ela esta brava, ele disse a si mesmo. Ela esta brava, isto era tudo. A carta dela – a carta dela, que tinha sido escrito sem nenhuma recriminação... Que não tinha sido doce, apenas no final... Não refletia o que ela sentia que era raiva. E ela tinha o direito de estar brava, ele supôs. Ele tinha, afinal, insultado-a. Mais do que a insultado. A humilhado, com sua estúpida assunção de que era daria as boa vindas a chance de ser amante dele. Para não mencionar o que tinha pensado sobre ela e Craven.
Ela tinha o direito de estar brava.
“Eu sou perfeitamente capaz,” ela disse, quando ele se abaixou e pegou o cesto de roupa para ela, quando este estava finalmente cheio, “de carregar minhas próprias roupas.”
Ele segurou o cesto. “Não,” ele disse, “com os dedos chacoalhando deste modo, da maneira que estão fazendo agora.” Ela os escondeu, cruzando o braço sobre o peito, e tirando os dedos da vista dele. “Estou com frio,” ela disse defensivamente.
“Gostaria do meu casaco emprestado?”
Ela encontrou seu olhar, então rapidamente o afastou, como se lembrasse, assim como ele, de outra vez quando ele tinha lhe emprestado o casaco. Ela disse, “Não,” em uma voz fraca. “Isto não é necessário. Obrigado.” Ele achou que não poderia suporta esta fria e indiferente Kate, nem se fosse somente atuação.
“O que você fez, de qualquer maneira, para fazer Freddy dizer onde eu estava?” ela perguntou asperamente, seu olhar no chão. “Ameaçou a contar a mãe dele sobre a soprano, ou algo assim?”
Ele balançou a cabeça. “Eu disse a ele a verdade,” disse. “Que eu preciso de você.”
Ele deveria, é claro, ter parado por ai. Porque havia uma perceptível suavidade naqueles olhos, que ela parecia determinada a manter tão frio quanto o mar bem atrás dos corais.
Mas ele era novo no amor, e estava muito cru para considerar o que aquela suavidade poderia dizer. Ao invés ele desastrosamente, disse, “É Isabel, você vê.”
A suavidade se transformou em alarme. “Isabel?” ela ecoou. “O que tem ela? Ela esta bem?”
Ele balançou a cabeça. “Ela fugiu Kate.”
Ela o olhou, parecendo inconsciente de que o vento tinha desprendido uma mecha de seu cabelo, e a estava bofeteando contra sua bochecha. “Fugiu.” Ela disse. “Fugiu? Para onde?”
“Para Escócia,” ele disse. “Com Daniel Craven.”
Os lábios dela se abriram. “Daniel?” ela ecoou, em um tom, que se ele não estava enganado, era de horror. “Mas como? Como aconteceu-“
“Você tem que me ajudar Kate,” Burke a interrompeu desesperadamente. “Apenas você pode convencê-la a voltar para casa. Eu sei que não tenho nenhum direito de pedir isso a você... Mas não sei o que mais fazer. Você tem que me ajudar. Pelo bem de Isabel.”
Ela abaixou o olhar. Ele não pode mais ver o que ela estava sentindo. Ele apenas pode ouvi-la sussurrar, “Sim. Sim, é claro.”
E então ela estava passando por ele, apressando-se em direção a residencia.
Mas tudo o que ele estava ciente era do fato que ela tinha concordado em ir com ele. Ele não viu o que ela escondeu dele, que ela uma repentina lagrima no canto de seus olhos, que poderia, ela disse a si mesma, ser facilmente associado ao vento. Bem, o que mais ela esperava, afinal? Demorou três meses para que ele viesse até ela, e só o fez porque Isabel estava com problemas. 29/08/10
Franciele
Um grave problema, certamente, pelo que soou. Daniel Craven. Que Deus a ajudasse. Daniel Craven.
O que na Terra ele poderia querer com Isabel?
Seguindo os passos dela, Burke segurava o cesto com roupas e pensou, ela está brava. É claro que ela ainda está brava. Mas eu posso explicar tudo. Ainda não era muito tarde. Ainda não era muito tarde até que ela se casasse com Bishop. Até lá, ele ainda tinha chance.
Nanny Hinkle, entretanto, aparentemente não pensava o mesmo.
“Então você é o homem,” ela disse dez minutos mais tardes, enquanto Burke se sentava na frente dela na mesa da cozinha. Kate tinha subido para “pegar algumas coisas,” enquanto ela dizia a velha mulher. “Lord Wingate e eu vamos passar alguns dias foras, Nanny,” foi à breve explicação de Kate. “Apenas alguns dias, em uma urgente missão. E então estarei de volta.”
Ela adicionou esta ultima parte com uma rápida olhada em direção a Burke, como se ele pudesse estar disposto a disputar isto. E certamente ele estava disposto. Porque a única maneira dela voltar, ele decidiu durante a volta para o interior da residencia, era para uma visita ocasional, talvez com os filhos deles, depois que eles estivessem casados.
Ele não tinha a mínima intenção, agora que tinha a encontrado novamente, de deixá-la sair de sua vista. Mas ele não podia dizer isso em voz alta. Não enquanto Kate ainda estava com tanta raiva. Ao invés, ele disse a Nanny Hinkle, com quem ele achou que poderia oferecer mais detalhes sobre a explicação do que Kate tinha oferecido. “Miss Mayhew esta tentando ser discreta. Mas este é um segredo que eu sinto que posso seguramente compartilhar com você, Miss Hinkle. É minha filha, você vê. Ela fugiu com um homem, e eu preciso da ajuda de Miss Mayhew para convencê-la a voltar para casa.” 05/09/10
Franciele
“Oh,” Nanny Hinkle disse. Ela tinha posto uma xícara de chá quente e um prato de biscoitos na frente dele no minuto em que tinha seguido Kate através da porta. Era quase como se a velha mulher tivesse lhe aguardando. Mas isto era, é claro, impossível.
Assim que Kate subiu, a velha o encarou com seu olhar leitoso, e disse, “Não irá funcionar, você sabe.”
Burke tinha deixado o chá esfriar em sua frente. Ele não tinha bebido uma gota de whiskey nas ultimas vinte e quatro horas, mas isso não significava que ele começaria a beber o tipo de bebidas favoritas das mulheres mais velhas.
A principio ele pensou em dissimular, e fingir que não sabia sobre o que a velha estava falando. “Temo não saber sobre o que você está falando,” ele disse educadamente.
“Acredito que saiba.” Nanny Hinkle tinha colocado quaro colheres de açúcar em sua xícara, e agora, para o desgosto de Burke, ela o estava bebericando como se tivesse um gosto delicioso. “Eu criei Kate desde que era bebe, e cuidei dela até seus dezesseis anos. E nunca conheci uma pessoa tão teimosa.”
Lá fora, os raios caiam. Então, logo após, os trovões ecoavam. Burke olhou ao redor da residência. Era um lugar agradável, embora o teto fosse um pouco baixo para alguém com a sua estatura. Ele gostava da idéia, contrarias a todas as que tinham imaginado que era onde Kate tinha ficado enquanto estiveram separados. Era um bom lugar para estar, pensou. Um lugar seguro. Embora essa velha mulher... Ela não era a bondosa baba que aparentava ser, isto era certo.
“Creio que você descobrirá Miss Hinkle,” ele disse, quando seu olhar cruzou com uma familiar gata que se envolveu ao redor dos lençóis limpos na cesta de roupas assim que ele a abaixou. “que eu posso ser tão teimoso quanto.”
“Não tão teimoso quanto ela,” Nanny Hinkle disse, com outro olhar para o teto, “ou não estaria aqui.” 05/09/10
Franciele
“Oh,” Nanny Hinkle disse. Ela tinha posto uma xícara de chá quente e um prato de biscoitos na frente dele no minuto em que tinha seguido Kate através da porta. Era quase como se a velha mulher tivesse lhe aguardando. Mas isto era, é claro, impossível.
Assim que Kate subiu, a velha o encarou com seu olhar leitoso, e disse, “Não irá funcionar, você sabe.”
Burke tinha deixado o chá esfriar em sua frente. Ele não tinha bebido uma gota de whiskey nas ultimas vinte e quatro horas, mas isso não significava que ele começaria a beber o tipo de bebidas favoritas das mulheres mais velhas.
A principio ele pensou em dissimular, e fingir que não sabia sobre o que a velha estava falando. “Temo não saber sobre o que você está falando,” ele disse educadamente.
“Acredito que saiba.” Nanny Hinkle tinha colocado quaro colheres de açúcar em sua xícara, e agora, para o desgosto de Burke, ela o estava bebericando como se tivesse um gosto delicioso. “Eu criei Kate desde que era bebe, e cuidei dela até seus dezesseis anos. E nunca conheci uma pessoa tão teimosa.”
Lá fora, os raios caiam. Então, logo após, os trovões ecoavam. Burke olhou ao redor da residência. Era um lugar agradável, embora o teto fosse um pouco baixo para alguém com a sua estatura. Ele gostava da idéia, contrarias a todas as que tinham imaginado que era onde Kate tinha ficado enquanto estiveram separados. Era um bom lugar para estar, pensou. Um lugar seguro. Embora essa velha mulher... Ela não era a bondosa baba que aparentava ser, isto era certo.
“Creio que você descobrirá Miss Hinkle,” ele disse, quando seu olhar cruzou com uma familiar gata que se envolveu ao redor dos lençóis limpos na cesta de roupas assim que ele a abaixou. “que eu posso ser tão teimoso quanto.”
“Não tão teimoso quanto ela,” Nanny Hinkle disse, com outro olhar para o teto, “ou não estaria aqui.” 05/09/10
Franciele
Burke olhou enquanto a gata soltava um elaborado bocejo, começando a amassar os lençóis com sua pata dianteira. “Talvez não.” Burke não pode deixar de apontar, um pouco amargurado, “Mas ela esta vindo comigo, não?”
“Pelo bem de sua filha.” A velha comeu um de seus biscoitos. Quando ela falou novamente, lançou migalhas em sua direção, sem parecer se importar. “Isto é tudo.”
Burke, irritado, e não apenas pelas migalhas, disse, “Eu não acredito nisso. Eu não acredito que ela está fazendo isso apenas pelo bem de Isabel.”
“Isto,” Nanny Hinkle disse, com uma contração de seus ombros, “é sua prerrogativa, é claro, my lord.”
Ele a encarou. “Você não pode tirá-la de mim, Miss Hinkle,” ele disse. “Você pode continuar me dizendo o quão teimosa ela é, e eu educadamente assentirei, mas você não é capaz de afasta - lá de mim.”
“Não sou?” ela olhou para ele, então sorriu. “Não, eu vejo que não posso. Bem, é uma pena. Você só irá se desapontar.”
A voz de Kate soou lá de cima, parecendo suspeita. “Nanny” ela chamou. “O que você está dizendo para ele?”
“Eu não estou dizendo nada ao senhor, meu doce,” a velha atirou, em um volume que contrariava sua frágil aparência. Então, abaixando a voz, disse para Burke, “Eu me lembro quando seu divorcio estava nos jornais.”
Burke enrijeceu. Disse cuidadosamente, “Oh?”
A velha acenou uma mão no ar. “Um bom escândalo, isto é tudo.”
“E você esta tentando insinuar, Miss Hinkle,” ele disse, “que não sou bom o bastante para Kate?”
Ela o olhou de forma gradual. “Você sobre os pais dela, é claro.”
Surpreso com o jeito brusco que ela introduziu o novo tópico, ele acenou.
“As pessoas chamaram de escândalo também,” Nanny Hinkle disse. “E esteve nos jornais, também, assim como o seu divorcio.”
Ela bebericou seu chá. “Os amigos deles – grandes pessoas como você – os abandonaram. Nenhum deles podia ir a nenhum lugar sem serem seguidos por sussurros e deboches. Deboches e sussurros daquelas pessoas que uma vez tinham chamado de amigos. Isto pode cicatrizar você, uma coisa como essa.” 05/09/10
Franciele
“Certamente,” Burke assentiu não muito certo, de onde, precisamente, a velha mulher queria chegar.
“Isso cicatrizou você,” ela disse. “Mas de uma forma diferente do modo que cicatrizou Katie.”
“O que,” Burke demandou, perdendo a paciência, “você está tentando me dizer?”
“Ela não voltará.” A velha mulher lhe lançou um olhar sem piscar.
Burke assumiu, então, que a velha sabia o que ele tinha feto, o que ele tentou fazer a Kate. O que era embaraçante, certamente. Mas isso era um ponto irrelevante. Porque ele tinha a completa intenção de consertar seu erro. De acordo, ele voltou a se encostar-se à cadeira, e disse, “Eu acho que você esta me subestimando, madame.”
A velha bufou. “Eu acho que você subestimando Kat. Mas qual é o ponto em lhe dizer isso? Porque você me escutaria? Eu sou apenas uma velha. E ninguém escuta as mulheres velhas.”
Kate apareceu nas escadas, carregando uma mala e vestida em roupas de viajem. “Estou pronta,” ela disse. “Agora, Nanny, você ficara bem enquanto eu estiver fora? Eu irei parar na Mrs. Barrow no caminho a cidade, e pedirei para ela ficar de olho em você. E tem alguns pedaços da carne de Sábado na despensa, não se esqueça. E o leite vem amanhã...”
O rosto de Nanny Hinkle tinha mudado quando Kate voltou para a sala. Ela voltou a ser novamente a bondosa baba, ao invés do afiado olhar inquisidor que ela tinha na companhia do marques. “Ah,” ela disse, enquanto Burke se levantava, e rapidamente pegava a mala que Kate segurava. Isto era ele descobriu desconcertantemente leve. “Mas você não se esqueceu de nada, meu amor? E Lady Babbie?”
Kate, ocupada com as tiras de seu chapéu, disse, “Oh, Nanny, em voltarei em poucos dias, estou certa. Não demorarei mais do que isso.” Nanny atirou um olhar a Burke que ele considerou como triunfante. Não foi até que Kate deu um beijo de adeus na velha, aceitou um embrulho com biscoitos que a mulher lhe oferecia, que Burke inclinou-se para beijar a mão da senhora. 05/09/10
Franciele
“Nós voltaremos,” ele disse como uma confidencia que, na verdade, ele ainda duvidava. “Pelo gato.”
“Ela voltara,” a senhora disse com um olhar rabugento a Kate, que já tinha saído da casa.
“Eu não acredito,” ele disse.
“Então,” a velha disse, “você terá uma grande dor de cabeça.” 05/11/10
Franciele
Capitulo 25
Então você – as palavras da senhora continuavam ecoando em sua cabeça – terá uma grande dor de cabeça. Algumas horas depois, Burke ainda ouvia essas palavras, de novo e de novo. Bem, o que ela sabia sobre isso, de qualquer maneira? Então ela conhece Kate a vida toda. E daí?
Verdade, ele não sabia o quanto Kate tinha contado a sua baba sobre o que realmente aconteceu entre eles. Mas isto não significava que ele estava destinado a falhar. Porque havia muito sobre Kate que ele sabia e Nanny Hinkle não.
Ele sabia, por exemplo, que quando os lábios delas estão pressionados juntos – como eles estavam durante a maior parte do tempo em que esteve sentada do outro lado da larga carruagem, durante horas de dura cavalgada, e muita pouca conversa – que ela não estava necessariamente brava. De fato, algumas vezes significava que estava pensando sobre algo.
Ele sentia como se ela estivesse pensando em Daniel Craven. Tinha perguntado sobre varias coisas a respeito da fuga de Isabel, e escutou pacientemente enquanto ele os dava – bem, uma versão abrangida dele, de qualquer maneira, desde que não podia dizer a ela que Isabel estava preocupada com a relação dele com sua previa acompanhante. Kate tinha assentido, expressando sua confidencia de que com a revelação de Isabel de que eles estavam a caminho de Gretna Green, ela estava certa de que eles a encontrariam antes do casamento. “Porque mais,” Kate perguntou, “ela mencionaria aonde eles iriam?”
Era uma estratégia de como, precisamente, ela iria lidar com Isabel em face dessa crise, ele se assegurou, que Kate estava refletindo a todo o momento. Ele podia ver seu rosto quase plenamente, apesar das nuvens negras renderem um céu tão escuro sob a carruagem que pareciam estar no anoitecer, mesmo que seu relógio de bolso passava pouco das quatro horas. Ela estava vestida – atrativamente, em sua opinião – em um pleno manto marrom, que combinava com seu chapéu, que constatava com seu cabelo loiro e parecia muito claro, certamente. 05/11/10
Franciele
E suas bochechas, apesar de estarem fora do vento, estavam muito rosa. Assim, é claro, como seus lábios.
Parecia possível para ele que ela fosse capaz de manter aqueles lábios fechados durante toda a jornada.
Ela nunca foi uma tagarela, porem nunca esteve tão silenciosa.
Ela estava zangada, ele disse a si mesmo, novamente. E tinha o direito de estar. Era tudo culpa dele, este silencio. Ele tinha que fazer algo sobre isso. Ele teria que fazer algo ou ficaria louco.
Ele disse alto o suficiente para que fosse ouvido mesmo sobre o retumbar das rodas da carruagem e das pegadas dos cavalos. “Sinto muito, Kate.”
Ela retirou o olhar da paisagem, que passava rapidamente, e disse obviamente chocada, “Imploro seu perdão?”
“Eu sinto muito. Pelo o que aconteceu. Na ultima noite em Londres. Eu não percebi... achei que fosse Bishop no jardim com você. Eu não sabia que era Daniel Craven-“
Suas palavras mal tinham saído de sua boca antes que desejasse não tê-las dito. Ele tinha jurado a si mesmo que não mencionaria nada que pudesse lhe causar dor.
Suas bochechas pareciam estar em chamas. Ela desviou o olhar rapidamente, e disse que numa voz que soava estrangulada, “Por favor, apenas esqueça.”
“Eu não posso esquecer,” ele disse, desejando que ela lhe olhasse. “Como eu poderia esquecer, Kate? É em tudo que eu penso desde então. Porque não disse nada?”
Ela balançou a cabeça, seu olhar preso na janela. “Não teria,” ela disse “feito a menor diferença.”
“O que você quer dizer? Teria feito toda a diferença no mundo. Kate, se você apenas tivesse me contado uma pequena parte de seu passado...”
Ela olhou para ele, então. Ela virou sua cabeça para olhar para ele com seus olhos cobertos debaixo da aba do chapéu. “Mas eu o fiz,” disse. “Eu lhe contei sobre o fogo.”
Ele se levantou do assento oposto ao dela e estava em sua frente antes que as palavras deixassem completamente sua boca.
“Mas não,” ele disse, procurando por sua mão, “a historia inteira. Não sobre o que aconteceu quem você era-“ 05/11/10
Franciele
“Qual teria sido o ponto?” ela perguntou, puxando seus dedos.
“Porque seu eu soubesse quem seu pai tinha sido-“
Sua boca ficou aberta, e lhe ofereceu um olhar tentador deu sua boca antes que ela se recuperasse, e atira-se novamente.
“Você esta me dizendo,” disse, “que se soubesse que eu era a filha de um nobre, você não teria-“
“Não,” ele disse apressadamente. “Não. Estou certo de que ainda assim teríamos... mas Kate, se eu soubesse, eu teria feito então o que pretendo fazer agora.”
Ela olhou para ele. “E o que seria?”
“Bem, pedi-la em casamento, é claro.”
Cada pedaço de cor foi drenado de seu rosto. Então ela puxou sua mão, tentando tira-la da dele. “Deixe-me,” ela disse, em uma voz que ele não reconhecia.
Ele fortaleceu o aperto. “Não. Escute-me, Kate-“
“Eu ouvi,” ela disse, e ele percebeu que a razão pela qual ele não reconheceu sua voz era porque ela estava cheia de lagrimas. “Por favor, solte a minha mão, e volte para seu assento.”
“Kate,” ele disse, tentando falar gentilmente. “Sei que esta brava comigo, e tem o direito de estar. Mas eu acho-“
“Se você não soltar minha mão,” Kate disse, soando como se estivesse em choque agora, “e voltar para seu assento, e pedirei ao motorista que me deixe na próxima parada.”
“Kate. Eu não acho que você entenda. Eu-“
“Não, eu não entendo,” ela disse, sua voz chacoalhando tão violentamente como seus dedos o tinham feito enquanto eles recolhiam as roupas. “Eu abrirei a porta e pularei então Deus me ajude, se você não fizer o que eu digo.”
Ele sentiu, por um momento, como se ele pudesse abri a porta e pular. Ou pelo menos atirar algo através dela. Mas desde que isto não resolveria nada, ele fez o que ela pedia, e se retirou ao assento oposto, onde se sentou, com seu braço cruzado sobre o peito, olhando para ela perplexamente.
O que em nome de Deus estava errado com ela? Aqui estava ele tentando, fazendo o melhor de sua habilidade, para retificar a situação, e ela reage como se... Bem, como se ele sugerisse que ela se tornasse sua amante novamente. Ela tinha o direito de estar zangada com ele por isso, só Deus sabia. Mas porque estava zangada com sua proposta de casamento? Era seu entendimento que as mulheres consideravam as propostas de casamento mais valiosas que diamante, e as prezavam de acordo. Ela estava chateada, talvez, porque a proposta não foi acompanhada por um anel? Bem, ele não tinha tido a chance de parar e comprar um ainda. Ele estava no ato de tentar parar sua filha de fugir com um bastardo, e não tinha tido tempo de pensar em outra coisa.
Na sua frente, Kate se encolheu tão forte como pode no canto da carruagem, e virou seu rosto para tão longe dele quanto era fisicamente possível, para que ele não visse suas lagrimas. A chuva tinha começado forte, bombardeira, acompanhada por uma grande quantidade de relâmpagos, e trovões que aumentavam a cada minuto. Raios brilhavam através do vidro da janela. Mas como ela era incapaz de ver algo, devido suas lagrimas, isto dificilmente importava. O que ela estava fazendo ao invés era pensar, O que tinha feito? Kate, o que você fez? O homem lhe pediu em casamento – algo pelo qual esteve esperando pelos últimos três meses, e você lhe dizem não? Por quê? Por quê?
Ela sabia o porquê, é claro. Porque era uma perfeita idiota, este era o porquê. Ela foi uma completa idiota ao ter aceitado a posição de acompanhante em sua casa primeiramente. Ela sabia desde o começo que era uma má idéia. Olhe para ele! Apenas o olhe! Ele não era tudo o que ela tinha passado a odiar? Rico e arrogante e inteiramente seguro de si...
E ela estava certa, Olha o que aconteceu.
O pior. A única coisa razoável que ela tinha feito nos últimos seis meses, disse a si mesmo, era tê-lo deixado antes que seus sentimentos por ele se tornassem impossíveis de se separar dela.
Não que ela não estivesse enredada agora. Quando tinha puxado o lençol e lhe encontrou parado ali, era como se o tempo não tivesse passado desde a ultima vez que o tinha visto – exceto, é claro, que ele parecia muito diferente agora, tão vulnerável e machucado. 06/11/10
Franciele
Mas o que, é claro, era devido sua preocupação por Isabel, não, como foi seu primeiro pensamento, com uma pequena centelha de esperança que ela tinha se permitido desde a ultima noite em que o deixou, porque ele estava com o coração quebrado graças a seu abandono. Foi necessário toda a sua força para que não atirasse seus braços ao redor dele, e o beijasse milhares de vezes, como tinha fantasiado cada noite desde que tinha deixado Londres.
Mas então se lembrou.
Quando ela apareceu na frente da porta de Nanny Hinkle, na tarde após aquela noite, sublime – mas no final, infeliz – noite com Lord Wingate, ela sentia apenas pesar. Mas quando os dias passavam, e se tornavam semanas, e as semanas se transformavam em meses, e ele não apareceu... Bem, foi quando ela percebeu quão afortunada tinha sido, quão próximo escapou de algo que, no final, se tornaria apenas tristeza.
E foi então que ele apareceu. Tão repentinamente como se o vento tivesse o empurrado para ela.
Mas não tinha sido o vento. Não tinha sido o vento mesmo. Tinha sido Daniel. Deus, o que Daniel estava pensando? Ele não podia estar apaixonado por Isabel. Homens como Daniel eram incapazes de sentir amor por outra pessoa além deles mesmos. Então o que ele pretendia? O que ele poderia esperar acontecer? A menina tinha dinheiro, sim, mas então, Daniel também o tinha, agora que sua mina tinha sido descoberta. Então se ele não roubou Isabel por amor ou dinheiro, pelo que teria sido?
Algo frio estava apertando seu coração, esteve apertando desde que Burke tinha dito as palavras “Daniel Craven” lá atrás, no varal. Porque Kate tinha o terrível sentimento de que sabia o que Daniel queria. Ela esperava estar errada. Ansiava que estivesse errada.
Mas não havia outra explicação que fizesse sentido.
Ela não podia, entretanto, compartilhar seus medos com Burke. Não, ele já tinha preocupação o suficiente. Melhor acreditar que Daniel realmente tinha a intenção de se casar com sua filha, do que saber a verdade...
Deus. A verdade. 06/11/10
Franciele
Ele tinha descoberto a verdade – uma verdade, de qualquer modo – e agora queria se casar com ela. Porque ele tinha descoberto quem era seu pai. Porque tinha descoberto que era filha de um nobre, e queria fazer o que deveria ter feito não importa de quem fosse filha.
Bem, não iria acontecer. Ela não podia – deixaria – acontecer.
O único problema, é claro, que não seria fácil manter isso em mente. Mesmo agora, com ele sentado no banco em frente ao dela, seus olhos verde fixados nela, não podia evitar de notar as costas de sua mão, que estavam nuas. As costas da mãos do Marques de Wingate estavam cobertas com o mesmo cabelo preto que lhe cobria todo o resto do corpo, as partes que apenas ela – bem, e metade das atrizes em Londres – tinha visto. Vendo aquele cabelo agora relembrava Kate do tempo que tinha lhe visto sem um pedaço de roupa, e colocava em sua mente algo que ela deliberadamente tentava esquecer, a noite que eles compartilharam, o único momento em sua vida em que se sentiu verdadeiramente viva. Ele a fez sentir coisas naquela noite que ela sabia que nunca mais sentiria novamente.
O que só a fez chorar mais.
“Kate,” ele disse, do seu canto. Estava ficando mais escuro no exterior enquanto a chuva se tornava ainda mais pesada. Agora batia sobre o telhado da carruagem, que tinha diminuído seu ritmo, devido às condições da estrada e ao fato de que o motorista mal podia ver onde estava indo.
Ela não respondeu. Ela não podia responder. Estava chorando silenciosamente, esperando que a escuridão o impedisse de ver suas lagrimas. Mas não poderia responder sem se entregar. Ela não ousaria. “O que não entendo,” ele disse, ignorando seu silencio, “é porque você se sentiu compelida a fugir. Se você não quisesse... se não quisesse ser minha amante, Kate, porque você apenas não disse? Não é como se eu a forçaria a fazê-lo. Certamente você não pode pensar que eu o faria.”
Ela mordeu seu lábio inferior. A voz dele, vindo do escuro, estava tão gentil como nunca tinha escutado, suave como veludo. 29/11/10
Tradutor/Moderad
"Eu consigo entender," ele continuou, enquanto ela não respondia, "você estar zangada comigo. Mas eu só estou perguntando isso à você para tentar entender. Eu não sabia o que estava dizendo àquela noite. E eu não estou dizendo isso agora só porque sei que você é a filha de um cavalheiro. Eu deveria ter te dito isso àquela noite - Eu teria te dito isso na manhã seguinte, eu juro, se você tivesse ficado. Eu percebi tão tarde quanto você foi embora que eu estava apaixonado por você-"
Ele continuou falando, é claro. Isso não foi tudo o que ele disse. Ele falou por algum tempo, e com uma boa dose de energia. Mas Kate não o ouvia. Porque ele tinha dito que a amava. Ele tinha dito que estava apaixonado por ela.
Oh, Deus. De todas as coisas que ele poderia ter dito, porque ele tinha dito esta? A única coisa, a única coisa garantida que a faria derreter! Como ele poderia saber? Como ele poderia saber? E como ela poderia se fazer de difícil para ele agora? Não era verdade. Não podia ser verdade. Ele só estava dizendo isso porque sabia - ele sabia, droga - o que isso fazia com uma garota, ouvir o homem que ela amava dizer algo assim. Ele estava usando armas contra ela que ela não tinha defesa, nenhuma defesa mesmo. Oh, Deus, ela disse à si mesma.
"Eu deveria ter percebido isso antes, eu sei disso," Burke estava dizendo, quando ela conseguiu, mais uma vez, se concentrar em suas palavras. "Mas tem tanto tempo desde que eu tenha sentido qualquer coisa, qualquer coisa além de raiva que eu não reconheci isso pelo quê isso realmente é, e... Bem, e além de tudo, Kate, você sabe como meu primeiro casamento acabou. Eu não estava exatamente ansioso para fazer esse experimento novamente. Mas você, Kate. Desde que você partiu, eu tenho feito tudo o que consigo pensar para apressar o fim desta minha vida vazia e cabeça dura..."
Lembre-se, ela disse para si mesma, tentando trazer à tona o tipo de indignação que ela sabia que deveria sentir. Porque ele era, afinal, o inimigo. Um deles. 29/11/10
Tradutor/Moderad
Um membro do grupo que havia, por fim, traído sua família, e deixara o assassino sair impune. Ele poderia não ser confiável.
Ela disse em voz alta, a voz apertada "Uma carruagem negra. Com enfeites dourados."
"Kate!" ele se lançou pela carruagem, e nesse momento, não eram suas mãos que ele havia apanhado, mas ela toda, pegando-a nos braços como se ela tivesse tanto peso quanto uma boneca.
"O quê," ele perguntou, sacudindo-a, sua face lívida apenas alguns centímetros da dela, "eu tenho que fazer para você esquecer que eu disse qualquer uma daquelas coisas? O que eu tenho que fazer? Isso?"
E então, ele estava beijando-a.
Como se fosse uma coisa simples, ele estava beijando-a, e ela...
Bem, ela descongelou.
Ele era um excelente beijador, Burke Traherne. Não que ela soubesse disto antes. Ela só se lembrava, bem demais.
Mas, como se quisesse ter a certeza - uma certeza perfeita - de que ela não tinha esquecido, ele a lembrava, sua boca movendo-se sobre a dela de uma maneira um pouco curiosa - não timidamente, de qualquer forma, mas como se ele estivesse fazendo uma pergunta da qual só ela, Kate, tinha a resposta.
Não foi antes de Kate sentir a intrusão de sua língua dentro de sua boca que ela percebeu que já tinha respondido essa pergunta, de alguma forma - embora ela mal soubesse como, e muito menos qual pergunta era essa... até que de repente não havia mais nada questionando a sua postura; ele lançara o primeiro saque e percebera que as suas defesas estavam baixas. Essa, então, havia sido a pergunta. Agora ele atacara, sem demonstrar nenhuma piedade.
E foi então que atingiu Kate, tão forte quanto um golpe, que esse beijo fora algo fora do comum, e que talvez ela não estivesse tanto no controle da situação como gostaria. Apesar de ter lutado contra o ataque repentino e vertiginoso em seus sentidos, ela não conseguia se livrar do feitiço hipnótico de seus lábios, e nem do punho de ferro que a segurava. 30/11/10
Franciele
Então ela começou a amolecer em seus braços, excetos por suas mãos, que, como por vontade própria, escorregaram ao redor do pescoço dele, enredando em seu cabelo surpreendentemente suave que nascia na base de sua nuca. O que havia, ela se perguntou indistintamente, na introdução da língua deste homem em sua boca que parecia ter direta correlação com a muita repentina e notável sensação de aperto entre suas pernas?
Mesmo em seu alto estado de excitação, Kate não era inconsciente do fato de que Burke parecia sofrer similar desconforto. Ela podia senti-lo, pressionando urgentemente através dos anéis de sua crinolina. Ele tinha deixado escapa um baixo gemido, abafado contra sua boca, quando ela deslizou sua mão ao redor do pescoço dele, e agora, enquanto a pressionava contra a frente de sua calça, seus fortes braços apertaram possessivamente ao redor dela. Dedos calejados a acariciavam através do fino material de seu vestido, e percebeu que eles estavam se mexendo inexoravelmente perto de seus seios. Se ela deixasse que ele a tocasse lá, estaria perdida, sabia.
E ela tinha que detê-lo, porque não era Sara Woodhart, que estava perdida o suficiente para se divertir com homens com os quais não tinha intenção de se casar. Ela era Kate Mayhew, que tinha uma reputação a defender. Certamente, esta reputação não era a mais perfeita, mas era tudo o que tinha, no final de tudo...
E então aqueles fortes, ainda que inacreditavelmente gentis, dedos estavam sobre seus seios, o mamilo já tinha ficado duro contra o calor da palma de sua mão.
Separando sua boca da dele e pondo uma mão restringente sobre seu largo peito, Kate lançou um olhar acusador para seu rosto, e estava perplexa pelo que viu lá, uma boca frouxa de desejo e olhos verdes cheios de... de que? Kate não podia nomear o que via completando aqueles olhos, mas era tão assustador quanto excitante.
Ela tinha que por um fim nessa loucura, antes que as coisas fossem longe de mais. 30/11/10
Franciele
“Burke,” ela disse, através dos lábios dormentes devido a pressão de seus beijos, “Me solte.”
Burke levantou a cabeça, sua expressão era tão atordoada como a de um homem que tinha acabado de acordar. Piscando para ela, ele deu indicação de que tinha ouvido, e ainda assim sua mão, continuava ancorada sobre o seio dela, apertado-o, como se não tivesse a menor intenção de solta-la. Quando falou, em um tom rouco, com a entonação indistinta.
“Eu acho que não,” ele disse. “Da ultima vez que a soltei, você foi embora, e se passaram três meses antes que eu a visse novamente.
E com aquela resposta, ela agarrou seu rosto com ambas as mãos e a abaixou até que seus lábios estivessem sobre os dela novamente. E quem poderia culpá-la? Não era como se ela pudesse evitar. Não era como se isso a fizesse feliz, a facilidade com a qual ele era capaz, de com um mero toque, rendê-la tão irremediavelmente em suas mãos. Especialmente quando aquelas mãos faziam coisas á ela, como estavam fazendo. Embora ele mantivesse uma mão firmemente presa em sua nuca, debaixo de seus cabelos, obviamente para evitar que ela fugisse – como se ela fosse tola o suficiente para querer fazer isto – a outra ainda chamuscava seu seio através do material de seu vestido, e mergulhava ameaçadoramente mais para baixo...
Mas não antes que o motorista batesse na porta, dizendo que as ruas estavam muito inundadas para continuar a viajem, e perguntar se o lord se importaria em esperar a tempestade passar na pousada na qual ele tinha acabado de parar. 30/11/10
Franciele
Capitulo 26
Foi um trovão que a acordou. O chacoalhar do vidro da janela ao lado de sua cama.
Kate sentou na escuridão, e se levantou para abrir a pequena cortina. Lá fora estava escuro, coberto por água. Ela sabia que devia ser tarde, porque não podia ver as luzes nas janelas da hotelaria do outro lado da rua. A pequena vila na qual foram obrigados a parar estava adormecida. Todos na Inglaterra, ela imaginou, estavam dormindo.
Exceto ela.
Foi uma misericórdia, supôs, que aquele trovão a tivesse acordado. Ela estava presa em outro daqueles sonhos – aqueles terríveis, maravilhosos sonhos que ela vinha tendo desde o fático dia em que ela espiou o marques no banho; sonhos que ela continuou tendo desde que deixou sua companhia, sonhos que a deixavam, toda vez que ela acordava de um deles, quente e sem ar, com uma mão entre as pernas. Era chocante. Não era como uma lady devia se comportar.
E ainda assim ela não podia se impedir de sonhar com ele, parecia, tanto quanto não podia parar de respirar.
E então, no final, ela foi forçada a desistir de tentar. Agora ela nem se incomodava em vestir uma camisola, porque sabia perfeitamente bem que estaria sobre sua cabeça e emaranhada com sua roupa de cama pela manhã. E quando acordava com uma mão retesada entre suas pernas, simplesmente a matinha lá.
Este parecia ser o melhor modo, afinal, de lidar com a situação. Certamente era melhor do que fazer o que ela desejava, que era retornar a Park Lane, bater na porta de Lord Wingate, e implorar para que ele a aceitasse de volta. Mas agora ele não estava a milhas de distancia em Londres. Estava no quarto ao lado, dormindo profundamente, como todo bom cidadão da Inglaterra deveria estar fazendo, a tal hora. 30/11/10
Franciele
Ele foi educadamente atento a ela durante todo o jantar, e não tinha renovado a grande proposta que tinha feito na carruagem... nem a proposta física que tinha feito um pouco depois. Possivelmente era porque agora ele tinha tido tempo de refletir, e percebeu que casar com a filha do notório Peter Mayhew não era, talvez, a coisa mais sensata a se fazer.
Não, Kate supôs, que ela poderia culpá-lo.
Um relâmpago encheu seu quarto. Dez segundo depois, o trovão retumbou novamente, não tão alto quanto o anterior. A tempestade, que os vinha seguindo desde Lynn Regis, estava indo embora finalmente. Com alguma sorte, pela manhã teria ido, e eles teria ruas limpas até a Escócia.
Este era o porquê, Kate disse a si mesma, ela estava sendo tola a ficar deitada ali, piscando no escuro. Deveria tentar dormi. Ela tinha um longo, e exaustivo dia de viajem pela frente.
Ela tinha acabado de fechar os olhos quando ouviu algo que não era um trovão nem um raio. Abrindo os olhos novamente, ela se sentou e olhou para o quarto escuro. Estalagem de rodovias eram notoriamente infestadas de ratos, apesar daquela parecer muito limpa, e ela tinha visto alguns gatos rondando o lugar. Porem, mesmo Lady Babbie, ela sabia, já tinha deixado escapar um grande.
Varrendo uma mão pelo chão, Kate alcançou uma de suas botas, e lançou na direção em que tinha ouvido o barulho.
Kate, cuja mira sempre foi boa, sabia que tinha acertado quando ouviu alguém dizer, “Oof!”
Mas ratos não diziam “Oof.”
Então, depois do barulho que era indubitavelmente da bota caindo no chão, a voz do Lord Wingate cortou a escuridão. “Que droga, Kate,” ele sussurrou. “Sou apenas eu.”
Era Lord Wingate – abrindo a pequena porta adjunta que separava os dois quartos, uma porta que Kate, é claro, não pensou em trancar antes de se deitar. Ela tinha requisitado, um pouco nervosa, que eles tivessem quartos separados e Lord Wingate não tinha argumentado. 02/12/10
↑ Manuh
Agora ela via o por quê. Eles tinham quartos separados, tudo bem. Separados por uma porta.
Ouviu o barulho de um fósforo, e então uma luz invadiu o quartinho. Ele trouxe uma vela com ele, e agora ele a levanta, e olha pra ela através das luzes da chama. Tarde demais, ela se lembrando que não tinha colocado a vestimenta, e levantou os lençóis até o queixo.
- O que você quer? – ela evitou olhar para o que a chama da vela relevava, que era apenas o roupão que ele usava, a frente que caiu quando ele levantou a vela, revelando seu peitoral.
- Eu achei que você tinha me chamado – Ele disse.
- Bem – ela disse – eu não chamei.
Mesmo ela dizendo isso, não tinha certeza se era verdade. Tinha certeza que tinha sonhado com ele alguns minutos antes, e ela talvez tenha chorado o nome dele em um dos momentos mais eróticos do sonho.
- Kate – ele disse, colocando a vela numa mesinha do lado da cama dela – Eu ouvi você, certamente... Eu estava lendo, e...
O quanto mais ele se aproximava ela puxava mais ainda os lençóis. – Eu talvez tenha chamado seu nome – ela admitiu sussurrando- Mas só nos meus sonhos. Desculpe se o perturbei.
Só que infelizmente, ao invés de se sentir insultado e ir embora, Lord Wingate na verdade se sentou no colchão ao lado dela, e colocou seus cotovelos sobre os joelhos, e seu rosto na sua mão.
- Tudo bem, eu não conseguia dormir mesmo. – Ele disse olhando para o assoalho – Não tem possibilidade nenhuma de chegarmos lá a tempo, você sabe, Kate. Não com toda essa chuva.
Isabel. Ele tudo que ele queria. Falar sobre Isabel.
- Oh não, - ela disse, tendo certeza que não estava transparecendo nenhum sentimento. – Nós a encontraremos. É claro que a encontraremos.
- Não – Ele estava de costa para ela, com o rosto fora de vista, mas tudo nele mostrava a enorme dor e culpa que estava sentindo. – Não iremos. Chegaremos tarde demais. E ela terá se casado com ele. Ela tinha o direito de estar zangada com ele por isso, só Deus sabia. Mas porque estava zangada com sua proposta de casamento? Era seu entendimento que as mulheres consideravam as propostas de casamento mais valiosas que diamante, e as prezavam de acordo. Ela estava chateada, talvez, porque a proposta não foi acompanhada por um anel? Bem, ele não tinha tido a chance de parar e comprar um ainda. Ele estava no ato de tentar parar sua filha de fugir com um bastardo, e não tinha tido tempo de pensar em outra coisa.
Na sua frente, Kate se encolheu tão forte como pode no canto da carruagem, e virou seu rosto para tão longe dele quanto era fisicamente possível, para que ele não visse suas lagrimas. A chuva tinha começado forte, bombardeira, acompanhada por uma grande quantidade de relâmpagos, e trovões que aumentavam a cada minuto. Raios brilhavam através do vidro da janela. Mas como ela era incapaz de ver algo, devido suas lagrimas, isto dificilmente importava. O que ela estava fazendo ao invés era pensar, O que tinha feito? Kate, o que você fez? O homem lhe pediu em casamento – algo pelo qual esteve esperando pelos últimos três meses, e você lhe dizem não? Por quê? Por quê?
Ela sabia o porquê, é claro. Porque era uma perfeita idiota, este era o porquê. Ela foi uma completa idiota ao ter aceitado a posição de acompanhante em sua casa primeiramente. Ela sabia desde o começo que era uma má idéia. Olhe para ele! Apenas o olhe! Ele não era tudo o que ela tinha passado a odiar? Rico e arrogante e inteiramente seguro de si...
E ela estava certa, Olha o que aconteceu.
O pior. A única coisa razoável que ela tinha feito nos últimos seis meses, disse a si mesmo, era tê-lo deixado antes que seus sentimentos por ele se tornassem impossíveis de se separar dela.
Não que ela não estivesse enredada agora. Quando tinha puxado o lençol e lhe encontrou parado ali, era como se o tempo não tivesse passado desde a ultima vez que o tinha visto – exceto, é claro, que ele parecia muito diferente agora, tão vulnerável e machucado. 06/11/10
Franciele
Mas o que, é claro, era devido sua preocupação por Isabel, não, como foi seu primeiro pensamento, com uma pequena centelha de esperança que ela tinha se permitido desde a ultima noite em que o deixou, porque ele estava com o coração quebrado graças a seu abandono. Foi necessário toda a sua força para que não atirasse seus braços ao redor dele, e o beijasse milhares de vezes, como tinha fantasiado cada noite desde que tinha deixado Londres.
Mas então se lembrou.
Quando ela apareceu na frente da porta de Nanny Hinkle, na tarde após aquela noite, sublime – mas no final, infeliz – noite com Lord Wingate, ela sentia apenas pesar. Mas quando os dias passavam, e se tornavam semanas, e as semanas se transformavam em meses, e ele não apareceu... Bem, foi quando ela percebeu quão afortunada tinha sido, quão próximo escapou de algo que, no final, se tornaria apenas tristeza.
E foi então que ele apareceu. Tão repentinamente como se o vento tivesse o empurrado para ela.
Mas não tinha sido o vento. Não tinha sido o vento mesmo. Tinha sido Daniel. Deus, o que Daniel estava pensando? Ele não podia estar apaixonado por Isabel. Homens como Daniel eram incapazes de sentir amor por outra pessoa além deles mesmos. Então o que ele pretendia? O que ele poderia esperar acontecer? A menina tinha dinheiro, sim, mas então, Daniel também o tinha, agora que sua mina tinha sido descoberta. Então se ele não roubou Isabel por amor ou dinheiro, pelo que teria sido?
Algo frio estava apertando seu coração, esteve apertando desde que Burke tinha dito as palavras “Daniel Craven” lá atrás, no varal. Porque Kate tinha o terrível sentimento de que sabia o que Daniel queria. Ela esperava estar errada. Ansiava que estivesse errada.
Mas não havia outra explicação que fizesse sentido.
Ela não podia, entretanto, compartilhar seus medos com Burke. Não, ele já tinha preocupação o suficiente. Melhor acreditar que Daniel realmente tinha a intenção de se casar com sua filha, do que saber a verdade...
Deus. A verdade. 06/11/10
Franciele
Ele tinha descoberto a verdade – uma verdade, de qualquer modo – e agora queria se casar com ela. Porque ele tinha descoberto quem era seu pai. Porque tinha descoberto que era filha de um nobre, e queria fazer o que deveria ter feito não importa de quem fosse filha.
Bem, não iria acontecer. Ela não podia – deixaria – acontecer.
O único problema, é claro, que não seria fácil manter isso em mente. Mesmo agora, com ele sentado no banco em frente ao dela, seus olhos verde fixados nela, não podia evitar de notar as costas de sua mão, que estavam nuas. As costas da mãos do Marques de Wingate estavam cobertas com o mesmo cabelo preto que lhe cobria todo o resto do corpo, as partes que apenas ela – bem, e metade das atrizes em Londres – tinha visto. Vendo aquele cabelo agora relembrava Kate do tempo que tinha lhe visto sem um pedaço de roupa, e colocava em sua mente algo que ela deliberadamente tentava esquecer, a noite que eles compartilharam, o único momento em sua vida em que se sentiu verdadeiramente viva. Ele a fez sentir coisas naquela noite que ela sabia que nunca mais sentiria novamente.
O que só a fez chorar mais.
“Kate,” ele disse, do seu canto. Estava ficando mais escuro no exterior enquanto a chuva se tornava ainda mais pesada. Agora batia sobre o telhado da carruagem, que tinha diminuído seu ritmo, devido às condições da estrada e ao fato de que o motorista mal podia ver onde estava indo.
Ela não respondeu. Ela não podia responder. Estava chorando silenciosamente, esperando que a escuridão o impedisse de ver suas lagrimas. Mas não poderia responder sem se entregar. Ela não ousaria. “O que não entendo,” ele disse, ignorando seu silencio, “é porque você se sentiu compelida a fugir. Se você não quisesse... se não quisesse ser minha amante, Kate, porque você apenas não disse? Não é como se eu a forçaria a fazê-lo. Certamente você não pode pensar que eu o faria.”
Ela mordeu seu lábio inferior. A voz dele, vindo do escuro, estava tão gentil como nunca tinha escutado, suave como veludo. 29/11/10
Tradutor/Moderad
"Eu consigo entender," ele continuou, enquanto ela não respondia, "você estar zangada comigo. Mas eu só estou perguntando isso à você para tentar entender. Eu não sabia o que estava dizendo àquela noite. E eu não estou dizendo isso agora só porque sei que você é a filha de um cavalheiro. Eu deveria ter te dito isso àquela noite - Eu teria te dito isso na manhã seguinte, eu juro, se você tivesse ficado. Eu percebi tão tarde quanto você foi embora que eu estava apaixonado por você-"
Ele continuou falando, é claro. Isso não foi tudo o que ele disse. Ele falou por algum tempo, e com uma boa dose de energia. Mas Kate não o ouvia. Porque ele tinha dito que a amava. Ele tinha dito que estava apaixonado por ela.
Oh, Deus. De todas as coisas que ele poderia ter dito, porque ele tinha dito esta? A única coisa, a única coisa garantida que a faria derreter! Como ele poderia saber? Como ele poderia saber? E como ela poderia se fazer de difícil para ele agora? Não era verdade. Não podia ser verdade. Ele só estava dizendo isso porque sabia - ele sabia, droga - o que isso fazia com uma garota, ouvir o homem que ela amava dizer algo assim. Ele estava usando armas contra ela que ela não tinha defesa, nenhuma defesa mesmo. Oh, Deus, ela disse à si mesma.
"Eu deveria ter percebido isso antes, eu sei disso," Burke estava dizendo, quando ela conseguiu, mais uma vez, se concentrar em suas palavras. "Mas tem tanto tempo desde que eu tenha sentido qualquer coisa, qualquer coisa além de raiva que eu não reconheci isso pelo quê isso realmente é, e... Bem, e além de tudo, Kate, você sabe como meu primeiro casamento acabou. Eu não estava exatamente ansioso para fazer esse experimento novamente. Mas você, Kate. Desde que você partiu, eu tenho feito tudo o que consigo pensar para apressar o fim desta minha vida vazia e cabeça dura..."
Lembre-se, ela disse para si mesma, tentando trazer à tona o tipo de indignação que ela sabia que deveria sentir. Porque ele era, afinal, o inimigo. Um deles. 29/11/10
Tradutor/Moderad
Um membro do grupo que havia, por fim, traído sua família, e deixara o assassino sair impune. Ele poderia não ser confiável.
Ela disse em voz alta, a voz apertada "Uma carruagem negra. Com enfeites dourados."
"Kate!" ele se lançou pela carruagem, e nesse momento, não eram suas mãos que ele havia apanhado, mas ela toda, pegando-a nos braços como se ela tivesse tanto peso quanto uma boneca.
"O quê," ele perguntou, sacudindo-a, sua face lívida apenas alguns centímetros da dela, "eu tenho que fazer para você esquecer que eu disse qualquer uma daquelas coisas? O que eu tenho que fazer? Isso?"
E então, ele estava beijando-a.
Como se fosse uma coisa simples, ele estava beijando-a, e ela...
Bem, ela descongelou.
Ele era um excelente beijador, Burke Traherne. Não que ela soubesse disto antes. Ela só se lembrava, bem demais.
Mas, como se quisesse ter a certeza - uma certeza perfeita - de que ela não tinha esquecido, ele a lembrava, sua boca movendo-se sobre a dela de uma maneira um pouco curiosa - não timidamente, de qualquer forma, mas como se ele estivesse fazendo uma pergunta da qual só ela, Kate, tinha a resposta.
Não foi antes de Kate sentir a intrusão de sua língua dentro de sua boca que ela percebeu que já tinha respondido essa pergunta, de alguma forma - embora ela mal soubesse como, e muito menos qual pergunta era essa... até que de repente não havia mais nada questionando a sua postura; ele lançara o primeiro saque e percebera que as suas defesas estavam baixas. Essa, então, havia sido a pergunta. Agora ele atacara, sem demonstrar nenhuma piedade.
E foi então que atingiu Kate, tão forte quanto um golpe, que esse beijo fora algo fora do comum, e que talvez ela não estivesse tanto no controle da situação como gostaria. Apesar de ter lutado contra o ataque repentino e vertiginoso em seus sentidos, ela não conseguia se livrar do feitiço hipnótico de seus lábios, e nem do punho de ferro que a segurava. 30/11/10
Franciele
Então ela começou a amolecer em seus braços, excetos por suas mãos, que, como por vontade própria, escorregaram ao redor do pescoço dele, enredando em seu cabelo surpreendentemente suave que nascia na base de sua nuca. O que havia, ela se perguntou indistintamente, na introdução da língua deste homem em sua boca que parecia ter direta correlação com a muita repentina e notável sensação de aperto entre suas pernas?
Mesmo em seu alto estado de excitação, Kate não era inconsciente do fato de que Burke parecia sofrer similar desconforto. Ela podia senti-lo, pressionando urgentemente através dos anéis de sua crinolina. Ele tinha deixado escapa um baixo gemido, abafado contra sua boca, quando ela deslizou sua mão ao redor do pescoço dele, e agora, enquanto a pressionava contra a frente de sua calça, seus fortes braços apertaram possessivamente ao redor dela. Dedos calejados a acariciavam através do fino material de seu vestido, e percebeu que eles estavam se mexendo inexoravelmente perto de seus seios. Se ela deixasse que ele a tocasse lá, estaria perdida, sabia.
E ela tinha que detê-lo, porque não era Sara Woodhart, que estava perdida o suficiente para se divertir com homens com os quais não tinha intenção de se casar. Ela era Kate Mayhew, que tinha uma reputação a defender. Certamente, esta reputação não era a mais perfeita, mas era tudo o que tinha, no final de tudo...
E então aqueles fortes, ainda que inacreditavelmente gentis, dedos estavam sobre seus seios, o mamilo já tinha ficado duro contra o calor da palma de sua mão.
Separando sua boca da dele e pondo uma mão restringente sobre seu largo peito, Kate lançou um olhar acusador para seu rosto, e estava perplexa pelo que viu lá, uma boca frouxa de desejo e olhos verdes cheios de... de que? Kate não podia nomear o que via completando aqueles olhos, mas era tão assustador quanto excitante.
Ela tinha que por um fim nessa loucura, antes que as coisas fossem longe de mais. 30/11/10
Franciele
“Burke,” ela disse, através dos lábios dormentes devido a pressão de seus beijos, “Me solte.”
Burke levantou a cabeça, sua expressão era tão atordoada como a de um homem que tinha acabado de acordar. Piscando para ela, ele deu indicação de que tinha ouvido, e ainda assim sua mão, continuava ancorada sobre o seio dela, apertado-o, como se não tivesse a menor intenção de solta-la. Quando falou, em um tom rouco, com a entonação indistinta.
“Eu acho que não,” ele disse. “Da ultima vez que a soltei, você foi embora, e se passaram três meses antes que eu a visse novamente.
E com aquela resposta, ela agarrou seu rosto com ambas as mãos e a abaixou até que seus lábios estivessem sobre os dela novamente. E quem poderia culpá-la? Não era como se ela pudesse evitar. Não era como se isso a fizesse feliz, a facilidade com a qual ele era capaz, de com um mero toque, rendê-la tão irremediavelmente em suas mãos. Especialmente quando aquelas mãos faziam coisas á ela, como estavam fazendo. Embora ele mantivesse uma mão firmemente presa em sua nuca, debaixo de seus cabelos, obviamente para evitar que ela fugisse – como se ela fosse tola o suficiente para querer fazer isto – a outra ainda chamuscava seu seio através do material de seu vestido, e mergulhava ameaçadoramente mais para baixo...
Mas não antes que o motorista batesse na porta, dizendo que as ruas estavam muito inundadas para continuar a viajem, e perguntar se o lord se importaria em esperar a tempestade passar na pousada na qual ele tinha acabado de parar. 30/11/10
Franciele
Capitulo 26
Foi um trovão que a acordou. O chacoalhar do vidro da janela ao lado de sua cama.
Kate sentou na escuridão, e se levantou para abrir a pequena cortina. Lá fora estava escuro, coberto por água. Ela sabia que devia ser tarde, porque não podia ver as luzes nas janelas da hotelaria do outro lado da rua. A pequena vila na qual foram obrigados a parar estava adormecida. Todos na Inglaterra, ela imaginou, estavam dormindo.
Exceto ela.
Foi uma misericórdia, supôs, que aquele trovão a tivesse acordado. Ela estava presa em outro daqueles sonhos – aqueles terríveis, maravilhosos sonhos que ela vinha tendo desde o fático dia em que ela espiou o marques no banho; sonhos que ela continuou tendo desde que deixou sua companhia, sonhos que a deixavam, toda vez que ela acordava de um deles, quente e sem ar, com uma mão entre as pernas. Era chocante. Não era como uma lady devia se comportar.
E ainda assim ela não podia se impedir de sonhar com ele, parecia, tanto quanto não podia parar de respirar.
E então, no final, ela foi forçada a desistir de tentar. Agora ela nem se incomodava em vestir uma camisola, porque sabia perfeitamente bem que estaria sobre sua cabeça e emaranhada com sua roupa de cama pela manhã. E quando acordava com uma mão retesada entre suas pernas, simplesmente a matinha lá.
Este parecia ser o melhor modo, afinal, de lidar com a situação. Certamente era melhor do que fazer o que ela desejava, que era retornar a Park Lane, bater na porta de Lord Wingate, e implorar para que ele a aceitasse de volta. Mas agora ele não estava a milhas de distancia em Londres. Estava no quarto ao lado, dormindo profundamente, como todo bom cidadão da Inglaterra deveria estar fazendo, a tal hora. 30/11/10
Franciele
Ele foi educadamente atento a ela durante todo o jantar, e não tinha renovado a grande proposta que tinha feito na carruagem... nem a proposta física que tinha feito um pouco depois. Possivelmente era porque agora ele tinha tido tempo de refletir, e percebeu que casar com a filha do notório Peter Mayhew não era, talvez, a coisa mais sensata a se fazer.
Não, Kate supôs, que ela poderia culpá-lo.
Um relâmpago encheu seu quarto. Dez segundo depois, o trovão retumbou novamente, não tão alto quanto o anterior. A tempestade, que os vinha seguindo desde Lynn Regis, estava indo embora finalmente. Com alguma sorte, pela manhã teria ido, e eles teria ruas limpas até a Escócia.
Este era o porquê, Kate disse a si mesma, ela estava sendo tola a ficar deitada ali, piscando no escuro. Deveria tentar dormi. Ela tinha um longo, e exaustivo dia de viajem pela frente.
Ela tinha acabado de fechar os olhos quando ouviu algo que não era um trovão nem um raio. Abrindo os olhos novamente, ela se sentou e olhou para o quarto escuro. Estalagem de rodovias eram notoriamente infestadas de ratos, apesar daquela parecer muito limpa, e ela tinha visto alguns gatos rondando o lugar. Porem, mesmo Lady Babbie, ela sabia, já tinha deixado escapar um grande.
Varrendo uma mão pelo chão, Kate alcançou uma de suas botas, e lançou na direção em que tinha ouvido o barulho.
Kate, cuja mira sempre foi boa, sabia que tinha acertado quando ouviu alguém dizer, “Oof!”
Mas ratos não diziam “Oof.”
Então, depois do barulho que era indubitavelmente da bota caindo no chão, a voz do Lord Wingate cortou a escuridão. “Que droga, Kate,” ele sussurrou. “Sou apenas eu.”
Era Lord Wingate – abrindo a pequena porta adjunta que separava os dois quartos, uma porta que Kate, é claro, não pensou em trancar antes de se deitar. Ela tinha requisitado, um pouco nervosa, que eles tivessem quartos separados e Lord Wingate não tinha argumentado. 02/12/10
↑ Manuh
Agora ela via o por quê. Eles tinham quartos separados, tudo bem. Separados por uma porta.
Ouviu o barulho de um fósforo, e então uma luz invadiu o quartinho. Ele trouxe uma vela com ele, e agora ele a levanta, e olha pra ela através das luzes da chama. Tarde demais, ela se lembrando que não tinha colocado a vestimenta, e levantou os lençóis até o queixo.
- O que você quer? – ela evitou olhar para o que a chama da vela relevava, que era apenas o roupão que ele usava, a frente que caiu quando ele levantou a vela, revelando seu peitoral.
- Eu achei que você tinha me chamado – Ele disse.
- Bem – ela disse – eu não chamei.
Mesmo ela dizendo isso, não tinha certeza se era verdade. Tinha certeza que tinha sonhado com ele alguns minutos antes, e ela talvez tenha chorado o nome dele em um dos momentos mais eróticos do sonho.
- Kate – ele disse, colocando a vela numa mesinha do lado da cama dela – Eu ouvi você, certamente... Eu estava lendo, e...
O quanto mais ele se aproximava ela puxava mais ainda os lençóis. – Eu talvez tenha chamado seu nome – ela admitiu sussurrando- Mas só nos meus sonhos. Desculpe se o perturbei.
Só que infelizmente, ao invés de se sentir insultado e ir embora, Lord Wingate na verdade se sentou no colchão ao lado dela, e colocou seus cotovelos sobre os joelhos, e seu rosto na sua mão.
- Tudo bem, eu não conseguia dormir mesmo. – Ele disse olhando para o assoalho – Não tem possibilidade nenhuma de chegarmos lá a tempo, você sabe, Kate. Não com toda essa chuva.
Isabel. Ele tudo que ele queria. Falar sobre Isabel.
- Oh não, - ela disse, tendo certeza que não estava transparecendo nenhum sentimento. – Nós a encontraremos. É claro que a encontraremos.
- Não – Ele estava de costa para ela, com o rosto fora de vista, mas tudo nele mostrava a enorme dor e culpa que estava sentindo. – Não iremos. Chegaremos tarde demais. E ela terá se casado com ele. Ela tinha o direito de estar zangada com ele por isso, só Deus sabia. Mas porque estava zangada com sua proposta de casamento? Era seu entendimento que as mulheres consideravam as propostas de casamento mais valiosas que diamante, e as prezavam de acordo. Ela estava chateada, talvez, porque a proposta não foi acompanhada por um anel? Bem, ele não tinha tido a chance de parar e comprar um ainda. Ele estava no ato de tentar parar sua filha de fugir com um bastardo, e não tinha tido tempo de pensar em outra coisa.
Na sua frente, Kate se encolheu tão forte como pode no canto da carruagem, e virou seu rosto para tão longe dele quanto era fisicamente possível, para que ele não visse suas lagrimas. A chuva tinha começado forte, bombardeira, acompanhada por uma grande quantidade de relâmpagos, e trovões que aumentavam a cada minuto. Raios brilhavam através do vidro da janela. Mas como ela era incapaz de ver algo, devido suas lagrimas, isto dificilmente importava. O que ela estava fazendo ao invés era pensar, O que tinha feito? Kate, o que você fez? O homem lhe pediu em casamento – algo pelo qual esteve esperando pelos últimos três meses, e você lhe dizem não? Por quê? Por quê?
Ela sabia o porquê, é claro. Porque era uma perfeita idiota, este era o porquê. Ela foi uma completa idiota ao ter aceitado a posição de acompanhante em sua casa primeiramente. Ela sabia desde o começo que era uma má idéia. Olhe para ele! Apenas o olhe! Ele não era tudo o que ela tinha passado a odiar? Rico e arrogante e inteiramente seguro de si...
E ela estava certa, Olha o que aconteceu.
O pior. A única coisa razoável que ela tinha feito nos últimos seis meses, disse a si mesmo, era tê-lo deixado antes que seus sentimentos por ele se tornassem impossíveis de se separar dela.
Não que ela não estivesse enredada agora. Quando tinha puxado o lençol e lhe encontrou parado ali, era como se o tempo não tivesse passado desde a ultima vez que o tinha visto – exceto, é claro, que ele parecia muito diferente agora, tão vulnerável e machucado. 06/11/10
Franciele
Mas o que, é claro, era devido sua preocupação por Isabel, não, como foi seu primeiro pensamento, com uma pequena centelha de esperança que ela tinha se permitido desde a ultima noite em que o deixou, porque ele estava com o coração quebrado graças a seu abandono. Foi necessário toda a sua força para que não atirasse seus braços ao redor dele, e o beijasse milhares de vezes, como tinha fantasiado cada noite desde que tinha deixado Londres.
Mas então se lembrou.
Quando ela apareceu na frente da porta de Nanny Hinkle, na tarde após aquela noite, sublime – mas no final, infeliz – noite com Lord Wingate, ela sentia apenas pesar. Mas quando os dias passavam, e se tornavam semanas, e as semanas se transformavam em meses, e ele não apareceu... Bem, foi quando ela percebeu quão afortunada tinha sido, quão próximo escapou de algo que, no final, se tornaria apenas tristeza.
E foi então que ele apareceu. Tão repentinamente como se o vento tivesse o empurrado para ela.
Mas não tinha sido o vento. Não tinha sido o vento mesmo. Tinha sido Daniel. Deus, o que Daniel estava pensando? Ele não podia estar apaixonado por Isabel. Homens como Daniel eram incapazes de sentir amor por outra pessoa além deles mesmos. Então o que ele pretendia? O que ele poderia esperar acontecer? A menina tinha dinheiro, sim, mas então, Daniel também o tinha, agora que sua mina tinha sido descoberta. Então se ele não roubou Isabel por amor ou dinheiro, pelo que teria sido?
Algo frio estava apertando seu coração, esteve apertando desde que Burke tinha dito as palavras “Daniel Craven” lá atrás, no varal. Porque Kate tinha o terrível sentimento de que sabia o que Daniel queria. Ela esperava estar errada. Ansiava que estivesse errada.
Mas não havia outra explicação que fizesse sentido.
Ela não podia, entretanto, compartilhar seus medos com Burke. Não, ele já tinha preocupação o suficiente. Melhor acreditar que Daniel realmente tinha a intenção de se casar com sua filha, do que saber a verdade...
Deus. A verdade. 06/11/10
Franciele
Ele tinha descoberto a verdade – uma verdade, de qualquer modo – e agora queria se casar com ela. Porque ele tinha descoberto quem era seu pai. Porque tinha descoberto que era filha de um nobre, e queria fazer o que deveria ter feito não importa de quem fosse filha.
Bem, não iria acontecer. Ela não podia – deixaria – acontecer.
O único problema, é claro, que não seria fácil manter isso em mente. Mesmo agora, com ele sentado no banco em frente ao dela, seus olhos verde fixados nela, não podia evitar de notar as costas de sua mão, que estavam nuas. As costas da mãos do Marques de Wingate estavam cobertas com o mesmo cabelo preto que lhe cobria todo o resto do corpo, as partes que apenas ela – bem, e metade das atrizes em Londres – tinha visto. Vendo aquele cabelo agora relembrava Kate do tempo que tinha lhe visto sem um pedaço de roupa, e colocava em sua mente algo que ela deliberadamente tentava esquecer, a noite que eles compartilharam, o único momento em sua vida em que se sentiu verdadeiramente viva. Ele a fez sentir coisas naquela noite que ela sabia que nunca mais sentiria novamente.
O que só a fez chorar mais.
“Kate,” ele disse, do seu canto. Estava ficando mais escuro no exterior enquanto a chuva se tornava ainda mais pesada. Agora batia sobre o telhado da carruagem, que tinha diminuído seu ritmo, devido às condições da estrada e ao fato de que o motorista mal podia ver onde estava indo.
Ela não respondeu. Ela não podia responder. Estava chorando silenciosamente, esperando que a escuridão o impedisse de ver suas lagrimas. Mas não poderia responder sem se entregar. Ela não ousaria. “O que não entendo,” ele disse, ignorando seu silencio, “é porque você se sentiu compelida a fugir. Se você não quisesse... se não quisesse ser minha amante, Kate, porque você apenas não disse? Não é como se eu a forçaria a fazê-lo. Certamente você não pode pensar que eu o faria.”
Ela mordeu seu lábio inferior. A voz dele, vindo do escuro, estava tão gentil como nunca tinha escutado, suave como veludo. 29/11/10
Tradutor/Moderad
"Eu consigo entender," ele continuou, enquanto ela não respondia, "você estar zangada comigo. Mas eu só estou perguntando isso à você para tentar entender. Eu não sabia o que estava dizendo àquela noite. E eu não estou dizendo isso agora só porque sei que você é a filha de um cavalheiro. Eu deveria ter te dito isso àquela noite - Eu teria te dito isso na manhã seguinte, eu juro, se você tivesse ficado. Eu percebi tão tarde quanto você foi embora que eu estava apaixonado por você-"
Ele continuou falando, é claro. Isso não foi tudo o que ele disse. Ele falou por algum tempo, e com uma boa dose de energia. Mas Kate não o ouvia. Porque ele tinha dito que a amava. Ele tinha dito que estava apaixonado por ela.
Oh, Deus. De todas as coisas que ele poderia ter dito, porque ele tinha dito esta? A única coisa, a única coisa garantida que a faria derreter! Como ele poderia saber? Como ele poderia saber? E como ela poderia se fazer de difícil para ele agora? Não era verdade. Não podia ser verdade. Ele só estava dizendo isso porque sabia - ele sabia, droga - o que isso fazia com uma garota, ouvir o homem que ela amava dizer algo assim. Ele estava usando armas contra ela que ela não tinha defesa, nenhuma defesa mesmo. Oh, Deus, ela disse à si mesma.
"Eu deveria ter percebido isso antes, eu sei disso," Burke estava dizendo, quando ela conseguiu, mais uma vez, se concentrar em suas palavras. "Mas tem tanto tempo desde que eu tenha sentido qualquer coisa, qualquer coisa além de raiva que eu não reconheci isso pelo quê isso realmente é, e... Bem, e além de tudo, Kate, você sabe como meu primeiro casamento acabou. Eu não estava exatamente ansioso para fazer esse experimento novamente. Mas você, Kate. Desde que você partiu, eu tenho feito tudo o que consigo pensar para apressar o fim desta minha vida vazia e cabeça dura..."
Lembre-se, ela disse para si mesma, tentando trazer à tona o tipo de indignação que ela sabia que deveria sentir. Porque ele era, afinal, o inimigo. Um deles. 29/11/10
Tradutor/Moderad
Um membro do grupo que havia, por fim, traído sua família, e deixara o assassino sair impune. Ele poderia não ser confiável.
Ela disse em voz alta, a voz apertada "Uma carruagem negra. Com enfeites dourados."
"Kate!" ele se lançou pela carruagem, e nesse momento, não eram suas mãos que ele havia apanhado, mas ela toda, pegando-a nos braços como se ela tivesse tanto peso quanto uma boneca.
"O quê," ele perguntou, sacudindo-a, sua face lívida apenas alguns centímetros da dela, "eu tenho que fazer para você esquecer que eu disse qualquer uma daquelas coisas? O que eu tenho que fazer? Isso?"
E então, ele estava beijando-a.
Como se fosse uma coisa simples, ele estava beijando-a, e ela...
Bem, ela descongelou.
Ele era um excelente beijador, Burke Traherne. Não que ela soubesse disto antes. Ela só se lembrava, bem demais.
Mas, como se quisesse ter a certeza - uma certeza perfeita - de que ela não tinha esquecido, ele a lembrava, sua boca movendo-se sobre a dela de uma maneira um pouco curiosa - não timidamente, de qualquer forma, mas como se ele estivesse fazendo uma pergunta da qual só ela, Kate, tinha a resposta.
Não foi antes de Kate sentir a intrusão de sua língua dentro de sua boca que ela percebeu que já tinha respondido essa pergunta, de alguma forma - embora ela mal soubesse como, e muito menos qual pergunta era essa... até que de repente não havia mais nada questionando a sua postura; ele lançara o primeiro saque e percebera que as suas defesas estavam baixas. Essa, então, havia sido a pergunta. Agora ele atacara, sem demonstrar nenhuma piedade.
E foi então que atingiu Kate, tão forte quanto um golpe, que esse beijo fora algo fora do comum, e que talvez ela não estivesse tanto no controle da situação como gostaria. Apesar de ter lutado contra o ataque repentino e vertiginoso em seus sentidos, ela não conseguia se livrar do feitiço hipnótico de seus lábios, e nem do punho de ferro que a segurava. 30/11/10
Franciele
Então ela começou a amolecer em seus braços, excetos por suas mãos, que, como por vontade própria, escorregaram ao redor do pescoço dele, enredando em seu cabelo surpreendentemente suave que nascia na base de sua nuca. O que havia, ela se perguntou indistintamente, na introdução da língua deste homem em sua boca que parecia ter direta correlação com a muita repentina e notável sensação de aperto entre suas pernas?
Mesmo em seu alto estado de excitação, Kate não era inconsciente do fato de que Burke parecia sofrer similar desconforto. Ela podia senti-lo, pressionando urgentemente através dos anéis de sua crinolina. Ele tinha deixado escapa um baixo gemido, abafado contra sua boca, quando ela deslizou sua mão ao redor do pescoço dele, e agora, enquanto a pressionava contra a frente de sua calça, seus fortes braços apertaram possessivamente ao redor dela. Dedos calejados a acariciavam através do fino material de seu vestido, e percebeu que eles estavam se mexendo inexoravelmente perto de seus seios. Se ela deixasse que ele a tocasse lá, estaria perdida, sabia.
E ela tinha que detê-lo, porque não era Sara Woodhart, que estava perdida o suficiente para se divertir com homens com os quais não tinha intenção de se casar. Ela era Kate Mayhew, que tinha uma reputação a defender. Certamente, esta reputação não era a mais perfeita, mas era tudo o que tinha, no final de tudo...
E então aqueles fortes, ainda que inacreditavelmente gentis, dedos estavam sobre seus seios, o mamilo já tinha ficado duro contra o calor da palma de sua mão.
Separando sua boca da dele e pondo uma mão restringente sobre seu largo peito, Kate lançou um olhar acusador para seu rosto, e estava perplexa pelo que viu lá, uma boca frouxa de desejo e olhos verdes cheios de... de que? Kate não podia nomear o que via completando aqueles olhos, mas era tão assustador quanto excitante.
Ela tinha que por um fim nessa loucura, antes que as coisas fossem longe de mais. 30/11/10
Franciele
“Burke,” ela disse, através dos lábios dormentes devido a pressão de seus beijos, “Me solte.”
Burke levantou a cabeça, sua expressão era tão atordoada como a de um homem que tinha acabado de acordar. Piscando para ela, ele deu indicação de que tinha ouvido, e ainda assim sua mão, continuava ancorada sobre o seio dela, apertado-o, como se não tivesse a menor intenção de solta-la. Quando falou, em um tom rouco, com a entonação indistinta.
“Eu acho que não,” ele disse. “Da ultima vez que a soltei, você foi embora, e se passaram três meses antes que eu a visse novamente.
E com aquela resposta, ela agarrou seu rosto com ambas as mãos e a abaixou até que seus lábios estivessem sobre os dela novamente. E quem poderia culpá-la? Não era como se ela pudesse evitar. Não era como se isso a fizesse feliz, a facilidade com a qual ele era capaz, de com um mero toque, rendê-la tão irremediavelmente em suas mãos. Especialmente quando aquelas mãos faziam coisas á ela, como estavam fazendo. Embora ele mantivesse uma mão firmemente presa em sua nuca, debaixo de seus cabelos, obviamente para evitar que ela fugisse – como se ela fosse tola o suficiente para querer fazer isto – a outra ainda chamuscava seu seio através do material de seu vestido, e mergulhava ameaçadoramente mais para baixo...
Mas não antes que o motorista batesse na porta, dizendo que as ruas estavam muito inundadas para continuar a viajem, e perguntar se o lord se importaria em esperar a tempestade passar na pousada na qual ele tinha acabado de parar. 30/11/10
Franciele
Capitulo 26
Foi um trovão que a acordou. O chacoalhar do vidro da janela ao lado de sua cama.
Kate sentou na escuridão, e se levantou para abrir a pequena cortina. Lá fora estava escuro, coberto por água. Ela sabia que devia ser tarde, porque não podia ver as luzes nas janelas da hotelaria do outro lado da rua. A pequena vila na qual foram obrigados a parar estava adormecida. Todos na Inglaterra, ela imaginou, estavam dormindo.
Exceto ela.
Foi uma misericórdia, supôs, que aquele trovão a tivesse acordado. Ela estava presa em outro daqueles sonhos – aqueles terríveis, maravilhosos sonhos que ela vinha tendo desde o fático dia em que ela espiou o marques no banho; sonhos que ela continuou tendo desde que deixou sua companhia, sonhos que a deixavam, toda vez que ela acordava de um deles, quente e sem ar, com uma mão entre as pernas. Era chocante. Não era como uma lady devia se comportar.
E ainda assim ela não podia se impedir de sonhar com ele, parecia, tanto quanto não podia parar de respirar.
E então, no final, ela foi forçada a desistir de tentar. Agora ela nem se incomodava em vestir uma camisola, porque sabia perfeitamente bem que estaria sobre sua cabeça e emaranhada com sua roupa de cama pela manhã. E quando acordava com uma mão retesada entre suas pernas, simplesmente a matinha lá.
Este parecia ser o melhor modo, afinal, de lidar com a situação. Certamente era melhor do que fazer o que ela desejava, que era retornar a Park Lane, bater na porta de Lord Wingate, e implorar para que ele a aceitasse de volta. Mas agora ele não estava a milhas de distancia em Londres. Estava no quarto ao lado, dormindo profundamente, como todo bom cidadão da Inglaterra deveria estar fazendo, a tal hora. 30/11/10
Franciele
Ele foi educadamente atento a ela durante todo o jantar, e não tinha renovado a grande proposta que tinha feito na carruagem... nem a proposta física que tinha feito um pouco depois. Possivelmente era porque agora ele tinha tido tempo de refletir, e percebeu que casar com a filha do notório Peter Mayhew não era, talvez, a coisa mais sensata a se fazer.
Não, Kate supôs, que ela poderia culpá-lo.
Um relâmpago encheu seu quarto. Dez segundo depois, o trovão retumbou novamente, não tão alto quanto o anterior. A tempestade, que os vinha seguindo desde Lynn Regis, estava indo embora finalmente. Com alguma sorte, pela manhã teria ido, e eles teria ruas limpas até a Escócia.
Este era o porquê, Kate disse a si mesma, ela estava sendo tola a ficar deitada ali, piscando no escuro. Deveria tentar dormi. Ela tinha um longo, e exaustivo dia de viajem pela frente.
Ela tinha acabado de fechar os olhos quando ouviu algo que não era um trovão nem um raio. Abrindo os olhos novamente, ela se sentou e olhou para o quarto escuro. Estalagem de rodovias eram notoriamente infestadas de ratos, apesar daquela parecer muito limpa, e ela tinha visto alguns gatos rondando o lugar. Porem, mesmo Lady Babbie, ela sabia, já tinha deixado escapar um grande.
Varrendo uma mão pelo chão, Kate alcançou uma de suas botas, e lançou na direção em que tinha ouvido o barulho.
Kate, cuja mira sempre foi boa, sabia que tinha acertado quando ouviu alguém dizer, “Oof!”
Mas ratos não diziam “Oof.”
Então, depois do barulho que era indubitavelmente da bota caindo no chão, a voz do Lord Wingate cortou a escuridão. “Que droga, Kate,” ele sussurrou. “Sou apenas eu.”
Era Lord Wingate – abrindo a pequena porta adjunta que separava os dois quartos, uma porta que Kate, é claro, não pensou em trancar antes de se deitar. Ela tinha requisitado, um pouco nervosa, que eles tivessem quartos separados e Lord Wingate não tinha argumentado. 02/12/10
↑ Manuh
Agora ela via o por quê. Eles tinham quartos separados, tudo bem. Separados por uma porta.
Ouviu o barulho de um fósforo, e então uma luz invadiu o quartinho. Ele trouxe uma vela com ele, e agora ele a levanta, e olha pra ela através das luzes da chama. Tarde demais, ela se lembrando que não tinha colocado a vestimenta, e levantou os lençóis até o queixo.
- O que você quer? – ela evitou olhar para o que a chama da vela relevava, que era apenas o roupão que ele usava, a frente que caiu quando ele levantou a vela, revelando seu peitoral.
- Eu achei que você tinha me chamado – Ele disse.
- Bem – ela disse – eu não chamei.
Mesmo ela dizendo isso, não tinha certeza se era verdade. Tinha certeza que tinha sonhado com ele alguns minutos antes, e ela talvez tenha chorado o nome dele em um dos momentos mais eróticos do sonho.
- Kate – ele disse, colocando a vela numa mesinha do lado da cama dela – Eu ouvi você, certamente... Eu estava lendo, e...
O quanto mais ele se aproximava ela puxava mais ainda os lençóis. – Eu talvez tenha chamado seu nome – ela admitiu sussurrando- Mas só nos meus sonhos. Desculpe se o perturbei.
Só que infelizmente, ao invés de se sentir insultado e ir embora, Lord Wingate na verdade se sentou no colchão ao lado dela, e colocou seus cotovelos sobre os joelhos, e seu rosto na sua mão.
- Tudo bem, eu não conseguia dormir mesmo. – Ele disse olhando para o assoalho – Não tem possibilidade nenhuma de chegarmos lá a tempo, você sabe, Kate. Não com toda essa chuva.
Isabel. Ele tudo que ele queria. Falar sobre Isabel.
- Oh não, - ela disse, tendo certeza que não estava transparecendo nenhum sentimento. – Nós a encontraremos. É claro que a encontraremos.
- Não – Ele estava de costa para ela, com o rosto fora de vista, mas tudo nele mostrava a enorme dor e culpa que estava sentindo. – Não iremos. Chegaremos tarde demais. E ela terá se casado com ele. Kate, impressionada o quanto patético ele soava para uma voz masculina, colocou de lado todo seu orgulho, e colocou sua mão nas costas dele, fortes costas. A situação estava mais longe do que Burke imaginava. Daniel Craven nunca se casaria com Isabel. Kate sabia disso.
Mas ela não poderia, é claro, contar para o pai da menina isso.
- Não necessariamente – disse, com um otimismo bem longe do que realmente sentia. – Quero dizer, Isabel é cabeça-dura, sim, mas ela não é idiota, Lord Wingate.
- Pelo amor de Deus – ele disse, e soou para Kate como se ele estivesse falando entre os dentes, mas ela não podia dizer ao certo já que ele não estava olhando para ela. – Me chame pelo nome, Kate. Quando você diz “Lord Wingate” soa tão frio e eu não posso suportar isso.
Ela hesitou, - Tudo bem. – e finalmente disse – Tudo bem então, Burke, Certamente você tem conversou com sua filha sobre... bem, o que acontece entre um homem e uma mulher. Não foi?
Ele ainda não se virou. – Claro que não – disse amargamente – achei que você tinha falado.
- Eu? – Kate levantou a sobrancelha. – Certamente não! O que levaria você a pensar que eu...
- Bem, você ensinou tudo a ela. Como se vestir, e como fazer o cabelo. Eu apenas presumir....
- Mas Lord, quero dizer, Burke. Cabe aos pais falarem dessas coisas com os filhos...
- Bem, eu nunca falei, tudo bem?
Virou-se, e a encarou. Na hora Kate desejou que ele não tivesse se virado. As chamas da vela trouxeram ao rosto dele uma boa visão, que ele não era inteiramente bonito, mas que tinha uma força e uma inevitável masculinidade que Kate sempre achou perfeitamente irresistível. E agora, que tudo se tratava da filha dele, o rosto do Lord Wingate, para ela, se tornava vai atrativo que nunca. 02/12/10
↑ Manuh
- Isso nunca me ocorreu. – ele disse – Eu a criei desde bebê, Kate. Eu fui aquele que a viu tomar banho, se vestir, comer. Eu não podia fazer tudo. Você sabe como ela é. Era tudo que eu podia fazer para que ela se vestisse todos os dias. E isso não era um ponto que ela expressava nem um pouco de curiosidade. (*ele ta falando do sexo*) . Não que, se ela tivesse perguntado, eu saberia o que dizer. Existem algumas coisas que – muito poucas, mas algumas- que os pais simplesmente não sabem explicar para as filhas.
Kate deixou cair seu olhar. Ela tinha que fazer, ou então passar a mão que estava nas costas dele para o queixo, que apesar de está áspero pelo crescimento da barba, parecia incrivelmente afável. Lembre-se, disse para si mesma.
- Bem – ela falou – Então se talvez ele tentar alguma coisa, Isabel ficará tão chocada, que o deixará.
Podia sentir o olhar dele sobre ela, mas não tinha força para fita-lo de volta. – Isso foi Craven. – ele falou abruptamente
Kate piscou para ele – Como?
- Foi Craven – ele disse de novo – Isabel me disse que foi Daniel Craven naquela noite no jardim, e não Lord Palmer. E ainda sim você me deixar achar que foi. Por quê?
Kate, assustada com a súbita mudança de assunto, engolia seco, mas não levantou o olhar da sua colcha. – Não importa – ela disse - não mais.
- Importa sim – ele disse cheio de urgência – Importa um bom acordo, na verdade. Por que você não me contou?
Ela lambeu os lábios. Sua boca subitamente ficou muito seca. - Bem – ela disse – Supostamente... Supostamente porque eu não queria que você o matasse. Eu achei... eu achei que só iria causar mais um escândalo, e me pareceu que já havia muito disso. 02/12/10
↑ Manuh
- Você estava me protegendo? – ele perguntou incrédulo – Me permitiu pensar coisas terríveis sobre você só para me proteger?
Então ela cometeu o erro de olhar para cima. – E Isabel – disse, não querendo que ele achasse que ela havia feito isso por ele. Porque, talvez, é claro, ele pode achar que ela se importa. Apesar dela não se importar. Definitivamente não se importa.
Mesmo não parece, quando ele a olha nos olhos, que ele ainda vá continuar acreditando nisso por muito tempo. Porque ela certamente viu o olhar penetrante dele conseguiu decifrar a charada daquela cara que ela tentou cuidadosamente manter.
Apenas como ele podia, parecia, vê através do lençol que ela segurava até o queixo como um frágil abrigo para protegê-la do que já sabia - com um misto de excitação e nervosismo- o que estava para acontecer.
- Então – ele disse com aquela mesma voz penetrante e gentil que usou na carruagem –Você tem que gostar de mim um pouquinho, Kate. Se você quis me proteger de um escândalo, quero dizer.
Ela queria desviar o olhar. Queria desesperadamente desviar o olhar. Então porque ela não podia? Tudo que parecia que ela podia fazer era ficar lá sentada e encará-lo nos olhos, , notando, agora que ele estava sentado mais perto, que eles não eram completamente verdes afinal.
Tinha minúsculas partículas de ouro neles, como peixinhos de ouro, nadando numa lagoa verde.
- Eu acho que gostava – Kate disse – Então.
- Mas você não gosta... – ele disse, alcançando o lençol que ela estava segurando – mais?
- Exatamente – ela disse se apertando ainda mais no fino linho.
- Então porque, - ele perguntou, dando ao lençol gentis puxões – você está aqui?
- Eu disse a você – ela falou- Eu vim por Isabel...
Mas isso foi tudo que conseguiu expressar antes que ele se curvasse e cobrisse a boca dela com a dele mesmo. 02/12/10
↑ Manuh
Quando mais longe o beijo ia, mais ela o achava devastador. Não era como os forte, possessivo beijos que ele tinha dado nela na biblioteca. Ou então os doces beijos que eles haviam trocado no quarto dele, antes que ele começasse a falar tão descontroladamente sobre livrarias e carruagens. Foi mais parecido com o da carruagem...
Mas não exatamente igual aquele também. Porque aquele foi cheio de algum que Kate não conseguiu perceber, por não tê-lo conhecido antes. E ainda, quanto mais Lord Wingate—Burke. Quando ela iria se lembrar de chamá-lo de Burke? – a beijava, mais ela começava a perceber que algum ia. E algum ia... ia ficando ardende.
Ela tinha certeza disso. Porque é claro, também estava sentindo isso. Tem sentido isso por todo o tempo que tiveram separados. E se realmente fosse isso, embora sua mente achasse o contrario, todo o seu corpo dizia que ali estava outro corpo que iria lhe dá um imenso prazer.
E agora tudo que queria era sentir a experiência de prazer de novo.
O que explica porque Kate não protestou quando Burke puxou enfaticamente o ultimo lençol que ela segurava, o tirando das mãos dela completamente.
Ela estendeu a mão, cegamente – porque é claro que ele ainda continuava a beijar, sua língua gentilmente abrindo caminho dos lábios que ela tentava selar – pará-lo, mas tudo que conseguiu nesse ato foi tocar local onde o roupão estava aberto, o peitoral dele. As mãos dela se encontraram com uma parede dura de músculos e cabelos pretos encaracolados – e a mão dele, aquela que tinha puxado o lençol, segurou um dos seus seios, quente e nu.... e isso era tudo.
Ela estava perdida.
Foi tão fácil. Tão fácil ceder pra ele, beija-lo, que não era mais preenchido com algum ardente, mas sim com desejo ardente, desesperadamente um desejo ardente. Era tão mais fácil ceder para ele do que lutar contra. Por que aonde a briga a levaria? Há nada.a não ser uma pequena satisfação psicológica. 02/12/10
↑ Manuh
Mas o que seria isso quando os dedos dele estavam dando a ela tanto prazer físico, primeiro fazendo pequenos círculos ao redor dos mamilos dela, em seguida provocando suspiros nela quando ele passava as pontas dos dedos gentilmente sobre a barriga dela?
Isso era um insulto, ela sabia disso. Um ataque habilidoso a todos os seus sentidos, com a intenção de fazê-la esquecer de tudo que eles tinham passado, com exceção de como o corpo dele fazia o dele se sentir.
E o corpo dele não tinha se esquecido. Como poderia quando tudo dele, do intoxicante cheiro dele, aquele almiscarado odor que só ele tinha – que com o mais leve sopro fazia com que os joelhos dela parecerem que iriam de desmanchar – até as caricias dos dedos calejados dele na pele macia dela, ela lembrava?
Não apenas a lembrava, mas a levava ao ataque dela mesma. Mal a mão dela entrou em contato com a carne nua do peitoral dele, ela já estava puxando o roupão para que ele o tirasse, com uma desastrosa tentativa de desfazer o nó que estava no cinturão.
Ele, é claro, não tinha tais preocupações, já que ela estava completamente nua por deixo do lençol que ele puxou. Ele já tinha largado os lábios dela, e estava arrastando os seus- seus, que fazia cosquinha em todos os lugares que o bigode crescendo tocava – para baixo do pescoço dela até o seio que ele tinha segurado.
Mesmo assim, ela não o empurrou. Ela puxou mais uma vez o nó do roupão, mas quando ele ainda assim não se desatou, colocou a mão por debaixo dele, e encontrou a satisfação que o roupão matinha fora de vista.
Burke, que já tinha descoberto e tomado todo o seio dela com a boca, e estava muito concentrado com os movimentos de sua língua, quando sentiu o movimento dela, levantou violentamente a cabeça Prendeu-a com um olhar inescrutável, onde Kate segurou seu olhar, e apertou ainda mais o que segurava dele, mais para vê o que acontecia mesmo. 02/12/10
↑ Manuh
O que aconteceu foi que Burke pegou o pulso dela e o segurou contra o travesseiro ao lado dela.
“O que” ele suspirou roucamente. “você está tentando fazer? Terminar o que nem ao menos começou?”
Com a mão livre, Kate puxava a faixa do roupão dele. “Tire isso” ela disse.
Ele não precisava de muita coisa. O roupão foi tirado.
E quando o arremessou para longe, empurrou o desejo duro entre as pernas dela, separado o suficente para que permetisse abaixar mais um pouco sobre ela, até chegar a ficar totalmente emcima dela cobrindo seus seios. Então ele levou suavemente sua boca até a dela mais uma vez, dessa vez o beijo relevou que, muito claramente, o quanto próximo ele estava de satisfazer todas as necessidades dela- como se não tivesse totalmente claro pelo tamanho da ereção dele, que ela podia sentir nas partes internar se suas coxas.
E mais uma vez, o corpo de Kate, muito independente de sua mente, lembrou-se do que fazer, reagindo instantaniamente ao cheiro dele, “o peso de boas vindas dele”. Um segundo depois, ela levantos os quadris e pressionou sua pelvis contra a dele.
E ele, com um murmurio inteligivel que se perdeu na boca dela, de repente a penetrou, o mais fundo que ele era capaz de ir, sentindo o calor e a umidade dela mais perto dele e com mais força do que qualquer dedo poderia ir. Embaixo dele, Kate engasgou quando ele a penetrou, como se fosse sua primeira vez. Só que nessa noite, não tinha lágrimas, apensas suas unhas nos ombros dele, que ela afinhava como se fosse um pedaço de madeira.
E talvez, de alguma maneira, fosse isso mesmo o que Kate achava que os ombros dele eram – como se fossem a unica coisa estavel em um mundo devastado por desejo.
Ondulação atras de ondulação enquanto ia rolando sobre ela enquanto ela trazia seu quadril para o alto se encontrando com o dele a cada vez que ele envista nela.
Ele não estava sendogentil dessa vez. Como ele podia? Na primeira noite ele foi cuidadoso. Cuidadoso para não assusta-la com a necessidade que ele sentia dela. 02/12/10
↑ Manuh
Essa noite, a necessidade dele por ela era muito grande, e ele já tinha sido deixado insatisfeito por muito tempo, para controlar. Cada vez que a penetrava, ele a levava ainda mais pra baixo das penas embaixo deles.
E cada vez que a penetrava descuidado com o prazer disso, era como se ele estivesse voltando pra casa.

Ela “veio” primeiro. Ela simplesmente largou os ombros dele e deixou com que as ondas a levasse, não mais se importante se estava ou não flutuando sobre elas, não podendo mais manter a cabeça acima delas. Pegaram-na em um redemoinho de violência, e ela foi para baixo. Mais fundo e mais fundo ela ia, então de repente, ela bateu na praia como se ela tivesse sido levada por um verdadeiro muro de água.
E lá ela se deitou, deitada e ofegante embaixo dele, mal consciente de que em algum ponto, ele também “foi” junto com ela, e agora caiu sobre ela, com seu coração batendo tão rápido contra seu peito.
Kate abriu os olhos e notou que a vale tinha acabado. Eles deitaram na escuridão. Em algum lugar, distante, um trovão se fez, mas a chuva não batia mais na janela do lado de sua cama. A tempestade tinha passado tanto a de fora do quarto quanto a de dentro dela também.
Burke parecer perceber isso também. Sem palavras, ele deslizou para longe dela. Kate quase chorou com o ar frio que se preencheu onde ele tinha estado.
Mas ele não a tinha deixado por muito tempo. Ele apenas se sentou para encontrar a colcha que ela havia deixado cair enquanto dormia. Cobrindo os dois, dobrando as pontas cuidadosamente sobre ela, a abraçou pela cintura e a envolveu com seu largo corpo.
Há algumas coisas que precisavam ser ditas. Kate pensou nelas sonolenta, e até abriu a boca para dizê-las, para lembrar a ele não pensasse que só porque seus corpos tinham encontrado o prazer um no outro, não tinha nenhum razão para ela tinha mudado de idéia sobre... 02/12/10
↑ Manuh
Mas como se ele sentisse o que ela estava preste a dizer, ele inclinou-se e sussurrou “Shhh...”então alisou suavemente uma mecha de cabelo dela e deu um beijo de boa noite.
E realmente, ela estava cansada demais para dizer alguma coisa de qualquer maneira.


- FIM DO CAP 26- 02/12/10
↑ Manuh
Capitulo 27

Burke estava sonhando. Ele sabia que estava sonhando, porque tinha aquele peso no peito dele, e quando ele abriu os olhos para que o que fazia peso,viu Kate. Ela tinha seu tronco atravesso sobre ele enquanto dormia, e agora tinha pressionado seu rosto no coração dele, o cabelo dela espalhado, como ouro polido, por todo o ombro dele. Uma mecha fazia cócegas no seu queixo.
Mas então ele percebeu que não poderia está sonhando, porque eles não estavam de volta a sua enorme cama em Park Lane, mas sim em uma casa de estrada de teto baixo do lado de fora de alguma vila obscura, e embaixo deles, ele podia ouvir a mulher do dono do estaleiro começando a preparar o café. Do lado de fora da pequena janela ao lado da cama, percebeu que o amanhecer estava no céu já - pelo menos ele achou que fosse. Era difícil de dizer quando se tinha um nevoeiro lá. A chuva tinha parado, mas lá fora ainda continuava totalmente cinza, e parecia está frio também. Outono estava bem ao lado deles. Mais uma razão, ele pensou, para ficar deitado.
Mas mesmo assim não poderia ficar deitados. Porque se tinha Isabel para pensar. Isabel que a cada minuto que se passava ficava mais longe do alcance dele.
Mas ainda sim...
Mas ainda sim não era muito provável que Isabel iria a algum lugar, nessa manhã cheia de névoa também. E aquele ele jazia, com Kate em seus braços pelo menos.
E também não parecia que ele iria a algum lugar cedo também. Ele se encheu de admiração, com a beleza dela. Oh, não era uma beleza tradicional como a de Sara Woodhart. Com uma exceção dos seus enormes olhos verdes, as características de Kate eram muito pequenas para serem clássicas. E nem o seu cabelo ela claro demais para ser verdadeiramente loiro, nem escuro demais para ser morena, mas estava em algum lugar no meio, impossível de classificar a cor. E ela era pequena, pequena o bastante para parecer insignificante, ossos fininhos e quadris estreitos e seios, que para a definição atual, não eram bonitos. 02/12/10
↑ Manuh
Mas ainda sim.
Ainda sim sua pele ela perfeita, suave como uma pétala de uma flor. Sua cintura tinha o diâmetro que ele poderia começar a circular e terminar tocando o dedo do meio. E abaixo do quadril dela, tinha suas longas pernas e delgadas, ate o tornozelo de encantadora magreza, e o pé era elegantemente proporcional. E entre aquelas pernas exista um caminho de pelugem de seda que o seduziam como nenhuma outra mulher jamais vez, onde ele descobriu que poderia se enterrar ali, todo ele, em um ninho quente e aconchegado que ele nunca queria ir embora.
Mas não era tudo, claro. Tinha as mãos dela, que eram tão que pequenas que ele próprio poderia cobri-las com as dele. As mãos delas eram graciosas como as de uma bailarina, ou de uma música. Os dedos dela, dançando sobre o corpo dele na noite anterior, tinha sido quase sua ruína. E é claro tinha aquela boca. Mesmo agora, ele passou os dedos pelos lábios dela, enquanto ela se deitava sobre ele, dormindo em paz. Ele gosta de sentir o peso dele sobre seu peitoral, se divertia com a respiração dele contra ele.
Talvez gostou até demais, porque sentiu uma ereção por debaixo dos lençóis que o cobriam. Logo se tornou visível a ereção por debaixo da colcha, e ele pensou que dessa vez, diferente das manhãs que ele acordava com essa mesma coisa, tinha como fazer algum sobre isso.
E ele fez. Ao invés de rolar por cima de Kate e a penetrar, que foi seu primeiro movimento, ele teve uma idéia melhor, e com um pequeno probleminha, ele a colocou sobre ele como ela estivesse montando sobre ele. Isso a acordou é claro, levantou a cabeça sonolenta do ombro dele e piscou na penumbra da manhã.
“O que?” ela falou exausta.
Ele respondeu colocando as mãos nos quadris dela, e a penetrando devagar. Ela ainda estava úmida da noite anterior, e então ele soube que nunca a machucaria. Ela revirou as pálpebras, e como sempre, quando ele entrou totalmente, ela prendeu a respiração.
“O que” ela falou sem ar “você está fazendo!” Ele mostrou a ela a movendo pelos quadris ainda dentro dela. De novo ele segurou o fôlego...só que dessa vez por uma razão especial. Ela tentou mover o quadril por conta própria, do mesmo jeito que ele a mostrou como fazer, e foi recompensador ouvir os gemidos dele que ele podia sentir o que tinha entre as coxas dele, preso envolta da cintura dela.
O gemido não foi tanto pelo movimento dela, enquanto ela subia e descia sobre ele, o envolvendo com o seu calor, foi do jeito que ela estava em cima dele, seus cabelos jogados para trás que pareceria uma gloriosa capa, seus mamilos tão duro que apontavam para o teto (*euriaqui*). Ele queria alcançar aqueles mamilos, para tocá-los, mas ele estava obrigado a segurar os quadris dela, e de repente não podia mais se manter por debaixo dela, e ao invés disso ele se viu a dirigindo para debaixo dele com uma força que a partiria em dois.
Mas Kate não era nem um pouco frágil como aparentava ser, e se moveu junto com o impulso dele, jogando a cabeça para trás e maravilhada com a forma que podia sentir a dureza dele dentro dela, fazendo-a sentir de uma forma que ela nunca se sentiu antes.
E então ela estava deslizando nele, deslizando mais uma vez entre o prazer e a dor, e ela o alcançou com a mão, segurando os ombros dele, qualquer coisa que a fizesse manter por cima por mais algum tempo... mas era tarde demais. Ela “chegou”, suas costas arquearam, sua cabeça lançada para trás, seu cabelo derramado até os joelhos. 02/12/10
↑ Manuh
E embaixo dele, ele observava tudo, observava como ela tinha atingido o clímax, vendo-a deixar escapar um suave e indefeso suspiro... então a seguiu tonto seu próprio orgasmo, que o vez arquear violentamente do couro cabeludo até as pontas dos pés, até que ele sentiu que a tinha invadido por completo.
Quando Kate olhou para trás, se vi jogada no peitoral dele. Ela levantou a cabeça, e percebeu atrás do sorriso dele que tinha, a apenas alguns centímetros sobre ela, que seu cabelo tinha tomado ao redor dele, os envolvendo em uma leve e suave tenda. Ela tentou tirar, mas Burke disse “Não, eu gosto assim”
E então ela o beijou, claro. O que mais ela poderia fazer?
E então, quando ele reapareceu meia hora mais tarde, depois de ter ido consultar o motorista sobre as condições da estrada, Kate ainda não estava preparada para sua mudança repentina de humor. Tudo porque ela estava violentamente doente, ou violentamente doente como alguém de estomago vazio, depois de vomitar várias vezes e sem sucesso de melhora. Burke a encontrou no mesmo lugar que a deixou, perguntando, como qualquer um faria “Kate? Você não vai ser levantar?”
“Se levantar” foi tudo que ela conseguiu dizer.
Ele continuou parado lá, no entanto, parecendo muito saudável e descansado, enquanto ela mais podia se mover que causava náuseas.
“Kate” ele disse aparentemente chateado, mas tentando não mostrar isso. “Nos temos que parti logo, você sabe...” 02/12/10
↑ Manuh
“Levante-se” dessa vez foi uma ordem. – que foi uma maneira muito educada de dizer dessa maneira, isso foi – que foi acompanhando de estimulo que ela sentiu vindo dele na noite anterior. Burke a apressou para que se levantasse, e descer as escadas para participar do café da manhã, imaginando o quanto a moleza dela iram os atrasar. A estrada para a Escócia era ruim, disse o motorista, mas não impossível de atravessar. Se eles viajassem rápido, seria capaz de quase chegar, ou então até chegar lá, no cair da noite. Mas não se eles começassem a parti tarde, como estava parecendo, graças a Kate, isso iria acontecer.
Ele mal tinha terminado seu café quando ela apareceu na sala de jantar. Ela não explicou seu comportamento estranho. Evitou os ovos com bacon que ele empurrou para ela, mas aceitou a torrada e um pouco de chá. E quando ela terminou disse que estava pronta para parti – mas não com uma voz muito convincente.
Mas isso era apenas, ele presumiu que fosse aquelas embaraço ou dor na consciência. Ela tinha passado a noite fazendo coisas que faria esposas de longa data ficarem estafadas. E aqui estava ela, forçada a encarar os convidados que tinham dormido sob o mesmo teto que a havia sido testemunha de seu desonroso comportamento.
Ele apressou para pagar o dono da estalagem e apressou Kate até a carruagem, então não prolongando seu embaraço.
Mas se ele esperava que ela percebesse sua atitude nobre, ele ficou tristemente desapontado. Mal ele tinha se acomodado no assento ao lado dela, e passar os braços sobre seus ombros, ela enrijeceu, e apontou para o assento acolchoado do lado oposto.
“Não” ela disse “Acho que você deveria se sentar ali”.
Ele a olhou incrédulo. “Kate” ele falou “Você não vai começar, vai? Eu achei que nos havíamos acertado tudo.”
“Acertado tudo?” Kate disse com veracidade. “Eu não acho que acertamos nada. Eu concordei em vim com você apenas para que pudesse encontrar sua filha. Nada mais.”
“Se isso for verdade” ele desafiou “então por que me chamou noite passada?” 02/12/10
↑ Manuh
“Levante-se” dessa vez foi uma ordem. – que foi uma maneira muito educada de dizer dessa maneira, isso foi – que foi acompanhando de estimulo que ela sentiu vindo dele na noite anterior. Burke a apressou para que se levantasse, e descer as escadas para participar do café da manhã, imaginando o quanto a moleza dela iram os atrasar. A estrada para a Escócia era ruim, disse o motorista, mas não impossível de atravessar. Se eles viajassem rápido, seria capaz de quase chegar, ou então até chegar lá, no cair da noite. Mas não se eles começassem a parti tarde, como estava parecendo, graças a Kate, isso iria acontecer.
Ele mal tinha terminado seu café quando ela apareceu na sala de jantar. Ela não explicou seu comportamento estranho. Evitou os ovos com bacon que ele empurrou para ela, mas aceitou a torrada e um pouco de chá. E quando ela terminou disse que estava pronta para parti – mas não com uma voz muito convincente.
Mas isso era apenas, ele presumiu que fosse aquelas embaraço ou dor na consciência. Ela tinha passado a noite fazendo coisas que faria esposas de longa data ficarem estafadas. E aqui estava ela, forçada a encarar os convidados que tinham dormido sob o mesmo teto que a havia sido testemunha de seu desonroso comportamento.
Ele apressou para pagar o dono da estalagem e apressou Kate até a carruagem, então não prolongando seu embaraço.
Mas se ele esperava que ela percebesse sua atitude nobre, ele ficou tristemente desapontado. Mal ele tinha se acomodado no assento ao lado dela, e passar os braços sobre seus ombros, ela enrijeceu, e apontou para o assento acolchoado do lado oposto.
“Não” ela disse “Acho que você deveria se sentar ali”.
Ele a olhou incrédulo. “Kate” ele falou “Você não vai começar, vai? Eu achei que nos havíamos acertado tudo.”
“Acertado tudo?” Kate disse com veracidade. “Eu não acho que acertamos nada. Eu concordei em vim com você apenas para que pudesse encontrar sua filha. Nada mais.”
“Se isso for verdade” ele desafiou “então por que me chamou noite passada?” 02/12/10
↑ Manuh
“Eu lhe disse” ela se virou encarando a janela. “Estava sonhando”
“Bem, então você talvez devesse prestar atenção nos seus sonhos, Kate.” Ele falou sério. “ Eles podem está tentando de dizer algum. Tentando te falar algum que talvez
você não consiga, que me ama, e que quer se casar comigo...”
Ainda não o olhando, Kate balançou negativamente a cabeça.
“Você esta querendo dizer que” ele falou muito calmamente “depois de ontem a noite você ainda não tem nenhuma intenção de se casar comigo?”
“Exatamente isso” ela disse para a janela.
Ele nunca se sentiu tão jogado como estava sendo agora. Seus dedos enroscaram no punho, mas ele os manteve fora de vista. Ele não tinha, ele disse para se mesmo, a mínima intenção de usá-los.
“Sua hipocritasinha” ele rosnou.
Isso a vez vira a cabeça finalmente. Seus ferozes olhos cinza com desdém, ela finalmente disse “Hipócrita?”
“Bem” ele falou com uma calma que o surpreendeu. “Essa é a palavra mais educada para isso.”
Os olhos cinzentos já enormes, se arregaralaram mais ainda. “Educada para o que?”
“Para uma mulher que se comporta como você, Kate. Você diz que não quer nada comigo, e ainda sim fez amor comigo ontem de noite e essa manhã como uma mulher que realmente se divertiu. Desde que eu não estou pagando por esses seus serviços, eu só posso presumir que você os fez porque gosta de mim, pelo menos um pouco, o que faz seu comportamento agora parecer, se você me permite, hipócrita.
Ela já não tinha cor na face antes. Agora, o pouco que havia tinha a deixado com certa urgência. Ela o encarou, com seus lábios entreabertos, como se ela posse incapaz de falar qualquer coisa. E então, como ele percebeu, toda a cor que a havia deixado voltou subitamente. Sua bochechar e lábios coraram, e ela disse “ Eu – que foi por sua causa – se você não tivesse...” 02/12/10
↑ Manuh
Furiosa porque não conseguia dizer nada além de gaguejar, ela olhou para longe dele, com as bochechas queimando, disse encarando o chão, “É tudo culpa sua. Se você tivesse saído na hora que eu tinha mandado... Eu não entendo porque não posso resistir a você quando você é tão...” Sua voz sumiu, até que não havia nada mais que um sussurro, quase inaudível acima com o barulho das rodas debaixo deles. “Irresistivel”
“Kate” ele disse. Seus punhos começaram a ceder- não apenas os que tava nos braços, mas o que tinha crescido no seu estomago. E não foi muito pelo o que ela disse, mesmo que o que ela tinha dito tivesse sido o bastante, mais que bastante, para o deixar furioso. Foi mais o jeito como ele disse, sua voz vacilante, o corado, o fato de ela nunca encara-lo. De repente, a razão pelo comportamento dela ficou claro para ele. Pelo menos foi o que ele achou.
“Kate” ele disse de novo, se inclinando para alcançar a mão dela, mas se restringindo, desde que ele já se sentia vitorioso o bastante por fazer admitir o que ela admitiu. “Escute você mesma. Você ouviu o que acabou de dizer? Se o que disse foi verdade, como você pode nem ao menos pensar em se casar comigo?”
Para seu espanto, Kate – até mesmo a temperalmental, racional Kate – deixou escapar um soluço. Ela se virou para longe, para que ele não pudesse vê a aba de sua touca... mas ele viu o balançar dos seus ombros e foi realmente um soluço.
Mas ele estendeu intintivamente o braço até ela, os ombros enrijeceram de uma só vez. A próxima coisa que ele notou, foi ela se espremendo contra o assento mais longe dele, e chorou, ainda não olhando pra ele. “Por que você não pode, pelo amor de Deus, se sentar ali e me deixar sozinha?” 02/12/10
↑ Manuh
Burke fez o que ela pediu, mas apenas porque percebia que ela não estava disposta a pensar racionalmente. Enconstou no assento, olhou para ela, se perguntando que se durante a noite – ou ainda horas antes essa manhã, talvez depois dele ter ido falar com o motorista – alguém veio e levou a doce, razoável Kate que ele conhecia e a tinha trocado por essa irracional e estressada Kate. Ele pensou que ela era a mulher menos mutavelque ele jamais conhecerá, não propenso ao temperamental mal humor dela ele cresceu rodeado de mulheres de temperamento leve, assim como sua própria filha.
E ainda sim agora ele descobriu que qualquer mulher, não importanto o quanto racional ela é na maioria do tempo, pode ser atingidas por mudanças repentinas e sem razão de humor.
Ao menos, é claro, que houvesse alguma razão para Kate está se portando dessa maneira. Alguma razão, fora a mais clara, que ela ainda estava zangada com ele por tenta-la fazer ser sua amante. Mas ele já havia se desculpado por isso, como também havia tentado compensar a pedindo em casamento. Então por que ela continua tão aborrecida? Ele não achava que ela o tipo de mulher que guardava rancor. Se ela fosse, nunca teria concordado em em ajudao a procurar Isabel.
Bem, ela vai superar, ele achou. Quando tudo isso acabar – quando, se Deus quiser, ele encontrarem Isabel, e Kate, que ele sabia que ela iria, ajuda-lo a fazer Isabel desistir do maluco plano de se casar com Craven – então eles se acertariam. Veja se ele não o fez.

-- Fim do Cap 27 -- 02/12/10
Franciele
Capitulo 28
Já passava da meia noite quando eles chegaram á Gretna Green. Kate já tinha afundado em um difícil e não muito confortável sonho, e quando a carruagem finalmente parou, ela não acordou. Ao invés, ela se ajeitou ainda mais profundamente no assento, apreciando que finalmente tinha parado o solavanco que ela suportará durante todo tempo.
Mas ela não estava permitida á dormir mais. Estava sendo balançada novamente, mas não pelo movimento da carruagem, mas por uma mão em seus ombros.
“Kate, acorde.” A respiração do marques estava quente sobre sua orelha. “Nós chegamos.”
Ela rolou irritadamente até dar as costas para ele – não era um movimento fácil, desde que o assento era estreito, e sua crinolina muito grande, certamente. Ainda assim, ela estava confortável – mais confortável do que esteve durante todo o dia, de qualquer modo – e não poderia suportar o pensamento de se mover.
“Eu não me importo,” ela disse, mantendo os olhos finalmente fechados, como se fazendo isso ele desapareceria. “Apenas me deixe dormir.”
“Você não pode dormir na carruagem, Kate.”
A voz de Burke estava cheia de algo indefinido. Em seu estado de dormência, Kate tomou por um tolerante divertimento, e ela quis dizer, eu não sou uma criança, mesmo sabendo que estava agindo como uma. Mas estava muito cansada. Porque ele não poderia ir embora e deixá-la dormir?
Então, a próxima coisa que soube, era que ele tinha escorregado um braço atrás das costas dela, e o outro debaixo de seu joelho, e estava tirando o corpo dela de dentro da carruagem.
Kate acordou de uma vez, acordou completamente e extremamente infeliz. Ela expressou essa infelicidade acertando um soco no osso do peito do marques.
“Coloque-me no chão,” ela disse. “Eu não sou uma invalida, eu posso andar.”
O marques olhou para o chão. “Mas Kate-“
“Coloque-me no chão, eu disse.”
Burke assentiu, e fez o que ela pediu. Ela imediatamente afundou os tornozelos em uma enorme possa de água. 02/12/10
Franciele
“Oh...” Consternada, Kate levantou a bainha do vestido e olhou cuidadosamente para seu pé ensopado. Burke, ao lado dela, olhou para eles, também, enquanto ela virava o tornozelo em sua direção, analisando o estrago através da luz que saia da janela da estalagem.
“Eu tentei alertá-la.” Ele disse. Não soava mais tolerante, mas definitivamente divertido. “Mas você apenas me bateu-“
“Eu sei,” ela disse.
“Foi você quem insistiu para que eu a colocasse no chão.”
“Eu sei,” ela disse.
“Se você não achasse minha proximidade tão repugnante,” ele disse, “eu teria ficado feliz em carregá-la até o quarto.”
“Eu sei,” ela disse, dessa vez através dos dentes cerrados. A água estava realmente gelada.
Ao lado dela, o marques suspirou. Então, se curvando, ele a levantou novamente.
Desta vez, Kate não protestou. De fato, atirou os braços ao redor do pescoço dele, e o segurou com força enquanto ele a carregava através do jardim, das escadas na frente da porta da estalagem, através da porta e dentro da sala iluminada...
Onde Kate viu varias pessoas olhando para eles das mesas onde estavam sentados, ela instantaneamente enterrou o rosto no ombro dele, para não ter que encontrar os olhares. Burke notou, é claro, e achou engraçado, também. Ela escutou a risada dele, no fundo da garganta.
Bem, não era agradável? Não era agradável que ela lhe provesse tanto divertimento?
“Não é engraçado,” ela disse, a voz abafada pelo casaco dele.
“Não é,” ele concordou com ela, enquanto começava a subir as escadas para o segundo andar. “Mas você é.”
“Não sou,” ela disse, a voz ainda abafada. “Estou envergonhada. E cansada e zangada e molhada e miserável, isto é tudo. Não preciso das pessoas me encarando.”
“Você não precisa se preocupar,” ele a informou. “Eles pensam que somos casados.”
Isto a fez levantar o rosto. “Eles pensam?” ela perguntou. “Por que?”
“Bem, eu tive que dizer isso a eles, quando fui informado que só havia um quarto sobrando.” Ele parou de andar repentinamente. “E aqui esta ele.” 03/12/10
Franciele
E abriu a porta sem soltá-la, então a depositou gentilmente em um fundo assento acolchoado, ante um grande, crepitante fogo. O calor instantaneamente impregnou em suas botas molhadas e na meia, fazendo-a perceber algo que ainda não tinha se dado conta, que era o fato que não estava apenas cansada e faminta e molhada e miserável, mas com frio, também.
Mas o calor, confortante como estava, não foi suficiente para evitar que ela refletisse que Burke Traherne tinha uma enfurecedora tendência de fazer as coisas do seu próprio jeito, enquanto ela estava preocupada.
“A sopa esta a caminho,” Burke disse, se endireitando, e tirando as luvas e o casaco. “Eu não posso assegurar que será comestível, a esta hora da noite, mas o dono da estalagem me assegurou que a mulher dele tem um ou dois pedaços de carne guardados em algum lugar. Então enquanto não tiver órgãos, eu suponho que ficaremos bem.”
Kate sentiu o calor em seu rosto e mãos, tanto quanto seu pé congelado. Era uma sensação deliciosa, sair tão repentinamente de tal desconforto para o luxo total. Bem, não total. Ela ainda tinha que tirar suas botas, é claro, o que seria algo a se fazer, considerando que os laços estavam molhados, e isto não facilitava o manuseio.
“Ah,” ela ouviu Burke dizer, quando houve uma batida na porta. “Deve ser a comida.”
Então desapareceu por um momento, e Kate foi deixada sozinha no assento, o que não estava mal, considerando a letargia que se apoderava dela, a deliciosa sonolência que ela sentia retornar. Realmente, não havia necessidade de alvoroçar sobre o fato de que teriam que compartilhar a cama novamente. Ela podia dormir bem ali, sem nem mesmo se incomodar em tirar suas botas. E daí que suas roupas estavam molhadas? Secariam durante a noite. E então amanhã de manhã, quando ela se sentisse mal novamente, ela não teria nada a temer...
“Aqui.” O marques pôs algo sobre o nariz dela que tinha vapor. “Beba isso.” O vapor, ela tinha que admitir, cheirava deliciosamente. Ela perguntou, “O que é isso?”, mesmo enquanto rodeava o dedo ao redor da caneca e a levava em direção aos lábios.
“Manteiga quente com rum,” ele disse.
Ela fez careta, e silenciosamente estendeu a caneca na direção dele. Mas ele empurrou novamente para ela. E disse, “Isto pode ajudar.”
“Eu estou bem,” Kate disse. “Mas definitivamente não estarei amanhã, se beber isso.”
E pegou a caneca de volta, com o cenho franzido, e a tirou de vista. Mas quando ela estava começando a relaxar novamente, ele voltou, desta vez ajoelhado em frente ao assento. Ele segurava o tornozelo esquerdo dela.
“O que,” Kate perguntou, se levantando rapidamente, “você acha que esta fazendo?”
“Você não pode sentar aqui, Kate, com esses sapatos molhados.” Ele levantou seu pé esquerdo, e o colocou sobre sua perna. Agora ele puxava os laços da bota, não encontrando com o olhar dela, aparentemente absorvido pelo trabalho. “ Você pode pegar um resfriado.”
Ela sabia que ele estava certo, e o que ele estava fazendo dificilmente era tão chocando quanto outras atividades em que eles tiveram engajados na noite anterior. E ainda assim, a modéstia dela – o pouco que tinha restado – estava ultrajada.
“Você não pode fazer isso,” ela gaguejou, então percebendo que estava falando alto o suficiente para ser escutada no corredor, talvez até no andar inferior, abaixou a voz. “Você não pode começar – começar a tirar minhas botas desta maneira.”
“Certamente eu posso,” ele disse, soando enfurecedoramente razoável.
“Não você não pode,” ela insistiu. “E você não pode simplesmente dizer as pessoas que somos casados quando você sabe perfeitamente bem que não.”
Ele perguntou, calmamente. “O que você queria que eu tivesse feito, Kate?”
“Bem, esta é a única estalagem em Gretna Green? Não poderíamos ter achado uma com dois quartos disponíveis?”
“Depois da meia noite? Com esse tempo? Nessa época do ano, com a caça tão boa?” 03/12/10
Franciele
Ele a olhou divertidamente sobre sua canela. “Além disso, qual seria o ponto? Você sabe que nós teríamos acabado juntos novamente.”
Ela estancou o ar para sibilar, “Burke, a noite passada foi um-“
“Erro,” ele disse, retornando para os laços ensopados. “Sim, sim, eu sei. Esta manhã, também. Você deixou seus sentimentos perfeitamente claros. Vire seu pé um pouco nessa direção, sim, querida?”
“E esta é outra coisa,” ela disse. “Você não pode me chamar de querida. Eu não sou sua querida.” Ele tirou a bota dela. Agora os dedos começavam a subir por sua perna, debaixo da saia. Ela imediatamente tirou o pé.
“O que você acha que esta fazendo?” ela perguntou com uma arfada.
Ele voltou o pé dela no mesmo lugar. “Removendo suas meias,” ele disse, mantendo um forte aperto em seu tornozelo. “Ela esta encharcada.”
Ele estava certo, suas meias estavam encharcadas. E levaria muito tempo para que ela mesmo removesse, com o corpete apertando, e sua crinolina amontoada, não era algo que ela apreciaria fazer. Estava tão cansada. E os dedos dele eram tão quentes...
O que ela estava dizendo? Oh, sim. Ela estava lembrando a ele – e a ela – como era fútil este sonho que eles pudessem, um dia, achar juntos a felicidade.
“Eu não sou sua querida,” ela repetiu, enquanto ele continuava a trabalhar em suas meias, que estavam abotoadas ao punho de sua pantaloons.” “Eu sou a acompanhante de sua filha, a quem você deflorou e –“
“Eu não deflorei você,” Burke a interrompeu, muito concentrado nos botões, que estavam abaixo da saia e da crinolina, bem em cima do joelho dela. “Você me deflorou.”
Kate podia sentir a respiração dele, assim como o calor do fogo, em suas pernas. Era uma sensação extraordinária, apesar do fato de que ainda ela estava com suas pantaloons para agir como uma barreira entre a pele nua dela e o calor da respiração dele e do fogo. 03/12/10
Franciele
Apesar dessas distrações, ela continuou, uma grande dificuldade para uma mulher que tinha a cabeça do amante entre os joelhos. “Em caso de você ter esquecido, eu era virgem. Virgens são incapazes de deflorar alguém.”
“Que tipo de virgem,” ele queria saber, tendo sucesso com os botões, e gentilmente despindo a meia por sua panturrilha, seu dedão apenas deslizando pela suave pele branca da perna dela, “anda pela casa no meio da noite usando apenas o que você estava usando aquela noite?”
“Você esta dizendo que eu não era virgem?”
“Não,” ele disse, passando a meia pelo calcanhar dela, e as tirando. “Estou apenas dizendo que ninguém guardando sua inocência tão ferreamente quanto você pensa que estava fazendo teria escolhido uma camisola menos... excitante.”
Ele colocou o pé esquerdo dela, agora nu, devolta no assento, então agarrou o direito.
“Esta,” Kate disse, “é a coisa mais ridícula que já ouvi em toda minha vida.”
“A pessoa que seduz a outra,” Burke disse, desfazendo o laço de sua bota direita um pouco mais rápido do que tinha feito com a outra, agora que ele tinha aprendido a técnica de deslaçar a bota de uma lady. “ao pecado através de sua sensualidade, é, pela definição, o deflorador. O que faz de você, Miss Mayhew, a parte culpada. E você foi a única culpada por me deflorar, alias, por me deixar tão cruelmente no dia seguinte, também.”
“Apenas,” ela declarou, “porque você tentou me fazer sua amante.”
“E então,” ele continuou, com se ela não tivesse falado, “quando eu propus, fui recusado friamente novamente.” 03/12/10
↑ Manuh
“Você apenas me pediu em casamento porque descobriu que eu vim de uma família que um dia teve dinheiro e propriedades.”
“Não é para te ofender, Kate” ele disse, enquanto lentamente levantava a saia dela de novo, tirando a meia direita, e tendo um trabalhinho com a bato direita. “Mas se eu estiver certo você amou muito sei pai, e ele certamente foi um cavalheiro um dia, e morreu em circunstâncias muito direfentes – “
“Não é verdade” Kate declarou truculenta “O que todos dizem sobre ele. Não é verdade”
“ – e ainda assim, sabendo dessas circunstâncias muito bem, eu ainda quero casar com você. Então como vc explica isso?”
“Loucura?” ela sugeriu.
Mas começou a ficar difícil de respirar, os dedos dele estavam nela de novo. Os sentiu passar entre suas pernas. Essa sensação, muito mais do que sentir o calor do fogo, ficava difícil de lembrar o que eles estavam discutindo – ou se eles realmente estavam discutindo.
“Eu tenho sido muito inteligente para nos fazer chegar na Escócia em tempo recorde, não tenho?” Burke destacou.
“Apenas” Kate disse “por medo que sua filha encontre o mesmo destino que eu encontrei.”
“Nem tanto” ele disse, deslizando delicamente até a curva dela. “Se eu achasse que Daniel Craven amasse Isabel a metade que eu te amo, eu não teria me oposto ao casal.”
De repente ela sentiu dificudades de falar. Ela limpou a garganta. “That,” ela disse, e teve que limpar de novo “That – “
“É verdade,” ele disse. Ele percorreu a mão por onde tinha acabado de entrar na curva molhada. “Você sabe que é verdade”
“Eu não,” ela disse, tento problemas para falar agora. “ Não posso –“ 03/12/10
↑ Manuh
Então falar se tornou completamente impossível, porque ele desceu sei lábios até onde sua mão estava. Kate quase pulou quando sentiu os pelos do bigodes espinhando por dentro de suas coxas, seguido imediatamente de uma carícia por lábios e depois com a sua branca e quente lingua como penas leves.
Kate jogou sua mão. Ela não sabia o que estava tentando fazer, parar ele, ou insentiva-lo. Mas quando seus dedos encontraram o grosso, preto cabelo, eles pareciam fazer carícias institivamente, até que ela os estava puxando para perto dela, não o afastando, não o afastando de maneira nenhuma.
“Burke” ela disse, e aquilo soou como um nome engraçado, mas um suspiro do que uma palavra.
E não teve o efeito qu ela esperava de maneira nenhuma. Em vez de parar, em vez de levantar a cabeça, o marquês só se tornou mais persistente. Ele tinha puxado os laços cortados da calça dela até que eles ficaram em torço das pernas dela.
Agora a boca dele se movia pelas pernas dela, parecendo passar por cada centímetro do caminho – em uma maneira diferente de fogo, chama que os cobriam, rapidamente tornando as árvores em cinzas. Kate tinha a sensação que a lingua do marquês a tornava em cinzas.
E não era uma sensação ruim, ser consumida pelas chamas.
Oh, não. Não mesmo.
E então os dedos dele, conhecendo o caminho, foram deslizando até a fenda ao ao redor da calça.
Kate respirou fundo quando os sentiu tocando nela, no meio quente e úmido – não uma vez que pode ter sido acidental, nem mesmo duas, mas três vezes, cada contado enviado a ela onda de prazer.
Então eles ficaram lá, aqueles fortes, competendes dedos, propositalmente pressionando contra a parte que ela tanto desejava seu toque. Os proprios dedos de Kate, segurou o cabelo dele com força, força o bastante para machucar, se eles estivesse notando qualquer coisa que não fosse a respiração de excitação dela e o pulo do seu coração. 03/12/10
↑ Manuh
Mas, depois de alguns segundos, ele pôs no lugar dos dedos sua boca, e Kate sentiu uma onda de sensações que nunca tinha sentido antes. O calor molhado da sua boca estava por todo o lugar, a doçura infinita dos seus lábios, contrastando com as linhas de sua língua e a áspera barba feita com navalha que roçava com a mandíbula nas coxas dela... Era muito. Era mal. Era errado. Tinha que ser errado, porque nada tão bom possivelmente era certo.
Kate queria dizer a ele tudo isso. Queria dizer que ele parasse. Porque afinal, ele ainda estava de capa, pelo amor de Deus. Não poderia ser certo ter a cabeça de um homem entre as coxas quando se ainda tava de capa.
Mas ainda sim era extremamente difícil pensar se as coisas eram certas ou erradas quando os lábios e a língua dele estavam fazendo tudo isso nela, fazendo sentir coisas que nunca achou na vida que fossem possíveis de sentir. Parte dela queria terminar com aquilo, empurrá-lo, fechar as pernas e colocar a saia no lugar, e encará-lo indignada.
De que outra forma ela iria preserva sua sanidade? E ainda outra parte dela – a parte mais forte – achou que aquela sanidade era superestimada, e qual era o motivo de empurrá-lo, quando cada movimento da língua dele, cada movimento dos lábios dele, ele a levava a mais perto do céu?
Além do mais, mesmo se ela quisesse, ela não poderia empurrá-lo. Ele tinha seus braços agarrados ao quadril dela, seus largos ombros entre os joelhos dela. O rosto dele estava enterrado nas coxas dela. Ela não estava tocando nele – propositalmente não – em lugar nenhum agora. Ela jogou os braços pra trás da cabeça, segurando a armação da cama, como se de alguma maneira, isso a trouxesse de volta ao mundo além daquele que ele estava criando pra ela com sua língua e lábios no seu interior. 03/12/10
↑ Manuh
E foi então, quase sem sentido de tanto prazer, Kate disse o nome dele – um sussurro, na verdade, apenas um movimento sem ar dos seus lábios. Mas ele escutou. Ele escutou. E o nome dele nos lábios delas, foi como sempre, a ruína dele. Antes mesmo que Kate pudesse perceber o que estava acontecendo, sentiu a cabeça dele se levantar – o bigode dele arranhando as suas macias coxas de uma forma dolorosamente prazerosa – e ele apertou ainda mais o quadril dela.
Então, a próxima coisa que percebeu, ele estava levantando, bem para cima, a saia dela amontoando-se na cintura, seu coração acelerado que nem o de um coelho, e o reforço de suas calças encharcadas de desejo.
Ergueu para cima do ar, deixando-a afastar freneticamente os anéis de sua crinolina, procurando os ombros deles para se prender e estabilizar. Apenas quando os encontrou, através de todas aquelas lãs e rendas, ele a trouxe de volta. Ela sentiu o colchão a baixo dela cair um pouco, e então ele estava de volta a as pernas dela, só que dessa vez, os joelhos deles a estava separando, e acima dela, Burke lutava para se desfazer das calças. Ela o fitou com uma espécie de entorpecimento, notando, com certa tontura de sensação de satisfação, que as mãos dele tremiam, e então, quando ele finalmente conseguiu desabotoar, ela pode vê a “enorme” necessidade dele por ela. Ha. Ela pensou. Eu fiz isso com ele. Eu fiz isso com ele.
Mas ela não teve chance de pensar em mais nada, sem nenhuma delicadeza, ele a penetrou. 03/12/10
↑ Manuh
Não que Kate se importasse. Oh, foi surpreendente, claro – surpreendente o suficiente para que ela prendesse o ar de espanto, mas certamente isso não era algum que eles não tinham feito antes. Ainda assim, foi surpreendente ter essa penetração, uma “dureza” a invadindo, onde segundo antes, estava sendo beijado por ternos beijos. Surpreendente ter todo o peso dele sobre ela. Surpreendente quando ainda podia sentir a gravata engomada dele, já que eles estavam totalmente vestidos ainda.
Mas era mais surpreendente ainda como ela não se importava com nada disso, o quanto ela havia desejado isso, o quanto vazia tinha se sentido antes, e agora, quanto cheia – mais que cheia, transbordando.... transbordando dele.
Mal ele tinha entrado nela, e ela já estava a beira do clímax. Apenas porque, ela disse pra ela mesma, que ele a tinha levado ao “quase”, com sua língua e lábios. Essa foi a única razão. Não era porque ela o queria. Não era porque ela precisava dele.
Os lábios dele estavam no pescoço dela, bem abaixo da orelha direita. Ele empurrou os punhos dela para o colchão quando ela tentou tocá-lo, como se ela o fizesse fosse de alguma maneira perigoso. Ele estava a penetrando, a levando cada vez mais fundo do colchão. E ela levantava os quadris para encontrado a cada investida dele.
Tudo bem. Tudo bem. Ela o queria. Ela precisava dele.
E ela estava chegando ao clímax de novo. Ela não queria chegar logo, não tão rápido. Mas ele a empurrava para lá. Com seus brutos beijos, com suas penetrações urgentes. Ela queria se agarrar a ele, para não se manter longe de se perder no prazer descuidado que ele a estava dando. Mas os dedos dele estavam segurando seus pulsos, como se ela fosse uma prisioneira que ele estava determinado a não deixar escapar, uma prisioneira que ele tinha a intenção de praticar as mais doces torturas...
Ela se rendeu. 03/12/10
↑ Manuh
Ondas de eróticos prazeres a percorreram. Pega por suas penetrações inexoráveis, ela só podia se contorcer embaixo dele, com as costas arqueadas, com os quadris levantados até ele.
Ela soltou um grito – um choro de desamparo – e então ele libertou os pulsos dela e segurou seu o rosto dela da mesma força que seu corpo, também, e foi abalada pelo clímax.
Kate, se sentindo melhor do ela não se sentiu o dia todo, ficou um pouco envergonhada. Ela encontrou sua foi momentos depois, e disse timidamente “Eu nem tive tempo de tirar minha capa” sooando como se, o fato dela está com a capa o tempo tempo foi infinitamente mais chocante do que tudo o que aconteceu.
Burker levantou o rosto do pescoço dela, onde ele enterrou depois do último espasmo que o tinham atingido.
Ele olhou para os lábios machucados dela e os olhos cinzas igual a nuvens de tempestade. Os longos dos cabelos loiro escuro dela havia escapado da capa e se enroscava no pescoço. Ele ergueu os cotovelos, tirando o peso de cima da estrutura pequena dela, e levantou as costas.
“Muito impróprio” ele disse, trazendo os fios para seus lábios “No futuro, devo me lembrar de tirar sua capa primeiro.”
“Eu espero que sim.” Ela disse sonolenta, quase esquecendo que um futuro com ele era a última coisa que ela queria.
Ou a única coisa que ela queria?

--FIM DO CAP 28-- 03/12/10
↑ Manuh
Capítulo 29
Quando Kate acordou na manhã seguinte, ela não fazia ideia de onde ela estava, nem como havia chegado lá.
Tudo que sabia é que ainda deveria ser cedo, porque ela ainda não estava se sentindo doente. E ela sempre se sentia doente, como um relógio, às oito.
Não soube até estender a mão, esperando sentir a colcha sedosa de Lady Babbie, e sentiu algum bem mais grosso, que foi quando percebeu que não estava em White Cottage. Quando ela abriu os olhos para investigar, ela viu sua mão sobre um ninho de cabelos pretos de um peitoral. Cabelos do peito, ela percebeu, quando ela se curvou para examinar mais de perto, eles pertenciam ao Marquês de Wingate, que estava deitado – quase nú - na cama dela.
Ou era ela que estava nua na cama dele? Ela não tinha certeza.
Então os acontecimentos da noite anterior voltaram a sua mente, e ela se jogou contra do travesseiro com um “Ohhhhhhh....” de compreenção.
É claro, eles estavam em Gretna Green. Estavam lá tentando encontrar Isabel, que fugiu com Daniel Craven, que uma vez tirou de Kate tudo o que ela prezava, e agora tentava, por razões que ela não poderia entender, fazer o mesmo com Burke Traherne.
Eles estavam em uma pousada. Na qual os proprietários achavam que eles eram casados.
Bem, eles aparentavam mesmo serem casados. Se pessoas casadas ao menos fizem coisas como aquelas, o que Kate duvidava. Ela não acreditava nem por um instante que o pai dela já... e a mãe dela já...
As bochechas dela arderam, Kate achou melhor não conectar as coisas dessa maneira. O que acontece na cama dos pais dela não tem nenhuma relação com o que aconteceu na sua cama. Nenhuma. Principalmente quando se passou na cama dela com Burke.
Burke. Ela se virou para fita-lo. Ele estava dormindo, seu peito subia e descia em um pesado sono. Foi assim que ela pensou nele agora. Como Burke. Não como Lord Wingate. Mas pelo nome dele, Burke. Era um nome estranho, mais para um sobrenome do que Christian, e muito pequenininho para o homem que o carregava. Burke. Ela inclinou-se para que pudesse vê-lo mais de perto.
Ele tinha, ela notou, algumas surpresas, alguns cabelos cinzas mesclados nos pretos, tanto na cabela quanto no peito. Bem, e por que não? Ele estava na casa dos trintas, afinal. Ele tinha uma filha adulta. Bem, quase adulta, de qualquer modo. Quantos anos ele tinha quando Kate nasceu? Treze. Bem, não é uma diferença muito grande de idade. E ele parecia não notar isso. Ninguem, o olhando agora, diria que ele tem trinta e seis. Trinta, talvez. Talvez trinta e um ou trinta e dois. Mas não trinta e seis. Oh, não. Ele era muito cheio de vida, muito robusto, para tanta idade. Não que trinta e seis fosse velho. Apenas velho para o que um homem como ele era capaz de fazer...bem, o que eles acabaram de fazer, todas as vezes durante os últimos dias.
Mas eles tinham que parar de fazer aquilo, ela pensou para si mesma, desenhando sua mão no peito dele. Sério. Porque, depois que encontrarem Isabel, e Kate manter Burke longe de matar Daniel Craven, eles poderiam continuar? Não iria dá certo. Não iria dá certo. Ela não podia se casar com ele, por mais que quisesse. Ela tinha feito de novo, o tocado de novo. Parecia que ele a levava a fazer isso. Ela sempre parecia toca-lo. O que era o porquê, claro, ela tinha o feito se sentar do lado oposto durante todas longas horas na carruagem. Não podia te-lo perto dela, ou ela começaria a toca-lo. Não conseguia se controlar. Ele a puxava. Era o chocante o modo como ele a fazia se sentir.
Chocante. Patético, isso sim.
Bem ela não iria permetir que isso acontecesse de novo. Na verdade, ela poderia começar a cortar o mal pela raiz logo agora se ela conseguisse se levantar e se vestir antes que ele... antes que o enjoo vinhesse. Nunca demorava muito, se ela pudesse se vestir sem o acordar... 03/12/10
↑ Manuh
Tarde demais. Ela mal tinha puxado a manta e colocado os pés no chão frio. Mas esse pequeno ato o despertou. De repente aquele peito peludo que ela estava admirando estava em cima dela, colocando seu peso contra ela e a cama. Ambos pulsos dela estavam sendo segurados por apenas uma mão dele, os pressionando no travesseiro em cima da cabeça dela enquanto ele a olhava, com o rosto a poucos centímetros de distância.
“Indo pra algum lugar?” ele perguntou muito casual, como se eles tivessem voltado para para a casa da cidade em Park Lane, e estivesse se encontrato no corredor.
Ela disse, sua lingua se enrrolando na boca. “Um, não”
“Fico feliz em ouvir isso” ele disse “Porque me ocorreu que essa é uma maneira muito agradável de acordar. Não acha?”
Kate mal podia dizer não.Não com aquele calor contra ele... Especialmente entre as pernas dela, que ele havia aberto com seu joelho.
“Na verdade” Burke disse, com a voz preguiçosa. “ Acho que é assim que quero me acordar todos os dias”. Com o dedão da mão livre, ele traçava os lábios dela, com o resto dos dedos segurava o pescoço. “Com você embaixo de mim, quero dizer”
“Isso” Kate disse, com sua voz falhando “pode ser...”Ele se moveu um pouco, e ela ficou surpresa o quanto tudo ele já estava. Surpresa, e pra ser sincera, com prazer.
“Desconfortável” ela disse finalmente.
“Desconfortável?” Agoro ele a beijava onde o dedão estava, np canto de sua boca, no lábios superiores,quer formavam um arco de um caçador. O que havia de desconfortável nisso?
“Bem” ela disse “Você é pesado”
“Ah” agora ele beijava as palpebras dela. “Na verdade, eu posso cuidar disso pra você.”
Um segundo depois, ele estava debaixo dela, com Kate de quadris apertos, sem ter a mínima ideia de como chegou lá. Quando ela puxou o cabelo dos olhos, pode que ele parecia muito satisfeito consigo mesmo.
“Que tal então” ele disse, com um sorriso torto. “nós acordarmos todos so dias assim? Comigo embaixo de você?” 03/12/10
↑ Manuh
Ela podia sentia a ereção dele bem abaixo dela, procurano urgentemente o meio macio das pernas . E, para muita vergonha, o corpo dela reagiu o toque dele, a enchendo com uma onda de calor, e fazendo com que fosse fácil – oh, tão fácil – para ele simplesmente deslizar para dentro dela, sem que ela se movesse um centímetro.
Ela segurou a respiração, olhou pra ele grandes olhos de censura. Mas era difícil ficar indignada com quando tudo o que ele faz parece ser certo.
“Ou melhor ainda” ele disse sorrindo para ela “ acorda dentro de você. Agora isso “ – e na palavra “isso” ele levantou os quadris dela, e a penetrou mais fundo - . “Mais parecido com isso” 05/12/10
↑ Manuh
Ficou na ponta da língua de Kate dizer que eles não estavam ali para isso. Não, eles estavam para encontrar Isabel, não estavam?
Mas era extremamente difícil para Kate pensar em alguma coisa que não fosse Burke quando ele estava dentro dela – tão difícil como era para Burke pensar em alguma coisa alem de Kate quando ela estava perto.
Com certeza não poderia pensar em nada que não fosse ele quando as mãos dele estavam, como estavam, nos seis dela, os segurando, os acariciando. E ela certamente não poderia pensar me nada mais que não fosse ele quando ele estava se movendo – tão lentamente que faziam seus dedões se contraírem – para dentro e para fora dela. E quando deslizou uma mão sobre o cabelo dela, e em torno do pescoço, e trouxe seu rosto para baixo até ficar perto do dele, como ela deveria pensar em algum quando os lábios além da maneira como se sentia quando os lábios deles estavam no dela.
Então ele estava a beijando, a língua dele forçando a boca dela pra que se abrisse para ele, assim como forçou suas pernas se abrissem para ele.
Os bicos dos seios dela estavam roçando o peito cabeludo dele. De repente, e com suas melhores intenções, ela estava se movendo um pouco sobre ele. Não muito, e certamente não conscientemente. Mas o bastante para que ele deslizasse as mãos para segurar as nádegas dela, e a trazer para baixo contra ele com mais força.
Não era assim que ela pretendia começar o dia. Ela teria pensado, depois da noite passada... ele não era insaciável? Aparentemente sim.
E aparentemente ela era, também, já que estava se agarrando a ele de uma maneira vergonhosa, não apenas com seus lábios e mãos, mas agarrando-lhe com as coxas, como se fosse um cavalo que ela estava montando. 05/12/10
↑ Manuh
Mas isso não era como montar. Bem, não seu cavalo normal, de qualquer maneira. Talvez....talvez um cavalo alado. Porque com certeza ela se sentia como se estivesse voando, ou melhor, sendo carregada, mais alto e mais alto. Não em direção ao sol ardente, o que teria sido completamente desagradável. E não em direção a lua, também, fria como gelo e distante. No lugar, estava indo em direção às estrelas, brilhantes em um céu de veludo negro. Ela poderia conseguiria, parecia, e se ela se esticasse o suficiente, que poderia tocar aquelas estrelas...
E então era como se ela tivesse voado um pouco alto demais, e bateu a cabeça no céu aveludado, porque de repente, todas as estrelas estavam desmoronando ao seu redor, como se estivesse chovendo estrelas. Ela estava presa em uma chuva de diamantes. Mas não se importou.
Ela estendeu os braços, tentando alcançar o quanto ela podia, rindo, feliz...
E então ela abriu os olhos, e percebeu que tinha caído no peito de Burke, e ele estava rindo dela. Bem, não realmente rindo. Ele estava tendo problema de recuperar o próprio fôlego para isso. Além do mais o coração dele estava trovejando de uma forma que não era normal contra os seis dela. Mas ele definitivamente parecia convencido.
“Você está bem?” perguntou, entre as calças.
Ela se moveu um pouco contra ele. Ele tinha – Oh sim, ele definitivamente tinha. Ela colocou os cabelos dos olhos e olhou para ele, tentando manter uma expressão em branco.
“É claro que estou bem” ela disse “porque não estaria?”
Ele parecia tão satisfeito consigo mesmo que ela achava incrível sua cabeça não ter explodido. “Bem, com todos aqueles gritos, eu tenho medo que nos tenhamos gente batendo na porta, achando que eu a matei.”
Indignada, Kate deslizou dele.
“Cuidado” ele advertiu “ Você vai por em perigo nossa chance de ter uma família.”
“Acho que não,” ela disse, secamente, puxando os lençóis até o queixo. “que isso será algum que precisamos nos preocupar” 05/12/10
↑ Manuh
Mas ele ainda não entendeu. Obviamente achou que ela estava se referindo ao futuro deles juntos - ou a falta dele – e reagiu dessa forma, inclinando-se para agarrá-la pelos ombros.
“Você não pode está dizendo,”ele falou, gritante com ela, “que ainda não pretende se casar comigo? Depois disso tudo? Depois de ontem a noite?”
Tinha chegado perto das oito. Kate podia sentir os primeiros sinais de que as náuseas estavam perto.
“Você não acha,” ela disse, engolindo seco, “que deveria se preocupar em encontrar com sua filha, e não se preocupar se quero ou não casar com você?”
Ele abriu a boca, mas pareceu não achar uma resposta adequada. Ao invés disso, ele a largou, e rolou para longe, com desgosto evidente.
Ainda assim, mesmo revoltado, o Marques de Wingate, parecia, era algum para o que olhar. E Kate olhou, apesar do quanto mal ela estava começando a se sentir. Ele invadiu a sala, vestindo a calça, e depois a camisa. Ele não poderia olhar para ela. O que era bom. Não queria que ele a olhasse. O quanto mais ele a ignorasse, mas fácil seria, no final...
Era meia hora depois – tinha que ser, já que Kate tinha melhorado de suas náuseas – quando Burke voltou para o quarto que havia deixando com tanta pressa. Ele carregava uma enorme bandeja, que tinha o cheiro de bacon e café recém preparado. Cheiro muito bons, em circunstâncias normais. Mas no presente momento, mortais.
“Aqui, Kate,” Burke disse, fechando a porta com o pé. “Eu peguei isso da empregada Eu não achei que você ainda estaria aqui. Engraçado, eu nunca havia te deixado tão preguiçosa. Bem, agora levante-se, e venha tomar um pouco de café da manhã.”
Kate apenas pode colocar o lençol sobre a cabeça.
Burke não estava se divertindo. “Venha, Kate,”ele disse “Nós não comemos o dia toda, você sabe. Eu vou ter um tempo terrível para encontrar Craven, Você sabe em quantos lugares eles poderiam está escondidos? Não é uma cidade grande, verdade, mas mesmo assim – “ 05/12/10
↑ Manuh
Mas era muito para ela. O cheiro, a visão do bacon...De repente, ela jogou o lençol para trás, sentou-se, e inclinou-se do lado da cama.
Ela não vomitou nada, é claro. Não havia comido nada na noite anterior. No entanto, ela vomitou e vomitou. Quanto mais vomitava, ela chorava. Não podia se segurar. Estava completamente humilhada, mais porque ele correu até ela, e colocou a mão fria na testa dela, tirando o cabelo da frente do rosto com a outra mão. Agora ele a estava segurando, sussurrando palavras carinhosas enquanto ela vomitava.
“Shhhh,” ele disse, quando ela tentou, sem sucesso, fazer com que seus sentimentos por eles, que não eram nada amigáveis no momento, conhecidos. “Tudo bem. Eu sinto muito, Kate, eu não sabia.”
Ele tirou os fios úmidos da testa dela, segurando seu pescoço, deixando o ar, doce, frio ar, bom pra ela. Depois de um tempo – um longo tempo, pareceu, mas provavelmente não mais do que cinco ou dez minutos- ela começou a se sentir melhor. Ela se mexeu, e ele a deixou ir. Ela se se encostou no travesseiro, e olhou para todo canto menos para ele.
Mas como todo homem, ele não notou. Ele sentou do lado dela, seus suaves olhos verdes cheios de preocupação. “Por que, Kate?” ele perguntou, estendendo a mão para tirar mais cabelo do rosto suado dela. “Por que você não me disse?”
Ela apenas balançou a cabeça.
“Você não poderia se sentir desolada, poderia,” ele persistiu. “porque eu não adivinhei? Eu admito que deveria ter percebido quando você teve tanta dificuldade para levantar ontem, mas eu estou receoso que não tenha sido rápido o bastante. Mas agora... Bem, claro, agora eu sei” Ele olhou para ela. Não havia muita compaixão mais. “O que me leva a pergunta original. Por que você não me disse, Kate?” 05/12/10
↑ Manuh
Ela rolou, mas ele estava sentado no lençol. Ela puxou, quando ele se moveu, com um suspiro, e se enrolou no pano, e lhe deu as costas. Era a única maneira, estava convencida, ela iria sobreviver àquela conversa, que ela vinha se esquivando desde que ele apareceu no riacho lá em White Cottage.
“Eu não queria te dizer,” ela disse para a parede.
“Por que, Kate?” Sua voz cheia de perplexidade.
Ela gemeu. Ela não podia evitar. Ela sabia que isso ia acontecer. Ela sabia. Se não tivesse dormido com ele, isso não teria acontecido. Furiosa consigo mesma, ela levantou a mão e massageou o canto dos olhos com os pulsos. “Você não iria entender”
“Não,” ele disse. Sua voz cheia de uma compreensão terna, mas junto com incompreensão também. Ele não se mexeu para tocá-la de novo, que, ela estava muito agradecida por isso. “Não, eu não entendo. Você está grávida de mim, e você não ia me contar. Você iria me contar, Kate?”
Ela não podia falar. Não, se ela não quisesse começar a soluçar.
“Você ia?”
Ela respirou. “Eu queria. Apenas não podia. Por que, veja bem, eu não posso...”
Burke franziu a sobrancelha. “Você não pode o que?”
“Não posso me casar com você.” Ela falou apressada, para acabar logo com aquilo. “Apenas não posso, Burke”
Agora a expressão dele não era tanto de preocupação quanto era de exasperação total. “Por que diabos não pode?”
“Eu não posso,”ela falou entre os dentes “voltar”
“Voltar?” Burke balançou a cabeça. Suas palavras eram estranhamente familiares, mas mesmo assim ele não pode, pela vida dele, se lembrar onde tinha ouvido antes. “Voltar para onde?”
“Para seu mundo, aquele.... aquele que eu costumava viver”
“Meu mundo? Do que está falando, meu mundo?” 05/12/10
↑ Manuh
“Londres.” Kate explicou. “Você não sabe – você não saber – como é, depois que meu pai foi acusado de ter fraudado todas aquelas pessoas.” Kate balançou a cabeça, seu olhar longe. “Eles eram nossos amigos – pelo menos, eles se proclamavam assim. Mas cada um dele – até o ultimo – se virou contra nós. Ninguém acreditou que meu pai era inocente. Ninguém acreditou que foi Daniel, e não meu pai, quem –“
Ela parou, sufocando um soluço. Burke, olhando para ela em silencio atordoado, percebeu porque suas palavras eram tão familiares. Nanny Hinkle. Nanny Hinkle tentou alertá-lo. Ela não vai voltar, a velha disse. Isso era, então, o que ela quis dizer.
Ele abriu a boca para dizer algum, mas ela continuou, com um suspiro áspero. “E então quando ele morreu....quando ele morreu, mesmo que o incêndio foi dito como acidental, todos – todos – acreditavam que meu pai tinha incendiado de propósito, que ele tinha tentado se matar e matar minha mãe também. Eles acreditavam que o tinham levado a isso, você entende. Que ele não conseguia agüentar a culpa.”
Ela rolou o olhar que ela tinha prendido fora de foco para a cabeceira na direção dele. “Mas ele não fez” ela disse atormentada “Ele não tinha roubado o dinheiro, e ele não tinha tocado fogo. Eles não tinham do direito de dizer o que disseram. Nenhum direito! Entende agora, Burke? Não posso voltar. Eu mal conseguia me esforçar para voltar antes. Você teve que me oferecer 300 libras para que eu voltasse. Mas agora... agora eu tenho um bebê para pensar. Não vou voltar para aquele mundo. Eu sei que não posso pedi pra você o deixá-lo.”
Ele a encarou. “Você não pode?”
“Você não vê?” Kate balançou a cabeça violentamente. “Eu preferiria criar essa criança sozinha, na desgraça, do que entre as pessoas que deixaram Daniel Craven...” 05/12/10
↑ Manuh
“Deixaram Daniel Craven o que, Kate?” Burke perguntou com cuidado, quando ela não continuou.
Dessa vez, quando ela o encarou, não havia nada de distante no seu olhar. Ela estava lá, lá com ele, e agora não havia nenhuma emoção além de uma raivosa tristeza nos seus olhos.
Se Burke não estivesse enganado, havia medo agora, também.
“Nada” Kate disse rapidamente. Muito rápido.
“Kate” Ele estendeu e encostou a pesada mão nos dedos que ela estava torcendo as pontas dos lençóis que a cobria. “Me diga. As pessoas que deixaram Daniel Craven o que?”
A voz dela, apesar de não ser mais que um sussurro, parecia cortar o silêncio entre eles como um grito. “Se livrar...” ela murmurrou, incapaz de encará-lo. “com o assassinato”

-- FIM DO CAPÍTULO 29 -- Capítulo 30
“Aqui está” Kate disse, olhando para o pedaço de papel que estava segurando com sua mão enluvada. Eles estavam passeando por uma rua estreita. Só para destacar, eles talvez parecessem com qualquer outra casal feliz, indo visitar um amigo ou um a família. Com uma inspeção mais de perto, no entanto, poderiam revelar que a mandíbula do cavalheiro estava bem pressionada, e a senhora temer pelos dedos que ela segurava o braço dele, assim como o cavalheiro parecia os músculos tensos.

“Número 29” Kate disse, olhando para o numero de bronze lamparina apagada acima da porta. “Tem que ser”
Não era particularmente uma rua ruim – classe média, Burke supões. Mas não era o tipo de rua que ele esperava encontrar sua filha escondida com seu amante.
E de novo, não havia nenhum tipo de rua que ele esperava encontrar sua filha com escondida com seu amante.
Um amante que poderia – ou não poderia – ter matado.
Uma coisa era certa: tinha sido fácil rastreá-lo até agora. O homem se fez muito visível – muito mesmo, para alguém que deveria fazer tudo para que não fosse detectado. A aterrorizada confissão de Kate – que tinha sido Daniel Craven quem tinha ticado fogo para matar seus pais – havia sido interrompida por uma batida na porta. Quando Burke atendeu, descobriu que ela o homem que ele havia, enquanto pedia o café da manhã, feito algumas perguntas sobre os novos moradores da vizinhança.
Com certeza, o homem tinha encontrado alguém, por uma pequena recompensa, estava pronto para admitir que havia alguém com a descrição de Craven – e com a de Kate, também – tinha tomado uma casa lá perto.
“Eles acabaram de alugar” Burke informou a Kate, enquanto ela se vestia rapidamente. “E eles definitivamente estavam lá. O sujeito que eu falei disse que a entrega de leita foi feita a uma hora atrás”
“Bem, então,” Kate respondeu, com toda a coragem que ela estava longe de sentir. “É melhor nos irmos lá, não é?” 06/12/10
↑ Manuh
Mas agora, parada do lado de fora, ela parecia não um bom negocio, e Burke não sentia nada além de um violento desejo de surrar alguma coisa.
“Supostamente” ele disse, quando eles estavam, parados lá na porta. “Ela não virá conosco”
“Ela virá,” Kate disse, embora não soasse com muita certeza.
“E se for tarde demais?”
Ela olhou para ele. Era outro dia cinzento. Não estava chovendo, graças a Deus. Mas inacreditavelmente frui e úmido. Apesar do seu medo, manchas brilhantes se destacavam na sua face, e a ponta do seu nariz estava cor-de-rosa.
“Burke” Kate disse, em um tom de advertência. “Se nós fomos, você não pode matá-lo. Você me entendeu? Não em interessa se isso é a Escócia. Eles ainda têm leis. Você não pode cometer assassinato. Pelo amor de Isabel, Burke.”
O som do seu nome saindo dos lábios dela era quase o bastante para que ele se esquecesse dele mesmo, e a levantar, e beijar aquela boca impossivelmente pequena na chuva.
Quase.
A lembrança do que ela tinha acabado de fazer tinha afastado dele fazer qualquer coisa sentimental, tão tola.
Ela poderia apenas saber com certeza que estava carregando a criança dele algum como 8 semanas, ou isso. 2 meses. Não era tão terrível ter mantido isso dele. Mas se Isabel não tivesse fugido, e ele não tivesse a ido procurar - .
Ela se esticou e tocou a campainha.
Burke ouviu tocar, dentro da casa. Depois de um minuto ou dois, passadas foram ouvidas do outro lado da porta, e em seguida, ela se abriu. Uma empregada, não mais que uma criança, em um avental e uma touca grande demais, olhou para eles com expectativa.
“Sim, senhor,” ela disse “Senhora?”
Burke queria falar Queria ao menos fazer parte disso, por ele mesmo, sem a ajuda de Kate. Mas ele era completamente incapaz de formular as palavras necessárias. Tudo que ele podia pensar ela o rosto de Daniel Craven e o batendo, com tanta força que ele pudesse, em alguma sujeira. 06/12/10
↑ Manuh
“Olá,” Kate disse docemente para a garota “O Sr. Craven está em casa?”
“Oh, não, Senhora.” Disse a empregada “Mr. Craven voltou para Londres.”
Burke que não tinha tomado conhecimento o quanto tenso ele estava até que Kate soltou pequeno lamento, e deixou os dedos da dobra do braço dele, onde eles estavam descansando. Aparentemente, ele tinha, sem avisar os esmagados entre o bíceps e o antebraço.
Se recompondo, Kate disse para a empregada “De volta a Londres?”
“Sim, senhora. Acabaram de perdê-lo. Ele saiu há meia hora”
Kate não havia percebido o quanto estava temendo um confronto com Daniel até se sentir aliviada ao ouvir que ele tinha ido embora. Não era, no entanto, um sentimento que ela queria comprar com Burke, que parecia chocado com a informação.
“E... Mrs. Craven?”Kate perguntou, já que a decepção de Burke de ter que adiar sua surra em Daniel Craven o havia temporariamente incapacitado de falar. “Ela acompanhou Mr. Craven de volta a Londres?”
"Mrs. Craven?" a garota parecia surpresa.
“Tinha uma jovem com ele,” Kate perguntou rapidamente, nem se atrevendo a olhar para a direção Burke. “Não tinha?”
“Oh,” disse a empregada com alivio. – E se Kate não tivesse se enganado, um pouco de escárnio – em sua bochecha rosa. “Você quer dizer Lady Isabel?”
Uma expressão que só podia ser chamada de indignada atravessou o rosto da garota. “Certamente não” declarou a empregada, como se tal idéia fosse absurda – quase tão absurda quanto a idéia uma Mrs. Craven.
“Então,” Kate perguntou, lutando por paciência. A empregada claramente não tinha sido contratada por sua beleza ou por sua inteligência. "Você poderia nos dizer onde podemos encontrar sua senhoria?”
O olhar rápido da empregada lançando sobre o ombro em direção a escada atrás dela, era tudo Burke precisava.
A empregada soltou um grito assustado, e pulou rapidamente para fora do caminho. Isso foi uma coisa boa a se fazer, também. Já que Burke passou rudemente por ela sem nem ao menos um desculpe. 06/12/10
↑ Manuh
“Onde ela está?” Ele resmungou, caminhando por um corredor estreito e com uma pouca atraente decoração.
“Veja bem,” gritou a menina. “Você não pode entrar aqui desse jeito. Quem você pensa que é? O senhor não não vai gostar nada disso, nem um pouco.
Mas Burke já estava subindo as escada, dois degrais de uma vez. Kate correu atrás dele, equilibrando-se com uma mão do corrimão.
“Burke,” Kate disse urgentemente “por favor – “
O primeiro quarto que ele tentou estava vazio. O segundo, entretranto, relevou uma figura caida em uma cadeira na frente de um fogo miserável. À luz sombria que era dada pelas chamas, era impossível dizer a identidade da pessoa na cadeira.
Mas os soluços de cortar o coração que balançou os ombros da figura poderia pertencer a uma única pessoa: Isabel.
E ainda, para o espanto de Kate, Burke não voou ao lado de sua filha. Em vez disso, ele ficou atrás da porta, olhando incerto para o quarto.Para o olhar interrogativo de Kate, ele murmurou, "Eu não posso."
"Burke", Kate disse baixinho, mas ele só balançou a cabeça.
"Não", disse ele. "Ela não me quer. Você vai."
Foi a vez de Kate a sacudir a cabeça. "Mas-"
"Ela não vai querer me ver," Burke assegurou.
"Burke, isso é – “
"Você não sabe." Seu tom era pelo "Você não sabe como foi quando ... quando foi a última vez que vi. Ela não vai querer me ver. Você vai."
Kate, reconhecendo o aspecto perigoso em seus olhos, disse: "Tudo bem".
E ela entrou. Se movendo do corredor até a sala escura, puxando suas luvas e quanto fazia isso, ela se ajoelhou ao lado da cadeira que Isabel estava encoralada, ela conseguiu colocar os dedos na mão da garota.
Isabel soltou um choro ruidoso e olhou para Kate com as pálpebras inchadas de tantas lágrimas. 06/12/10
↑ Manuh
E em um turbilhão de rendas e anáguas, Isabel atirou-se da cadeira, e colocou os braços com tanta força sobre o pescoço de Kate que ela quase engasgou. "Oh, Miss Mayhew," ela chorou novamente. Os soluços começou novamente, com uma nota renovada de angústia.Kate, acariciando o cabelo emaranhado da menina, tentou consolá-la da melhor maneira que conseguiu. Pouco a pouco, Isabel derramou sua patética história, começando com um apaixonado, "Oh, Miss Mayhew, se eu tivesse escutado! Você nunca gostou dele, e eu deveria ter saber que tinha um bom motivo para não gosta. Só que ele era muito mais atensioso o que Geoffrey jamais foi, e ele disse que me amava, e você não poderia imaginar o quanto carente estava, depois que você me deixou” e terminando com um “ E então a uma hora atrás ele entrou e me disse que ia voltar para Londres – voltar para Londres sem mim. Ele não me deixou ir com ele! E ele não estava voltando. Ele disse que tinha tido bastante – o suficiente do meu jeito mimado e mandona. Só que eu não era, Miss Mayhew! Eu juro que não era. Mas ele não se importava. Ele me abandonou - na Escócia . Não sabia o que eu iria fazer. Eu não podia imaginar. Papa me deixaria voltar, não depois ... Oh, Miss Mayhew, eu nunca imaginei que alguém pudesse ser tão cruel! Porque ele fez isso? Por quê? "
Kate, segurando os ombros trêmulos da moça, tentou manter uma atitude calma e racional.
Mas interiormente, ela não estava lidando muito bem com isso. Por que Daniel havia feito? No que ele estava pensando? Porque, se Isabel estava dizendo a verdade - e Kate não podia acreditar que a menina capaz de mentir, não em seu apaixonado estado - ele não tinham apenas se casado, mas Daniel não tinha colocado tanto como um dedo em cima dela. O dois mantiveram quartos separados durante sua jornada juntos, um fato que para Isabel parecia complemente normal – um exemplo do puro “cavalherismo” de Daniel. 06/12/10
↑ Manuh
Mas o que Isabel chamava de cavalheirismo, Kate chamava de suspeito. Daniel Craven não era um cavalheiro. Ela sabia disso melhor que ninguém. E como ele não precisava do dinheiro de Isabel, ela presumiu – embora com algum grau de descrença – que a razão que ele tinha começado aquele regime selvagem era porque ele realmente tinha se sentido atraido pela garota, e tinha sido incapaz de encontrar um outro jeito de consegui-la.
Mas agora parecia que não era o caso, também. Então por que diabos ele tinha se incomodado? Por que ele tinha ido com todo o tempo e problemas, se no final ia acabar abandonando a pobre garota no final?
Mas essas eram perguntas que Kata teria que esperar por resposta.
"O que quer dizer, você não podia imaginar que se pai jamais a deixaria voltar para casa? Ela deu à menina uma sacudida suave.
“Ora, ele está louco de preocupação nos últimos dias.”
Isabel enxugava com o lenço que Kate a havia dado o canto dos olhos. "Oh," ela disse com voz trêmula. "Eu sabia que eu estava fazendo era ruim. Só que eu não podia suportar isso, estar em casa com ele. Nunca se viu uma fera como ele foi depois que você saiu, Miss Mayhew."
Kate suavemente levou alguns cabelos caidos de Isabel para seu rosto. "Quem você quer dizer?", perguntou ela, apenas ouvindo metade. "Por que, papai, é claro", disse Isabel com naturalidade. "Eu quero que você saiba que eu não te culpo nem um pouco por ter nos deixar assim, Miss Mayhew. Eu sei como ele horrível ele foi naquela noite ... a noite ele pegou-lhe no jardim com com Daniel. Ele foi ainda mais horrível para mim, depois que você saiu. Acho que ele lhe para vir e me pegar, já que ele não quer me ver mais.”
Kate, sabendo de que Burke estava em pé no corredor, sem dúvida, ouvindo cada palavra, apressou-se a interromper a garota antes que ela disse algo que poderia causar danos irreparáveis. 06/12/10
↑ Manuh
"Que bobagem absurda", disse ela rapidamente. "Seu pai está bem atrás daquela porta. Ele pensou que você não iria querer vê-lo". Um segundo depois, ele entrou na sala, e ela se jogou em seus braços, com um grito de prazer "Papai!" Foi um alegre reencontro.
Tão alegre, na verdade, que Kate se sentia que era apenas adequada para retirar e deixar os dois sozinhos para se curtirem. Discretamente, ela voltou ao corredor até as escadas, no fundo do qual ela notou a pequena empregada, andando para lá e para cá em todo o hall de entrada, parecendo furiosa.
Determinada a descobrir a verdade sobre o paradeiro de Daniel - ou pelo menos, seus motivos- Kate desceu as escadas, tentando aparecer o mais indiferente possível.
"Oi", disse a empregada, quando ela percebeu Kate. "Escute aqui. Você não tem nenhum motivo para vir aqui e entrar da maneira como você fez. Dan -- , quero dizer Mr. Craven nã fez nada de errado."
“É claro que ele não fez,” Kate disse suavemente, enquanto ela descia até o fim da escada. "Ninguém está a sugerir tal coisa."
"Eu não sei o que ela esteve dizendo a você" – a empregada levantou o olhar reprovador para o teto. – “ mas não é verdade. Sr. Craven é verdadeiro cavalheiro, é sim. Ele não encostou um dedo nela ".
“Foi o que eu ouvi.” Kate disse, parando em frente a um espelho emoldurado dobrando alguns fios de cabelo solto novamente sob seu capô.
O rosto da empregada, o que Kate podia ver claramente refletida no espelho, perdeu algum do seu olhar apertado.
“Ela te disse isso, então?” A garota concordou. "Bem, é verdade. Ele não tem interesse por ela. Não desse jeito."
Era evidente pelo tom de empregada, onde ela acreditava que os interesses Daniel Craven jazia.
"Sério?" Kate se virou e olhou para a moça. "Eu não acredito que eu não me apresentei. Kate Mayhew." Ela estendeu a mão. 06/12/10
↑ Manuh
A garota piscou para a mão enluvada durante um segundo ou dois antes de tomá-lo livremente na dela, e dando-lhe um aperto. "Marta", disse ela rapidamente "Martha", disse ela rapidamente. Só porque ela parecia ter dificuldade em pronunciar o th, ele saiu parecendo "Marfa."
“Como você está, Martha.” Kate perguntou. Empenhou-se em vasculhar uma bolsinha, como se ela estivesse procurando algo.
“Eu estou bem” disse Marta, emburrada. "É estranho, você não acha, Martha," disse Kate suavemente ", que o Sr. Craven ter deixado você tão de repente."
A garota balaçou os ombros, "Ele só foi” ela disse importante, "para resolvera alguns poucos negócios na cidade. Ele estará de volta por volta do final da semana. Assim ele me disse.”
Esta foi uma versão completamente diferente dos acontecimentos que levaram à saída de Daniel do que a contada por Isabel.
“E a Lady Isabel?” Kate perguntou casualmente. “Ela estava esperando por sua volta?”
A expressão de Martha ficou desdenhosa novamente. “Ele disse que ela já teria ido a muito tempo quando ele voltasse. Disse que a família dela viria...” Os olhos azuis de Martha se arregalaram e sua boca cerrada. Aparentemente, a ocorreu que tinha falado demais.
Mas o pouco que ela tinha dito era tudo o que Kate precisava ouvir. Ela ainda estava em dúvida quanto às razões por trás regime de Daniel, mas que foi além de uma mera fuga, ela já tinha certeza agora.
"Vai lá para cima", Kate disse, fechando uma bolsinha e olhando para a empregada, sem compaixão nenhuma "e arrume as coisas de sua senhoria. Vamos embora assim que você tiver acabado".
A garota mudou seu peso incerteza de um pé para outro. "Vocês ... vocês são a família, então?" Martha perguntou.
Sim, "Kate disse decididamente." Nós somos a família dela."

-- FIM DO CAP 30 -- 06/12/10
↑ Manuh
Capítulo 31
Fumaça.
Era o que tinha despertado Kate naquela noite, há tantos anos atrás.
O cheiro de fumaça. Era um cheiro que tinha ficado com ela por meses a fio, e não apenas porque tinha agarrado a tudo o que ela herdou – tudo que não para o fogo ou os coletores de dívidas depois da morte dos seus pais. Era um cheiro a que ela tinha ficado tão sensível, tão alerta, que a menor queima de um bolinho de chá ela saia correndo até a cozinha, mesmo que fosse por vários andares abaixo.
Mas o que parecia improvável, quando ela abriu os olhos naquela noite, que alguém estava queimando bolinhos às três horas da manhã.
Isso foi o que o relógio que tinha colocado ao lado da cama podia se lê, e Kate não tinha nenhuma razão para não acreditar nele. O sono não tivesse sido exatamente de descanso, mas sim intermitente, e não apenas porque ela estava dividindo a cama com outro. Outro que, mesmo quando ela estava ali, piscando os olhos na penumbra, estava roncando irregularmente.
Isabel tinha cochilado no meio de um dos muitos sofrimentos cheios de lágrimas desde que a tinham encontrado. Isabel tinha seu próprio quarto, claro, mas ela parecia preferir o de Kate. Agora ela havia dormido, completamente vestida, no quarto em que Kate sido colocada pela mulher tagarela do estalareiro, deixando Kate se perguntar se ela estava ou não realmente com cheiro de fumaça, ou ela só tinha sonhado...
E para continuar refletindo sobre o tema que a mantinha acordado muito tempo depois que Isabel tinha cochilado, um assunto que não ousara comentar com a menina ....
O que ela ia fazer?
Não sobre Daniel Craven. Esse assunto, até onde Kate se procupava, foi fechado. Burke tinha tinha deixado mais do que claro que ele pretendia encontrar o homem e despachá-lo o mais rápido possível. 06/12/10
↑ Manuh
Kate tentou convencê-lo que, apesar de Daniel ter tratado muito Isabel com muito despreso, na verdade, ele realmente não tinha causado danos irreparáveis, tinha falado para ouvidos surdos. O Marquês de Wingate se destinava a encontrar Daniel Craven e matá-lo, o mais rápido assim que ele mandasse sua filha a salvo para Londres.
E Kate descobriu que não podia culpá-lo. Daniel tinha se superado dessa vez. Embora tentasse, Kate não poderia, por sua vida, imaginar o que ele esperava para fazer com a loucura com Isabel...
Bem, isso não era totalmente verdade. Ela tinha uma teoria sobre porquê ele havia feito isso. Mas foi tão perfeitamente ridícula – e e tão completamente assustador – que ela imediatamente tirou da sua mente.
Não. Daniel, sendo Daniel, tinha visto em Isabel um convite para uma fortuna, e ele aceitou o convite, só para descobrir que no final, por algum motivo que só ele conhece, ele não pôde passar por ele...
Mas qual era a questão de saber os motivos de tal homem, quando não havia outros muito mais complicados – e muito mais atraentes – que algume pode considerar? A verdadeira razão Kate não conseguia dormir era que ela não conseguia parar de pensar Burke.
E não apenas sobre Burke, mas sobre o que ia fazer amanhã, quando ele ordenou que a carruagem voltasse.
Ela percebeu agora que o que ela disse para a empregada Martha de manhã era verdade: eles eram uma família.
E não era uma coisa abençoada que ela pudesse fazer sobre isso. Não quando ela era tão perdidamente apaixonada por Burke como ela sabia que era. Não quando ela sabia que nunca seria feliz sem ele.
Como poderia Kate virar as costas a esse amor, quando tudo a estava mantendo longe era o circulo social no qual ele participava ? Sentia-se agora que ela pudesse suportar isso – suportar tudo isso, o escárnio, os cortes, os olhares – contanto que ela tivesse Burke ao lado dela.
Mesmo com Isabel, ela sabia agora, sentia-se protetora e com um carinhoso amor como se a menina fosse sua própria filha Com tanto amor para apoiá-la, nenhum grupo social poderia machuca-la. Não mais.
O problema, naturalmente, era que, agora que ela finalmente percebeu que seu amor por Burke era mais forte que seu ódio pelo grupo social que ele frequentava. ela não tinha idéia de deixá-lo saber sobre isso.
Eles não tinham nenhum tempo a sós desde que havia encontrado Isabel, E a atitude de Burke em sua direção ao longo do dia tinham sido decididamente não apaixonadas.
Ah, ele tinha sido infalivelmente educado. Mas ele tinha certeza nunca fez nada parecido com outro pedido de casamento.
E como ela havia rejeitado sua proposta tão firmamente, ele não parecia que ia fazer outra.
Também não podia culpá-lo. Ele tinha sido intimidado, Kate sabia, pelo o que Kate havia revelado pela manhã – primeiro sobre o bebê, e o fato que ela não se casaria com ele, e depois, a verdade sobre Daniel.
Horrorizado, e ela sabia, incrédulo. E por que ele acreditaria nela? – sobre Daniel de qualquer jeito – quando ninguem mais acreditava?
Em qualquer caso, ele não fez nenhuma referência a isso depois. Durante todo o resto do dia, o Marquês não tinha dito uma palavra a ela, salvo quando obrigado a fazê-lo por delicadeza.
Suas atenções tinha, corretamente, se concentrado em Isabel. Foi em respeito a ela e ao seu estado frágil que o Marquês decidiu que iria ficar mais uma noite em Gretna Green para que ela pudesse descansar, antes de começar a voltar para Londres na manhã seguinte. Tinha sido por causa de Isabel que Burke havia procurado o melhor hotel da cidade, e subornou o estalajadeiro para que ele colocasse os três nos seus melhores quartos, porque de fato ele não havia reservado eles previamente.
E agora era três horas da manhã, e apesar de Kate estava no que era seguramente a cama mais confortável, no quarto mais bonito do hotel, em toda a Escócia, ela não conseguia dormir. 06/12/10
↑ Manuh
Estava sendo, ela sabia, uma tola. E como qualquer tolo, agora ela seria forçada a sofrer por sua tolisse, teria que voltar para Lynn Regis, e para Nanny Hinkle.
O Marquê, é claro, ofereceria apoio para o bebê, Kate supostamente tera que aceita-la, pois ela realmente não tinha outra fonte de renda. E ele, sem dúvida, insistiria em ver o filho de vez em quando, o que a colocaria em sua compainha, tornando ainda mais difícil para ela esquecê-lo.
Miserável, Kate rollou... e sentiu cheiro de novo. Desta vez era inconfundível. Fumaça. Flutuando através do seu quarto. Mas não era, ela percebeu, fumaça de um incêndio. Não, este era o cheiro de queimado, com centerza, mas a queima era de tabaco.Alguém estava fumando, e bem perto.
Estupefata, Kate sentou-se e pegou lampariana. Os quartos de que a parte pertencente ao Marquês de Wingate tinha sido atribuído estavam no terceiro andar, onde cada um continha um par de portas francesas que se abria para um pequeno terraçosobre o qual, a mulher do estalajadeiro tinha explicado, quando ela tinha mostrado a Kate, que convidados gostavam de café da manhã, as condições climáticas favoráveis
Ao sair da cama, Kate podia ver que a mulher tinha deixado as portas para este terraço entreabertas, permitindo não só o frio do outono infiltrar-se, mas manter a fumaça cheirando...
Poderia ser Burke – e o coração de Kate acelerou – estivesse lá fora, no terraço do seu próprio quarto. Será que ele tinha ido fumar sozinho lá fora? Ela sabia que o Marquê fumava um cigarro uma vez ou outra. Talvez ele, como ela, estivesse achando diculdades de dormir, e tinha ido lá fora para um ar fresco.
Ela abriu a porta francesa, e saiu.
A chuva dos últimos dias já tinha passado, embora o céu ainda não estava completamente sem nuvens. 07/12/10
↑ Manuh
Estava escuro, mas um pouco de luar ... suficiente para que ela pudesse vê claramente as coisas tais como a pequena mesa de ferro no centro do seu terraço estreito e a fonte – desligada, nessa época do ano. – no pátio do hotel abaixo.
Ela não precisava do luar, entretanto, para rastrear a origem do cheiro pungente de queima do tabaco. Viu isso claramente quando a pessoa fumando o inalou, e jogou a ponta vermelha brilhante do cigarro.
Ele não estava sentado, no entanto, no terraço adjacente, ou nem mesmo no outro. Em vez disso, ele estava encostado na grade de Kate, e estava claro, a partir da luz que que saiam pelas portas abertas para o terraço pertencente ao quarto ao lado do dela, como tinha chegado lá. Se ele ficou surpreso ao ver Kate se juntar a ele assim de repente, ele havia mostrado. Ao invés disso, ele só disse suavemente: “Bem, isso não é fortuito. Eu estava aqui sentado pensando, em como diabos eu iria acorda-la sem aletar a criança sangrenta? Quando você saiu. Bom show, Kate.”
Kate, abalada até o âmago, estendeu a mão e agarrou a gola da lamparina. como isso estivesse mantendo o material frágil juntos, não apenas o ar frio, mas a presença indesejada dele, também.
“Daniel,” ela disso, com seus lábios ficando sem sangue. “O que ... o que você está fazendo aqui?”
Mas na verdade era, que ela sabia. Ela sabia o tempo todo.
E não tinha nada a ver com a Isabel.
“O marquês está bem na porta ao lado,” Kate disse rapidamente, antes que ele tivesse chance de responder.Ela apontou para o balcão a sua direita, mas sinceramente, ela não tinha a menor idéia se esse era o quarto de Burke, ou o quarto queIsabel tinha reservado para ela.
Nenhuma luz veio através das francesas portas hermeticamente fechadas. “Ele está furioso com você. Vai te matar, se ele descobrir que você está aqui.”
‘Eu sei disso’, disse Daniel, com calma, exalando outra longa pluma de fumaça azul. “Eu tomei cuidado, no entento, não para fazer o meu caminho até aqui em cima até que eu recebi a notícia que ele se saiu durante a noite.” 07/12/10
↑ Manuh
Seu rosto ficou pensativo. “É incrível o que um homem pode descobrir quando se arrisca na cozinha de um estabelecimento.”
"Oh, você tem bastante jeito para arrumar ajuda," Kate disse amargamente. "Estou certa que será meses antes que Martha descubra da sua aventura em nesse estabelecimento.”
Ele levantou uma sobrancelha de um jeito curioso. "Martha?" ele perguntou. E então, brilhando, ele continuou, "Oh, Martha. Sim, sim. Moça encantadora. Não tão encantadora talvez, como a esposa do proprietário deste belo lugar antigo, mas muito ... maleável”
Kate fechou sua mandíbula, “Então você tirou daquela mulher encantadoramente maleável a chave para a quarto ao lado do meu” disse ela friamente.
“De fato”. Daniel esticou as pernas compridas, e cruzou-as na altura dos tornozelos. “Você é uma pessoa extremamente difícil de localizar, Kate. Você sabe que eu tentei durante algum tempo entrar em contato com você depois dessa conversa fascinante que tivemos – que faz o que agora? Três meses trás? – no baila da Lady Tetmiller, aquela noite algumas semanas atrás, Tentei continuar esta conversa no jardim do Lord Wingate, mas ... bem, você lembra. Lord tinha uma séria objeção ao nosso tête-à-tête, você deve se lembrar. Acho que devo pedir desculpas por deixá-la tão de repente – mas no entanto, eu sou a contras balas na minha pessoa, e tenho certeza que ela não atiraria em você.”
Kate o encarou. Foi exatamente como ela tinha pensado, é claro. Ela realmente não deveria ter sido surpreendida. E ainda ....
E ainda assim ela foi, um pouco.
É tudo culpa minha, pensou. Tudo – cada pedacinho disso – foi culpa minha. Pobre Isabel. Pobre, doce, estúpida Isabel.
Ela sentia frio, mas sabia que o frio não tinha nada a ver com a temperatura externa.
“Eu levei, é claro, um tempo dos diabos para saber o que aconteceu com você quando você desapareceu de Londres tão de repente”, Daniel continuou. 07/12/10
↑ Manuh
“Eu não quero vangloriar-me, mas eu podia deixar de pensar que o seu desaparecimento e a nossa pequena conversa tinha algo a ver. Você nunca foi de correr de uma luta, mas então, ma boa parte do tempo havia passado desde que eu a tinha visto pela última vez, e então...”
Daniel deu de ombros. “Eu pensei que poderia me ser necessário estabelecer uma amizade com Lady Isabel, a fim de melhor conhecer o seu paradeiro.”
“Amizade?" Kate repetiu amargamente. “É assim que você chama isso? Você a seduziu, você – “
“Bom Deus,” Daniel realmente soltou um arrepio de desgosto. “Morda a sua língua. Nunca encostei um dedo sobre a criança. Bom, tudo bem, um dedo, mas a" sedução "é inteiramente uma palavra muito forte para isso. Especialmente quando se tornou muito claro que a pivete bobo não apenas sabia da sua localização, mas desconfiado de seus motivos a abandona-la, que me levou a acreditar que você tinha, de fato, fugiu de Londres por minha causa.”
Kate não disse nada. Ela não estava disposta a admitir a verdade, que até Burke ter até ela com a surpreendente notícia da fuga de Isabel, Kate não tinha dado sua conversa com Daniel naquela fatídica noite nem um segundo dos seus pensamentos. Ela tinha preocupações mais urgentes.
Mas agora ela se lembrava. Lembrou-se tudo muito claramente.
“Eu criei, como eu tenho certeza que você está agora mais consciente”, Daniel continuou, “um plano pelo qual, uma vez que a montanha não vem a Maomé, Maomé tem que ir até a montanha. Eu sabia como você gostava daquela enfadonha filha de Traherne. Se você achasse que ela estava em perigo, você definitivamente sairia da clandestinidade – mesmo correndo o resco de me encontrar. E veja, é claro, que eu estava certo. Aqui está você, e aqui – “ele sorriu e ela percebeu, não pela primeira vez, que ele tinha um sorriso de um réptil. – “ estou eu.”
Kate percebeu que ela estava tremendo, tremendo toda, e não com frio. Não, ela estava tremendo com algo que ela não conseguia explicar .... 07/12/10
↑ Manuh
Ou talvez ela pudesse, mas não quisesse.
"Você não pode pensar", disse ela, numa voz que tremia cada tanto quanto seus os dedos. “que, depois de tido o que você acabou de me contar, eu vou ficar aqui e falar com você como se nada tivesse acontecido. Francamente, eu acho que você está louco. E eu não me importo de conversar com os loucos. Boa noite, senhor.”
Ela se virou para voltar para dentro, com a intenção de bater e trancar as portas francesas atrás dela. Mas antes que ela tivesse dadod dois passos, ele pulou do parapeito para terraço e agarrou-a pelo pulso.
“Não tão rápido, Katie”, disse ele, as palavras que sairam um pouco truncadas, graças ao cigarro, que ele ainda manteve entre os dentes cerrados.
Kate virou-se na mão de ferro. “Largue-me!”
“Gatinha”. O luar mostrou que a expressão de Daniel, uma hora a calma, foi misteriosamente assim, da mesma forma que o vento, pouco antes de uma tempestade, acalmou muitas vezes a um silêncio mortal. “Onde você pensa que vai? Nós não terminamos nossa conversa.”
“Por favor, me solte, Daniel,” Kate disse, reconhecendo que lutar contra o aperto dele era prova que não era apenas doloroso, mas inútil, também. Ela decidiu pedir ao invés disso. “Se você me deixar ir, eu juro que não vou contar pra ninguém que você estivesse aqui. Pode confiar em mim. Ninguém acreditou em mim quando eu disse da última vez, não é?”
Ele olhou para ela, seu rosto não com tanta calma como antes, mas cheio de uma crua emoção.
“Da última vez?”Ele a arrastou para a frente e inclinou-se para que seu rosto estava a apenas alguns centímetros do dela. A respiração dele, quando ele falou, foi quente em seu rosto, e cheirava a fumo de charuto. “Meu Deus, não houve última vez , você entende? Eu não tive nada haver com o fogo.” Ele empurrou-a para longe de repente, embora ele ainda se manteve firme em pulso dela. “Nada “ 07/12/10
↑ Manuh
Lágrimas começaram a deslizar pelo rosto de Kate, mas ela não prestou nenhuma atenção a elas. Elas não eram pela dor de seu aperto – que era bem doroloso. Elas não eram de medo também. Elas eram o resultado de outra coisa. Algo que Kate, até aquele momento, nunca se atreveu a permitir-se sentir, não em sete anos.
"Você está mentindo", ela sussurrou, olhando para ele, alheia a tudo – a dor no braço, o frio, o cheiro de charuto – tudo. Nada disso importava. Nada disso importava mesmo. Tudo que importava agora era a verdade. E a verdade, enfim, ia sair.
"Você sabe perfeitamente bem que você estava lá," Kate assobiou. "Eu vi você parado lá e a assistindo queimar. O olhar dela tornou-se fora de foco. De repente, ela já não estava de pé sobre um terraço do hotel, mas no corredor cheio de fumaça de sua casa de infância, tendo apenas a porta do quarto dela escancarada e encontrou, para seu horror, as chamas vinham da porta aperta do quarto dos seus pais.
"Você estava lá," ela repetiu, não lutando com tudo para libertar-se dele. "Bem do lado da escada. E você estava segurando alguma coisa. Uma vasilha de algum tipo. E havia um cheiro – um cheiro horrível, pior do que fumaça. Querosene. Achei que papai tinha batido sem querer no abajur, mas mesmo isso não teria causado as chamas tão altas, tão rápido. Tudo, tudo estava em chamas. Você deve ter molhado as mantas da cama, o tapete, tudo com querosene. E então eu estava tentando ir até eles, e você ... você estendeu a mão. E me fez parar.”
Como se quisesse acordá-la de qualquer transe era que ela tinha entrado , Daniel sacudiu seu pulso, jogou o cigarro fora, e agarrou-a por ambos os ombros e sacudiu-a.
“Não era para ter acontecido assim”, disse ele, e agora não era algo que ela nunca tinha visto antes em seu rosto. Desespero. “Você e sua mãe – você não era nem para está lá. Você deveria ter deixado Londres. Seu pai queria que vocês duas, tanto no país para a duração do julgamento, para protegê-lo, para protegê-lo." 07/12/10
↑ Manuh
“É claro”, sussurrou Kate. “Mas a mãe se recusou a ir. Ela disse que parecer covarde, como se estivéssemos fugindo.”
“E assim que ela morreu”, disse Daniel ferozmente. “Não era para ela está lá, nem você. Eu tive que parar o seu pai de depor. Ele encontrou uma prova, veja. Uma prova de que eu tinha conhecimento que a mina estava vazia o tempo todo. Eu não poderia permitir isso, agora, poderia? Mas eu nunca quis machucar sua mãe, e eu nunca quis te machucar. Você não deveria ter estado lá.”
Ele acompanhava cada sílaba com uma agitação. Kate, com toda aquela emoção, só consegui ficar ali, entorpecida. Isso era tudo que ela parecia capaz de sentir. Apenas uma dormência. Aqui estava o assassino de seus pais, em frente a ela, confessando ... confessando finalmente.
Ela não estava louca. Ela não tinha imaginado. Ela o tinha visto – visto Daniel Craven – em sua casa na noite do incêndio que matou seus pais.
“Eu pensei que você estava inconsciente”, ele continuou, em tom de que soava – curiosamente – desespero. “Eu achei que você tivesse desmaiado. Mas apenas para ter certeza, eu fui embora. Sete anos eu passei. Sete anos depois, Kate, em que país miseravelmente quente. Eu tinha que voltar.Eu não aguentava mais. Eu pensei que com certeza, depois de sete anos .... Mas não. Oh, não. Você se lembrou. Como uma elefante sangrenta, você se lembrou. E você me culpou.”
O que foi que ele estava tentando dizer? Isso tudo tinha sido um acidente? Sim, ele tinha intenção de fazê-lo, mas não para ambos. Somente seu pai. Ele só queria matar seu pai. Ele não tinha a intenção de queimar os seus pais vivos em sua cama.
Foi quando a dormência passou. Quando olhou novamente, olhos dele estavam brilhando mais quente do que qualquer incêndio. “Você honestamente espera que eu”, ela perguntou numa voz fria “, para perdoá-lo pelo que você fez? Para tirar a vida deles, e destruir a minha?” 07/12/10
↑ Manuh
Agora com os dedos deles apertados nos ombros dele, e ele disse com uma risada, “Bom Deus, não. Você acha que eu teria passado por todo esse problema – arrantando a tagarela pivete do Traherne por metade do país. – só para ter o se perdão? Certamente que não.”
Kate piscou para ele. "Bem, então, o que –“
“Oh, tenho a intenção de matá-la, também, é claro”, ele disse levemente.

-- Fim do Cap 31 -- 07/12/10
↑ Manuh
Capítulo 32
“Eu deveria” ele a informou, enquanto ela o encadarava com horror: “ter deixado você morrer naquela noite, junto com seus pais. Mas eu era tolo sentimental então. Salvei sua vida, em vez de tomá-la. Mas depois eu voltei para Londres sete anos depois, pensando que não tinha nada com o que se preocupar, que o incêndio tinha sido esquecido há muito tempo, apenas para descobrir que você não só não esqueceu, mas ainda me culpava apertamente por ele – “
“Eu tinha que.” Kate declarou com veemência. “Você começou! Você começou isso, e então você partiu, e deixou parecendo como se meu pai tivesse se matado, e levado minha mão com ele. Você tem idéia de como era, Daniel? Qualquer idéia de como era de viver com isso? Passar pelo funeral, o inquérito? Meu Deus, eu tinha desejado que você tivesse me deixe morrer. Teria sido mais fácil. Mas não, você fugiu. Você deu o fora, como o covarde por dinheiro que você é – “
“Agora, veja”, disse Daniel, "é esse tipo de atitude aí que eu simplesmente não tenho paciência.”
Mais rápido do que ela pensava ser possível, ele a puxou contra ele, seus braços ao segurando apertado o braço dela. Ela levantou as duas mãos em uma tentativa de erguer o membro que parecia pedra – que envolvia seu pescoço, mas rapidamente percebeu essa tentativa foi em vão. Ela lutou, ao contrário, com os pés, chutando de volta para ele com seus chinelos de salto alto, e acotovelando-lo com o máximo de força que podia no estômago dele. O resultado foi que ele só apertou mais forte o aperto.
“Sabe, Katie, estou realmente te fazendo um favor”, observou ele, enquanto sentia a dela respiração pressionadoa a partir de sua garganta. “Você não devia pensar tão mal sobre mim.”
A visão de Kate começou a embaralhar. Seus esforços frenéticos para se livrar rapidamente tornou-se mais lento. Que tipo de vida você teve ultimamente?" Daniel perguntou. "Se escravizando para ser dama de compainha de uma insuportável dama da sociedade como Isabel Traherne. Isso eu mal chamaria de vida. Você deve estar me agradecendo por acabar com todo essa miséria. Bem a pequena Isabel sem dúvida ficará preocupada ela te deu tanto trabalho, quando você for encontrada com o pescoço quebrado na parte nessa varanda – “
Ela lamentou que não tivesse dito a Daniel que estava grávida. Provavelmente não teria feito a miníma diferença, mas ele tinha falado como se lamentasse muito por ter matado sua mãe, talvez, apenas talvez, teria poupado o seu ....
“Eles provavelmente irão pensar:” Daniel estava dizendo: “você era sonâmbula. Isso foi o que eu pensei que você era, Kate, naquela noite que você saiu para o corredor, no meio de toda aquela fumaça. Você parecia tão branca, como um fantasma. Então você começou a gritar, e eu sabia – “
Estrelas. Kate viu estrelas, e não aquelas que ficacam sobre a cabeça, também. Brilhantes de luzes dançavam alfinetavam diante de seus olhos quando ela engasgou para respirar. Mas foi impossível. Ela estava morrendo. Ela sabia que estava morrendo...
E era tudo culpa dela. Ela tinha visto a armadilha – oh, sim. Desde o primeiro momento que o nome de Daniel Craven tinha saído dos lábios do Marquês aquele dia em Lynn Regis, ela tinha visto isso.
E no entanto ela caminhou em direção a isso, sabendo muito bem que não havia nenhuma maneira – de maneira nenhuma – de Daniel Craven fugir realmente com Isabel Traherne. Ela sabia muito bem por que ele tinha feito isso. E ainda assim ela tinha ido com Burke. Ela tinha ido com ele porque ele pediu para que ela fosse.
Estrelas, flutuando diante de seus olhos. Ela estava morrendo. Não era tão terrível, morrer. Como cair, na verdade.
E então, de repente, milagrosamente, ela estava livre. 09/12/10
↑ Manuh
Livre e caindo para a frente, o mundo de repente virou de cabeça assim como o ar, afiado e frio, derramou-se em seus pulmões. Algum pesado bateu nos seus joelhos e nas palmas das mãos, raspando-los, e então ela estava deitada no frio, numa pedra úmida, ofegante, ofegante tentando recuperar o fôlego. Atrás dela, ouviu alto uma briga. O que eram esses ruidos? Se ela ao menos pudesse vê. As estrelas tinham desaparecido na escuridão, que só agora estava começando a se desfazer. Alguém estava dançando? Parecia que alguém estava dançando. Só não havia música.
Então Kate sentiu o cheiro. Ele queimou os pulmões, os mesmo pulmões que ela estava agradecida de está engolindo o doce ar do outono. Fumaça. Mais uma vez.
E não fumo do tabaco. Não, não dessa vez. Este era o cheiro de algum que nunca teve a intenção de ser queimado. E então ela o viu, apenas um brilho avermelhado diante dos olhos lagrimejados., mas ficando cada vez mais em foco. As cortinas. As cortinas das portas francesas do seu quarto de hotel estavam em chamas. Quando Daniel tinha jogado fora o seu charuto, ele deve ter jogou em direção às portas, ao invés de ser para longe delas. E agora as cortinas estavam pegando fogo.
E Isabel. Isabel estava lá dentro.
Kate virou a cabeça. Ela agora podia ver. Ela estava deitada no chão, navaranda, as mãos e os joelhos ralado pelas pedras, com a garganta doendo terrivelmente. E não de cinco metros estava Daniel...
Não apenas Daniel. Não, ele não estava sozinho. Ele estava sendo segurado da mesma maneira que a havia segurado, só que ele estava sendo mantido lá por Burke. Burke estava em sua varanda. Como, Kate perguntou lentamente, Burke tinha chegado lá?
Então, ela sentiu o cheiro do fumaça de novo, e lembrou-se Isabel, dormindo em paz lá dentro. Ela tinha que salvar Isabel do fogo. 09/12/10
↑ Manuh
Cambaleando a seus pés, usando a grade para varanda para se manter em pé, Kate tropeçou em direção às portas francesas. As cortinas não foram as únicas coisas em chamas.O tapete estava pegando fogo, também.
Chegando, Kate deu um puxão no pano. A cortina saiu da vara que as seguravam, e caiu chiando no chão terraço molhado.Ela fez o mesmo com a outra cortina, em seguida, correu para pisar nas chamas do tapete. Quando ele continuou pegar fogo, ela aproveitou a balde de água no carrinho em um canto do quarto dela, e derramou sobre os tapetes e as cortinas, lá fora.
A densa fumaça tomou o meio da noite. Através dela, ela estava apenas vagamente capaz de ver que havia apenas uma figura – além de si mesma – a esquerda do terraço. Ele era a silhueta na luz do luar, e ela não conseguia ver seu rosto, mas ela percebeu, em um momento de pânico, com a cabeça finalmente clara, que algo poderia ter acontecido com Burke, que poderia ser Daniel aproximando-se dela ....
Ela quebrou o louça que tinha a àgua, contra a lateral da moldura da porta, e segurou um pedaço irregular laçando-o com um ar ameaçador.
"Pare", ela disse ao homem que vinha até ela através da fumaça. Ou pelo menos é o que ela tentou dizer. Só o que saiu de sua boca era um resmungo. Sua garganta doía muito que mal podia dizer uma palavra. Parte superior do formulário Certamente não era o que ela queria dizer, que era, "Eu vou matar você, Daniel, eu juro que, se você se aproximar."
Mas acabou que ela não precisou dizer uma palavra, porque ela reconheceu a voz, uma voz que ela amava estava dizendo,: "Kate, sou eu. Está bem?"
E então ela se jogou para o mais quente, mais confortante abraço que ela poderia imaginar.
"Você está bem?" Ele levou seus braços para longe dela, mas apenas para que ele pudesse empurrou-a para longe dele para examina-la.
"Meu Deus, Kate, eu pensei que ele a tinha matado." 10/12/10
↑ Manuh
Ela sentiu que queria chorar e rir ao mesmo tempo. Ela puxou a gola do roupão que ele usava, tentando chamar sua atenção enquanto ele se virou para examinar a palma da mão dela, e depois para baixo, para os arranhões nas mãos dela.
"Não está tão ruim", disse ele. “Nem ao menos está sangrando. Como está sua garganta? Como se sente? Meu Deus, seus dedos são que nem gelo. Devemos entrar.”
"Burke", ela resmungou com urgência, puxando na lapela. "Isabel".
"Ah", disse ele, olhando para as cortinas fumegantes, como se as estivessem vendo pela primeira vez, "Isabel não está aqui. Quando ela acordou e ouviu um homem falando na varanda, ela correu para me chamar. Ela não” – Kate sentiu um arrepio percorrer o corpo dele "perceber que era Craven".
Alívio correu pelas veias de Kate, , aquecendo-a como fogo jamais poderia. Pobre Isabel! Quando a verdade veio à tona, como foi horrível vai ser para ela!
E então, Kate olhou ao redor do terraço, curiosa.
Burke leu seu pensamento sem ser convidado.
"Ele se foi, Kate", disse ele numa voz que era surpreendentemente dura, vendo como ele foi acompanhado por um gesto terno, quando ele empurrou alguns dos cabelos dela que caíram no rosto. "Ele não vai incomodar você nunca mais."
Mas não foi uma resposta suficiente para Kate, e assim, com relutância, ele mostrou a ela.
O corpo de Daniel jazia aonde o dela teria estado, se ele tivesse conseguido, amassado no fundo do pátio. Sua cabeça estava inclinada em um ângulo estranho, revelando com muita clareza a causa da sua morte.
Kate rapidamente desviou o olhar, lamentando que ela tinha perguntado. Mas Burke, segurando-a, disse, na mesma voz dura, “Ele matou seus pais, Kate. E ele teria matado você, também, para não mencionar o nosso filho. Eu não estava errado em ter feito isso, Kate. Não vou dizer que sinto muito, também. " 10/12/10
↑ Manuh
"Não", disse ela, contra o peito dele. "Não." Ela descobriu que não podia dizer nada mais. Sua garganta estava muito sensível.
Sem mais uma palavra, ele a pegou nos seus braços, e a levou do quarto cheio de fumaça, e saiu para o corredor, onde sua filha e proprietário da estalagem estavam, com um número considerável de funcionários, segurando velas e olhando com preocupação.
"Está tudo bem", disse Burke, em seu habitual tom brusco. "Miss Mayhew está bem."
"Oh, papai!" Isabel, ainda vestida com a roupa amarrotada com a qual ela tinha dormido. "Eu estava tão preocupada! Tem a certeza –“
"Todo mundo podem voltar para a cama agora", disse Burke firmeza, “com exceção de você” Ele olhou significativamente para o dono do hotel. "Há uma confusão no pátio que você vai querer ter alguém limpe. E é melhor você mandar alguém para o magistrado no pela manhã."
O estalajadeiro parecia levar isso a sério, mas sua esposa, que evidentemente não tinha conhecimento da natureza da confusão no pátio, olhou preocupada para Kate.
"Talvez nós devemos enviar um cirurgião, agora, talvez , para a jovem –“
Quando Kate sacudiu a cabeça, Burke disse, "Miss Mayhew não precisa de um cirurgião. Se você pudesse ir olhar a Lady Isabel, no entanto – “
Aparentemente essa mulher parecia muito ansiosa, no entanto parecia para Kate, que estava impressionada com a nítida preocupação dela, e sua relutância em deixar Kate.
Ela finalmente foi obrigada a voltar para o quarto – dessa vez para seu próprio quarto – quando Kate assegurou-lhe, num sussurro rouco, que estava perfeitamente bem.
O corredor se esvaziou ainda mais quando Burke soltou, com autoritarismo típico, "Todo mundo volta para a cama. Agora". Burke Traherne não era o mestre da casa, e ainda assim as suas ordens eram obedecidas, com uma vivacidade que teria feito um general ficar com ciúmes. 10/12/10
↑ Manuh
Com o corredor vaziu, e Burke levando Kate para o quarto dele , uma câmara decorada em tons ricos masculino. A luz do fogo na lareira revelou um grande dossel, as roupas de cama estavam amarrotadas, como se estivessem sido tiradas as pressas.
Em sua cama ele a abaixou, e no conforto dos seus braços a abraçou, até que ela se sentiu completamente sufocada pelo calor por ter com tanto da roupa de cama e com o fogo, sobre a qual ele empilhou na tentativa de aquecê-la.
Ela tentou protestar, mas ele não ia ouvir. Ele tinha dito que iria ver por si só o ela, e ele queria dizer isso mesmo.
Os arranhões dela e suas contusões foram banhadas pelas próprias mãos dele, sua garganta ficou melhor pelo chá que ele mesmo a ofereceu. Ele estava tão atento como todo estaria amante, como um cuidar que qualquer marido teria, e ainda ....
Ele tinha que saber. Ele tinha que ter entendido. Quer isso tudo – tudo isso – era culpa dela: Daniel ter seduzido Isabel— bem mais ou menos—e os ter levado a essa loucura, através do país. Tinha tudo sido culpa dela. E se ele não a odiava antes – e só Deus sabia porque, ele tinha razões para odiá-la, pela maneira como ela o tratava – ele com certeza a odiaria agora.
Ela com certeza merecia o ódio. E mesmo assim ela não podia deixa-lo ir embora sem que ele soubesse o quanto ela sentia muito por tudo que tinha feito.
Tudo que ela tinha que fazer, percebeu, era dizer isso. Apenas sair e dizer isso.
Ele respirou fundo, e abriu a boca.

---- FIM DO CAP 32 ---- 26/12/10
Franciele
Capitulo 33
“Eu,” Kate começou. Então, percebeu, que não seria fácil. Era extremamente difícil pensar racionalmente com aquele olhar penetrante fixo nela.
“Eu,” ela disse novamente. “sinto”
Bom. Este era um bom começo. Sua voz estava forte agora, graças ao chá.
Agora, o que vinha depois?
“Muito.”
Pronto. Perfeito.
Mas Burke só continuava sentado lá, olhando ansiosamente para ela. Talvez não tivesse sido tão perfeito. Kate respirou fundo novamente.
“Eu sinto,” ela disse, “muito sobre Daniel, Burke. O que aconteceu entre ele e Isabel foi minha culpa, você vê.”
Ele balançou a cabeça, como se não tivesse ouvido ela corretamente. “Sua culpa,” ele repetiu.
Ela assentiu. “Sim,” disse. “Daniel percebeu que eu tinha o visto – realmente visto – na noite do fogo, e supôs que eu diria a alguém, e então ele decidiu que não poderia me deixar viva. Mas ele não sabia onde eu estava, é claro, então imaginou que se fugisse com Isabel, eu –“
Burke interrompeu. “Mas você disse a alguém. Você disse a muitas pessoas.”
“Eu – bem, é claro que o fiz. Sete anos atrás. Mas ninguém acreditou em mim.”
“Mas Craven não sabia disso.”
Kate, considerando isso, uniu as sobrancelhas. “Não, eu suponho. Mas a verdade é... bem, eu não estava certa se eu acreditava também. Quero dizer, eu sabia que meu pai não tinha começado o fogo. E sabia que tinha visto Daniel lá. Mas uma parte da minha mente, eu suponho, sempre achou que tivesse uma chance de Freddy estar certo – que tinha apenas imaginado ver Daniel aquela noite, porque... bem, isto seria melhor do que admitir a verdade. Ao menos o que todos consideravam verdade.”
Ele a estudou. A confusão tinha sumido de seu rosto. Agora ele não usava nenhuma expressão.
“Então você se vingou,” ele disse suavemente.
“Vinguei-me?” Ela levantou as sobrancelhas que tinham estado unidas um segundo atrás. 26/12/10
Franciele
“Certamente. De todas as pessoas,” ele disse, “que viraram as costas a você quando tudo aconteceu. Você provou que estavam errados. Foi Daniel Craven, não seu pai, que fugiu com o dinheiro deles, e começou o fogo, como você sempre defendeu.”
Kate, surpresa, se levantou lentamente. “Sim, eu suponho que esteja certo.” Então balançou a cabeça. “Mas eu não tenho nenhuma prova, é claro.”
Burke, sentado na beirada da cama ao lado dela, disse com um dar de ombros, “Eu o ouvi admitir.”
“Você ouviu?” Kate virou seu olhar assustado em sua direção. “Você realmente ouviu?”
“É claro que ouviu. E direi isso ao magistério, em meu depoimento esta manhã. Não será interessante ler sobre isso nos jornais de Londres? No final da semana, o nome de seu pai estará tão imaculado quanto o da rainha.”
Kate balançou a cabeça, dificilmente ousando encarar tal mudança de sorte – não, é claro, que ela estivesse menos paupérrima do que estava antes. Não, ela continuava tão pobre quanto um rato de igreja. Mas ter a reputação de seu pai – seu bom nome – restaurado significava mais para ela do que qualquer fortuna de diamantes africanos.
“Não, é claro,” Burke continuou, “que isso fará muita diferença para você.”
Kate atirou para ele um olhar perplexo. “O que? Não fará nenhuma diferença?”
Burke contraiu seus enormes ombros novamente. “Bem, o que as pessoas dizem, é claro.”
“Você está louco?” Kate perguntou. “É claro que faz diferença. Faz toda diferença do mundo!”
“Mas eu achei que você não queria ter nada a ver com minha gente.” O tom de Burke era nivelado, sua face continuava sem expressão. “Ao menos, foi isso que disse esta manhã, não? Eu acredito que suas palavras exatas fora que não podia voltar. Que você preferia criar nosso filho sozinha, em desgraça, do que entre aquelas pessoas que acreditavam na culpa de seu pai antes que ele fosse julgado, que deixaram seu assassino impune.” 26/12/10
Franciele
Kate sentiu seu rosto esquentar, e percebeu, com perplexidade, que estava corando. Parecia inacreditável para ela que ainda pudesse corar depois de tudo que tinha passado com este homem, mas aparentemente, ainda havia coisas que poderia deixá-la envergonhada.
Isto não era, supôs, mais do que merecia.
“Burke,” Kate disse com dificuldade. “Eu sei o que disse essa manhã. Mas percebi – mesmo antes que Daniel chegasse – que não importava. Tudo o que importa é que-“
Mas Burke a interrompeu novamente.
“Deve ser gratificante,” ele disse, “provar que tantas pessoas estavam erradas. Isto era algo que uma vez na minha vida, eu teria gostado de ter feito.”
Ela piscou para ele, o que ia dizer já tinha sido esquecido. “Você?”
“Certamente.” Ele olhou para suas mãos, apoiadas em suas coxas. “Você não podia estar tão ocupada refutando o que eles diziam sobre seu pai que nunca tenha escutado o que diziam sobre mim, Kate.”
Kate imediatamente abaixou o olhar. “Eu escutei algumas coisas,” ela disse, mantendo seu olhar coberto. “Mas eu não acredito em fofoca. Este é o porque que eu quero que você saiba –“
“Mas pode ser útil, você sabe,” ele disse. “Fofoca, eu quero dizer. Em meu caso, especialmente.”
Ela arriscou olhar para seu rosto. Ele estava olhando para ela com uma expressão dividida entre a amargura e a compaixão. Ela olhou para longe novamente, confusa.
“Não sei o que você quer dizer,” ela disse rapidamente. “Burke, eu-“
“É claro que você sabe. Estou certo que seu amigo Freddy lhe disse tudo sobre mim. O sem coração Marques de Wingate, que atirou o amante da esposa pela janela, então fez tudo o que podia para evitar que a mulher visse sua filha novamente. Não é isso?”
Kate disse fracamente. “Bem, eu suponho que escutei algo parecido...”
“É claro que você ouviu. Eu queria que você o fizesse, você vê. Porque as vezes, rumores são... bem, mais gentis do que a verdade.” 26/12/10
Franciele
Ele deve ter notado a expressão perplexa dela, desde continuou com um suspiro, “Eu nunca proibi a mãe de Isabel de vê-la, Kate. Eu atirei seu amante pela janela. Isto eu admito. Mas o resto... Se Elisabeth tivesse expressado o menor interesse em ver sua filha, eu teria arranjado para ela, mesmo que significasse carregar Isabel todo caminho até a Itália. Mas ela não fez. Elisabeth não se preocupava com Isabel. Durante o processo na corte – o divorcio – a única coisa com a qual se preocupava era dinheiro. Quanto ela iria receber. Isto era tudo. Nenhuma palavra, nenhuma menção, sobre Isabel. Este foi o porque, depois de um tempo, os rumores foram bem vindos. Eu queria que Isabel os escutasse, acreditasse neles.” Burke continuou. “Este foi o porquê eu nunca os desmenti. Os rumores eram bem melhores que a verdade. Eu preferia que as pessoas sussurrassem que eu era um ogro, mantendo a mãe longe da filha, do que eles dissessem a verdade, que era que a mãe de Isabel não a amava o suficiente para fazer a menor tentativa de vê-la.”
“Oh,” Kate disse. Sua garganta parecia estar sendo apertado novamente. Mas desta vez, não era porque alguém tentava estrangulá-la. “Eu... eu entendo.”
Ele olhou para ela, mas desta vez havia algo errado com seu olhar. Era como se ele não estivesse a vendo.
“Então você a tem,” ele disse. “Toda minha amarga historia. Bem, o que era apropriado aos seus ouvidos, de qualquer modo. Interessante, não? A diferença entre nós, quero dizer. Você odeia a sociedade Londrina pelos seus rumores hipócritas, enquanto eu os utilizo em meu próprio propósito.”
Repentinamente, ele levantou. O colchão, livre de seu peso, guinou antes de se estabelecer novamente. “Bem, isto não faz muita diferença agora,” ele disse; “Você já tomou sua decisão. Ainda, é uma pena que nós não possamos chegar a nenhum tipo de entendimento; você e eu. Eu acredito que juntos, poderíamos expor toda verdade a eles. Mas, como você disse, é melhor dessa maneira. E agora eu acho que já tivemos muitas emoções por uma noite só. É melhor deixá-la dormi.”
Ele realmente se encaminhou em direção à porta.
Kate retirou as roupas de cama que a cobriam, e saiu da cama.
“Espere,” chamou.
Ele estava próximo a porta. Ele se virou, e a olhou, sua expressão era inescrutável. “Kate,” disse. “Você teve um choque. Precisa descansar. Volte para cama.”
Kate ficou onde estava, torcendo os dedos ansiosamente. “Não,” ela disse. “Eu tenho que falar com você.” Ela acenou em direção a cama. “Você se sentaria, só por um minuto?”
Ele parecia como se fosse dizer algo – provavelmente outro protesto – mas desistiu. Ele refez seus passos, passando por ela e se sentando na cama que tinha acabado de desocupar.
“Então?” ele disse. Sentado na cama, seu rosto estava abaixo do dela enquanto permanecia em pé. “O que é?”
Kate achou extremamente difícil encontrar seu olhar. Em primeiro lugar, era um pouco perturbador, estar tão próxima a ele. Mesmo que não estivessem se tocando em nenhuma parte, ela nunca tinha se sentido tão próxima. Seus sentidos estavam exaltados. Havia o calor que ela podia sentir das coxas dele, e do V que seu robe formava, sobre seu peito nu. E havia a clara essência dele. E certamente, havia seu olhar, tão masculino, e forte, e ainda, ao mesmo tempo, tão vulnerável. 26/12/10
Franciele
“Eu,” Kate disse, incapaz de encontrar seu olhar. Havia algo tão sagaz, tão expectante em seus olhos que ela não podia os encarar, ao invés ela manteve o seu olhar no chão. Mas ela continuava distraída pelos lugares onde sua roupa de dormi estava aberta novamente, bem abaixo do nó da faixa. Ela não podia ver nada além da escura sobra existente abaixo do cetim, mas ela sentia o calor – oh, sim, ela sentia o calor emanando de lá – em suas coxas, através do frágil material de sua camisola.
“Eu... eu quero me desculpar,” ela conseguiu murmurar, finalmente.
“Você já não fez isso?”
Ela olhou em seus olhos, e não se arrependeu disso. A sagacidade continuava ali, verdade. Mas havia algo a mais, também. Algo indefinível. Uma vez, há muito tempo atrás, o pai de Kate tinha lhe dado um anel em seu aniversario, um anel com uma esmeralda que tinha quase a mesma cor que os olhos de Burke. No centro da esmeralda, ela notou, após horas de exame, havia uma falha. Uma pequena rachadura. Isto era o que ela achou ter visto nos olhos de Burke. Uma pequena rachadura, através da qual, ela estava certa, se ela olhasse forte o suficiente, seria capaz de ver sua alma.
“Não sobre Daniel,” Kate disse. Ela levantou a mão, e a pôs em seus largos ombros. “Quero dizer, eu sinto muito é a única coisa que posso dizer sobre Daniel, sobre o que ele fez com Isabel. Mas eu também sinto muito sobre... sobre o que eu disse esta manhã.” Deus, tinha sido esta manhã que ela sentou lá e disse todas aquelas coisas horríveis a ele?
“Bem, eu sinto muito sobre isso, também,” Burke disse ressonantemente. “Mas sentir muito não muda as coisas, não?”
“Eu suponho que não,” Kate murmurou.
Esmagado. Ele tinha esmagado com ela, tão fácil como se ela fosse uma formiga.
Porém, ela continuou.
“Mas eu posso ter sido um pouco... precipitada,” disse.
“Precipitada,” ele repetiu, seus olhos verdes fixos nos dela.
“Sim. Sobre minha recusa...”
Uma de suas escuras sobrancelhas levantou. “Em que?” 26/12/10
Franciele
Ele estava dificultando as coisas. Ele sabia perfeitamente bem sobre o que ela estava falando, mas parecia querer torturá-la antes de admitir.
Bem. Ela merecia uma pequena tortura, supôs. “Burke.” Kate moveu sua mão, correndo seu dedão levemente sobre o suave material da lapela de sua roupa de dormi. “Eu quero voltar para Londres com você e Isabel amanhã.”
Ele levantou a outra sobrancelha. “Você quer? Esta é uma virada interessante nos eventos. Apesar de supor que é apenas natural que queira aproveitar as desculpas de todas as pessoas que uma vez foram abominavelmente rudes com você.”
“Este não é o porquê. Você não pode realmente pensar que eu ligo para o que eles dizem.”
“Não liga? Esta não é a impressão que me deu anteriormente. Você parecia ligar bastante para o que eles dizem... porém, eu suponho que se você deseja voltar a Londres, nós possamos arranjar isso. Mas se retornar suas tarefas como acompanhante de Isabel é parte de seu esquema, temo que terá que pensar sobre isso.”
Ela balançou a cabeça. Que jogo ele estava brincando? “Porque?”
“Bem, ela obviamente nunca será convidada para nenhum lugar novamente, não depois do modo escandaloso que ela fugiu com Mr. Craven. Ela arruinou sua reputação completamente. Então dificilmente necessitará de uma acompanhante, acho.”
“Não,” Kate concordou, seu olhar abaixado. “Mas precisará de uma mãe.”
“Precisará?” O tom de Burke era seco. “E você tem alguma candidata elegível para o cargo?”
Kate levantou o olhar. “Burke,” ela disse firmemente. “Me desculpa não ter te contado antes sobre meu... nosso bebê. Me desculpe por ter dito que não iria me casar com você. E me desculpe por agir como uma... hipócrita.”
Um canto de sua boca – apenas um – levantou. “Eu realmente gostei da parte do hipócrita,” ele admitiu.
Então, como se não conseguisse impedir, ele rodeou os dedos ao redor da cintura dela. Como um pescador recolhendo a linha, ele a puxou inflexivelmente em sua direção, até que ela estivesse em pé entre suas pernas, sobre as dobras de sua roupa de dormir. 27/12/10
Franciele
Ele a olhou, seus dedos frouxo ao redor da cintura, mas possessivamente a circulando.
Ela abaixou o olhar. Não pode evitar. Não era que ela não quisesse ver dentro de sua alma. E a mão dela, que ela estava correndo ao longo de seu corpo, tinha atingido o nó em seu roupão de faixa, e agora paira apenas sobre o material cobrindo uma parte dele em que Kate sentia um profundo
e sincero interesse. "Eu também", disse Kate, mas ela não tinha a menor idéia de que estava admitindo. Ela estava ocupada perguntando o que Burke iria pensar se ela desse um puxão nó de seu roupão. Ele provavelmente a acharia mais hipócrita do que nunca. Ela deve ter atingido algo sensível com os dedo, - embora seu toque tinha sido muito leve, na verdade – desde que Burke repentinamente enrijeceu, a mão ao redor de seu pulso a segurou convulsivamente. Mas quando ela ergueu o olhar para encontrar o dele, notou que aquela coisa indefinível que tinha visto, - caida como um véu sobre os olhos - ainda estava lá.
“Kate,” ele começou.
Mas ela não deixou que continuasse. Ao invés, segurou o laço de sua roupa de dormi, e o puxou. O material se juntou, e então uma parte caiu, revelando o fato que debaixo do robe, o marques estava tão nu quanto o dia em que ela tinha lhe visto no banho. E tinha mais, a parte dele na qual sentia um interesse consumidor tinha reagido a ela antes, a seu leve toque, e tinha crescido a proporções surpreende até mesmo para Kate, que já tinha o visto em vários estados.
“Kate,” Burke disse, em uma voz diferente.
Mas ela não estava ouvindo. Como alguém em transe, ela embrulhou os dedos de sua mão livre ao redor daquela grossa haste diante dela. 27/12/10
Franciele
Desta vez, foi Burke quem respirou profundamente. Um segundo depois, ele soltou seu pulso, e pôs ambas as mãos em seus quadris, a puxando em direção a ele com uma exclamação inteligível. Kate espalmou uma mão contra seu peito nu, mas manteve a outra onde estava, mesmo quando a boca dele capturou a sua, a língua investindo contra barreira dos seus lábios.
E então eles estavam caindo sobre a cama, em um emaranhado de cetim e laços, o longo cabelo loiro de Kate caindo como uma tenda ao redor de seus rostos. Burke tentou rolar sobre ela, mas a mão que ela tinha plantado em seu peito o deteve, apesar de Kate aplicar apenas uma leve pressão.
“Não ainda,” ela sussurrou, quando ele a olhou questionadoramente.
Mas o olhar questionador foi varrido no instante em que ela trocou a mão que estava apoiada em seu peito pelos lábios. Ela beijou seu peito, rindo quando os pelos faziam cócegas em seu nariz. Então abaixou a cabeça para espalhar beijos nos músculos de aço de seu estomago. E continuou a abaixar ainda mais a cabeça.
Foi quando Burke se sentiu obrigado a detê-la.
Ele não queria pará-la. Mais do que tudo, queria que ela continuasse, permitir que fizesse o que ele tinha secretamente sonhado durante muitas semanas. Mais do que tudo, queria sentir aqueles doces lábios nele.
Mas não ainda. Não quando ele estava tão inchado de desejo por ela – tendo estado tão perto de perde-la – que mal podia pensar.
Mas Kate não parou. Ela olhou para o comprimento de seu corpo, seu cabelo espalhado como uma poça de seda por cima das coxas dele, e disse, quase acidamente, “O que é bom para o homem é bom para a mulher, eu imagino.” (foi a melhor tradução que achei, a frase original é “What's good for the goose is good for the gander, I imagine.”) O que Burke não pode responder, porque ela já tinha posto a boca – aquela boca que tinha tanto o irritado quanto enfeitiçado por tanto meses – onde ele tanto desejava tê-la.
Mas não por muito tempo. Porque não podia suportar muito. 27/12/10
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Alguns segundos depois, ele a alcançou, pondo ambas as mãos no rosto dela, seus dedos emaranhado profundamente em seu cabelo. Ele trouxe a boca dela até a sua – aquela impossivelmente pequena, impossivelmente suave boca – saqueando-a com os lábios e com a língua, enquanto a empurrava para trás, em direção a cama. Se passava apenas um dia – apenas um dia – desde que tinha a tido, e ainda assim parecia como se tivesse sido há anos. Ele tinha que se enterrar nela, ou se consumiria em chamas.
Talvez esse seja o porquê de fazer o que fez em seguida, que foi soltar os dedos do rosto dela e os lançou até a barra da camisola. Então, com sua boca ainda na dela, ele correu mão por suas pernas, começando no interior da coxa e terminando no arco dos pés. Então, abruptamente soltou sua boca da dela, colocando-a ao invés contra um de seus seios, sua respiração quente e língua marcando o mamilo dela através do fino material da camisola, ele circulou seu tornozelo com uma de suas grandes mãos morenas. Então, antes que ela soubesse o que ele estava fazendo, separou suas pernas, dobrando elas no joelho, abrindo-as para ele, tão amplamente quanto ela podia. Ele levantou seu rosto do seio dela quando fez isso, e a olhou nos olhos.
E foi quando Kate finalmente viu através da rachadura da esmeralda que era os olhos dele. E o que ela viu lá – o anseio nu; a possessiva necessidade; a desesperada angustia; e mais do que tudo, a força do amor protetor – a fez se perguntar como ela foi capaz de deixar este homem, como ela pode sustentar a idéia de viver uma vida sem ele.
E então a boca dele estava sobre a dela, não só a beijando como a consumindo, devorando-a, mesmo quando sua mão deixou o tornozelo dela e foi até sua nádega, levantando-a, trazendo-a para ele, suavemente úmida, radiantemente hipnótica, acessívelmente quente, contra sua tensa ereção... 27/12/10
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Ele entrou naquele calor com um gemido, enterrando-se naquela apertada, úmida bainha (sheat). Como sempre, ela arfou quando a penetrou, tensa como se teme-se que algo dentro dela se quebrasse devido sua enorme necessidade. E então, quando ela percebeu que estava tudo bem, que não estava quebrada, ela se abriu para ele quase timidamente, o abraçando com seu calor, mas apenas o permitindo afundar em níveis, do modo que alguém afunda em uma banheira quente e fumegante,
Mas não era suficiente. Não era suficiente para ele. Ele precisava afundar de uma vez. Ele necessitava derramar-se dentro dela, se perder nela. Levantando sua cabeça, ele quebrou o beijo, e aprofundou seu aperto no quadril dela. Então olhando seu rosto enquanto a levantava em direção a ele, se dirigiu – todo ele, de uma vez – para dentro dela.
Ela arfou contra ele, sua cabeça caindo para trás, expondo sua longa garganta branca. Seus seios – os mamilos duros pareciam chamuscá-lo, como se fossem feitos de fogo, e não de pele – estavam esmagados contra ele. Ela estava, viu, sem sentido em sua necessidade por ele. E era como ele a queria. Porque era assim que ela o fazia ficar. Sem sentido. Nenhuma outra mulher que conheceu foi capaz de rendê-lo tão perfeitamente em desejo. Nenhuma outra mulher tinha se aberto para ele – tanto fisicamente como emocionalmente – como Kate tinha. Nenhuma outra mulher tinha se deixado ficar tão irracional devido à paixão quanto a que estava se contorcendo debaixo dele.
A irracionalidade – o fato que Kate estava tão agarrada de desejo por ele como ele estava por ela – foi o que finalmente o deixou no limite. Um minuto ele estava cavando mais e mais fundo dentro dela – sabendo que não era como queria; ele queria ser gentil e suave, não áspero e vigoroso, mas com Kate, parecia que não tinha auto controle, nenhum – e no próximo estava vacilando no limite da sanidade. 27/12/10
Franciele
O que o tirou desse limite foi o repentino aperto nos músculos de Kate, incluindo aqueles que estavam aderidos a ele entre as coxas dela. Repentinamente, ela estava tendo um clímax, seu orgasmo transparecia do mesmo modo que a luz brilhava através do céu de verão. E então ele também estava perdido em uma onde de alivio, seu corpo inteiro estremecia enquanto finalmente se liberava dentro dela, banhando-a com fogo liquido.
Mesmo quando se esvaziou dentro dela, ele permaneceu onde estava, enterrado profundamente em seu interior. Ela não protestou. De fato, não estava certo se ela poderia mesmo que quisesse. Ela parecia completamente esgotada, também, seu membro emaranhado nas dobras da roupa de dormi dele, a qual retirada foi negligenciada. Ele podia sentir o coração dela pulsando debaixo dele, entretanto – prova que ela ainda estava entre os vivos – esporadicamente a principio, e gradualmente mais e mais lento.
Depois de um tempo, ele levantou a cabeça, e olhou para ela.
Seu rosto estava corado, seus lábios e bochechas tinham um forte tom de rosa. Havia um brilho antinatural em seus olhos, que olhavam para ele com sagacidade.
“Burke,” ela disse. Ele podia sentir sua voz, suavemente rouca, reverberando através de ambos os corpos.
“Há algo que venho querendo lhe perguntar.”
“Sério?” ele roçou aqueles lábios rosados levemente com sua boca. “E o que é?”
“Você se casará comigo?”
“Hmmm,” ele disse. “Eu acho, que se não o fizermos, as pessoas irão falar. Não concorda?”
Ela lhe mostrou que concordava, em termos inequívocos. 28/12/10
Franciele
Capitulo 34
“Burke,” Kate disse com uma risada, enquanto andava ao seu lado, uma mão segurando o carrinho do bebe, a outra enganchada em seu braço. “Não passa de uma historia de velhas viúvas.”
“Não importa,” Burke disse sombriamente. “Não devemos correr o risco. Nós estamos falando sobre meu herdeiro, você sabe.”
“Mas é perfeitamente ridículo.” Kate olhou para ele por debaixo da aba de seu novo chapéu de primavera, que tinha sido entregue, por todo caminho de Londres, no dia anterior. “Você realmente já viu Lady Babbie em algum lugar próximo ao berço do bebê?”
“Toda manhã,” ele assegurou. “Quando eu entro. Ela esta lá, sentada perto dele.”
“Bem, certamente. Porque ela o adora. Mas note que você disse sentada perto do berço. Não dentro.”
“Não importa-“
“Não importa, simplesmente não é verdade. Pergunte a Nanny. Gatos não sentam no peito dos bebês e os asfixiam enquanto dormem, Burke. Eu não posso acreditar que você tem escutado a fofoca da criadagem.” Ela acenou em direção a Isabel, que estava vários passos a frente deles, seus dedos postos no braço de um loiro e alto jovem. “Você é pior que Isabel.”
Á menção do nome de sua filha, Burke olhou na direção dela. “E isto é outra coisa,” ele disse. “Quanto tempo mais deixaremos isso continuar?”
“Deixar o que acontecer, Burke?”
“Isto.” Ele levantou a mão e gesticulou na direção de Isabel, que estava girando o cabo de sua sombrinha acima de sua cabeça e rindo de algo que sua companhia disse. “Esta... flertação, eu suponho que tenhamos que chamar assim, isto entre Isabel e Freddy Bishop.”
Kate, parando para alcançar o interior do carrinho e ajustar o boné do bebê, disse, sem levantar o olhar. “Realmente, Burke. É um casal muito bom. Você deveria estar radiante. Eu estava perfeitamente convencida, quando a verdade sobre Daniel veio a tona, que ela nunca mais olharia para outro homem. Você se lembra como ela chorou por dias? Mas agora ela é como uma pessoa diferente. E ela poderia fazer muito pior.” 28/12/10
Franciele
“Pior?” Burke rolou os olhos. “O que poderia ser pior do que ter um de seus velhos admiradores como meu genro?”
“Geoffrey Saunders,” Kate disse, se levantando novamente, deslizando os dedos em seu braço novamente.
Desta vez, Burke tomou o controle do carrinho de bebê, e o empurrou através dos jardins de Wingate Abbey.
“Pelo menos Geoffrey Saunders,” Burke disse, “era suficientemente jovem para ela. Bishop é velho o suficiente para ser o pai dela.”
“Besteira. Ele é apenas dez anos mais velho que ela, Burke. Você é treze anos mais velho que eu. E agindo como tal, devo dizer.”
Ele olhou para ela. “O que isso supostamente quer dizer?”
Kate sorriu provocadoramente. “Apenas que acho que você precisa se preparar para o fato inevitável de que Duncan começará a trazer casacos de flanela para você. Não me surpreenderia se você se tornasse reumático, o que explica o fato de começar a acreditar em historias de velhas esposas, e estar tão enciumado com um dos pretendentes de sua filha. O que vira depois, Burke? Leite morno antes de dormi?”
Ele disse, com a dignidade ferida, “Deixarei você saber, Lady Wingate, que nunca precisei de um casaco de flanela na minha vida, e sobre estar perto de me torna reumático você não precisa se preocupar. E mais, não é dos pretendentes da minha filha que tenho ciúmes. É do fato de que este em particular costumava ser um de seus admiradores.”
“Oh,” Kate disse, com um aceno de mão desdenhoso. “Isto é passado. Sou uma memória distante, Freddy está tão preocupado comigo, quanto com sua soprano. Ele me jurou que Isabel é o único interesse da vida dele, de agora em diante.”
Burke fez um som que parecia como um harrumph ( limpar a garganta). Kate se restringiu a apontar que isto era uma coisa desesperada que se dizia na meia idade. Burke era, afinal, muito forte em seus trinte e sete anos.
Ele não tinha provado isso toda a manhã, cumprindo sua antiga ameaça – ou talvez tenha sido uma promessa – de acorda toda manhã com ela debaixo dele? “Além do mais,” Kate disse, com uma risada. “Se você não gosta da idéia de Isabel e Freddy juntos, imagina como Lady Palmer deve se sentir, tendo-me como a futura sogra de seu filho. Bem, uma sogra adotiva, de qualquer maneira ( ela quis dizer stepmother – in- Law, não achei tradução melhor). Mesmo agora que a verdade sobre papai veio a tona, acho que ela ainda o culpa pela morte prematura de seu marido. E agora terá que ter a vergonha de ser aparentada comigo, pelo menos através do casamento. E não irei mencionar o que você fez na sala de desenho dela.”
“Sala de manhã,” Burke a corrigiu. “E ela esta certa de condená-la, mesmo que indiretamente, por tudo. Bem,” ele adicionou, com um suspiro, “Eu suponho que esteja certa. Bishop não é assim tão mal. Ele, afinal, finalmente me disse onde encontrá-la.” Burke sorriu para ela, então balançou o carrinho, e sorriu para seu filho que lhe olhava sonhadoramente. “Damas de companhia,” ele disse ao bebe. “São coisas problemáticas. Ao menos não precisarei me preocupar em encontrar uma para você, não?”
“Para ele não,”Kate concordou secamente. “Mas ele deve ter uma irmã ou duas chegando qualquer dia.”
Burke parou de balançar o carrinho. “Oh, Deus,” ele disse. Levantou o olhar em direção a Isabel, que estavam dando no Conde de Palmer um tapa brincalhão. “Não,” ele disse com horror.
Kate apenas riu, e abraçou seu braço. “Oh, Deus, sim,” ela disse. 28/12/10
Franciele
________________________ FIM ____________________________

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